Santeria, caminho dos Santos

Santeria, caminho dos Santos

Santeria (literalmente, caminhos dos santos – os termos preferidos entre praticantes incluem Lukumi e Regla de Ocha) é um conjunto de sistemas religiosos relacionados que funde crenças católicas com a religião tradicional Iorubá, praticada por escravos e seus descendentes em Cuba, no Brasil (onde o candomblé apresenta semelhanças com a santeria), em Porto Rico, na República Dominicana, no Panamá e em centros de população latino-americana nos Estados Unidos como Florida, Nova York, e Califórnia. “Santeria” significa os “caminhos dos santos”, originalmente um termo pejorativo aplicado pelos espanhóis para ridicularizar a devoção excessiva dos seguidores aos santos e à negligência de Deus. Os proprietários cristãos dos escravos não permitiram que praticassem suas várias religiões animistas da África Ocidental. Os escravos encontraram uma maneira de contornar concluindo que os santos cristãos eram manifestações simplesmente diferentes de seus vários deuses. Os proprietários pensaram que seus escravos tinham se tornados bons cristãos e elogiavam os santos, quando na realidade continuavam suas práticas tradicionais…

O ritual de Santeria é altamente secreto e transmitido oral primordialmente. As práticas conhecidas incluem sacrifício animal, dança extática, e invocações cantadas aos espíritos. As galinhas são a forma mais popular de sacrifício; seu sangue é oferecido aos orixás, ou a poucas divindades do guardião, que correspondem aos santos cristãos. A música do tambor, atabaque e dança são usadas para produzir um estado do transe nos participantes, que podem incorporar um orixá e até mesmo falar com sua voz. Os antepassados são tidos em alta estima na Santeria. O deus é consultado como Olorun, ou o “dono do céu” e Olodumaré. Até a década de 30 era comum ouvir falar de sacríficios humanos em cultos de Santeria, porém não é um fato histórico.

Muitos ativistas de direitos dos animais fazem exame da prática de Santeria de sacrifício animal, declarando que é cruel. Os seguidores de Santeria alegam que as matanças são conduzidas da mesma maneira que animais são abatidos para consumo e isto não é necessariamente sádico. Além disso, o animal é cozido e comido mais tarde.

Em 1993, a Corte Suprema dos Estados Unidos estabeleceu que leis de crueldade do animal dirigidas especificamente contra a Santeria eram inconstitucionais, e a prática não viu nenhum desafio legal significativo desde então.

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