Normas dos Rituais e Trabalhos de Daime – Cefluris

 

Normas dos Rituais e Trabalhos do Santo Daime – Cefluris

As Concentrações são, geralmente, realizadas todos os dias 15 e 30 de cada mês. O trabalho de Concentração faz parte do calendário oficial. É nele que quinzenalmente vamos buscar, através do silêncio, a conexão com o nosso Ser interior e uma maior consciência do nosso Eu superior.

É também nas Concentrações que podemos nos entregar relaxadamente à miração e receber instruções valiosas para o nosso seguimento espiritual.

A Concentração se divide em duas etapas:

  • Concentração propriamente dita que consta da disciplina da mente em abolir os pensamentos, associações de idéias e impressões do dia-a-dia, a fim de se focalizar num único ponto. Nela treinamos a atenção e a introspecção, para que a mente ao invés de se tomar um foco de distração, seja um instrumento útil a serviço do trabalho espiritual.
  • Meditação – Estágio superior de concentração onde dentro da força da corrente, da energia espiritual das mentes elevadas e da proteção dos nossos guias espirituais se busca experimentar um estado contemplativo, estático, sereno, e sem pensamentos, onde procuramos fundir o observador, o observado e o ato de observar.

Os fardados devem vestir farda azul. Todos devem procurar manter uma postura corporal confortável, evitando-se movimentos desnecessários e ausentar-se do salão apenas para fazer as devidas limpezas.

O ritual inicia-se com três Pai-Nossos e três Ave-Marias, Chave de Harmonia, despacho do Santo Daime e Oração.

Após a Oração deve ser lida a Consagração do Aposento e começa a Concentração. A primeira parte deve ser de concentração total num período mínimo de uma a duas horas.

Após o segundo despacho, a Concentração deve seguir por mais um período idêntico, onde o silêncio pode ser intercalado por hinos da concentração, autorizados pelo dirigente da sessão.)

É obrigatória a leitura do Decreto de Serviço do Mestre Irineu. Este Decreto de 1970 é o fundamento onde se baseiam todos os princípios e regras que devem constar na conduta de todo daimista. O texto deve ser lido na íntegra em momento solene durante a Concentração.

Para podermos atingir o objetivo principal, é necessário colaborarmos com o mais profundo silêncio na ordem de trabalho; não será permitido ninguém conversar durante a hora da Concentração ou no período do hinário, inclusive os próprios dirigentes, a não ser para transmitir uma ordem de um para outro.

Também é recomendável a leitura de mensagens, instruções, leituras de escrituras e textos sagrados de reconhecido valor espiritual. Excepcionalmente poderá ser realizado algum hinário durante a segunda parte da Concentração.

Depois da segunda parte da Concentração podem ser cantados o Cruzeirinho do Mestre Irineu e, ocasionalmente, a Nova Jerusalém do Padrinho Sebastião, e proceder ao encerramento normal.

Trabalhos de Cura

Os trabalhos de cura compreendem diversos tipos:

  • Trabalho de Estrela,
  • Círculo de Cura,
  • São Miguel e
  • Cruzes

A corrente de cura exige total concentração e atenção no objetivo do trabalho para que os doentes possam se entregar com toda a confiança no destrinchamento espiritual de suas visões sobre a doença, a compreensão das suas causas kármicas e às transformações exigidas para que a cura possa ocorrer e se manter.

Além dos hinos do hinário de cura, podem ser cantados outros, sempre de acordo com as solicitações do próprio trabalho. Em alguns casos podem ser abertos outros hinários também empregados para cura como é o caso, principalmente, dos hinários de João Pedro, Tetê e dos Finados (Antonio Gomes, Maria Damião, Germano Guilherme, João Pereira).

A abertura é normal: Oração, Consagração do Aposento, pequena concentração e início do Hinário de Cura. É usada a farda azul, as pessoas permanecem sentadas em tomo do Cruzeiro. A mesa é constituída normalmente por 7, 9, ou 12 pessoas, incluindo o presidente da mesa.

Os beneficiados não devem sentar diretamente na mesa, podendo ser acomodados em locais especiais (quarto de cura) sempre próximos à mesa de trabalho. Como é habitual, homens e mulheres sentam separadamente. Os médiuns curadores em serviço podem se movimentar na atenção aos doentes, sempre de acordo com autorização do presidente da mesa. Além dos médiuns, devem permanecer na Estrela um fiscal de salão e um fiscal de terreiro, além do despachador de Santo Daime (não necessariamente o presidente da mesa). Devem ser evitados os instrumentos musicais, inclusive maracás, quando não há uma equipe treinada adequadamente.

