A Magia da noite de São João 23/24 de junho – Céu da Lua Cheia

VIVA A NOITE DE SÃO JOÃO

Continuando nosso festival, na noite de 23 para 24 de junho, realizaremos, no Céu da Lua Cheia, o Trabalho de São João, cantando o Hinário Cruzeiro do nosso amado Mestre Irineu.

Meditando num Dia de São João, fui reler um livro que ganhei de Monica Buonfiglio:

“Jesus – Palavras de Fogo”, onde há o capítulo : João Batista – o Essênio,

João Batista era filho de Isabel e do Sacerdote Zacarias sendo “Yonahon” seu nome original, que significa “Javé o Abençoou”.

Desprovido de posses, João era chamado pelo povo de “O Solitário”, por passar muito tempo em recolhimento no deserto e em locais hostís, alimentando-se do que pudesse encontrar a seu dispor na natureza, como mel silvestre e gafanhotos. Vivia a maior parte de seu tempo como um eremita, preparando-se para a sua missão, que se iniciou, às margens do Rio Jordão, quando Jesus tinha aproximadamente 30 anos. depois que começou sua pregação e seus batismos, passou a ser chamado de João Batista.

A principal virtude de João Batista era sua energia, sua força de vontade e coragem.

João Batista vestia-se como um profeta ou como um miserável, pois esse era o hábito dos eremitas essênios, sendo seu traje uma única túnica grosseira. Um traje que representava a liberdade, que cada um pode escolher o seu destino.

João, à beira do jordão, celebrava seus batizados, pregava para multidões cada vez maiores, afirmando que o Reino de Deus estava cada vez mais próximo. Batizava a todos, e pedia às pessoas que repartissem seus alimentos e roupas com os mais pobres.

Por seu comportamento e por suas idéias, João Batista chegou a ser considerado o próprio Messias, por muitos seguidores e mesmo por romanos, que o vigiavam de perto o tempo todo.

São João Batista, condenava a fraude e a depravação dos costumes, e pedia o batismo de fogo da penitência. No deserto, São João Batista era um homem em paz, repousando com Deus; mas na cidade, não tinha tempo para conversas com espíritos pacíficos e mansos. Ele era uma fogueira queimando o tempo todo, e espalhando as brasas de suas pregações.

Ao completar 31 anos, Jesus dirigiu-se ao Jordão, onde solicitou a São João Batista que o batizasse. Assim fez João, e quando Jesus saiu da água o espírito santo abriu-se sobre Ele, manifestando-se através de uma pomba simbólica, num acontecimento muito pessoal entre Deus e Jesus.

Foi nesse instante, talvez, que Jesus tenha tomado a real consciência de qual seria Sua verdadeira missão, o que ele iria reafirmando, aos poucos, através de meditações e orações.

São João Batista era um homem intenso, de estatura média, cabelos barba e olhos negros. Irradiava uma energia fora do comum, a ponto de sentir sua presença à distância. Quando pregava, inflamava-se, dizendo, em voz muito alta e aos brados, o que lhe competia pregar.

Por fazer denúncias contra Herodes Antipas, filho de Herodes, João foi preso. Isso aconteceu alguns meses depois do nascimento de Jesus.

Apesar da prisão de São João Batista, Herodes, não conseguiu nada que o incriminasse, e o soltou, achando-o um homem justo e honesto. Ao contrário do que todos esperavam, as palavras de João fizeram com que o rei meditasse sobre seus maus atos.

Mas João ao ser libertado, continuou fazendo denuncias e foi preso novamente. E isso se repetiu outras vezes. Presença constante no palácio, foi visto por Salomé, sobrinha de Herodes, que acabou apaixonando-se por ele, mas não foi correspondida.

Um ano após esses acontecimentos, Salomé dancou em seu próprio aniversário, e sua dança agradou tanto ao Rei Herodes Antipas, que, fascinado, prometeu-lhe o que ela quisesse como presente. Para surpresa e decepção de Herodes, o presente que ela escolhera, era a cabeça de João Batista, numa bandeja.

Então João Batista foi decaptado e sua cabeça entregue a Salomé.

Ao ser informado da morte de João Batista, Jesus embrenhou-Se pelo deserto, desaparecendo durante 40 dias e 40 noites. Quando Ele retornou do Seu Retiro, Herodes chegou a acreditar que se tratava de João Batista ressuscitado.

Esta descrição que Monica faz em seu livro, retrata a importância fundamental que João Batista tem na história do cristianismo, preparando os caminhos para Jesus. O momento de São João Batista marca também o Solstício, onde os povos antigos faziam a Cerimônia do Fogo, e tantas outras cerimônias espalhadas no mundo. É mágico, transformador. Jesus chegou a dizer que João Batista foi o maior de todos os profetas, nascidos de uma mulher, que havia existido. Alguns textos sugerem ser ele a reencarnação de Elias.

Nas festas JOANINAS, passamos pela experiência do contato com o fogo (espírito), o ato simbólico da entrega de nossas cabeças para Deus. Simboliza também a iniciação, a nova vida, a purificação e limpeza, as palavras de fogo da verdade, um forte momento de transformação, são as chaves para o entendimento do que representa esse momento no imaginário coletivo cristão.

A fogueira para São João é redonda

Quero compartilhar os versos de um hino :

São João

Nos momentos de Solstício
Jesus Cristo e São João
Relembrando o Santo Encontro
Junto as águas do Jordão 
 
Jesus teve o Seu batismo   
Pelas mãos de São João
Depois batizou com fogo
Nos trazendo a Salvação 
 
Ouvindo a Voz no Deserto 
São João Deus escutou
Sua missão foi preparando
Os caminhos de Jesus
 
Na memória deste Mundo
Os Milagres de Jesus 
Que curou muitos doentes
E mortos ressucitou  
 
Das virtudes de Elias
João Batista descendeu
Foi pregando pelo Mundo
O Clamor que recebeu
 
Nas palavras de Jesus
São João foi o Maior
Dos profetas deste Mundo
Que de uma mulher nasceu
 
Dentro das festas juninas
A fogueira de São João
Fogo que nos purifica
E traz a transformação

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