Viveiro e produção de mudas

Fontes: www.ambientebrasil.com.br http://www.ibot.sp.gov.br/viveiros/viveiros.htm e experiência pessoal

Planejamento e instalação de viveiros.
Tipos de Viveiros
Viveiros: permanentes, provisórios, sem proteção e com proteção do sistema radicular, com baixa, média ou alta produção de mudas.
Imagens de viveiros.
Áreas de um viveiro.
Produção de Mudas
Certificação Fitossanitária
Sistema Estadual de Certificação Fitossanitária de Origem SISE/CFO
Legislação Pertinente
Exemplos para Produção de Mudas de Espécies Florestais
Viveiros Florestais
Localização e Caracterização
Topografia
Drenagem
Quebra vento
Administração e controle
Planejamento e instalação de viveiros

O que é um viveiro?

Viveiro é uma instalação onde se produzem e manejam mudas de plantas e arvores.

Existem vários tipos de viveiros em dependência da regularidade e produção de mudas, sua duração e seus custos. As mudas produzidas devem ter sistema radicular e parte aérea bem formada, com bom estado nutricional, livres de pragas e doenças, e sempre enrobustecidas e já condicionadas ao local e o momento do clima que serão plantadas e se possível acompanhadas de orientações claras de como replantá-las e cuidar delas.

Os viveiros podem disponibilizar as mudas em diferentes estágios de desenvolvimento e condicionamento segundo as características do tipo de replantio e o momento e lugar do plantio. O ideal é que os viveiros disponham de um setor de informações que possa orientar o replantio das mudas e o acompanhamento de seus desenvolvimentos.

O viveiro pode ser de todo tipo de planta ou ser especializado em um determinado tipo de planta e até de espécie, segundo o fim que se queira dar as mudas.

O projeto do viveiro depende do volumem de mudas que se quer produzir e a regularidade, podendo ser temporário ou permanente.

Tipos de viveiros

Considerando a duração, os viveiros podem ser classificados em:
1. Viveiro provisório, temporário ou volante: aquele que visa uma produção restrita e quando cumpridas as metas, pode ser desativado.

O que seria básico em um viveiro provisório?

Deve ser localizado próximo às áreas de plantio, visando reduzir os gastos de transporte e facilitar a adaptação ao local de plantio. Pode ser projetado com instalações de baixo custo adequadas só a qualidade das mudas a serem produzidas.

2. Viveiro permanente, central ou fixo: aquele destinado a produzir mudas durante muitos anos, habitualmente em quantidades grandes e com certa regularidade. Viveiro permanente de produção grande e regular

O que seria básico em um viveiro permanente?

Geralmente ocupa um terreno grande, fornece muda para uma ampla região, possui instalações permanentes especializadas e definitivas assim como equipamentos, procedimentos e mão de obra também especializada.

Deve ser localizado em lugares de fácil acesso aos seus consumidores e fornecedores para reduzir gastos de transporte e movimentação.

Requere planejamento detalhado que garanta as metas de produção e manejo com qualidade assim como a viabilidade econômica e sua função de centro cultural e educacional.

Pode requerer um projeto de marketing e mídia para facilitar que os consumidores conheçam seus produtos.

Considerando à proteção do sistema radicular, os viveiros são classificados em:

3. Viveiros com mudas em raiz nua: as mudas em raiz nua são as que não possuem proteção do sistema radicular no momento do replantio.

A semeadura é feita diretamente em canteiros e as mudas são retiradas diretamente para o plantio.

Este sistema exige atenção desde o momento de tirar as mudas, transportar-las até o replantio. Deve ter-se cuidado de não danificar o sistema radicular ao tirá-las, evitar insolação e vento direto, assim como garantir um transporte e movimentação adequado até o local de plantio respeitando sempre as exigências da vida da muda. As raízes devem manter-se sempre úmidas até serem plantadas.

4. Viveiro com mudas em recipientes: o sistema radicular das mudas encontra-se protegido em algum tipo de recipiente com substrato que garanta sua alimentação e estrutura.

Existem vários tipos de recipientes que são escolhidos em dependência da quantidade e regularidade de produção das mudas, do tamanho que se quer replantar as mudas, do tipo de espécie (tamanho da semente e outros detalhes como tipo de raiz) e finalmente do que acontecerá com a muda a te ser replantada.

O substrato que acompanha a muda acompanha a muda até ser replantado. O recipiente quando biodegradáveis (palha, papel) pode ser colocado junto, mas sempre que possível o adequado é retirá-lo no momento do plantio. Sempre tomando o cuidado de encaminhá-lo para o lugar certo.

Existem recipientes como os tubetes que podem voltar para o viveiro para acolher novas mudas.

No caso dos recipientes serem bandejas de isopor ou similares as mudas podem ser transportadas em “rocanboles” que serão detalhados mais adiante.

Considerando as possibilidades de recursos a serem investidos o viveiro podem ter custo de produção mínimo ou chegarem até milhares de reais.

Baixa produção de mudas (até mil mudas ano):

O que seria básico em um viveiro deste tipo?

Primeiro que tudo precisa-se de pessoas dispostas e com tempo para bancar as atividades do viveiro e com criatividade suficiente que dê conta das potencialidades do lugar.

As mudas são produzidas em recipientes reciclados tipo: garrafas de refrigerantes, leite, latas, sacos diversos reciclados ou criados com materiais que abundem no lugar.

As mudas podem ser produzidas plantando diretamente nos recipientes ou podem ser inventados bandejas com os materiais que se disponha no local e protegidas do Sol, da chuva e do vento a sombra de arvores ou em galpões construídos com os materiais do lugar.

Média produção de mudas (de mil até 500 mil mudas ano) e de alta produção de mudas (mais de 500 mil mudas)

O que seria básico em um viveiro deste tipo?

Exigem edificações com estruturas firmes, mesas de bandejas, equipamentos diversos e especialmente um sistema de irrigação e uma mão de obra que dê conta da produção e manejo com qualidade e profissionalismo.

Fotos

Áreas de um viveiro. Instalações necessárias.

Área das florestas modelos.

Encontra-se na área de rustificação. Conjuntos de mudas são organizados formando miniflorestas, que podem ser tomadas como modelos de plantio.

Estas miniflorestas correspondem a distribuição sociofitologica ideal para a geração de florestas em zonas totalmente desmatadas.

Localização

Para a escolha do local onde será instalado o viveiro, deve-se levar em consideração os seguintes aspectos: Custo e tamanho do terreno.

O custo do terreno deve estar dentro das possibilidades de rendimentos do viveiro em funcionamento normal. Deve levar-se em conta a duração do viveiro e a garantia de manter-se o contrato de locação.

O tamanho deve ser o ideal segundo o projeto para mais, um bom viveiro sempre se expande criando novas áreas e alternativas.

Facilidade de acesso

Ajuda que o viveiro seja acessado com facilidade pelos caminhões e veículos que transportam as mudas, terra, etc. seja pelo bom estado das estradas e ruas próximas como pela facilidade para chegar e sair.

Proximidades da áreas de plantio

Os custos de transporte, principalmente de mudas produzidas em recipientes, são minimizados quando os viveiros situam-se a uma pequena distância da área de plantio. Longos trechos de estrada podem provocar danos à qualidade das mudas.

Disponibilidade de água em quantidade e qualidade

Durante todo o período, após a semeadura, há necessidade de abundância de água para irrigação.

Poderá ser utilizada a água de rios, lagos e de origem subterrânea. Aconselha-se o uso de filtros que evitem a introdução de algas ou sementes de ervas.

A água deve ter menos de 200 partes por milhão (ppm) de silte e cálcio e menos de 10 ppm de sódio e 0,5 ppm de boro. Facilidade de obtenção da Mão de Obra

A qualificação e sensibilidade da mão de obra é fundamental para o bom funcionamento do viveiro. A primeira qualidade deve ser gostar de plantas.

É indispensável que alguns funcionários morem nas imediações ou na própria área.