Os hinos devem ser bem cadenciados, intercalados com pausa, a critério do chefe da sessão.

A praxe é fazer o primeiro despacho do Santo Daime antes da Oração, outro após a concentração ou no início do Hinário de Cura. E ainda um terceiro despacho opcional do hino “O Daime”, do Padrinho Alfredo, em diante.

Durante os despachos devem ser cantados hinos do Daime

Para o encerramento, canta-se o Cruzeirinho do Mestre Irineu, e procede-se às orações de encerramento, incluindo a Prece de Cáritas.

Caso seja necessário, o presidente da mesa deve solicitar que os doentes permaneçam na Estrela após o encerramento do trabalho – acompanhados por um fiscal – para melhor aproveita¬mento do benefício recebido.

É apropriado que os locais onde acontecem os trabalhos de cura tenham acomodações apropriadas para receber os doentes.

Trabalhos de Estrela

Sob esta designação reúnem-se todos os trabalhos que são feitos na Casa de Estrela, que mesmo tendo uma característica marcante de cura tem também como finalidade a instrução e ensaio de hinários, abertura de banca, ou outros tipos de trabalhos como aqueles que reúnem jovens, homens ou mulheres das comunidades daimistas.

Um trabalho para a corrente.

Abre-se igualmente ao trabalho de cura e encerra-se com o Cruzeirinho do Mestre Irineu.

Trabalhos de São Miguel

Este é um Trabalho de Cura e limpeza espiritual que se realiza em benefício de toda a corrente. A estrutura do ritual é como um Trabalho de Estrela. Podem ser feitos apenas um ou uma série de três trabalhos, com um intervalo mínimo de dois dias entre eles.

Abertura normal com três Pai-Nossos, três Ave-Marias, Chave de Harmonia, Oração e depois cantando, de pé, o Hino nº 29 –“Sol, Lua Estrela” – Hinário Mestre Irineu – repetido três vezes consecutivas. Nesse momento devem ser firmadas três velas na mesa além das usuais. Em seguida, Consagração do Aposento; Prece para a Abertura da Reunião, Prece para os Médiuns.

Havendo abertura da banca, que é realizada após a Prece dos Médiuns, deve ser feita em nome do Professor Antonio Jorge e do Dr. Bezerra de Menezes que foram os guias espíritas do Padrinho Sebastião. Costuma-se usar o hino 107 de Alex Polari (A Chave da Justiça) para a chamada de abertura da banca e no transcurso podem ser cantados hinos diversos, dando-se preferência àqueles que se referem a São Miguel.

No ponto máximo do trabalho canta-se o Hino nº 98 – “Com o Poder do Céu” – do Padrinho Alfredo, por três vezes consecutivas. O oficiante lê a “Prece para afastar os maus espíritos” e fecha-se a banca.

Em caso de não abrir-se a banca, após a Prece para os Médiuns, faz-se a chamada de São Miguel Ç’Õ Poder do Céu). Em seguida são cantados em seqüência os Hinos nº 6, 22, 47, 63, 100, 101, 115, 123, 134 do Hinário do Padrinho Sebastião. Seguem-se o Hino nº 30 do Mestre Irineu, e o nº 99 do Padrinho Alfredo. Em seguida, o Cruzeirinho do Mestre Irineu.

O Oficiante lê a “Prece para o Encerramento da Reunião” e todos acompanham rezando três Pai-Nossos, três Ave-Marias (intercalados), um Credo, e Salve Rainha. Encerramento por Juramidam.lo de Cura

É um trabalho normalmente feito pelo grupo de cura de uma determinada Igreja. Pode ser realizado na casa do próprio doente. Os participantes usam a farda azul. Canta-se a oração, faz-se uma pequena concentração em benefício do doente e depois se canta parte ou todo Hinário de Cura.

Trabalho de Cruzes

Este trabalho deve ser realizado na Casa de Estrela e sua realização depende de indicação da presidência. Do centro ou do grupo de cura. É um trabalho de exorcismo e desobsessão para o socorro espiritual de pessoas que se mostrem claramente alteradas de seu modo habitual, obsediadas ou apresentando um quadro de perturbação grave.

