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Uso terapêutico da Ayahuasca – Daime – Testemunhos

Uso terapêutico da Ayahuasca – Santo Daime

Há milênios o uso de Plantas Sagradas vem fazendo parte da experiência humana. Não se pode confundir com drogas que causam a dependência e colocam em risco a saúde de quem as usa. As Plantas de Poder são ingeridas em rituais. Obedecem preceitos mágico-religiosos e proporcionam cura, autoconhecimento, expansão da consciência.

Tantas situações foram marcantes, tantas visões, insight´s, tantas transformações, que é desafiante dar um destaque. Pude testemunhar a cura de muitas pessoas. Nós não costumamos divulgar isso nas entrevistas e os repórteres geralmente não se importam em entrevistar pessoas que foram curadas, que encontraram no Santo Daime um caminho para uma Nova Era. Geralmente querem relatar o efeitos do chá. Todos nós da Doutrinas vimos; muitos abandonarem as drogas,pessoas deprimidas que encontraram conforto e sentido para a vida, irmãos sem esperança que encontraram uma porta, descrentes que se encontraram com Deus, doentes que se curaram pela fé.

Não são todos que recebem visões e entendimento na primeira vez que experimentam. O trabalho com Ayahuasca é um processo que exige exame, dedicação, disciplina, perseverenca e tempo para um resultado mais completo. Às vezes são necessárias várias sessões para se conseguir esse presente. A ela atribui-se a cura de males físicos, psicológicos,mentais e espirituais. Os estudos científicos ocidentais estão confirmando aplicações médicas e psicoterapeuticas benéficas.

A jornada com Ayahuasca leva a exploração tanto deste mundo ordinário como mundos paralelos, que estão além da percepção corrente. Libera os limites normais de espaço-tempo. Estudos farmacológicos comprovam que as quantidades presentes de alcalóides numa dose de Ayahuasca, estão bem abaixo do limiar da atividade alucinógena.

O grande passo no trabalho com a Ayahuasca é a assimilação dos ensinamentos espirituais e a prática na vida diária , ou seja por em prática o que se aprende. Isso garante a dimensão espiritual em nosso dia-a-dia e é essencial para recebermos as dádivas e as bênçãos espirituais para que possamos evoluir no estudo e aprender sempre.

Este canal foi criado para aqueles que quiserem dar testemunhos sobre sua própria cura.

Para enviar seu testemunho, escreva para o e-mail: clc@xamanismo.com.br com o seguinte formato :

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Profissão:

Histórico:

No máximo 1800 caracteres com os espaços_

Testemunhos

Rafael Ladenthin Menezes

Idade: 23

Profissão: Estudante de psicologia e professor

Histórico:

Se eu fosse descrever as inúmeras curas para o espírito que recebi nessa minha (ainda) curta jornada no Daime precisaria escrever um livro enorme! Então vou deixar um relato que considero ser, de alguma forma, a minha verdadeira “iniciação” nessa doutrina. O ano de 2007 começou para mim de uma maneira bem difícil. Na virada do ano, em férias com minha família, senti uma dor bem aguda no peito, que não passava. Como não estava em São Paulo, fui agüentando pelo menos a virada do ano. Lembro bem dos pesadelos que tinha a noite. A mente pregava peças: “Você tem uma doença no coração, Rafael!”, era assim que os pensamentos me surgiam. Já em São Paulo fiz inúmeros exames no médico e nada foi constatado. Mas a coisa continuava a doer, e de peias na hora de dormir, vieram as peias na força do Daime. Um trabalho bem especial foi o trabalho de São Sebastião daquele ano. Eu simplesmente capotei. Logo depois de tomar o Daime, senti um desdobramento da minha visão, olhava pro Cruzeiro e via 5, 6, 7, 8 Cruzeiros! Não consegui ficar em pé e caí. Senti a Terra me engolindo e realmente achei que ali era meu fim. Não sei o que aconteceu, mas quando me dei por si, tava lá na corrente bailando e cantando, feliz da vida. Renasci! Depois disso, resolvi me fardar e ganhei uma aliança do astral pra combater essa minha dor no peito.