O cuidado com a prevenção e correto funcionamento do viveiro é a única garantia da qualidade das mudas. A vigilância quanto ao aparecimento de doenças precisa ser permanente. Existem doenças cuja virulência pode ser tão intensa que provocam enormes danos em pouco tempo, principalmente em mudas recém-formadas.

Declividade da área

A declividade deve ser de 5 graus no máximo, para evitar a erosão.

No caso de ter canteiros devem ser instalados em nível, perpendiculares à movimentação da água.

Uma inclinação perto dos 3 graus evita o acúmulo de água da chuva ou de rega, principalmente quando o percentual de argila no solo seja alto.

Área livre de ervas daninhas

Deverá existir contínua vigilância e erradicação das ervas daninhas efetuada imediatamente após o seu aparecimento, quer sejam perenes ou anuais.

Ensolarado totalmente e sem ventos

O viveiro deve ser instalado em local totalmente ensolarado. Deve-se levar em consideração a necessidade de luz solar, evitando na locação do viveiro áreas sombreadas. Se houver necessidade de sombra, pode-se usar sombrite e outras alternativas. Os raios solares concorrem para a rustificação dos tecidos, tornando as mudas mais robustas e resistentes.

O vento forte, alem do dano mecânico nas mudas, facilita a invasão de plantas daninhas e seca o ambiente.

Área do viveiro

O viveiro possui dois tipos de áreas:

Áreas produtivas: é a soma das áreas de canteiros e sementeiras, em que se desenvolvem as atividades de produção;

Áreas não produtivas: constitui-se dos caminhos, estradas e áreas construídas

A extensão do viveiro será determinada em função de alguns fatores: 1. Quantidade de mudas para o plantio e replantio
2. Densidade de mudas/m2 (em função da espécie)
3. Espécie e seu período de rotação
4. Dimensões dos canteiros, dos passeios (caminhos) e das estradas
5. Dimensões dos passeios (ou caminhos)
6. Dimensão das estradas (ou ruas)
7. Dimensão das instalações
8.Adoção, ou não, de área para adubação verde (no caso de viveiros em raiz nua)
A distribuição dos canteiros, caminhos, construções e principalmente o acesso devem visar a melhor circulação e utilização da estrutura do viveiro.

Topografia

O terreno deverá apresentar-se aplainado, recomendando-se um leve declive, favorecendo o escoamento da água, mas sem que provoque danos por erosão. Os galpões e zonas de canteiros e plantações deverão ser protegidos por curvas de nível. Para áreas com elevada declividade, a alternativa mais plausível é a confecção de patamares para a locação de canteiros. Os patamares devem ser levemente inclinados e devem ter por proteção ao longo de suas extremidades curvas de nível, a fim de impedir o escoamento de água de chuvas fortes pelo talude, provocando erosão. Além disto, é aconselhável seu revestimento com gramíneas rasteiras ou forragem. A camada superficial removida deve ser reservada para aproveitamento na produção de mudas. Este substrato é mais fértil, mas pode apresentar o inconveniente de conter sementes de ervas. Neste caso, a fumigação deste material pode ser recomendável ou uso o de herbicida em aplicação pré-emergente.

DRENAGEM

Através da drenagem, provoca-se a infiltração da umidade gravitacional e a retirada de água por meio de valetas que funcionam como drenos. Sua localização mais usual é ao longo das estradas que circundam os blocos de canteiros. Os tipos de canalizações passíveis de uso são:
1.Vala Cega: composta de uma vala com pedras irregulares (a água corre pelos espaços entre as pedras sendo possível o trânsito por cima da vala);
2.Vala Revestida: composta de uma vala com revestimento de cimento, tijolos ou outros materiais;
3.Vala Comum: vala aberta ao longo do terreno (podendo ser vegetada ou não)
As dimensões das valetas variam conforme a necessidade de drenagem aérea. Normalmente, a largura do fundo que é plano tem cerca de 40 a 60 cm e a abertura de 70 a 80 cm. As paredes são inclinadas, na valeta aberta, para evitar seu desmoronamento. A altura das valetas também é variável, oscilando em torno de 90 cm.

Se a área for plana, a altura deve variar, com a profundidade maior para o lado externo, conduzindo a água para fora do viveiro. Sendo a área levemente inclinada, a profundidade da valeta pode ser uniforme.

Quebra-vento

São cortinas que têm por finalidade a proteção das mudas contra a ação prejudicial dos ventos. Devem, contudo, permitir que haja circulação de ar. São constituídas por espécies que se adaptem às condições ecológicas do sítio. Usualmente as espécies utilizadas são as mesmas que estão em produção no viveiro. O recomendado é que sejam utilizadas espécies adequadas, distribuídas em diferentes estratos, apresentando as seguintes características: alta flexibilidade, folhagem perene, crescimento rápido, copa bem formada e raízes bem profundas. É importante salientar que as árvores que compõem os quebra-ventos não devem projetar suas sombras sobre o canteiro. Para tanto, devem ser, em distância conveniente, afastadas dos viveiros. As raízes das árvores não devem fazer concorrência com o sistema radicial das mudas em produção. Para otimização dos efeitos favoráveis, alguns critérios básicos devem ser observados: 1.A altura deve ser a máxima possível, uma vez que a área a ser protegida depende da altura da barreira. 2.A altura deve ser homogênea, em toda sua extensão do quebra vento. 3.As espécies que constituem o quebra-vento devem ser adaptadas às condições do sítio. 4.A permeabilidade deve ser média, não impedindo totalmente a circulação do vento. 5.Não devem existir falhas ao longo da barreira formada pelo quebra vento, para evitar o afunilamento da corrente de ar. 6.A disposição do quebra vento deve ser perpendicular à direção dominante do vento. Administração e Controle Para um melhor desempenho do viveiro, deve-se adotar alguns procedimentos administrativos, sendo os mais importantes: 1.Planejamento da produção visando cobrir todas as fases do processo, em que devem ser considerados o número de mudas a serem produzidas, as espécies e as épocas mais adequadas para a produção. 2.Estoque de insumos e demais materiais necessários para a produção, tais como embalagens, ferramentas e outros. 3.Disponibilidade de sementes necessárias ou locais definidos para coleta ou compra. 4.Supervisão dos trabalhos distribuindo atribuições e obrigações ao pessoal. 5.Acompanhamentos periódicos através de relatórios em que figurem informações sobre as espécies produzidas, atividades produtivas com seus rendimentos e custos atualizados da produção. Para facilitar a administração e o manejo dos viveiros, são necessárias as seguintes instalações: 1.casa do viveirista 2.escritório 3.depósito para equipamento e ferramentas 4.depósito para produtos químicos 5.abrigo aberto nas laterais (para atividades que não podem ser executadas sob chuva) Produção de Mudas

