Festivais

 

O ano astrológico inicia-se com a entrada do sol no signo de Áries, porém o pensamento coletivo, dos rituais de passagem, as comemorações natalinas e os festivais de fim-de-ano, antecipam por força astral a entrada do Ano do Sol.

O dias 21 marcam pontos onde o Sol atinge o máximo de sua declinação em relação ao Equador seja ao norte ou a Sul. O Solstício de Inverno representa o dia mais curto do ano e ocorre ao Norte do Equador ( 21 de dezembro ). Muitos podem pensar : é mas acontece que na Europa e nos EUA é inverno e aqui é verão ! Lembre-se que as declinações são em relação ao Equador e o que vale na magia é o que acontece no planeta. Onde em algum lugar é noite, em outro é dia, ou seja o Sol está presente no planeta e sua energia pode ser evocada à qualquer hora, em qualquer lugar.

O Solstício de Verão marca o dia mais longo ao norte do Equador ( 21 de junho).

Quando o Sol fica exatamente na linha do Equador, os dia e noites tem a mesma duração, marcam o ponto médio entre os solstícios, chamados de Equinócio de Outono (21 de setembro) e Equinócio da Primavera (21 de março)

No xamanismo, nas culturas ancestrais nesses dias são comemorados rituais de passagem, onde tem-se a oportunidade de mostrar nossa fidelidade no relacionamento, com o Sol, como um ser de máxima grandeza, o que mais reflete o Poder do Criador, essa presença yang suprema, aqui na Terra. O Sol como força vital.

O Sol como causa de tudo que é gerado, que nos permite enxergar as belezas da terra, nutrição, fonte de calor, indestrutível. Símbolo da fecundidade, da essência do mundo. Os nossos ancestrais nos ensinaram a celebrar a passagem do tempo, e a festejar quem nós amamos.

O Sol, é quem traz crescimento e claridade para a Mãe Terra. Muitos rituais e cerimônias são relacionados com a trajetória do Sol.
Os nativo-americanos dançam em torno de uma árvore, símbolo associado ao Sol, a fonte da vida. A Águia representa a Guardiã do Portal Dourado, da direção Leste, onde o Sol nasce. Eles executam o *Sundance,* a dança do Sol, girando em torno da árvore.

Existe outro tipo de dança do Sol que é realizada anualmente pelos guerreiros, que se trata de um ritual de sacrifício, onde o dançarino tem seu músculo peitoral perfurado, e em seguida é atado com tiras de couro na árvore (*Sundance*).

No Peru anualmente, é realizada a Festa do Sol ( junho), o Deus Sol ou Inti, era considerado pelos incas como o doador da vida. Eles se consideravam os Filhos do Sol. Em todas as cidades incas existia uma pedra chamada Intihuatanaque assinala os dias em que o Sol chegava ao centro, ou seja, exatamente meio-dia.

Nas festas de Natal une-se o Culto do Sol e das Árvores, representados pelas lareiras, velas e árvores de Natal. Por isso que até hoje levamos uma árvore para casa, nos dias de Natal.

O nascimento de Cristo coincide com o solstício de inverno (Equador) e comemora-se São João no solstício de verão (Equador), com a fogueira.

Os dois momentos extremamente importantes nas cerimônias cristãsAo celebrar a benção da Divindade Solar, os celebrantes de percepção xamânica invocam a força do Sol e suas bênçãos para si, outros, demais seres e para o meio ambiente.

Jesus teve seu nascimento cercado de simbolismos xamânicos. Primeiramente os Reis Magos do Oriente:

Rei Baltazar

O seu reino estava em decadência. Ele ficava num país longe de Jerusalém. O templo estava em ruínas, o último sacerdote falecera há anos, e sempre lhe dizia que uma Nova era iria iniciar. Uma Nova Luz iria descer à Terra.

Ele sonhou com uma criança envolta em ouro e brilhante como o sol, que lhe dizia:

– Quando me vires na Estrela a hora estará próxima.
Nas noites claras ele ia para as ruínas do templo e olhava para olhar o céu a espera de um sinal.
Um dia, sentiu um perfume de incenso, que veio dos campos ao mesmo tempo em que via uma brilhante estrela no céu e ouvia a voz de uma criança dizendo :

– Eis-me aqui !

Pegou o mais veloz dos seus camelos, preparou-se para uma grande viagem, seguindo a estrela, e levou consigo um dos últimos incensos preciosos do templo para presentear a criança.

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Rei Melchior

No sul do oriente, o país de Melchior vivia em guerra, era sempre invadidoMarcou uma reunião com sua corte para encontrar uma solução no salão dos nobres, que tinha taças de ouro, pratos de prata e cadeiras adornadas com os brasões dos cavaleiros.
Tinha a cadeira do urso, da águia, do leão, do abutre e do falcão. Havia um brasão com um relâmpago e outro com uma estrela cadente, e no trono real, o Sol.

Na noite Melchior teve um sonho, as figuras do brasão tomaram vida e lutavam, até que a estrela saiu do brasão circulando por toda a sala e fazendo com que tudo voltasse ao normal

Na hora da reunião, Melchior olhando para uma taça de ouro, teve uma visão : O fundo da taça se abriu formando uma gruta, onde havia um bebê com uma estrela por sobre a cabeça, que lhe disse:

– Segue a estrela, pois ela trará à Terra a verdadeira paz !