Em outro trabalho, de concentração, me veio a miração. Uma guerra do astral. Anjos e demônios lutando entre si, e eu pude perceber que quando os demônios avançavam, a dor doía mais, e quando os Anjos dominavam, ela passava. Me firmei na Virgem Mãe e ela me deu a proteção e o conforto. Depois desse dia aprendi a me controlar melhor na força, firmando nos seres celestiais.

A cura definitiva dessa dor no peito veio num trabalho de São Miguel. No meio da oração, tava eu lá sentado, a força vindo, quando apareceu um fiscal, pegado, totalmente incorporado, que me tirou de onde estava sentado e me colocou no lugar onde ficavam os fardados mais velhos, a duas cadeiras do batalhão de frente (dos padrinhos). Na hora pensei: “nossa o que to fazendo aqui??”, mas ao mesmo tempo senti uma firmeza nunca antes sentida na força. E a coisa aconteceu. No hino “O Poder do Céu”, do Padrinho Alfredo, todos em pé invocando São Miguel, eu vi, bem na minha frente, de olhos abertos, um Anjo, espetacular. Quase caí pra trás. Esse anjo soprou, bem no meu peito, um vento verde, GELADO! Sem exageros, parecia neve entrando no meu peito, senti tudo congelando, e na hora até doeu bastante. Depois… passou. Uns hinos depois o fiscal veio me tirar do lugar onde estava e me colocou de volta na ala dos jovens. Já estava dada a cura.

Depois disso nunca mais senti essa dor no peito. O que sinto agora é uma enorme energia que saí desse chakra cardíaco quando estou bem pegado. E longe de ser uma dor, é uma sensação divina de Amor que não consigo explicar em palavras…

Agradeço ao Mestre Irineu, ao Padrinho Sebastião, aos seres divinos que me deram esse presente celestial para eu continuar na doutrina para sempre… E também a aquelas pessoas especiais que estão nesse plano, que fazem parte das duas igrejas que participaram desse meu processo de cura, o Céu da Lua Cheia e o Reino do Sol. Todo meu carinho e respeito a essas duas correntes, obrigado!

20/3/2008

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Raquel

Idade: 28 anos

Profissão:terapeuta

Histórico:

As minhas principais doenças eram a solidão e a péssima alimentação. Com o Santo Daime, aprendi a comer menos doces e a me alimentar melhor. Estou muito mais saudável e emagreci.

E o Santo Daime me ensina sempre sobre como é bom ter amigos, conviver com as pessoas, ser gentil e também forte para suportar as negatividades das relações humanas.

Ele também me ensina que mesmo sem compania humana, sempre estou acompanhada. Primeiramente do meu Mestre Juramidam, que vai na frente e nunca me abandona. Junto Dele, toda Sua Corte Imperial : o Divino Pai Eterno, a Virgem Soberana Mãe, o Patriarca São José, os anjos, arcanjos, o Padrinho Sebastião e a Madrinha Rita, a Madrinha Cristina, os caboclos da natureza, especialmente os do mar, com suas suaves princesas, companheiras. E esse é o maior tesouro que encontrei : o Santo Daime, todas estas companias e todos os ensinos que tenho recebido e me esforço por aprender.

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André Luiz de Jesus Souza (Uso terapeutico)

Idade: 28 anos

Profissão: Assistente Financeiro

Histórico:

Desde que nasci, sempre fui uma criança saudável e com uma ótima família cristã. Quando tinha entre 13 e 14 anos, me mudei de onde morava com minha família para outro bairro e, a partir daí, comecei a conhecer um mundo até então desconhecido pra mim: o mundo das drogas.