É feito em série, no mínimo três, máximo nove, sempre em dias consecutivos. Preferencialmente deve ser realizado às 12:OO h do dia, porém, em situações especiais pode ser inicia¬do às 6:00, 16:00 ou 18:OO h.

Na mesa devem sentar os médiuns, ficando o(s) beneficiado(s) na segunda fila, sempre acompanhado(s) por um fiscal. Os números de integrantes da mesa pode variar de 3, 5, 7 ou 9 pessoas. A composição da mesa do trabalho deve ser a mesma em todos os trabalhos de uma série. Quanto ao(s) beneficiado(s) preferencialmente devem estar presentes no trabalho, mas o mesmo pode ser feito à distância com apenas três pessoas na mesa (se solicita que a pessoa beneficiada fique em concentração na mesma hora).

Todos os participantes do trabalho devem chegar à casa de Estrela cerca de 30 minutos antes da hora de começar o mesmo, tomar a dose única correspondente e aguardar em concentração o horário de início.

Todos os participantes permanecem de pé. Os que compõem a mesa seguram em sua mão esquerda uma vela acesa e na direita um pequeno Cruzeiro. Igualmente o(s) beneficiado(s) devem ter a vela e o Cruzeiro na mão.

O trabalho é aberto com uma Salve-Rainha, e o oficiante procede a leitura da “Oração para Conjurar os Malefícios dos Maus Espíritos e dos Demônios Infernais”. Nas horas indicadas pelo oficiante todos devem fazer o sinal da cruz. Em seguida, são cantados os hinos “Linha do Tucum”, nº 108 do Hinário do Mestre Irineu (3 vezes), e “Vou receber minha Mãe”, nº 27 do Hinário do Padrinho Alfredo (duas vezes). O oficiante lê a oração de encerramento, é rezada uma Salve-Rainha e o trabalho é fechado com “Louvado seja Deus nas alturas. E a nossa Mãe, Maria Santíssima, sobre toda a humanidade. Amém”.

Após o encerramento, aconselhamos que todos permaneçam sentados, podendo-se cantar hinos de instrução, disciplina ou correção de pedidos de benefícios pelas almas e sofredores.

É um trabalho que era realizado pelo Mestre Irineu, na maioria dos casos, para pessoas que demonstravam problemas mentais. Devido à delicadeza deste tema, recomenda-se, tanto na indicação como execução do trabalho, o acompanhamento pelo responsável do setor de saúde e a observância das normas institucionais e regimentais, cuidados que devem cercar todo caso onde o problema espiritual do paciente passe por algum desequilíbrio mental.

Santa Missa

Este ritual é realizado nos dias indicados pelo Calendário Oficial: Passagem do Padrinho Sebastião – no dia de São Sebastião (20 de janeiro), Semana Santa, passagem do Mestre Irineu (6 de julho), Finados (2 de novembro) e também todas as primeiras segundas-feiras de cada mês (depois do Terço das Almas), na despedida de pessoas que fizeram sua passagem (corpo presente, sétimo dia e primeiro ano) e ocasiões especiais por solicitação à presidência do centro local.

Não são tocados instrumentos musicais nem há bailado. As pessoas ficam sentadas em torno da mesa (em número de 5, 7, 9 ou 12), homens e mulheres em seus respectivos lados.

O Ritual é aberto com: “Pelo sinal da Santa Cruz, livrai-nos Deus, Nosso Senhor, de nossos inimigos. Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém”. Em seguida, abre-se o Terço (ver Ritual específico), e ao seu final são cantados os hinos da Santa Missa. Entre cada hino são rezados três Pai-Nossos e três Ave-Marias intercalados.

Obs.: Durante o oitavo hino, Oh! Meu Pai Amado, o presidente da mesa, sentado à cabeceira, e mais três pessoas (dispostas na forma de cruz) ficam de pé com uma vela acesa em sua mão direita. Ao final do hino e suas rezas, as velas são recolhidas pelo fiscal. As mesmas devem ser dispostas em local adequado, em forma de cruz e deixadas queimando até o fim

Entrega dos Trabalhos

Esta cerimônia se realiza somente após o encerramento do Trabalho de Santos Reis, dia 5/6 de janeiro.

É o momento em que cada fardado fará o balanço de suas atividades espirituais durante o ano que se encerra. São partes deste balanço sua freqüência e as alterações (benefícios, instrução ou disciplinas recebidas) observadas. A irmandade deve ser alertada para realizar este exame de consciência nos dias antecedentes ao trabalho dos Santos Reis. Antes de iniciar-se a cerimônia propriamente dita, o comandante do trabalho poderá solicitar a todos um breve momento de concentração para maior conscientização da entrega que cada fardado fará.

