Tempos Sagrados, Equinócios, Solstícios e Festivais do Fogo e crise ecológica

Tempos Sagrados, Equinócios, Solstícios e Festivais do Fogo e crise ecológica

Em “Tempos Sagrados” Willian Bloom” faz os seguintes comentários :

“O problema que enfrentamos quando trabalhamos com estes festivais é que atualmente a humanidade está num processo de completa redefinição de seu relacionamento com o seu ambiente ecológico. Na verdade, este problema em especial – o da mudança de relacionamento entre a humanidade e seu meio ambiente – tem estado conosco desde o tempo das primeiras civilizações. À medida que fomos nos tornando agrícola e tecnologicamente eficientes e nossas sociedades se tornaram mais e mais complexas, assim também nos distanciamos, psicológica e fisicamente, de nosso ambiente natural e cósmico.

Esta distância psicológica que nos impede de perceber como nossas vidas afetam e são afetadas pelo meio-ambiente, teve como resultado a presente crise ecológica. Também nos induziu a uma maneira de pensar que nos impede de reconhecer as realidades mais gritantes. Numa sociedade primitiva é mais do que óbvio o fato de sermos vulneráveis às forças dos elementos. Também numa sociedade pecuarista ou rural é óbvio perceber como nossas vidas estão entrelaçadas com a passagem das estações e dos ciclos naturais de crescimento. Em nossa sociedade contemporânea, como milhares de escritores e comentaristas já lamentaram, nós não temos nenhum contato com essas realidades naturais.

Nós não damos mais importância ao fato de que Gaia e a energia solar nos suprem de tudo que necessitamos. Perdemos contato com essas realidades de tal maneira que criamos sociedades em que toda a população tem excesso de provisões e excesso de mesquinharia, enquanto outras sofrem por excesso de carência e necessidade. Nós perdemos toda a noção do que é natural, incluindo nosso sentido inerente de justiça.

Na cultura contemporânea parece que não temos a necessidade de entender como estes relacionamentos naturais são cruciais. estamos passando por uma fase de negação em massa: não reconhecemos esses relacionamentos e certamente não os honramos. As religiões modernas do mundo conspiram para chegar a essa negação. Elas exaltam ideologias culturais inspiradoras mas, só com raras exceções, preocupam-se em honrar as realidades do espaço sagrado em que vivemos.

Pior do que isso, as religiões do mundo contemporâneo demonstram desagrado pelos sistemas de crenças que honram essas realidades invisíveis, julgando-os pagãos, primitivos e supersticiosos

Existem alguns grupos, é claro, que ainda celebram os festivais do Sol e do Fogo de acordo com as antigas tradições e seu trabalho deve ser honrado. estou pensando especialmente nos Druidas, nas tradições Wicca e dos Nativos Norte-Americanos (nós do Lua Cheia também!!!) A maneira como estes grupos trabalham pode ser uma fonte muito útil de inspiração.

Portanto, nós estamos diante de um estimulante desafio. O desafio de criar festivais que se relacionem com as nossas realidades ecológicas sagradas e, ao mesmo tempo, com nossas comunidades locais e especiais; festivais com uma perspectiva cósmica e sagrada, mas baseados em nosso ambiente imediato. Nossa meta é descobrir maneiras de honrar e celebrar nossos relacionamentos ambientais mais importantes. E precisamos fazer isso tanto nas nossas cidades quanto nos lugares sagrados da natureza.

Eu tenho a impressão que não haverá um formato padronizado para a celebração dos Equinócios, Solstícios e Festivais do Fogo, diferentemente das estruturas definidas dos grupos de meditação da Lua Cheia. Haverá temas semelhantes para a meditação e reflexão, mas a maneira dos grupos celebrarem irá variar de lugar para lugar. Também a época dos Festivais do Fogo serão de acordo com as condições ecológicas locais: preparação do terreno, plantio, colheita e o ritmo angélico de cooperação ocorrem em épocas diferentes em lugares diferentes.

Encenando um princípio cósmico o ritualista atrai para si mesmo a real atmosfera e qualidade desse princípio. O que poderia ser sómente uma distante experiência meditativa torna-se uma realidade energética existencial. Se alguém procura essa profunda forma de envolvimento numa estrutura tradicional, o melhor a fazer é se juntar a um grupo ritual já existente. É a busca do significado interior e a revelação desse significado que, quando celebrados exteriormente, trarão bençãos para toda a vida.

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