Fui me enveredando pelo labirinto de maneira que não percebia, e muito menos me importava, para onde estava indo. Não assistia mais as aulas e o relacionamento com minha família praticamente acabou, pois não conversava mais com ninguém em casa. Entrava e ia pro quarto, do quarto pra rua e assim por diante. Conheci a cocaína e o crack. O álcool, já meu companheiro, se unia feliz da vida a estas duas substâncias e assim formávamos um grupo decadente e sem consciência do que estávamos fazendo com a minha vida.

O tempo foi passando… anos! 10 anos se passaram e eu me afundava cada vez mais. Ao longo deste período, nunca me esqueci ou deixei de acreditar em uma Força Criadora Suprema, Deus ou seja lá como preferirem chamar. Descia nas “bocas” pedindo a Deus que me ajudasse a passar por ali e sair inteiro. O tempo foi passando e os pedidos mudando. Em determinado momento, eu descia na “boca” pedindo a Deus que me tirasse daquela vida, pois eu já não aguentava mais. Depois, enquanto usava a cocaína ou o crack, ia usando e pedindo para parar. Estava ficando maluco com a situação e praticamente me entregando para uma possível morte precoce.

Em toda minha vida até hoje, sempre achei interessante e gostei de observar o modo como cada religião, seita ou pessoas em particular chegavam ao chamado Deus, o Divino, o Criador. Passei por vários locais, como igrejas católicas e evangélicas, templos orientais, terreiros, centros kardecistas, meditações, artes marciais, etc. Sempre fui um observador e nunca havia sentido uma mão que me segurasse em qualquer local que eu estivesse.

Certo dia cheguei nesta Doutrina, o Santo Daime. Cheguei devagarinho, sem entender nada e sem conhecer ninguém. Fiz um trabalho de Concentração e me lembro do meu comentário até hoje para quem estava comigo: “Olha, eu não entendi nada, vou voltar mais umas 3 vezes para formar uma opinião e depois largo mão”. O tempo foi passando e eu fui fazendo as Concentrações. Depois da terceira vez eu comecei a reparar que algo estava mudando em mim. Já não sentia tanta necessidade das drogas. Mas, mesmo assim, ainda mantinha o consumo com certa frequência. Certo dia fui visitar uma igreja do Santo Daime da linha do Cefluris, do Pad. Sebastião, em um trabalho de São Miguel. Nunca havia feito um trabalho de São Miguel. Durante o trabalho, de olhos fechados e mudo (pois não conhecia o que estava sendo cantado), comecei a sentir cheiro de crack e de cocaína. Os cheiros se misturavam e eu abri os olhos assustado e olhando para os lados procurando quem estava usando aquilo ali naquele salão. Quando me dei conta eu estava completamente molhado de suor e, para minha surpresa, aquele cheiro estava era saindo de mim. Por cada póro do meu corpo eu exalava aquele cheiro que saía de mim como uma gosma amarelada que estava sendo extraída através de fluídos dourados que, no momento, não passavam só por mim, mas pela igreja inteira. No momento em que me dei conta do que estava acontecendo, percebi a grandeza não só deste Sacramento, como também das Forças com a qual Ele trabalhava. A partir deste dia foi onde eu decidi me fardar nesta Doutrina da Virgem da Conceição, a partir deste dia meu corpo físico e minha mente nunca mais pediram as drogas. O vício, em todos os seus aspectos, deixou meu corpo de maneira suave e sem sofrimento. Me entreguei definitivamente a esta Doutrina por amor e gratidão! Hoje, ainda tenho a gratidão e a satisfação de ter sido agraciado com mais duas curas que são tão importantes quanto a primeira, que foi deixar de comer carne e deixar de fumar. Isso sem falar no respeito adquirido pelo Ser Humano, por mim mesmo, por todas as minhas relações!

Viva São Miguel!! Viva o Santo Daime!!