Canteiros e Sementeiras

Recipientes

Substrato

Micorrizas

Semeadura

Irrigação

Repicagem

Doenças

Qualidade das Mudas Canteiros e Sementeiras São vários os tipos de canteiros utilizados para a produção de mudas florestais: ·Canteiro para raiz nua: dentre os tipos de canteiro utilizados para a produção de mudas em raiz nua, os mais utilizados são os diretamente no solo e os canteiros com anteparos laterais. A proteção lateral pode ser feita com vários materiais, dependendo da disponibilidade de recursos e da facilidade de obtenção, podendo vir a ser utilizados: madeira, bambu, tijolos, concreto, etc. .Canteiros para embalagens: devem apresentar uma largura que permita o manuseio das mudas centrais ( + 1 metro de largura), o comprimento pode variar sendo os mais adotados os de 10 a 20 metros. A instalação deve posicionar-se longitudinalmente no sentido leste-oeste para permitir uma insolação uniforme. O terreno deve ter um rebaixamento para o acomodamento das embalagens. Outra possibilidade é a utilização do solo como bordadura, ou ainda a montagem de molduras com materiais diversos, como tijolo, madeira, arame, taquara e concreto. .Sementeiras: é o local onde as sementes são postas para germinarem e posteriormente serem transplantadas para as embalagens (repicagem). Podem apresentar-se em duas formas: fixas ou móveis. As fixas são sementeiras instaladas em locais definitivos, geralmente visando produção de um número grande de mudas. As móveis são sementeiras montadas em recipientes com drenagem e volume compatível com as necessidades; podem ser feitas de madeira, plástico ou metal; e tem a facilidade de serem transportáveis. Devido a esta característica, a sementeira não pode ser muito grande, o que limita o número de mudas a serem produzidas. A instalação de canteiros e sementeiras é acompanhada da necessidade da instalação de um abrigo para a proteção das mudas recém repicadas ou plântulas. Deve-se deixar um intervalo entre os canteiros ou sementeiras que permita o desenvolvimento das atividades de produção Recipientes Após o peneiramento, mistura (adubo, matéria orgânica, etc.) e expurgo (brometo de metila), o substrato está pronto para o enchimento dos recipientes. 1.Funções vitais dos recipientes: a) Biológica: propiciar suporte de nutrição das mudas, proteger as raízes de danos mecânicos e da desidratação, moldá-las em forma favorável para o desenvolvimento das mudas, assim como maximizar a taxa de sobrevivência e o crescimento inicial após o plantio. b) Operacional: facilitar o manuseio no viveiro e no plantio. 2.Classificação dos recipientes a) Tubos: os tubos possuem parede externa, precisam ser preenchidos com substrato e podem ser plantados com as mudas. A rigidez da parede permite fácil manuseio e transporte das mudas e a impermeabilidade da parede pode restringir a dessecação do substrato, dependendo do material com que é confeccionado. Como exemplo, podem ser citados os recipientes de papel, papelão, lâminas de madeira, etc. A exceção fica por conta do saco plástico, que não pode ser plantado com as mudas. b) Moldes: também são preenchidos com substrato, sendo que as mudas permanecem nos moldes por um período suficiente para que sua massa radicial envolva todo substrato das cavidades, facilitando sua extração. c) Blocos: é o próprio recipiente e o substrato. São plantados com as mudas. Usualmente são rígidos e permitem rápido desenvolvimento das raízes. Em conformidade com o período no viveiro, possibilitam a penetração das raízes no espaço das mudas vizinhas. Como exemplo, tem-se o torrão paulista, recipiente não mais utilizado no Brasil. 3.Vantagens do uso dos recipientes: a) proteção das raízes b) a época do plantio pode ser ampliada c) melhor desenvolvimento inicial das mudas d) melhor controle sobre a quantidade de sementes 4.Desvantagens do uso de recipientes a) maior peso para o transporte b) são mais difíceis de serem manuseados c) exigem trabalho mais intensivo d) custos mais elevados de produção 5.Características físicas do recipiente a) Forma: deve evitar o crescimento das raízes em forma espiral, estrangulada, como também a dobra da raíz b) Material: não deve desintegrar-se durante a fase de produção de mudas c) Dimensões: a altura e o diâmetro do recipiente deve variar conforme as características da espécie e respectivo tempo no viveiro 6.Tipos de recipientes mais usados no Brasil No passado, o torrão paulista (mistura de solo argiloso, solo arenoso e esterco curtido) foi muito utilizado para espécies de Eucalyptus spp. Atualmente, são utilizados alguns recipientes de baixo custo, como taquara e outros, como as lâminas de madeira e, em certos viveiros, recipientes de papelão. “Fertil pot” é um tipo de recipiente em forma cônica, com dimensões variáveis para cada espécie. São fabricados na indústria à base de pasta de madeira e turfa hortícola, formando uma mistura levemente fertilizada. PXCL são recipientes de formato hexagonal, produzidos com fibras vegetais, contendo adubo e fertilizante químico. Substrato Substrato é o meio em que as raízes se desenvolvem formando um suporte estrutural, fornecendo água, oxigênio e nutrientes para que a parte aérea das mudas se desenvolva. 1.Tipos de substratos usados no País a) Canteiros em raiz nua: em viveiros de raiz nua, o único substrato é o próprio solo, que constitui o meio de desenvolvimento das raízes. b) Canteiros com mudas em recipientes: o substrato mais utilizado é uma mistura de materiais, devidamente decompostos. Os principais componentes desta mistura são: turfa, cinza de caldeira, vermiculita, cascas de árvores e de arroz. A adubação mineral é introduzida à mistura.

Exemplos: ParaCordia goeldiana (freijó), estudos revelam um bom desenvolvimento utilizando-se latossolo amarelo, textura muito argilosa, areia e matéria orgânica na proporção de 3:1:1. ParaEucalyptus grandis, produzidos por enraizamento em estaca, pode ser utilizado o composto orgânico (80%) e a moinha de carvão (20%). ParaEucalyptus spp e Pinus spp, pode ser utilizada mistura de turfa e vermiculita na proporção de 2:1. Deve-se proceder uma análise do solo que vai ser utilizado como substrato, para ser constatada a necessidade de adubação e correção, obtendo-se, assim, resultados satisfatórios no viveiro. Considera-se que toda a adubação e correção excessiva, além de anti-econômica, torna-se prejudicial devido ao tempo para o efeito. Quanto à adubação, pode-se considerar que seja efetuada posteriormente, em época oportuna, inclusive com o adicionamento de matéria orgânica. Atualmente, podem ser encontrados no comércio vários tipos de substratos já preparados e prontos para o uso, facilitando a produção de mudas de espécies florestais. organismos benéficos ao substrato.

A eficiência da fumigação depende de alguns fatores que são combinados pela interação de efeitos físicos (substrato), biológicos (microorganismos) e químicos (fumigantes). As condições para a aplicação deste tratamento dependem de alguns critérios: a) Seleção do fumigante para um fim específico, isto é, o controle de nematóides, fungos ou ervas ( ou a combinação destes). b) Aplicação do fumigante de acordo com o método recomendado pelo fabricante. c) Determinação das dosagens apropriadas para uma finalidade específica (é recomendável o ajuste para dosagens e condições específicas, obedecendo-se a dosagem máxima prescrita pelo fabricante). d) Maiores cuidados deverão ser tomados, quando se tratar de substrato de textura fina (a fumigação é mais eficiente em substrato de textura mais grossa). e) Preferencialmente a temperatura do substrato deverá estar entre 10 e 29o, e o conteúdo de umidade, entre 5 e 30%, até uma profundidade de pelo menos 15 cm. f) Evita-se a dissipação de gases. g) Arejamento do substrato, revolvendo-o antes da semeadura para eliminar efeitos residuais. Micorrizas Entende-se como micorriza a associação de simbiose entre certos fungos e raízes finas, não lenhosas, de plantas superiores, com ocorrência de benefícios mútuos. Como conseqüência, ocorrem maiores índices de sobrevivência após o plantio e o desenvolvimento das mudas, especialmente em sítios em que fatores edáficos e climáticos são adversos. Principalmente no caso de coníferas, há necessidade de presença de micorrizas, na maioria fungos específicos para uma ou mais espécies. Em viveiros novos, há necessidade de se proceder a inoculação no solo previamente, cuidando para não serem introduzidas bactérias, insetos, outros fungos, etc. A inoculação poderá ser realizada utilizando-se solo de locais (reflorestamentos ou florestas naturais) onde ocorra a espécie a ser produzida. Conforme as características morfológicas e anatômicas, as raízes micorrízicas dividem-se em dois grupos: 1.Ectomicorrizas: o fungo coloniza a superfície das raízes curtas, formando um manto espesso ao seu redor. Podem ser vistas a olho nu, pois muitas formações são brancas ou apresentam um colorido brilhante. Os esporos das ectomicorrizas são transportados de formas diversas, sendo o vento o principal meio de propagação. Dentre as espécies que apresentam este tipo de associação, estão Pinus spp. e Eucalyptus spp. 2.Endomicorrizas: não provocam diferenciação morfológica nas raízes, não podendo ser identificadas a olho nu. Sua presença é detectada por técnicas de mudança de coloração de tecidos e exames microscópicos. Dentre as espécies que apresentam este tipo de associação, estão: Eucalyptus spp. e muitas espécies de culturas agronômicas, forrageiras, frutíferas, ornamentais. As espécies dos Cerrados, da Floresta Amazônica, da Floresta Atlântica e da Floresta com Araucária apresentam associação essencialmente endomicorrízica.

