Jurema – Conclusão

  Bem no centro de um cômodo (de uma sala) (42) totalmente vazio de móveis, encontra-se a mesa de jurema. Sobre um pano estendido no chão, são colocados cachimbos (chamados de caqui e que serão usados de modo invertido para defumação), cruz de madeira, terço metálico, velas, garrafão com poncho de maracujá, cuias (cabaça), aribé da jurema (cuia grande com jurema – também chamada de anjucá), vidrinho com mel, pequena imagem de uma santa, fumo,

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Jurema Rainha

  A Recriação Contemporânea de um Mito Dentre os estudos da antropologia brasileira, a Jurema ocupa um lugar singular. O próprio termo comporta denotações múltiplas, que são associadas em um simbolismo complexo. Além do sentido botânico (1), a palavra Jurema designa ainda pelos menos três outros significados: Preparado líquido à base de elementos do vegetal, de uso medicinal ou místico, externo e interno, como a bebida sagrada, “vinho da Jurema”; cerimônia mágico-religiosa, liderada por pajés,

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Jurema – Atikum

A JUREMA NO “REGIME DE ÍNDIO”: O CASO ATIKUM *Rodrigo de Azeredo Grünewald* (1) 1. Introdução Escrever sobre a jurema é, para mim, um esforço de concentração de elementos dispersos de pesquisa para a composição de um texto evocativo de interpretações relacionadas aos usos sociais de uma planta, principalmente entre a Comunidade Indígena de Atikum-Umã. Vale entretanto, e antes de situar a jurema na Serra do Umã (sertão pernambucano), apontar algumas questões mais gerais que

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Jurema – Mãe Eterna

O xamã nativo como herói cultural, jurema como mãe eterna Clarice Novaes da Mota Palestra apresentada dia 18 de março de 2005 no Primeiro Encontro Brasileiro de Xamanismo. Organização Léo Artése/Associação Lua Cheia Pax, São Paulo, 13 a 20 de março de 2005. (**) Existe em antropologia um personagem que se descreve como herói cultural. É assim designada a pessoa, ou ser vivo seja imaterial, animal ou vegetal  que estabelece as bases da cultura em

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Jurema

A “Jurema Negra” ( Mimosa Tenuiflora ), é também conhecida como Espinheiro Preto. É uma árvore muito conhecida no nordeste brasileiro~. São utilizadas a casca e a raiz macerada na água, vinho ou cachaça. É desta planta que se origina o famoso “Vinho da Jurema”, citado até na obra “Iracema”, de José de Alencar : “Através da planta, os guerreiros de Araquem entravam em comunicação com o mundo invisível” É usada nos rituais do Catimbó

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Jurema entre os índios do nordeste

É a partir do momento que os grupos indígenas da região referida pelos etnólogos como nordeste etnográfico começam a ser pesquisados de forma sistemática (a partir da década de 80 deste século), que um debate sobre a jurema se viabiliza inclusive com tentativas de generalizações.  Entre Pernambuco e Bahia, passando por Alagoas e Sergipe, encontramos recentemente algumas descrições de rituais indígenas que parecem integrados no chamado complexo da jurema (10). Diferente da imagem da Cabocla

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