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Prezado Léo,

meu nome é José Carlos Obata, tenho 51 anos, moro em Cotia e trabalho com Informática. Estive na sua quarta aula de Xamanismo junto com minha esposa, Ivete (japonesa), quando se discorreu sobre o exercício do “Eu Te Amo” realizado pelos participantes desse curso. Mas, o que me faz te enviar este e-mail é pelo seguinte fato: participei do ritual da Lua Cheia dia 9 último em seu espaço lá em Itapecerica da Serra e, pela primeira vez, tomei o chá do Daime. Ivete também participou. Ela me incentivou a registrar a minha vivência desse dia, pois achou-a fantástica, coisa que não tinha ocorrido com ela. Pois bem, assim o fiz, e dediquei a ela esse registro. Passados alguns dias, achamos que seria legal você também poder partilhar a experiência pela qual passei durante o trabalho por você comandado. Portanto, estou te encaminhando o correio que tinha enviado somente à Ivete.

Aproveito para parabenizar a organização do evento, a cordialidade e preparo dos fiscais e todos os participantes desse Espaço, que proporcionam à comunidade a possibilidade de vivenciar uma realidade mais humana e divina ao mesmo tempo.

Um forte abraço!

Meu Anjo, bom dia!

Muitas coisas me tem vindo desde a minha experiência deste sábado. Uma vivência espiritual fantástica. Neste momento, ainda, sinto que algum resíduo benéfico persiste em meu sangue, minha consciência, meu espírito. Na verdade, “meu” entre aspas: ESPÍRITO UNIVERSAL.

Compreendi e me renovei. Reconfirmou-se muitas coisas que já sabia. Poderia falar que devo isso à Ayahuasca, o veículo materializado da comunicação Divina, mas prefiro não ser injusto com a igreja à qual fomos: Santo Daime Céu da Lua Cheia. O DAIME deu-me muitas respostas, muita Luz e me limpou de imemoráveis bloqueios através de manifestações físicas, que se deram por urros e rugidos animalescos de força descomunal, alguns poucos vômitos de pouco chá e muitos cuspes de fim de faxina. Sobreveio, então, uma variedade imensa de vivências inéditas, substanciais, iluminadoras, … Um leve e doce sorriso instalou-se em meus lábios. Pensava muito no momento em que iria partilhar com você toda as dificuldades iniciais pelas quais passara e no presente ofertado pela FORÇA PRIMORDIAL após a noite escura pela qual tivera que passar. Como você, sofri muito e só pensava em desistir, fugir e tive medo. Talvez, tenha sido um novo parto, agora consciente.

Agora, compreendo Castaneda e dom Juan quando falam sobre as plantas de poder. Rainha associada ao Jagube, são plantas de poder. Uma outra realidade se apresenta com sua inteligência e poder universal que a todos e a tudo abarca. É doação pura, sem reinvidicar nada, apenas lhe dá na exata medida suportável naquele momento. Meu corpo ainda sente um leve frêmito ao relembrar algumas passagens. Sinto que meus ombros estão muito relaxados e o tempo já não passa como antigamente. Estou muito satisfeito. Valeu a dor, valeu a pena.

O EU Superior veio até a mim, ao meu ovo luminoso, jorrando sabedoria divina numa profusão de comunicados e sacudidelas corporais como que limpando o físico das amarras e emitindo energia de volta: aché!

Rugi como uma fera na noite escura e profunda diante da mata impenetrável molhada pela chuva. O som poderoso, por três vezes, saiu na premência de desbloqueios seculares que me acompanhavam. Minha boca deve ter-se aberto num tamanho descomunal para a passagem ininterrupta dessa força que precisava ser devolvida para o Universo; e espalhou-se para a mata, onde Oxóssi se sente bem e seu espírito guerreiro caça sem descanso o seu intento. Caçador de Mim.

Não chorei nas 10 horas de trabalho. Não havia nada a lamentar, a remediar, a postergar … apenas, renascer a partir de dentro de mim, impulsionado pelo poder da erva, da Força Incontida e Infinita do Universo.