Vantagens do uso das Micorrizas 1.Aumento da área de absorção das raízes 2.Aumento da absorção de nutrientes, especialmente de fósforo 3.Aumento da longevidade de raízes infeccionadas 4.Maior resistência a extremos valores ácidos de pH 5.Maior proteção à infecção patogênica 6.Maior resistência à seca das mudas e às altas temperaturas do substrato 7.Maior poder de absorção de umidade Semeadura 1.Quebra de dormência de Sementes: Este método consiste em restituir às sementes a umidade que elas perderam durante o procedimento de sua retirada de frutos, cones ou secagem com fins de adequação do teor de umidade para o armazenamento em câmara fria. ParaPinus taeda, a quebra de dormência mais utilizada no País é a estratificação, mantendo as sementes sempre úmidas, à temperatura de 2 a 5o, por cerca de 60 dias. 2.Época de Semeadura O plantio é realizado principalmente no período das chuvas, para atingir altos índices de sobrevivência. Outros fatores importantes a serem considerados na época do plantio são a rotação das espécies no viveiro e a resistência das espécies.

3.Profundidade de Semeadura A semeadura não deve ser superficial, pois as sementes recebem intenso calor do sol, não absorvendo umidade em quantidade adequada à germinação. Também não deve ser profunda, pelo fato de que o peso do substrato constitui um fator físico inibidor da emergência de plântulas. A profundidade ideal deverá variar com as dimensões e o vigor das sementes. Geralmente a profundidade não deverá ultrapassar de duas a três vezes a espessura da semente.

4.Cobertura de Canteiros Conceitua-se como cobertura uma camada de material que deve ser leve, atóxica, higroscópica e que recubra, em espessura adequada, a superfície dos canteiros. Visa conservar a umidade necessária, proporcionando emergência mais homogênea; proteger as sementes de chuvas, fortes regas e oscilações de temperatura na superfície do canteiro após a semeadura. A cobertura dos canteiros também protege as raízes novas e mais finas das plântulas logo após a emergência. Os materiais mais utilizados para cobertura de canteiros são: casca de arroz, acícula seca picada, vermiculita, sepilho, areia, serragem, etc. Podem ser utilizados, por períodos curtos e controlados, plásticos e aniagem que aumentam a temperatura na superfície dos canteiros, estimulando a germinação das sementes. 5.Abrigo de Canteiros Entende-se por abrigo uma proteção colocada a uma altura variável, usualmente até 50 cm, sobre a superfície de canteiros. A finalidade da proteção é estimular a percentagem de emergência, atuando contra baixas temperaturas, no inverno, e também protegendo contra forte insolação e intempéries com granizo e chuvas fortes no verão. Podem ser utilizados ripados de taquara e folhas de palmeira, sendo mais usual a tela de poliolefina (sombrite), que apresenta diferentes percentagens de sombreamento. Para espécies como o palmito (Euterpe edulis), é muito utilizado o sombrite de 50%; para o jacarandá da Bahia (Dalbergia nigra), é recomendado sombreamento entre 30 ou 50%; para a cupiúba (Goupia glabra), é recomendado o sombreamento de 30%. Irrigação Para as sementeiras ou canteiros em germinação, as regas devem ser freqüentes até as mudas atingirem uma altura aproximada de cinco centímetros (folhas formadas), sendo os melhores horários pela manhã ou no período final da tarde. A irrigação no início das manhãs é recomendável em épocas e em locais frios, para desmanchar o gelo formado por geadas. Regas ao final do dia contribuem para que o substrato permaneça úmido por mais tempo, de modo que o potencial hídrico das mudas mantenha-se com valores mais altos durante as noites. É recomendado que após a emergência ter alcançado seu ápice, o regime de regas deva ser alterado, substituindo-se gradativamente a irrigação freqüente e leve por outro regime de maiores intensidades e duração de rega. Substratos com teores elevados de areia requerem maior freqüência que os de menores teores. Deve-se tomar cuidado com o excesso da irrigação, pois isto poderá acarretar as seguintes conseqüências: a) diminuição da circulação de ar no substrato b) lixiviação das substâncias nutritivas c) aumento da sensibilidade das mudas ao ataque de fungos Os trabalhos de irrigação poderão ser feitos com a utilização de mangueiras, regadores ou aspersores, dependendo das condições de cada viveiro. Repicagem A repicagem é o transplante de uma plântula de um local para outro no mesmo viveiro. Comumente, aproveita-se a oportunidade para refugar as plântulas que apresentam algum tipo de deformação ou baixo vigor. Esta operação é executada manualmente no Brasil, de um recipiente onde há duas plântulas para outro recipiente onde nenhuma semente germinou. Não há tradição no país, do uso desta operação em viveiro de mudas de raiz nua. A repicagem não deve ser efetuada ao sol e deve seguir os seguintes procedimentos: a) Após o umedecimento da sementeira, retira-se a muda com o auxílio de um lâmina, evitando ocasionar danos ao sistema radicular. b) Enquanto não ocorre o transplante para a embalagem, as mudas devem ficar em recipiente com água e à sombra. c) Com o tarugo cônico, o trabalhador do viveiro realiza movimentos circulares, após introduzi-lo no substrato que preenche a embalagem, formando um orifício para acomodar a muda. d) Se necessário, as raízes devem ser podadas para reduzir o volume radicular, facilitando a acomodação da muda no recipiente. poderá ser utilizada uma lâmina afiada ou uma tesoura. e) Coloca-se a muda no orifício do recipiente com substrato, cuidando-se para evitar a formação de bolsa de ar. Doenças As doenças em viveiros estão associadas principalmente a quatro fatores: água, sombreamento, substrato e material propagativo. Devido às suas características, o viveiro reúne condições de umidade, sombreamento e proximidade das mudas que favorecem a instalação, o desenvolvimento e a disseminação de doenças fúngicas. Para o controle de doenças, podem ser utilizadas as seguintes medidas: 1.Medidas preventivas são tomadas antes do aparecimento das doenças e estão associadas às técnicas de manejo do viveiro, que têm por finalidade a melhoria das condições ambientais do viveiro. 2.As medidas curativas são tomadas após diagnosticado o aparecimento dos sintomas da doença. A utilização de fungicidas torna-se indispensável. As práticas adotadas para o controle de doenças são: a) Melhoria das condições ambientais do viveiro: controle da irrigação, semeadura, drenagem, insolação e adubação. b) Desinfestação de substrato e recipiente: geralmente são utilizados produtos que tenham como princípio ativo o brometo de metila. c) Identificação dos agentes patógenos: é muito comum a ocorrência de doenças associadas aos fungos dos genêros: Cylindrocladium spp, Rhizoctonia spp., Pythium spp., Fusarium spp., Phytophtora spp. d) Aplicação de fungicidas: geralmente utilizam-se 2 gramas de fungicida para 1 litro de água com intervalo de três dias entre as aplicações. Dentre alguns fungicidas utilizados, estão: Benomyl, Benlate e Captan 50. e) Descarte de mudas atacadas: mudas que estejam contaminadas deverão ser descartadas para evitar a contaminação das mudas vizinhas. Qualidade das Mudas Um viveiro florestal deve sempre visar a produção de mudas sadias e vigorosas para posterior utilização em plantios. Elas devem apresentar: 1.sistema radicular desenvolvido 2.raiz principal sem defeitos 3.parte aérea bem formada 4.caule ereto e não bifurcado 5.ramos laterais uniformemente distribuídos 6.folhas com coloração e formação normais 7.isenção de doenças

