Medo: Transformando o medo através da consciência

Medo: Transformando o medo através da consciência

Sanaya Roman –

Nos níveis inferiores, o medo se manifesta na forma de emoções desagradáveis, como uma sensação de peso ou de retesamento do corpo. Ele também pode se manifestar fazendo com que você comece a correr de um lado para o outro, fazendo várias coisas ao mesmo tempo, na tentativa de se esconder atrás de uma máscara de produtividade, dedicando-se a fazer em vez de ser.

Quando você se sentir pesado ou deprimido, peça ao medo para que se emerja até a sua consciência. Sempre que você vira as costas para alguma coisa, ela aumenta e fica ainda pior. Se você se dispuser a enfrentar esse medo, o universo o ajudará a libertar-se dele e a cura-lo. Muitos temem a solidão e acham que tem a obrigação de resolver tudo sozinhos. Conquanto você sinta o grande peso da responsabilidade, o universo está cheio de amigos, de curadores e de fontes de ajuda. Quanto mais curas você promover entre aqueles com os quais entra em contato, mais curas você receberá de volta. O caminho para a energia superior consiste em receber e em ministrar curas.

É posível enfrentar e transformar o medo por meio de descontração ou, ainda, controla-lo através dos próprios atos.

Quando sentir energia negativa em outra pessoa – o que é uma sensação desagradável -, não corra para esconder-se dela. Primeiro, suspenda o seu julgamento e, em seguida, peça orientação para o universo quanto ao que fazer – se é que você deverá fazer alguma coisa. O universo sempre envia ajuda quando você a solicita.

Ela poderá vir na forma de pensamentos, de intuições e de revelações, ou através de alguma coisa que você poderá ver, ler ou ouvir.

Quando sentir negatividade em outra pessoa, não deixe que ela o afete perguntando de que forma você poderá curar e ajudar essa pessoa a se desenvolver. Você descobrirá que os outros vão também procurar fazer o mesmo por você. Se não conseguirem corresponder à sua energia de cura e amor eles sairão da sua vida ou, então, você criará menos oportunidades para estar junto deles.

O que é o medo de sentir energia, o medo de descobrir energia negativa nos outros ? É o medo de que eles possam fazer-lhe algum mal ? É a crença de que os outros possam deprimí-lo ou humilha-lo ? No momento em que você toma consciência do seu medo da energia negativa e compreende de que modo essa energia pode prejudica-lo, você passa a ter uma base para dar início ao seu trabalho. Somente enfrentando e reconhecendo o seu medo da energia negativa é que você poderá transforma-la numa energia inócua. Uma vez mais : a energia de cura, positiva, é sempre mais forte do que a energia negativa.

O medo pode ser gerado em qualquer área onde não haja correspondência entre o que você é e o que gostaria de ser. Porque você teme aquilo que você não é ? Você sente que desapontou a si mesmo ?

O amor incondicional transforma o medo fortalecendo o Poder pessoaal

O medo é como um ruído de fundo que envolve o planeta, afetando muitas decisões e atitudes. É preciso força e coragem para enfrentar o que você teme e, ao tomar consciência da energia, você também vai tomar consciência do medo. Ainda que seja mais fácil percebe-lo nas outras pessoas, examine em primeiro lugar dentro de você mesmo. Se ao olhar para um amigo ou para a pessoa amada você puder ver claramente em que parte essa pessoa está fechada ou temerosa, verifique se isso não é um reflexo de um lugar dentro de você que precisa de mais amor.

É mais fácil enxergar os sentimentos em outra pessoa do que em si mesmo e, por isso, o universo vai sempre ensinar-lhe algo acerca de si mesmo, colocando-o perto de pessoas que mostram aquilo que você precisa aprender. Você não se concentraria nessa característica ou aspecto da outra pessoa se você mesmo não estivesse trabalhando essas questões.

O medo também pode provir dos seus padrões de pensamento. São comuns os padrões de pensamento que lhe dizem que você é mau. E que, se não tomar cuidado, poderá se ferir. Esses são pensamentos de massa, compartilhados por inúmeras pessoas. Em determinado ponto você mesmo, irá enfrenta-los dentro de si, quando começar a elevar-se por níveis superiores do universo. O medo se manifesta na forma de pensamentos muito críticos em relação a si mesmo – você se pergunta se desapontou alguém, acha que não está se esforçando o suficiente ou que não é bom o bastante.

Se você descobrir os seus temores ao abrir-se para um novo relacionamento, não se recrimine. O medo esconde-se abaixo da superfície e, quanto mais você se empenhar em descobri-lo e enfrenta-lo, mais fácil será cura-lo através do amor incondicional e da aceitação de si mesmo.

Como descobrir o medo ? Olhe para uma área de sua vida em que você tenha uma decisão a tomar. Pergunte a si mesmo se existe alguma razão que o impeça de fazer aquilo que quer. Talvez exista o medo de que não haja dinheiro suficiente, o medo de não dar conta do recado, o medo de fracassar e de que os outros não o amem e não o queiram se você conquistar sua independência ou não se mostrar à altura do que eles esperam de você.