Ele me confirmou: estou no caminho e nenhuma correção de rota é necessária. “Segue em paz, não há nada a fazer, senão seguir como tem feito”!

Ele me mostrou a pobreza dos julgamentos, da crítica, da separatividade.

As pessoas mais simples tem me passado muitas coisas elevadas. Pessoas desconhecidas, que vou encontrando pelo caminho. E eu sigo por onde tenho que ir. Não será com meus familiares que devo seguir, não tem nada a me ofertar, e devem ser deixados ao seu próprio desenvolvimento. A Energia deve ser dosada e bem utilizada, com as pessoas certas e determinadas. Ivete é meu anjo protetor, minha companheira de caminho e com ela sigo por esta vida de descobrimentos e iluminação.

Ele me falou: Oxóssi!!! numa abertura clara do orixá de cabeça. Gestos de caboclo também me acometeram enquanto sentado num pedaço de tronco abaixo de uma árvore. Aí permaneci um tempo infindável, o meu tempo de descoberta, o meu tempo de orixá, o meu tempo de caboclo, o tempo sem duração, o espaço sem forma. De quando em quando, esfregava uma das mãos no couro cabeludo freneticamente, ou passava uma mão pela orelha e face, batia as mãos nas coxas, abria e fechava as mãos como emitindo ou liberando energia interna. Ah! os mistérios do nosso próprio Ser que desconhecemos totalmente.

Ayahuasca trouxe para mim uma realidade paralela, mais verdadeira que o racionalmente conhecido por nós, por que nela somos completos, íntegros, amorosos, simples, búdicos, crísticos, poderosos, iluminados. Permaneci consciente o tempo todo, e em minha percepção dois mundos se alternavam constantemente em ondas ininterruptas; um mundo arcaico, racional, classificador, míope; e outro mundo que a tudo COMPREENDE, que é pura Luz, Energia, Espiritualidade. Um grande e sonoro riso de Buda.

Ele é EU SOU! O Não-nascido, o ETERNO, o que sempre existirá!

Nos momentos de dor e desepero, em que eu amaldiçoava a experiência a que estava me submetendo, versos dos hinários cantados dentro do grande salão me penetravam para me sustentar à beira do abismo, numa possível vivência do espaço-tempo quântico, sem linearidade nos fluxos dos acontecimentos, posto que as palavras e força dos versos chegavam na hora certa, evitando a derrocada do meu corpo-mente-espírito alquebrado pelas provações da noite escura do meu Ser.

Nenhuma palavra e explicações poderão dar a forma e sensação precisas das minhas vivências neste dia que começou na noite de sábado e encerrou-se no amanhecer do domingo. Tento apenas registrar de alguma forma os acontecimentos dessa jornada sem volta. Hoje já não sou mais o que era ontem, e assim espero que prossiga.

Não devo me desviar desse caminho há muito iniciado. Pessoas em outro nível de conhecimento sempre aparecerão para, com explicações lógicas e sem vivência do que falam, tentarem denegrir o meu processo. Isso é perda de tempo, e muito pior: desgaste de Energia Vital. Sinto que mais uma benção foi me ofertada e com isso devo lidar e fortalecer o meu espírito.

No bailado de quase 6 horas de duração (assim imagino) percebi a força que se pode agregar para combater a negatividade que se abate sobre a nave Terra. Guerreiros de Luz entoando hinos de louvor a Deus, à Vida, à Mãe Natureza, à sabedoria infinita do EU SUPERIOR. Muitas horas depois ainda conservo uma disposição física que não requer descanso prolongado. É o DAIME, a Ayahuasca, a seiva da Energia Cósmica!