Certificação Fitossanitária Para que o viveiro esteja operando em condições fitossanitárias adequadas à produção de mudas de qualidade, é necessário que os técnicos da Secretaria da Agricultura realizem a vistoria e o cadastramento dos viveiros de mudas. No Paraná, o Departamento de Fiscalização e Defesa Agropecuária – DEFIS e a Divisão de Produção de Sementes e Mudas – DPMS, com a finalidade de preservar a qualidade e a defesa do estado sanitário das mudas produzidas e comercializadas no estado, promovem as seguintes ações: 1.Fiscalização dos viveiros para verificação da qualidade e sanidade de mudas das espécies: café, citros, essências florestais frutíferas, espécies não normatizadas. 2.Instauração de processo em caso de irregularidade. 3.Quanto aos serviços disponíveis, tem-se: 4.Registro de produtor de mudas. 5.Coleta de amostras para controle da sanidade das mudas. 6.Emissão de Certificado de Sanidade e Permissão de Trânsito de Mudas, Plantas e outros. 7.Transportes de vegetais para fins de comercialização e trânsito. 8.Informação sobre dados estatísticos da produção de mudas no Paraná. 9.Orientação técnica, legal e documental a produtores de mudas.

Sistema Estadual de Certificação Fitossanitária de Origem SISE/CFO

1. Documentos Necessários para o Cadastramento: a)Ofício de solicitação ao chefe do DEFIS, citando as pragas quarentenárias para as quais se pretende o cadastro (assinatura com firma reconhecida) b)Ficha Cadastral c)Cópia do Contrato Social e alterações d)Cópia do Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica – CNPJ e)Cópia do Cartão da Inscrição Estadual f)Cópia do Contrato de Trabalho ou Contrato de Prestação de Serviço firmado com o Profissional credenciado pela SEAB para a Emissão de Certificado Fitossanitário de Origem consolidado – CFOC OBS: As empresas que prestarão serviço de desinfecção de frutos deverão providenciar o cadastro de Prestador de Serviços Fitossanitários na SEAB. 2. Locais Para Entrega dos Documentos: Os documentos poderão ser entregues em qualquer um dos Núcleos Regionais da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento – SEAB, à Divisão de Defesa Sanitária Vegetal DDSV ou à Divisão de Produção de Sementes e Mudas – DPSM. 3. Locais Para Retirada da Credencial: O cadastro deverá ser retirado no mesmo local onde foi dada a entrada dos documentos de solicitação de cadastramento.

Legislação Pertinente

Portaria no 130/97 Instrução Normativa no 38/99 Resolução no 90/2000 Lei no 11.200/95 Decreto no 3.287/97

Exemplos para Produção de Mudas de Espécies Florestais

Silvicultura de Pinus spp Silvicultura de Eucalyptus spp Silvicultura de Euterpe edulis (palmito) Silvicultura de Bactris gasipaes (pupunha) Silvicultura de Ilex paraguariensis (erva-mate) Silvicultura de Mimosa scabrella (bracatinga) Certificação Florestal

O que é a Certificação Florestal

O que é Certificado

Vantagens Competitivas da Certificação

O que são as Redes de Comércio Florestal Certificado

Como funciona a Certificação Florestal

Princípios e Critérios do FSC

Certificação Florestal no Brasil

Florestas e Produtos Brasileiros Certificados pelo FSC

Passos do Processo para Certificação de Florestas

Passos do Processo para Certificação de Produtos

O que é a Certificação Florestal

Certificação Florestal tem como fundamento a garantia dada ao consumidor de que determinado produto é originário de manejo florestal ambientalmente adequado, socialmente justo e economicamente viável. Ou seja, os produtos que têm o selo da certificação são aqueles produzidos com madeira de florestas certificadas

O que é Certificado A certificação depende da iniciativa dos proprietários de áreas florestais, interessados em certificar suas florestas. A madeira, em forma de toras, dessas áreas, poderá ser vendida a terceiros com o selo da certificação. Já a indústria, a partir da comprovação da utilização de matéria prima certificada, poderá vender seus produtos (serrado, chapas, compensado, aglomerado, cabos de vassoura, móveis, carvão vegetal, entre outros) com o selo da certificação. A certificação do produto é chamada de “cadeia de custódia” e é solicitada pela indústria interessada.

Vantagens Competitivas da Certificação Florestal

Credibilidade da Empresa com consumidores e demais instituições/entidades relacionadas aos aspectos sociais e econômicos.

Atendimento às novas exigências de mercado. A exigência começou a ser sentida pelos produtores de madeira em 1998. Nesse ano, a demanda de madeira certificada no mundo foi prevista em 9 milhões de metros cúbicos, mas não houve oferta suficiente para atendê-la. Atualmente os mercados se movimentam em busca de madeira certificada e a ampliação da rede de comércio certificado é uma realidade. (Ver item Redes de Comércio Florestal Certificado.)

Acesso a novos mercados. Observa-se que hoje já existem empreendimentos que têm como única finalidade a venda de matéria prima certificada para as indústrias do setor de madeiras.

Diferenciação do produto, pela sua valorização no mercado.

Nessa concepção, a certificação vem se tornando um fortíssimo instrumento do mercado mundial de madeiras.

Redes de Comércio Florestal Certificado As denominadas Redes de Comércio Florestal Certificado envolvem hoje 13 Grupos de Compradores, abrangendo 17 países, entre eles Estados Unidos, Alemanha, Espanha, Canadá, Bélgica, Austrália, Holanda, Áustria, Suécia, Suíça, Finlândia, Dinamarca, Noruega e Inglaterra. As empresas e instituições, participantes dos Grupos, se comprometem, a partir de uma determinada data, a comercializar ou utilizar em seus processos industriais, somente madeira certificada. Segundo o FSC, espera-se, para esse ano, a oficialização dos Grupos de Compradores também da França, Itália, Japão, África do Sul, Hong Kong, Taiwan (Formosa) e de países do Sudeste Asiático. No Brasil, o Grupo foi lançado em abril de 2.000, e já conta 41 instituições e empresas ligadas às várias categorias. O Grupo de Compradores de Madeira Certificada no Brasil está estabelecendo a meta de, até o ano 2005, utilizar 100% de madeira de plantações certificadas e 50% da madeira proveniente de florestas nativas certificadas. Algumas empresas e instituições brasileiras que compõem o Grupo:

Móveis e design: Móveis Rudnick; Ind. de Madeira Guilherme Butzke Ltda; Tropic-Art Artefatos de Madeira e Metais Ltda; Space Ind. Com. Móveis e Dec. Ltda; Universum do Brasil Indústria Moveleira Ltda; Rosemberg e Ring; Estúdio Capital Cultural; Etel Interiores; Julia Krantz; Básica Design; AlEurocentro Projetos e Participações; OC Design Ltda; Studio Vero; Sindicato das Ind. da Mad. e Mobiliário de Brasília.

Construção civil e compensados: Gethal Amazonas; Cikel; Milenium Incorp. de Imóveis Ltda; Indústrias Pedro N. Pizzatto; Vimaden Projetos e Casas Ltda.

Indústria madeireira: Frederico Schütte Ltda; Mil Madeireira Itacoatiara Ltda; Cascol Indústria Madeireira.

Pisos, Portas e guarnições: Marinepar – Pisos, Portas e Guarnições; Indústria Madeireira Uliana Ltda; Indusparquet Indústria e Comércio de Madeira Ltda; Shallon Indústria Madeireira.

Rede Varejista :Tok Stok – Estok Comércio e Representações Ltda.