Depois que todos foram embora, Melchior olhou para a janela, e viu no céu a estrela que brilhara em sua taça. E saiu em viagem, seguindo a estrela e levando consigo uma taça de ouro para presentear a criança.

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Rei Gaspar

Gaspar vivia na África. Seu país era muito abundante, até que chegou a seca, e foi aumentando, até tudo secar. Os sábios diziam que os deuses não mais escutavam seu povo.

Animais morreram, as árvores secaram, doenças matavam o seu povo. Gaspar liberou, então o poço real, mas um dia ele viu que também estava acabando. Nesta noite não dormiu, e de madrugada teve um sonho. Sonhou que caiu dentro do poço, e conseguiu, na queda, agarrar-se a um pé de mirra, que tinha nascido no poço. Viu que onde estava plantada a mirra havia uma nascente e nela uma estrela com uma criança adormecida.

Neste dia ele foi orar numa montanha com muita devoção e inesperadamente nuvens formaram-se no céu e começou a chover bastante.E, no topo da montanha ele podia enxergar uma estrela igual a que ele viu no sonho.

No dia seguinte colocou num bauzinho o último galhinho de mirra com a resina que estava no poço real, e viajou na direção da estrela
Quando os três estavam próximos de Jerusalém, uma neblina ocultava a estrela, e sem saberem, desceram do camelo no Monte Gólgota, e sentiram uma profunda tristeza, sem saberem o motivo. (era o local, onde seria a crucificação).\

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Ao amanhecer do dia fiaram admirados por estarem seguindo a mesma estrela, e a mesma criança, abraçaram-se e decidiram visitar o Rei Herodes em Jerusalém.

Ao mesmo tempo, Herodes também tinha tido um sonho. Sonhou com um rei que invadiu seu país, com luzes poderosas, e recebeu desconfiado os tres reis.

Os três reis perguntaram se algum rei tivera nascido. Também disseram que estavam seguindo a estrela. Assustado chamou os sábios do palácio, mas eles não sabiam de nada, até que um deles lembrou-se dos livros que falavam da vinda de um Messias.

Quando os reis saíram do palácio, viram novamente as estrelas, e Herodes mandou que seus guardas encontrassem e destruíssem a criança.

Seguindo a estrela, numa noite de *Lua Cheia,* notaram que a estrela parou por sobre um estábulo, num campo diante de uma gruta. Seu brilho aumentou. Uma Luz Divina iluminava o ambiente. Viram a Criança e a Mãe, envoltas em Luz. A alegria foi tão grande que cairam e joelhos e beijaram o chão.

*Melchior* pegou a taça de ouro e diz:

*”Até hoje somente reis beberam nesta taça. Agora ela será iluminada pela Tua Luz . Aceita o Ouro.”*

*Baltazar* entregando o incenso disse:

*” Criança Divina ! Trago-te o incenso do mesmo que era queimado nos rituais sagrados do velho templo da montanha. Abre-nos uma Nova Era. “*

*Gaspar* ofereceu mirra dizendo:

*” Menino da Estrela ! Aceita a mirra que nasceu no poço que continha a última água. Sob tua luz a Fonte da Vida vai começar fluir.*

Nesse momento, os reis entraram em transe. E viram tudo o que iria acontecer para frente. Ao levantarem-se estavam transformados. Despediram-se dizendo que a estrela estava em seus corações.
Ao voltarem tinha decidido descansar no palácio de Herodes, mas um anjo apareceu em seus sonhos, dizendo-lhes para não irem, pois ele queria o mal da Criança.

Depois de voltarem para seus países, contando as boas novas para o povo, foram para um retiro espiritual no alto das montanhas.

*José* é o padroeiro da família, o modelo de pai, dos bem-casados, dos agonizantes, dos trabalhadores. Seu cajado simbolizava a força, o poder, a condição que se adquire na magia mística.

Nos Evangelhos, não se encontram relatos sobre a vida de José, que foi fundamental na vida de Jesus. Minha querida amiga *Monica Buonfiglio*, fez uma abrangente pesquisa em seu livro : Jesus-Palavras de Fogo, afirma que José era um “tekton”, ou seja um carpinteiro altamente qualificado, equivalente a um arquiteto nos dias de hoje.

Ele pode ter trabalhado nas grandes construções de sua época. ( e não um simples carpinteiro como é relatado).Era um profissional de prestígio, que ganhava bem, e era muito bem visto por todos. Em todas as pesquisas verifica-se que José foi de suma importância na vida de Jesus, participando ativamente de Sua educação e de Sua formação moral e intelectual na infância.

Por toda sua fé, dedicação, humildade e proteção, São José é o patriarca, o grande pai, o provedor. É o amigo do povo, dos pobres, dos perseguidos e dos sofredores. *São José,* esposo de Maria e guardião da Sagrada Família, foi o último patriarca bíblico que recebeu o dom dos sonhos. Recebeu o título”homem justo”.Nestes tempos em que vivemos, onde as famílias passam por tantos desafios, São José é uma força espiritual a ser evocada constantemente.

Segundo Blavatsky, Maria, Maia e Maya constituem um nome genérico. Maias provém da raiz ma (nutriz) e, entre os gregos, passou a significar mãe e ainda deu seu nome a maio, consagrado a todas as deusas, e é também Maré o mar (Yemanjá, sincretizada com Mãe Maria é a Orixá do Mar) *Santa Maria*, além disso, tem por inicial a letra M, a mais sagrada de todas, que simboliza a Água em sua origem.

 

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