Em alguns momentos, involuntariamente, como em todos os outros movimentos corporais, uma força abruptamente unia as palmas das minhas mãos numa posição de oração e agradecimento ao Deus-Pai. Uma eternidade passou por mim em poucas horas, numa concentração precisa e sábia do que eu precisava naqueles momentos. E, passados os efeitos mais contundentes do poder da erva amiga, conselheira, o mundo arcaico voltava renovado, amigo, como uma terra estéril que renasceu após uma tormenta, que após o seu período feroz e devastador, virou chuva benfazeja e trouxe vida nova aonde havia estagnação e desolação.

Agradeço ao poder da Ayahuasca e a todos que trouxeram esse poder até os dias de hoje.

A Energia Incomensurável penetrou em mim

Me inundou de cores vívidas e brilhantes

Como nunca tinha visto antes

Uma torrente de sinapses com muita Luz

Por todos os cantos se moviam

Um sofrimento atroz assomou a minha alma

Xinguei e amaldiçoei a tudo sem falar

Pensei que nunca ia terminar

A noite escura da Alma dissipou-se

E Deus falou comigo

Me reconfortou, me aconselhou

Abriu os meus lábios em sorriso

O ar, o prana, penetrou mais fácil e pleno

A coluna se endireitou e a cabeça ergueu-se para o céu

As pernas andavam levando o meu corpo

Uma força amiga me guiava por caminhos não previstos

A Sabedoria conversou comigo

Me tranquilizou, me incentivou

Deixou-me pronto para voltar à realidade mundana

Agora, fortalecido e ciente de que Ela sempre estará presente

Basta Parar o Mundo e VER!

ACHÉ, Irmãos Guerreiros de Luz!

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Nome: Jaqueline Pereira de Queiroz

Idade: 24 anos

Profissão: Assistente Administrativo

Histórico:

Muitas pessoas chegam no Daime, eu caí de para quedas! Minha cunhada que já freqüentava o Daime no C.H.A.V.E. de São Pedro em Porto Alegre, tomou conhecimento do trabalho de Lua com direito a eclipse e tudo mais… recordo a data 03/03/2007 ainda guardo o e-mail dela com apenas o dito “NÃO PERDE ESSE!!!!!!!! VALE MUITO A PENA!”

Fui em busca da anamnese, quase não consigo chegar no local antes nunca freqüentado, já que nunca havia ido ao Butantã. Cheguei às 21h, cumprimentei a todos e conheci a pessoa que muito me influencia nesse caminho, a Fany. Ela nos explicou muito sobre o Santo Daime e eu me abri contando que já conhecia o poder da ayahuasca. Ao final da anamnese percebi que não tinha como chegar a Itapecerica no sítio e a Fany me indicou uma amada irmã para a famosa carona!

Os dois dias antecedentes ao trabalho se arrastaram, mas acabou chegando. Durante o trabalho senti meu corpo estremecer e naquele momento eu queria ir embora. Não lembrava mais do nome, nem do rosto da irmã que com tanto amor me estendeu a mão. Senti-me uma ingrata, mas naquela situação só queria ir embora. Saí da Igreja e fiquei lá fora observando sem entender nada, senti um enjôo e não consegui segurar o vomito. Comecei a vomitar e me agachei, pois não conseguia ficar em pé, me faltaram as pernas. Vomitei e comecei a chorar apavorada por estar ouvindo dizerem “o que você está fazendo aqui?”, “você está sozinha!!!”, “aqui você não conhece e nem tem ninguém por você, se acontecer alguma coisa ninguém te conhece! Você vai ficar aqui sozinha!”… Chorei desesperadamente e senti alguém tocar nos meus cabelos que, naquela altura do campeonato, eu já nem me importava mais se estavam sujos de vomito ou não. Esse alguém me abraçou e sussurrou ao meu ouvido “você nunca está sozinha porque nós nunca te deixaremos!”. Naquele instante senti um alívio e observei a sombra que se destacava no chão e percebi não ser a minha, mas sim a de um caboclo. Senti aquele carinho obedeci ao que ele dizia que era para voltar para dentro da Igreja sentar no meu lugar e cantar ou apenas ler o hinário para acompanhar e entender o que estava acontecendo. Perguntei quem ele era e fui lembrada de que apesar de não estar mais trabalhando em centro de Umbanda, que foi onde eu descobri minha espiritualidade, Eles, os Guias, não me deixariam sozinha nunca mais. Ao entrar na Igreja senti o amor de cada entidade e os ensinos passados por cada um deles. Senti o abraço da minha irmã que estava longe e com saudades, senti a presença da minha cunhada que havia me indicado o caminho, senti o meu EU como nunca havia sentido antes.