Como funciona a Certificação Florestal A entidade reguladora da certificação florestal no mundo é o FSC, Conselho de Manejo Florestal (Forest Stewardship Council). O FSC é uma instituição internacional, sem fins lucrativos, com sede em Oaxaca, no México, constituída, em 1993, por representantes de organizações afins, como entidades ambientalistas, industriais da madeira e pesquisadores, com o objetivo do incentivo à promoção do manejo correto das florestas. É o responsável pelo desenvolvimento de princípios e critérios a serem atendidos para a obtenção da certificação, e também pelo credenciamento de certificadores no mundo. Observe-se que o FSC não certifica; ele credencia certificadores e estes, por sua vez, através do desenvolvimento de padrões próprios e guias de campo para auditoria, emitem a certificação florestal com base no atendimento, pelo pretendente, dos princípios e critérios definidos pelo FSC (Ver item Princípios e Critérios do FSC.) Ao redor do globo são as seguintes as entidades credenciadas para emitir a certificação florestal e o selo FSC:

Nessa estrutura, o FSC já certificou aproximadamente 16 milhões de hectares, em 30 países.

Princípios e Critérios do FSC

Princípio n º 1

Princípio n º 2

Princípio n º 3

Princípio n º 4

Princípio n º 5

Princípio n º 6

Princípio n º 7

Princípio n º 8

Princípio nº 9

Princípio nº 10

Princípio nº 1 – Obediência às Leis e aos Princípios do FSC O manejo florestal deve respeitar todas as leis aplicáveis ao país onde opera, os tratados internacionais e acordos assinados por este país, e obedecer a todos os princípios e critérios do FSC. 1. O manejo florestal deve respeitar todas as leis nacionais e locais, bem como as exigências administrativas. 2. Todos os encargos aplicáveis e legalmente requeridos como royalties, taxas, honorários e outros custos devem ser pagos. 3. Nos países signatários, devem ser respeitados todas as cláusulas e todos os acordos internacionais como o CITES (Convenção Internacional do Comércio da Fauna e Flora em Perigo de Extinção), a OIT (Organização Internacional de Trabalho), o ITTA (Acordo Internacional Sobre Madeiras Tropicais) e a Convenção sobre Diversidade Biológica. 4 .Visando a certificação, os certificadores e as outras partes envolvidas ou afetadas devem avaliar, caso a caso, os conflitos que por ventura existam entre leis, regulamentação e os P&C do FSC. 5. As áreas de manejo florestal devem ser protegidas de extração ilegal, assentamentos e outras atividades não autorizadas. 6. Os responsáveis por áreas sob manejo florestal devem demonstrar um compromisso de longo prazo de adesão para com os P&C do FSC.

Princípio nº 2 – Direitos e responsabilidades de Posse e Uso As posses de longo prazo e os direitos de uso da terra e dos recursos florestais devem ser claramente definidos, documentados e legalmente estabelecidos.

1. Deve ser provada clara evidência quanto aos direitos de uso dos recursos florestais da propriedade a longo prazo (por exemplo, títulos da terra, direitos tradicionais adquiridos ou contratos de arrendamento). 2. As comunidades locais com direitos legais ou tradicionais de posse ou uso da terra devem manter controle sobre as operações florestais, na extensão necessária para proteger seus direitos ou recursos, a menos que deleguem esse controle para outras pessoas ou entidades, de forma livre e consciente. 3. Devem ser adotados mecanismos apropriados para a resolução de disputas sobre reivindicações e direitos de uso da terra. As circunstâncias e a situação de quaisquer disputas pendentes serão explicitamente consideradas na avaliação da certificação. Disputas de magnitude substancial, envolvendo um número significativo de interesses, normalmente irão desqualificar uma atividade para a certificação.

Princípio nº 3 – Direitos dos Povos Indígenas Os direitos legais e costumários dos povos indígenas de possuir, usar e manejar suas terras, territórios e recursos, devem ser reconhecidos e respeitados.

1. Os povos indígenas devem controlar as atividades de manejo florestal em suas terras e territórios, a menos que deleguem esse controle, de forma livre e consciente, a outras agências. 2. As atividades de manejo florestal não podem ameaçar ou diminuir, direta ou indiretamente, os recursos ou direitos de posse dos povos indígenas. 3.Os lugares de especial significado cultural, ecológico, econômico ou religioso para os povos indígenas devem ser claramente identificados em cooperação com esse povos, e reconhecidos e protegidos pelos responsáveis pelas áreas de manejo florestal. 4. Os povos indígenas devem ser recompensados pelo uso de seus conhecimentos tradicionais em relação ao uso de espécies florestais ou de sistemas de manejo aplicados às operações florestais. Essa recompensa deve ser formalmente acordada de forma livre e com o devido reconhecimento desses povos antes do início das operações florestais.

Princípio nº 4 – Relações Comunitárias e Direitos dos Trabalhadores As atividades de manejo florestal devem manter ou ampliar, a longo prazo, o bem estar econômico e social dos trabalhadores florestais e das comunidades locais.

1. Devem ser dadas às comunidades inseridas ou adjacentes às áreas de manejo florestal oportunidades de emprego, treinamento e outros serviços. 2. O manejo florestal deve alcançar ou exceder todas as leis aplicáveis e/ou regulamentações relacionadas à saúde e segurança de seus trabalhadores e seus familiares. 3. Devem ser garantidos os direitos dos trabalhadores de se organizarem e voluntariamente negociarem com seus empregadores, conforme descrito na Convenções 87 e 98 da Organização Internacional do Trabalho (OIT). 4. O planejamento e as operações de manejo devem incorporar os resultados das avaliações de impacto social. Devem ser mantidos processos de consulta com a população e grupos diretamente afetados pelas operações de manejo. 5.Devem ser adotados mecanismos apropriados para resolver queixas e providenciar compensação justa em caso de perdas ou danos que afetem os direitos legais e tradicionais, a propriedade, os recursos ou a subsistência da população local. Devem ser tomadas medidas para evitar tais perdas ou danos.

Princípio nº 5 – Benefícios da Floresta As atividades de manejo florestal devem incentivar o uso eficiente e otimizado dos múltiplos produtores e serviços da floresta para assegurar a viabilidade econômica e uma grande quantidade de benefícios ambientais e sociais. 1. O manejo florestal deve se esforçar rumo à viabilidade econômica, ao mesmo tempo que leva em conta todos os custos de produção de ordem ambiental, social e operacional da produção, e assegurar os investimentos necessários para a manutenção da produtividade ecológica da floresta. 2. O manejo florestal e as operações de comercialização devem estimular a otimização do uso e o processamento local da diversidade de produtos da floresta. 3. O manejo florestal terá que minimizar o desperdício associado às operações de exploração e de processamento e evitar danos a outros recursos florestais. 4. O manejo florestal deve se esforçar para fortalecer e diversificar a economia local, evitando a dependência de um único produto florestal. 5.O manejo florestal deve reconhecer, manter e, onde for apropriado, ampliar o valor de recursos e serviços florestais, tais como bacias hidrográficas e os recursos pesqueiros. 6.A taxa de exploração de recursos florestais não excederá aos níveis que possam ser permanentemente sustentados.