Ná época do Mestre, o presidente do centro escolhia entre os membros mais antigos da irmandade aqueles que irão receber os trabalhos dos demais. As pessoas designadas para receber os trabalhos permanecem sentadas dentro do Salão da Igreja, e os fardados individualmente se aproximam, prestam continência, com a mão esquerda e perfilados afirmam:

Na Santa Paz de Deus eu recebi os meus trabalhos.

Na Santa Paz de Deus eu entrego os meus trabalhos com ou sem alterações.

A(s) pessoa(s) encarregada(s) de receber os trabalhos poderá solicitar maiores esclarecimentos sobre a qualidade das alterações observadas e maiores detalhes sobre as mesmas. Ao final das entregas, as pessoas designadas para receber os trabalhos da irmandade entregarão seus próprios trabalhos. Os que foram recebidos pelo presidente da mesa espírita, os entregará ao presidente do Conselho Ritual Doutrinário e demais autoridades da Doutrina.

Atualmente, no Céu da Lua Cheia, os trabalhos são entregues de forma meditativa, cada um entregando o seu em pensamento. Os fardados individualmente: “Na Santa Paz de Deus eu recebi os meus trabalhos. Na Santa Paz de Deus eu entrego os meus trabalhos com ou sem alterações.

Durante a cerimônia é cantado o hino Oferecimento do Mestre Irineu ; tantas vezes quantas forem necessárias ou, ainda, o hino nº 23 do Padrinho Alfredo. Os centros; ocasionalmente, podem optar pela realização da cerimônia de entrega como uma forma de instruir o corpo de fardados do ritual e no seu simbolismo.

Fardamento

O Fardamento é a cerimônia de entrega da Estrela e consagração das vestes cerimoniais, tomando o associado um membro ativo da Doutrina do Mestre Império Juramidam.

As condições prévias ao Fardamento são:

* ter participado de pelo menos três trabalhos oficiais (incluindo as Concentrações);

* ter conhecimento dos princípios doutrinários, éticos e estatutários tanto do centro local quanto do CEFLURIS;

* ter seu cadastro aprovado pela diretoria do centro ao qual se afiliou;

* ser associado ao CEFLURIS e ao centro local que freqüentará.

A Cerimônia consta de uma abertura (preleção) do comando do trabalho sobre a importância do fardamento, relembrando os direitos e deveres de cada fardado, e o zelo que devemos ter com nossas vestes cerimoniais.

A irmandade canta o hino 65 do Padrinho Alfredo = Graduação. Ao som do hino, o dirigente do trabalho ou pessoa por ele indicada coloca a estrela no peito do (a) aspirante. O fardamento deve dar-se com a farda completa. Ao final são dadas vivas aos novos fardados.

Casamento e Batismo

CASAMENTO

Este ritual deve ser realizado preferencialmente nos hinários em homenagem a São José, Santo Antônio, São João, Nossa Senhora da Conceição e Santos Reis.

Este ritual deve ser realizado preferencialmente na abertura dos hinários em homenagem a São José, Santo Antônio, São João, Nossa Senhora da Conceição e Santos Reis. Em situações especiais, aconselha-se que seja realizado em coincidência com algum hinário de farda branca. Obs.: são feitas as orações de abertura, abre-se o despacho e, a seu final, inicia-se a cerimônia do Casamento. Os noivos devem estar de farda branca. A noiva-virgem poderá usar vestido de noiva com véu e grinalda, enquanto que as não-virgens, um vestido mais apropriado. Abertura da cerimônia: os fardados da irmandade se colocam em fila desde a porta até a mesa central da Igreja. Os homens de um lado e as mulheres do outro, formando-se um corredor por onde a noiva-moça passará acompanhada pelo pai ou responsável. O noivo estará aguardando na cabeceira da mesa, acompanhado pelo padrinho e pela madrinha do Casamento. À entrada da noiva, os presentes cantam o hino nº 142 – “O Símbolo da Verdade” – do Padrinho Sebastião. A noiva fica à direita do noivo na cabeceira da mesa e a irmandade ocupa seus respectivos lugares na fila do bailado.

Obs.: A noiva-mulher se posicionará diretamente à cabeceira da mesa, sendo, então, cantado o ‘Símbolo da Verdade’.