Não foi nesse trabalho que a cura chegou, fiquei ainda com as sombras sempre me lembrando da minha situação após o divórcio dos meus pais. Eles me pegavam nos maiores medos que era de não conseguir constituir uma família… Estar sozinha…

Foi num trabalho cantando o hinário de cura do Padrinho Sebastião que a cura veio. Depois de tantos outros trabalhos tentando me livrar das sombras… Lembro de estar na Igreja e ser pega por um medo tremendo, sem nenhuma fiscal perceber corri para o banheiro sozinha, no pico da força do trabalho e do Daime em mim. Hoje sei que foi a maior besteira que eu poderia ter feito, mas fiz. Entrei no banheiro e lá fiquei, pois fui pega por uma energia que não me deixava levantar, chorar, gritar, falar, nada! Fiquei ali sabe-se lá por quanto tempo. Até que percebi algumas vozes do lado de fora do banheiro, senti como sendo a minha salvação, porém ao tentar pedir ajuda para sair dali a minha voz não veio e as vozes de fora começaram a sumir. Num ato desesperado comecei a clamar por quem poderia me ajudar, Deus! Pedi força para levantar dali e pedir para me levarem de volta para a Igreja. Levantei-me com muito custo e saí do banheiro aos prantos, me libertei! A voz voltou e consegui chorar e pedi ajuda para uma fiscal, pois ainda não sentia minhas pernas. Do fundo do meu coração eu implorava para que ela me ajudasse ela por sua vez tentava me acalmar e dizia que iria sim me ajudar e perguntou o que eu precisava e eu apenas dizia “me leve de volta para a Igreja, por favor.” e ela o fez. Nunca o caminho do banheiro foi tão longe. Ao chegar à Igreja as fiscais providenciaram uma esteira e me deitaram lá. Fiquei em silencio sentindo apenas as lágrimas que escorriam dos meus olhos pelo meu rosto. Percebi alguém sentar na beirada da esteira que dizia:

– quer melhorar disso aí?! Então canta!

Eu retrucava:

– mas eu não sei…

Ele:

– sabe sim, canta!

E eu comecei a cantar… Aquela sensação ruim foi passando e o espírito que ali estava disse:

– agora feche os olhos e veja sua vida!

Eu o fiz e vi meu passado, presente e futuro… Parece pretensão alguém poder ver o futuro, mas eu vi. Enquanto eu via e o ouvia dizer:

– a vida dos seus pais não é a sua vida! Essa aí que você está vendo sim é a sua vida, só depende de você não deixar acontecer como foi com seus pais. Você vai casar e ter a sua família.

Entendi que aquilo ali não era o julgamento sobre o divórcio dos meus pais, mas sim a visão da minha família.

Essa foi a minha cura, já que depois desse dia nunca mais me senti sozinha e nem passou mais pela minha cabeça que eu nunca teria uma família. Hoje sou feliz por ter meu marido que eu tanto amo e minha estrelinha que o Papai do Céu me agraciou que é o Cainan.

Agradeço a Deus e as entidades que me acompanham todos os dias.

Agradeço à Lú que me indicou um caminho no momento em que eu estava mais perdida.

Agradeço aos irmãos do Céu da Lua Cheia que me receberam com tanto amor.

Agradeço ao Daime por ter me recebido.

Paz, Amor, Luz…

Jaqueline Queiroz

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