Princípio nº 6 – Impacto Ambiental O manejo florestal deve conservar a diversidade ecológica e seus valores associados, os recursos hídricos, os solos, os ecossistemas e paisagens frágeis e singulares. Dessa forma estará mantendo as funções ecológicas e a integridade das florestas. 1. A avaliação dos impactos ambientais será concluída – de acordo com a escala, a intensidade do manejo florestal e o caráter único dos recursos afetados – e adequadamente integrada aos sistemas de manejo. As avaliações devem incluir considerações em nível da paisagem, como também os impactos dos processos realizados no local. Os impactos ambientais devem ser avaliados antes do início das atividades impactantes no local da operação. 2. Devem existir medidas para proteger as espécies raras, as ameaçadas e as em perigo de extinção, o mesmo para seus habitats (ex: ninhos e áreas onde se encontram seus alimentos). Devem ser estabelecidas zonas de proteção e conservação, de acordo com a escala e a intensidade do manejo florestal, e segundo a peculiaridade dos recursos relacionados. Atividades inapropriadas de caça e captura devem ser controladas. 3. As funções ecológicas vitais e os valores devem ser mantidos intactos, aumentando ou restaurando, incluindo: a regeneração e a sucessão natural das florestas; a diversidade genética, a diversidade das espécies e do ecossistema; os ciclos naturais que afetam a produtividade do ecossistema florestal. 4. As amostras representativas dos ecossistemas existentes dentro da paisagem natural devem ser protegidas em seu estado natural e plotadas em mapas, apropriadas à escala e à intensidade das atividades de manejo florestal e segundo peculiaridade dos recursos afetados. 5. Devem ser preparadas e implementadas orientações por escrito para: controlar a erosão; minimizar os danos à floresta durante a exploração, a construção de estradas e todos os outros distúrbios de ordem mecânica; e proteger os recursos hídricos. 6. Os sistemas de manejo devem promover o desenvolvimento e a adoção de métodos de controle não químicos e ambientalmente adequados de pragas e esforçarem para evitar o uso de pesticidas químicos. São proibidos os pesticidas classificados pela Organização Mundial de Saúde (WHO) como tipo 1A a 1B e pesticidas à base de hidrocarbonetos clorados; pesticidas persistentes, tóxicos ou aqueles cujos derivados permanecem biologicamente ativos e são cumulativos na cadeia alimentar, além dos estágios para sua intenção de uso; e quaisquer outros pesticidas banidos por acordos internacionais. Se forem usados produtos químicos, deve ser providenciado o uso de equipamento e treinamento apropriado para a minimização de riscos para a saúde e o meio ambiente. 7. Os produtos químicos, vasilhames, resíduos não-orgânicos líquidos e sólidos, incluindo combustível e lubrificantes, devem ser descartados de forma ambientalmente apropriada, fora da área de floresta. 8. O uso de agentes de controle biológico deve ser documentado, minimizado, monitorado e criteriosamente controlado de acordo com as leis nacionais e protocolos científicos internacionalmente aceitos. É proibido o uso de organismo geneticamente modificado. 9. O uso das espécies exóticas deve ser cuidadosamente controlado e ativamente monitorado para evitar-se impactos ecológicos adversos. 10. A conversão florestal para plantações, ou uso não florestal do solo, não deve ocorrer, exceto em circunstâncias onde a conversão: a.representa uma porção muito limitada da unidade de manejo florestal, e b. não ocorre em áreas de florestas de alto valor de conservação, e c. possibilitará benefícios de conservação claros, substanciais, adicionais, seguros e de longo prazo em toda a unidade de manejo florestal.

Princípio nº 7 – Plano de Manejo Um plano de manejo – apropriado à escala e intensidade das operações propostas – deve ser escrito, implementado e atualizado. Os objetivos de longo prazo de manejo florestal e os meios para atingi-los devem ser claramente definidos.

O plano de manejo e a documentação pertinente deve fornecer: a. os objetivos de manejo; b. a descrição dos recursos florestais a serem manejados, as limitações ambientais, uso da terra e a situação fundiária, as condições sócio-econômicas e um perfil das áreas adjacentes; c. a descrição dos sistemas silvicultural e/ou de manejo, baseado nas características ecológicas da floresta em questão e informações coletadas por meio de inventários florestais; d . a justificativa para as taxas anuais de exploração e para a seleção de espécies; e.os mecanismos para o monitoramento do crescimento e da dinâmica da floresta; f. as salvaguardas ambientais baseadas em avaliações ambientais; g. plano para a identificação e proteção para as espécies raras, ameaçadas ou em perigo de extinção; h. mapas descrevendo a base de recursos florestais, incluindo áreas protegidas, as atividades de manejo planejadas e a situação legal das terras; i. descrição e justificativas das técnicas de exploração escolhidas e dos equipamentos a serem utilizados.

O plano de manejo deverá ser revisado periodicamente para incorporar os resultados do monitoramento ou novas informações científicas ou técnicas, como também para responder às mudanças nas circunstâncias ambientais, sociais e econômicas.

1. Os trabalhadores florestais devem receber treinamento e supervisão para assegurar a implementação correta dos planos de manejo.

2. Mesmo respeitando confidencialidade de informação, os responsáveis pelo manejo florestal devem tornar disponível ao público um resumo dos elementos básicos ao plano de manejo, incluindo aqueles listados no critério 7.1.

Princípio nº 8 – Monitoramento e Avaliação O monitoramento deve ser conduzido – apropriado à escala e à intensidade do manejo florestal – para que sejam avaliados as condições da floresta, o rendimento dos produtos florestais, a cadeia de custódia, as atividades de manejo e seus impactos ambientais e sociais.

1. A freqüência e a intensidade de monitoramento devem ser determinadas pela escala e intensidade da operação de manejo florestal, como também pela relativa complexidade e fragilidade do ambiente afetado. Os procedimentos de monitoramento devem ser consistentes e reaplicáveis ao longo do tempo para permitirem a comparação de resultados e a avaliação de mudanças. 2. As atividades de manejo devem incluir a pesquisa e a coleta de dados necessários para monitorar, no mínimo possível, os seguintes indicadores: a. o rendimento de todos os produtos explorados; b. as taxas de crescimento, regeneração e condições da floresta; c. a composição e as mudanças observadas na flora e na fauna; d. os impactos sociais e ambientais da exploração de outras operações; e. os custos, a produtividade e a eficiência do manejo florestal.

4. O responsável pelo manejo florestal deve produzir a documentação necessária para que as organizações de monitoramento e certificação possam rastrear cada produto da floresta desde a sua origem. Este processo é conhecido como “a cadeia de custódia”. 5. Os resultados do monitoramento devem ser incorporados na implementação e na revisão do plano de manejo. 6.Mesmo respeitando a confidencialidade de informação, os responsáveis pelo manejo florestal devem colocar publicamente disponível um resumo dos resultados dos indicadores do monitoramento, incluindo aqueles listados no critério 8.2.

Princípio nº9 – Manutenção de Florestas de Alto valor de Conservação Atividades de manejo de florestas de alto valor de conservação devem manter ou incrementar os atributos que definem estas florestas. Decisões relacionadas a florestas de alto valor de conservação devem sempre ser consideradas no contexto de uma abordagem de precaução. 1. Avaliação para determinar a presença de atributos coerentes com florestas de alto valor de conservação devem ser levadas a cabo apropriadamente de acordo com escala e intensidade de manejo. 2. A parte consultiva do processo de certificação precisa dar ênfase aos atributos de conservação identificados e opções para a sua manutenção . 3. O plano de manejo deve incluir e implementar medidas específicas que assegurem a manutenção e ou incrementem os atributos de conservação apropriados coerentes com a abordagem de precaução. Estas medidas devem ser especificadamente incluídas no resumo do plano de manejo disponível ao público. 4. Monitoramento anual deve ser conduzido para verificar a eficácia das medidas empregadas para manter ou incrementar os atributos de conservação apropriados.