Ao refletir sobre essa decisão, pergunte a si mesmo o que você faria se soubesse que está totalmente seguro e protegido e que você está sendo orientado e amado pelas forças superiores do universo? Você tomaria uma decisão diferente se soubesse que a sua alma o está ajudando de todas as maneiras possíveis e que você pode confiar totalmente no seu Eu mais sábio ? Esta é uma maneira de descobrir o medo.

Enfrente o medo com medo mesmo

Nossa incapacidade de deixar as coisas acontecer pode ser diretamente atribuída ao apego do ego ao passado, à sua poderosa resistência contra sacrificar seus confortos de criatura, a suas tentativas de manter o status quo e ao seu medo do desconhecido. Para responder ao nosso apelo pessoal e coletivo à grandeza é preciso agora encarar o medo e, com uma intenção bem fundamentada, superar a abordagem interesseira do ego para então dar o salto para dentro do fluxo invisível do processo evolucionário.

Ken Carey fala com eloqüência de medo do ego em Terra Christa :

O ego freqüentemente apresenta o medo disfarçado de interesse responsável, tornando-o lógico e razoável. Mas medo é medo, e o corpo sempre sabe do que se trata. Por mais convincente que o ego possa ser ao justificar o medo, o corpo que tiver que viver com ele não será saudável. O medo está fadado a ter apenas um minúsculo papel numa vida saudável.

Naquelas poucas ocasiões em que o medo tem alguma serventia, ele aparece por um momento breve e então é oportuno.

O uso e a proteção legítimos do medo podem, mais acertadamente, ser chamados de susto. Susto é o que a pessoa sente quando chega na esquina e a súbita aproximação de um veículo a faz soltar para longe, protegendo seu corpo de alguma lesão. No entanto, o susto só tem utilidade no momento. Nunca teve a finalidade de ser um estado de ânimo permanente.

Em nosso mundo moderno, o susto passou a ser um estado institucionalizado sob mil e uma variedades mal compreendidas de ansiedade subliminar. Esse é um estado que acarreta efeitos devastadores, que nos priva de vitalidade, consciência e saúde. Tomar consciência de nossas ansiedades é o primeiro passo rumo à remoção de sua influência subliminal em nossa vida.

O medo é um parasita que nos rouba a vitalidade, destrói nossa saúde e diminui nossa consciência. Não precisamos aceita-lo como parte de nossa vida. Medos subconscientes permanecerão para nos perturbar enquanto forem reprimidos ou ignorados, sua única via de saída é através da consciência. Dedicar algum tempo para observar nossos medos, convida-los a sair dos recessos subconscientes e entrar na luz do dia pode não ser um exercício particularmente agradável, mas é indispensável se quisermos recuperar nosso funcionamento saudável e alimentado pelo espírito.

Em UP FROM EDEN, Ken Wilber relaciona o medo em categorias :

O que tem causado grande dificuldade para a psicologia ocidental entender é que existem pelo menos duas grandes modalidades bem diferentes de medo e ansiedade. Uma forma é o terror patológico ou neurótico; qualquer tipo de ansiedade que possa ser legitimamente atribuída a enfermidade mental, mecanismos patológicos de defesa ou culpa neurótica. Mas a outra forma de terror não é devido a alguma aberração mental nem a uma doença neurótica – é o terror básico, inevitável e inescapável, inato à sensação de separação que o eu vivencia. A natureza primeira do Homem é o Espírito, o todo Final, mas enquanto não descobrir essa Totalidade, permanecerá um fragmento alienado, um eu separado; e este eu necessariamente depara com a percepção consciente da morte e o terror da mesma. Não se trata de um terror circunstancial. É existencial, dado, inerente, e assim permanece até que o Espírito seja ressuscitado e que o Si Mesmo seja uno com todos os possíveis outros.

Diante dessas palavras a respeito do medo, fica evidente que, em nossa jornada pessoal rumo al salto de consciência, temos que ser capazes de atingir um nível elevado de honestidade pessoal e bem informada.

Temos também de desenvolver determinadas aptidões :

1 – Capacidade de reconhecer o tipo de medo que é o terror básico inevitável, inescapável, inerente à sensação de separação que o eu vivencia. A experiência que o ego tem do terror existencial e seu desejo oculto de recuperar a inocência do Éden, esse tipo de medo gera intimidação por causa do receio de mudar (que equivale à morte do ego)

2 – A capacidade de reconhecer aquele tipo de ansiedade que possa ser legitimamente atribuída a enfermidade mental (neurose), mecanismos patológicos de defesa ou culpa neurótica.

3 – Capacidade de reconhecer quando tiver havido dano ao ego e a disponibilidade para fazer o que for preciso para promover a cura desse desequilíbrio

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