Valor da palavra

O valor da palavra

 

Reinaldo Passadori

Há algum tempo atrás, havia uma propaganda de sabonete, cujo nome era “Vale Quanto Pesa”, de formato oval, em uma embalagem amarela, onde aparecia estampada uma pequena balança, simbolizando obviamente, o valor do sabonete. Era a maneira com a qual se buscava a credibilidade junto aos consumidores.

A palavra dada, por si só deveria ser suficiente para firmar um compromisso ou estabelecer um trato, mas estamos cercados de tantas leviandades e tanta irresponsabilidade que até pequenos e simples acertos são firmados através de contratos devidamente registrados em cartórios, com inúmeros detalhes e minúcias.

Quantas empresas tiveram e tem o seu nome manchado junto aos consumidores por algum tipo de “mentira”, que pode ir desde uma propaganda enganosa devido à composição incorreta de uma fórmula ou ao peso divergente do estampado na embalagem de algum produto? Quantas pessoas tiveram seu nome comprometido por algum tipo de falsidade ideológica ou propaganda enganosa?

Em vários momentos de nossas vidas empenhamos a nossa palavra, por exemplo, no juramento em formatura, ao servir as forças armadas; no casamento, ou ainda, para ingressar em entidades de serviço secreto ou sociedades alternativas com seus ritos de passagem ou de admissão. A promessa ou juramento tem a ver com o código de honra da pessoa, com seus valores e princípios; com o seu alinhamento ético, reflexo da sua imagem, do seu caráter e da sua personalidade.

Se você não se preocupa com as conseqüências do que fala, como fala ou com quem fala, proponho atenção e muito cuidado, pois algumas perdas poderão ser irreparáveis. Se por outro lado, você tem a consciência e responsabilidade sobre o que diz, como os homens de antigamente que firmavam acordos e grandes tratos, selando-os com “um fio de bigode”, parabéns! Você é uma dessas pessoas que o mundo está precisando, mesmo que em meio de tantos aconchavos, falcatruas e incongruências, para fazer valer a honra do compromisso assumido, do caráter e da dignidade.

Há um trecho interessante para ser resgatado como ilustração, extraído de um filme de treinamento, o qual conta a história de Morris, um homem bem sucedido que sofre um acidente de avião quando fazia uma viagem. É levado ao hospital quase morto, com muitos ossos quebrados e muitas complicações no corpo. Após ser socorrido, os médicos disseram que não passaria daquela noite.

Havia uma chance em mil para sobreviver após uma cirurgia que seria muito complicada e, mesmo se bem sucedida, Morris ficaria imobilizado para o resto da vida. A única coisa que ele poderia fazer seria piscar os olhos. Os médicos explicando a ele as conseqüências e os riscos de uma cirurgia e, piscando os olhos duas vezes, ele concordou com a operação. Passo a passo, o Morris foi superando as imensas dificuldades, principalmente diante do quadro pessimista de médicos e enfermeiros que apenas aguardavam a hora da sua morte. Durante a sua agonia, eventualmente, uma placa com a inscrição “SNIOP”.

Após algumas semanas, Morris conseguiu sair andando do hospital, vitorioso. Os médicos e todos os amigos, perplexos, apelidaram-no de “o homem milagre”. Uma enfermeira que o acompanhara em quase todo o tempo, ao se despedir, pergunta a Morris o significado daquela placa que ele pediu que fosse fixada na parede “SNIOP” e ele respondeu: Esta placa me ajudou a superar a maior das adversidades. Fique com ela, pois talvez ajude outras pessoas a superarem suas dificuldades. Graças a ela saio vivo e andando desse hospital. Ela quer dizer: “Salve-se das Nefastas Influências das Outras Pessoas”.

Com isso, na busca por uma vida mais saudável, proteja-se dessas nefastas e negativas influências. Você pode começar ajudando pessoas de seu convívio a perceberem a importância e o valor da palavra como um reflexo da essência de si mesmos. Você por sua vez, estará exercitando a sua capacidade de tolerância, paciência e perdão.

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