Princípio nº10 – Plantações As plantações florestais devem ser planejadas de acordo com os princípios de 1 a 9, o Princípio 10 e seus Critérios. Considerando que as plantações podem proporcionar um leque de benefícios sociais e econômicos e contribuir para satisfazer as necessidades globais por produtos florestais, elas devem completar o manejo, reduzir as pressões e promover a restauração e conservação das florestas naturais. 1. Os objetivos do manejo de plantações, incluindo os objetivos de conservação e restauração da floresta natural, deverão estar explícitos no plano de manejo e claramente demonstrados na implementação do plano. 2. O desenho e a disposição física das plantações devem promover a proteção, a restauração e a conservação de florestas naturais, e não aumentar as crescentes pressões sobre as mesmas. Corredores para preservação da vida silvestre, matas ciliares e um mosaico de talhões de diferentes idades e período de rotação deverão ser considerados no traçado da plantação, consistentes com a escala de operação. A escala e a disposição dos talhões dos plantios deverão ser conformes com os padrões da floresta natural da região encontrados na paisagem natural. 3. É preferível a diversidade na composição das plantações a fim de intensificar a estabilidade econômica, ecológica e social. Esta diversidade pode incluir o tamanho e a distribuição espacial das unidades de manejo na paisagem natural, o número e a composição genética das espécies, as classes de idade e as estruturas. 4. A seleção das espécies para as plantações de árvores deve estar baseada na total adequação das espécies ao local e sua conformidade aos objetivos do plano de manejo. Visando garantir a conservação da diversidade biológica, as espécies nativas são preferíveis às exóticas no estabelecimento de plantações e na recomposição de ecossistemas degradados. As espécies exóticas, que deverão ser usadas apenas quando o seu desempenho for melhor do que o das espécies nativas, deverão ser cuidadosamente monitoradas para detectar taxas anormais de mortalidade, doenças, ou aumento da população de insetos e impactos ecológicos adversos. 5. Uma proporção da área total de manejo florestal, apropriada à escala de plantação e a ser determinada nos padrões regionais, deverá ser manejada a fim de restaurar o local à cobertura florestal natural. 6. Devem ser tomadas medidas para manter ou melhorar a estrutura, a fertilidade e a atividade do solo. As técnicas e taxas de exploração florestal, construção e manutenção de estradas e trilhas de arraste, e a escolha de espécies não podem resultar na degradação do solo a longo prazo nem impactos adversos na quantidade da água, ou ainda em alterações significativas dos padrões dos cursos de drenagem dos riachos. 7. Devem ser tomadas medidas para prevenir e minimizar o aparecimento de pragas, doenças, ocorrências de incêndio e a introdução de plantas colonizadoras. O manejo integrado de pragas deve constituir uma parte essencial do plano de manejo, com principal ênfase em prevenção e em métodos de controle biológico em lugar de pesticidas e fertilizantes químicos. O planejamento das plantações deve fazer todo o possível para afastar-se do uso de pesticidas e fertilizantes químicos, inclusive seu uso em viveiros. O uso de agentes químicos é também abordado nos Critérios 6.6 e 6.7. 8. Complementando os elementos definidos nos Princípios 8, 6 e 4, o monitoramento de plantações, apropriado à escala e à diversidade da operação, deve incluir avaliação regular quanto aos potenciais impactos sociais e ecológicos dentro ou fora da área de plantação (por exemplo, a regeneração natural, os efeitos sobre os recursos hídricos e sobre a fertilidade do solo, e impacto na saúde e no bem-estar social locais). Nenhuma espécie deve ser plantada em larga escala até que ensaios e experimentos em nível local tenham demonstrado que a espécie esteja ecologicamente bem adaptada à área de plantio, não sendo colonizadora e não apresentando impactos ecológicos negativos significativos sobre outros ecossistemas. Atenção especial será dada às questões sociais de aquisição de terra para plantações, especialmente quanto à proteção de direitos locais de propriedade, uso ou acesso. 9. As plantações estabelecidas em áreas convertidas de florestas naturais após novembro de 1994 normalmente não podem ser qualificadas para a certificação. A certificação pode ser permitida em circunstâncias em que evidências suficientes são submetidas ao certificador de que o manejador/proprietário não é responsável direta ou indiretamente por tal conversão.

Certificação Florestal no Brasil Adicionalmente aos princípios gerais, o FSC recomenda que cada país ou região desenvolva padrões e indicadores adequados para a realidade local. Assim, desde 1995 um grupo de trabalho, denominado de Grupo de Trabalho FSC Brasil, vem trabalhando no desenvolvimento de padrões locais e específicos para cada tipo de floresta brasileira, plantada ou natural. Embora ainda não operacional, mas que deve ser lembrado, é o CERFLOR, uma iniciativa brasileira para a certificação florestal. Iniciado, em 1.993, pela SBS – Sociedade Brasileira de Silvicultura, o CERFLOR, atualmente, encontra-se em fase de discussão e definição final de princípios e indicadores para o manejo florestal sustentado, sob a coordenação da ABNT. Total certificado no Brasil: 668.013 hectares, sendo 80. 571 hectares de floresta nativa, e o restante, 587.442 ha, de plantações florestais, observando-se que outras áreas encontram-se atualmente em processo de certificação.

Confira algumas perguntas e respostas sobre a certificação florestal no Brasil.

Passos do Processo para Certificação de Florestas A obtenção da certificação das florestas, chamadas de unidades de manejo, envolve: Primeira Etapa

a.Efetivar diagnóstico b. Formular e executar um plano de ação A Empresa pretendente deve inicialmente fazer um diagnóstico geral das suas atividades, analisando-as sob os fundamentos, critérios e princípios – P&C – do FSC. A partir desse diagnóstico, a Empresa visualizará, mais detalhadamente, quais as atividades que devem ser adequadas de forma a atender os P&C, traçando um plano de ação para alcance dos objetivos.

Resultado esperado dessa etapa: Essa primeira etapa prepara a Empresa para atendimento às exigências básicas da certificação, chamadas de pré – condições. Representa, na realidade, o esforço a ser desenvolvido pela empresa, juntamente com seu corpo técnico e consultores especializados, na implementação de medidas para o correto manejo de suas áreas. Os planos de manejo, de gestão ambiental, de gestão de informações gerenciais; os programas sociais, e de monitoramento dos recursos, a serem elaborados, servirão de guia para a adequação aos P&C.

Segunda Etapa a. Pré-avaliação pela entidade certificadora: Uma vez atendidas as premissas básicas do bom manejo, a pretendente solicita à certificadora uma pré-avaliação, já com fins da certificação. Essa pré-avaliação é efetivada pela entidade certificadora, através de equipe multidisciplinar, a qual analisará as atividades da Empresa com base nos P&C. b. Adequações, se necessário: Se alguma atividade ainda não estiver totalmente enquadrada aos P&C, a entidade certificadora, através de relatório, comunicará à empresa a necessidade de adequá-la, estipulando um prazo para atendimento. c. Avaliação final e certificação: Após decorrido o prazo estipulado para atendimento de todas as pré-condições, a certificadora fará a avaliação final já com vistas à emissão do Certificado.

Passos do Processo para Certificação de Produtos

A certificação de produtos pode considerar os tipos: Certificação dos produtos da indústria, considerando a totalidade da produção industrial proveniente de floresta certificada, chamada de “Cadeia de Custódia Exclusiva” Certificação dos produtos da indústria, considerando que somente parte da produção industrial será proveniente de floresta certificada, chamada de “Cadeia de Custódia não Exclusiva” a. Sistemas de controle e manuseio de toras certificadas – Desenvolver e implementar b. Sistema de controle do processo industrial do produto fabricado a partir de toras certificadas – Desenvolver e implementar c. Sistema de identificação, estocagem e transporte dos produtos certificados – Desenvolver e implementar Resultado esperado: Preparação do processo produtivo visando a distinção da produção objeto da certificação e comprovando a procedência de matéria prima certificada. Bibliografia usada www.ambientebrasil.com.br http://www.ibot.sp.gov.br/viveiros/viveiros.htm

Ações imediatas.

Fazer levantamento de viveiros a serem visitados para pesquisar funcionamento e andamento do negócio. Fazer fotos. Recopilar dados. Fazer entrevistas.

Levantamento de possíveis empresas clientes.

Ir melhorando o projeto do viveiro. Iniciar os desenhos e a possível maquete.

Programa do curso de viveiros

Planejamento de viveiros: avaliando a capacidade produtiva e os cuidados na implantação
Obtenção de sementes de qualidade: seleção de matrizes, coleta e seleção de sementes
Formação das mudas: beneficiamento, quebra de dormência de sementes, plantio, repicagem e rustificação
Uso de materias e equipamentos na produção de mudas e húmus de minhoca
Irrigação, adubação, controle de pragas e doenças
Métodos de transporte de mudas para a venda
Visita técnica ao Viveiro Vida Verde

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