O Oficiante, não necessariamente o dirigente do trabalho, pessoa qualificada por seus conhecimentos da Doutrina e ética exemplar, dá início à cerimônia com a seguinte oração:

“Senhor Deus Supremo, Senhor Nosso Pai, Senhor São João Batista, dono desta Casa Santa. Seus filhos_______ e ___ hoje se apresentam, com um só pensamento: juntos seguir o caminho da vida, no rumo de toda natureza, que se desdobra e multiplica, que esta união os faça mais fortes, dois em um, na unidade da Família. Pedimos Senhor: que seus dias sejam harmoniosos, como toda a natureza que canta. Que a mesma fonte de luz lhes traga clareza, o mesmo fogo acalente seus corpos, na mesma água saciem a sede da vida. Nem ódio, nem inveja, nem mentira, nem discórdia, encontre abrigo neste novo Lar, pois no Amor a Verdade será manifestada, como a luz do Sol que tudo cobre. Senhora da Conceição, Senhora Nossa Mãe, sejam estes teus filhos_______ e ___ como semente boa em terra fértil, seus frutos, bons frutos estendei Vosso Manto de proteção contra o medo que forja os fracos, contra a peste que propaga nas trevas. Senhor Nosso Mestre Império Juramidam, dai a todos os presentes prosperidade no amor, saúde no trabalho e vida para Vos louvar. Para sempre, para sempre, para sempre. Amém”.

E segue:

“Diante do Santo Cruzeiro e a irmandade aqui reunida _____e _____ prometem compartilhar suas vidas, buscando aperfeiçoar a Harmonia, o Amor, a Verdade e a Justiça. Para mostrar esta unidade de coração, os noivos dêem os braços, sendo este o símbolo de suas vidas daqui pra frente”. Neste ponto o oficiante despachará o Santo Daime dos noivos, fazendo que cada um ofereça o sacramento ao outro. “O hino que agora se cantará representa a palavra de poder do nosso Mestre Imperador, que consagra e torna legítima esta cerimônia.

A irmandade canta o hino “Sou Luz, dou Luz” do Padrinho Sebastião. Novamente o oficiante:

“O casamento é um compromisso de trabalhar na formação de uma nova família. Muitos assumem este compromisso mas não conseguem levar a bom termo esta missão divina, porque não têm a sabedoria da vida. Amai-vos um ao outro, mas não façais do amor um grilhão. Vivemos um momento em que muitas famílias se desagregam, perdendo o fim providencial com que foram instituídas. Mas o bom termo desta missão é para os que guardam o conselho e a sabedoria”.

O oficiante pode, opcionalmente, ler algum trecho da Bíblia.

Sugerimos: Epístola de São Paulo aos Efésios. Cap. V, vers. 21 a 33, ou Epístola de São Paulo aos Coríntios – Cap. VII, ou ainda, a Epístola de São Pedro, Cap. III, vers. 1 a 12.

Dá-se, então, início à troca de alianças. Tendo o oficiante à frente, o noivo põe a aliança no dedo anular da mão esquerda da noiva, dizendo: “Receba esta aliança como símbolo de meu compromisso contigo”.

Em seguida, a noiva faz o mesmo, afirmando as mesmas palavras. Na seqüência, a irmandade canta o hino “O Amor é para ser distribuído” do Padrinho Sebastião. Encerramento da cerimônia: oficiante: “Senhor Deus Onipotente, somos centelhas deste Vosso Amor Universal que brindou o planeta Terra com o sacrário vivo de Vossa Presença. Nós te pedimos Senhor Onisciente que ampare estes teus filhos ___ e ___ e abençoe, Senhor, esta união. Que eles conheçam o verdadeiro ensinamento de Vosso Filho e Senhor nosso, Jesus Cristo Redentor, e tenham uma vida de Paz e Prosperidade. Na alegria desta ocasião que este casal recebe Vossa.

Divina Benção, pedimos, Senhor, firmeza e coragem para atravessarem juntos o caminho da existência terrena, um fortalecendo o outro. Que este compromisso firmado frente ao Santo Cruzeiro, símbolo de Vossa remissão universal, esteja presente to¬dos os dias na alegria e no amor de contemplar o Sol, a Lua, as Estrelas, a Terra, a Floresta e as Flores como filhos de Deus e herdeiros de glórias eternas. Amém.” “Parabéns para os noivos, lhes desejamos sucesso na nova vida”. “Viva os noivos!”.

