Semana Santa

A semana santa, é um momento de introspecção de serenidade, pois marca no inconsciente coletivo, a Paixão de Jesus, a Páscoa e a Ressurreição de Jesus. É a Grande época do Ano Cristão. São inúmeros os traços de práticas xamânicas no cristianismo. Eu considero Jesus o “Grande Xamã Iluminado” que mudou a era do nosso planeta.

Segundo a *Igreja Católica*,na Semana Santa o mal atinge o seu auge: na mentira, na malícia, nas armadilhas, no falso testemunho, na traição, na crueldade, nas torturas…A morte utiliza muitos recursos para se impor. Também na Semana Santa, Jesus coloca sinais de vida na oração, na purificação do templo, nas curas, no ensino da humildade, na última ceia (Santa Ceia), na sua entrega em favor de todos.

O Domingo de Ramos é o primeiro dia da Semana Santa. Só passou a ser celebrado a partir do século V, neste dia, lembra-se a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém, onde foi proclamada a Paixão de Cristo. Na Quinta-feira Santa, também conhecida como Noite de Endoenças, lembra-se a última ceia de Jesus com seus discípulos A energia da sexta feira é a do perdão e do amor incondicional. Foi no momento de maior dor e humilhação que o Mestre Jesus perdoou e remiu a humanidade. Na Sexta-feira Santa lembra-se, no mundo cristão, o sofrimento, a humilhação e a morte de Cristo em favor de todos seres humanos.

De origem hebraica, a palavra. Páscoa significa passagem da escravidão pra a liberdade. É a festa cristã que comemora a passagem da morte para a vida. É o primeiro Domingo após a morte de Jesus Cristo. É também o dia de sua ressurreição.

 

Evidências xamânicas :

No Domingo de Ramos (Dia 04 de Abril) inicia-se a Semana Santa que vai até o Domingo de Páscoa. Desde há diversos anos o Domingo de Ramos é a festa anual da juventude, pois as crianças e jovens gritavam por Jesus no templo, e os sacerdotes e escribas perguntaram :

– Ouve o que eles dizem ? E Jesus respondeu :

– Sim, nunca lestes : “Da boca das crianças, ó Deus, tiraste os mais belos louvores”

O Domingo de Ramos recebe este nome porque neste domingo é relembrada da entrada solene e triunfal de Jesus em Jerusalém, como relatado nos evangelhos de: Mt 21,1-11; Mc 11,1-11; Lc 19,28-40 e Jo 12,12-16. Este domingo teve outros nomes, de acordo com a vertente litúrgica compreendia e o destaque se dava a este domingo. Nesse dia, os fiéis recordam a última entrada de Jesus em Jerusalém, entrada cheia de glória e de humildade.

O povo recebe Jesus como um rei, com exclamações de alegria e *agitando ramos de palmeira* como sinal de “viva!”. É esse o significado do “Hosana” que se proclama nessa ocasião (o termo “Hosana” é, literalmente, invocação de socorro: “salva-nos!”).

Diz o Evangelho que “toda a cidade se alvoroçou” (Mt 21,10), mas esse rei não tem poder algum senão o do amor, nada senão a liberdade, outra coisa não pede senão esse mesmo amor e essa mesma liberdade. “Eis que o teu rei vem a ti… humilde” (Zc 9,9). Esse texto do profeta Zacarias é citado pelo evangelho de Mateus (21,5)

Nesse encontro entre humildade e soberania, entre o poder e o amor, entre a glória e a liberdade reside o significado eterno desse dia. Entrando em Jerusalém, Jesus sabe porém que a exultação por parte da multidão O introduz no coração do “mysterium” da salvação. Está consciente de que vai ao encontro da morte e não receberá uma coroa régia, mas uma coroa de espinhos

Uma multidão proclama a realeza messiânica de Cristo. A seguir a essa festa do Reino de Deus que começou a se manifestar, seguir-se-ão dias de tristeza e de trevas. O poder terreno não esquecerá e não perdoará o triunfo de Cristo, o condenará à morte e fará de tudo para extirpar até a última migalha de Seu terrível ensinamento, pois é insuportável seu apelo à liberdade, ao amor, à verdade.

É útil lembrar a simbologia da *”palmeira”* na Bíblia: ela é sinal de prosperidade: “Eis que como a palmeira brota o justo” (Sl 92,13), de sabedoria: “Cresci alto como a palmeira de Engadi” (Eclo 24,14), de beleza: “Teu porte se parece com o da palmeira” (Ct 7,8). Seus ramos são levados como sinal de vitória, como também nos cortejos dos cônsules romanos vencedores. Somente depois da época das perseguições aos cristãos é que a palmeira é sinal de martírio e da vitória da fé.

O Domingo de Ramos era conhecido com os latinos de: “Pascha Floridum”; “Pascha Florum” ou “Dies Floridus”. Todos estes nomes tem o mesmo significado: *”Páscoa das Flores”* ou então como diz o último nome, “Dia das Flores”, pois no Domingo de Ramos, como ainda hoje acontece em algumas localidades, abençoam-se palmas, ramos de árvores ornados com flores e flores para saudar Jesus durante a procissão dos ramos.

Seu ramo simboliza você, que é parte da videira, árvore que representa Jesus. Depois da cerimônia, os ramos são queimados para serem usados na Quarta-feira de Cinzas do próximo ano.

Aparentemente há controvérsias também quanto ao exterior do túmulo onde Jesus foi colocado. Apenas no relato de Marcos cita-se a presença de centuriões ou soldados guardando o local.

Mesmo após Sua morte, se ela se deu na cruz, os relatos a respeito do que aconteceu parecem bastante confusos.

Alguns dizem que quando Jesus ressuscitou e elevou-se às alturas, antes Ele rolou a pedra que fechava o túmulo. Devemos aceitar a ideia que Ele, que tantos feitos grandiosos havia concretizado, que era considerado um verdadeiro Mago, ainda assim, para sair de Seu túmulo, dependesse de abrir caminho físico, retirando a pedra que guardava a entrada ?

Pois no texto apócrifo de Pedro encontramos que o soldado que estava na guarda da porta do túmulo viu três homens saindo, um deles amparado pelos outros dois.

Pode haver confusão inclusive no sentido da palavra “ressuscitar”. Em aramaico, a palavra “ressuscitar” não significa voltar à vida, mas sim, recobrar os sentidos, o que descreve coisas bem diferentes entre si, embora parecidas.

 

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