Após breves cumprimentos, os noivos ocupam seus habituais lugares no bailado (a noiva-moça só passará para a fila das mulheres no hinário seguinte) e dá-se início ao hinário propriamente dito.

Ritual do batismo

Santo Daime, o sal e a água são os veículos do ritual.

O Batismo simboliza a passagem para uma nova vida. São João batizava nas águas do Rio Jordão aqueles ..que tinham se convertido.

Santo Daime, o sal e a água são os veículos do ritual. “O Batismo simboliza a passagem para uma nova vida. São João batizava nas águas do Rio Jordão aqueles ..que tinham se convertido.

Santo Daime, o sal e a água sobre a mesa em pequenas vasilhas, bem como o facho de algodão. A criança acompanha¬da dos padrinhos em torno da mesa. Os acompanhantes do ritu¬al, de três a nove, com velas na mão, rezando em voz suave o Pai-Nosso e a Ave-Maria. O celebrante no centro da mesa.

Palavra de Abertura

“O Batismo simboliza a passagem para uma nova vida. São João batizava nas águas do Rio Jordão aqueles ..que tinham se convertido. Nos tempos antigos, os adultos que aderiam à Dou¬trina Cristã eram batizados. Depois que o cristianismo se firmou, este costume se estendeu às crianças.” Leitura do texto bíblico – São Mateus – Cáp. 28 – Vers. 16: “E os onze discípulos partiram para a Galiléia, para o monte que Jesus lhe tinha designado. E quando o viram, o adoraram, mas alguns duvidaram. E, chegando-se Jesus falou-lhes dizendo: “é¬-me dado todo poder no Céu e na Terra. Portanto, ide e ensinai todas as nações batizando-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, ensinando-as a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado e eis que estou convosco todos os dias até a consumação dos séculos. Amém.”

Explicações

Os padrinhos foram escolhidos como protetores da criança, ajudando os pais a orientá-la nos caminhos da vida. Na falta dos pais devem os padrinhos amparar a criança.

Na cerimônia, o Santo Daime significa a nova revelação de Jesus Cristo. É o chamado para a vida espiritual.

O sal que o batizando recebe nos lábios para sentir o gosto simboliza o contato material e externo que deve ser santificado pelo novo cristão. “Vós sois o sal da Terra, se o sal se tornar insípido, sem gosto, de nada servirá, se não para ser lançado fora e calcado pelos pés. Assim como a força do sal é tão útil e apreciada, assim é o chamado para o novo cristão se portar na vida terrena.”

A água simboliza a purificação. A água que lava o corpo, agora em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo purifica o espírito.

Inicia-se o ritual propriamente dito. O celebrante batizará na seguinte ordem:

1º) Santo Daime (em algodão embebido) – Chama-se a criança pelo nome completo. Passa-se o algodão em seu lábios, dizendo: “Eu te batizo com o Santo Daime que é Luz para te guiar na vida espiritual em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”.

2º) Sal – Chama-se a criança pelo nome completo: “Eu te batizo com o sal para teres força de lutar contra as adversidades em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”.

3º) Água – Chama-se a criança pelo nome completo. “Assim como São João batizou Jesus no Rio Jordão, eu te batizo com água em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém”.

Encerramento

Os Trabalhos são encerrados com o último hino dos Hinários do Padrinho Sebastião (Eu sou brilho do Sol), da Madrinha Rita (Vivo na Floresta) e do Padrinho Alfredo (opcionalmente do Padrinho Valdete e do comandante do centro local), seguidos de três Pai-Nossos e três Ave-Marias intercalados, uma Salve-Rainha e o presidente da mesa ao final afirma:

“Em nome de Deus Pai Todo-Poderoso, da Virgem Soberana Mãe, do Nosso Senhor Jesus Cristo, do Patriarca São José, e de todos os Seres Divinos da Corte Celestial, com a ordem do nosso Mestre Império Juramidam, estão encerrados os nossos trabalhos de hoje, meus ir¬mãos e minhas irmãs. Louvado seja Deus nas alturas!”

e todos respondem :

“Para sempre seja lembrada a nossa Mãe Maria Santíssima sobre toda a humanidade. Amém!” Todos se benzem. O presidente da mesa, ou pessoa por ele indicada, poderá dirigir palavras de reflexão à irmandade após ditas as rezas. Avisos e recados devem ser dados somente ao final.

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