Magia & Oráculos – O uso de animais nos rituais como Totem Animal

Magia & Oráculos – O uso de animais nos rituais como Totem Animal

 Os animais são utilizados na magia como eliminadores do fluido astral. Muitas feitiçarias eram baseadas na animação obtida de um corpo astral de um sapo. Utilizavam partes de animais e aves em suas poções. Na Antigüidade, os antigos profetas ofereciam sacrifícios animais para Deus, no candomblé, em alguns cultos afros ainda é utilizada essa forma de energia animal. Nos rituais e cerimônias da Nova Era, a energia dos animais é acessada através da meditação, visualizações, imagem totêmica, não sendo necessário o sacrifício.

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A simbologia animal está fortemente presente nos oráculos.

Na astrologia, a própria palavra Zodíaco, significa A Roda ou Caminho dos Animais.

Aries, ou carneiro, é o impulso, o início, corresponde a atividade, a busca da identidade individual

Touro a estabilidade e a busca do valor e do sentido

Gêmeos, muito embora não seja uma figura animal, é representado também por Rômulo e Remo, alimentados por uma Loba.

Mercúrio, que leva nas mãos o caduceu sobre o qual se elevam duas Serpentes Aladas e também asas nos tornozelos, a versatilidade e a busca da variedade.

Câncer, o caranguejo a devoção, e emoção, a fonte do sentimento, da Mãe Primordial.

Leão o magnetismo, vitalidade, a busca do ser e da totalidade

Virgem, associada ao Unicórnio, e também a uma Sereia, a um Anjo ou a Deméter, Diana, a deusa dos animais, a praticidade, a busca da análise.

Libra, também associada, na astrologia esotérica com a deusa Hathor, vivia sob a forma de uma Leoa ( ou vaca), a harmonia, a busca da alma gêmea.

Escorpião, também associado a águia e a serpente, a Intensidade, a busca da transformação.

Sagitário, o centauro, a integração da natureza animal e a natureza humana, visualização e a busca da sabedoria.

Capricórnio, o cabrito, a ambição, a busca dos objetivos.

Aquário, seu glifo de duplo sinal, representa, duas serpentes horizontais, ou ouroborus, a serpente que morde a própria cauda, a imaginação e a busca da comunidade.

Peixes, a compreensão e a busca da paz.

Alguns místicos acreditam que Moisés vivia na Era de Aries, com seu conjunto de símbolos, dos quais o carneiro era um, e antes dela a Era de Touro, cujo maior símbolo era o próprio animal. O que explicaria a descida de Moisés furioso com o povo que adorava um bezerro. Moisés era representado com duas sarças ardentes em sua testa ( o carneiro ? ). Essa passagem, segundo alguns místicos, marca arquetipicamente a transição da Era de Touro para a Era de Áries.

Na astrologia chinesa, todos os signos são animais, o rato, o boi, o tigre, o coelho, o dragão, a serpente, o cavalo, a cabra, o macaco, o galo, o cão, o javali. O signo é determinado pelo ano de nascimento. Diz-se que num certo ano novo chinês, Buda convidou todos os animais da Criação para participarem de uma corrida. O vencedor teria uma recompensa. O rato ganhou de todos, porque veio montado na cabeça de um búfalo, chegando em primeiro lugar aos pés de Buda. Para agradecer a todos os animais, Buda ofereceu a cada um deles um ano.

Na astrologia védica Mesha (bode), Vrishabha (touro), Mithuna (gêmeos), Kataka ( carangueijo), Simha ( leão, Kanya (virgem),Tula (libra),Vrischka (escorpião),Dhanus (sagitário),Makara(cabeça de veado e corpo de crocodilo),Kumbha (aquário), Meena (peixes)

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O calendário asteca tem o Abutre, Águia, Coelho, Cão, Crocodilo, Jaguar, Veado, Serpente, Macaco, Lagarto.

Na runas os símbolos animais aparecem com Feoh, gado; Ur, bisão; Eolh, alce, Eoh, cavalo.

Na Cabala existem os Caminhos que vão para o Céu (Arvore da Vida). Cada caminho é simbolizado por um animal. O primeiro grupo de caminhos são chamados de Caminhos da Personalidade e os símbolos animais são: o crocodilo, o golfinho, o leão, o gavião, o pavão, o urso e o lobo. No Caminho Da Individualidade ou do Eu Superior tem: o cavalo e o cachorro, o bode e o burro, o escorpião e o lobo. No Caminho do Adeptado: o elefante, rinoceronte, leão, a águia e o escorpião. Nos Caminhos do Espírito: o cachorro, castor, carneiro e coruja, o caranguejo e a tartaruga, o touro. Nos Caminhos da Divindade: o pardal, o pombo e o cisne, a andorinha e o macaco, a águia e o homem. São essas as vinte e duas estradas que correspondem aos arcanos maiores.

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Nas cartas clássicas de Tarô pode-se encontrar na Imperatriz um escudo com uma águia, símbolo da sua autoridade, e também a espiritualidade. O imperador também tem um escudo com uma águia de asas abertas. No carro os dois cavalos puxando para direções diferentes, representam a união do positivo e do negativo. A Roda da Fortuna tem um macaco descendo pelo lado esquerdo, e uma criatura subindo pelo direito (há correntes que afirmam ser Tifon ou Grifo, um monstro da mitologia grega), representando o movimento perpétuo do universo em constante mudança e do fluxo da vida humana; acima uma esfinge pousada no topo da roda com garras de leão segurando uma espada, procura manter o equilíbrio.

A carta da Força mostra uma mulher segurando um leão pela boca, sugerindo a vitória da suavidade sobre a força, o controle sobre tentações. O pássaro na carta Estrela é o Íbis sagrado do pensamento evidenciando uma nova vida, uma nova promessa. Na carta da Lua os cães atraem a atenção do homem, enquanto o lagostim traiçoeiro está pronto para enganar. No Mundo, nos quatro cantos da carta, os quatro animais angélicos do apocalipse, um homem ou anjo, uma águia, um touro e um leão, sugerindo os quatro elementos água, ar, terra e fogo, que se equilibram para formar a base da vida sobre a terra e a formação de cada dia. No taro Egípcio a simbologia, segue bem semelhante, diferenciando com mais rica simbologia nos arcanos menores.

Na parte do Livro Segundo – O Material, da tradução de Richard Wilhelm para o I Ching, o Livro das Mutações, ele se refere aos oito trigramas e os animais simbólicos: O Criativo ( Céu ) atua no cavalo, que corre veloz e incansável; o Receptivo (Terra) na vaca, em sua mansidão; o Incitar ( Trovão ) ao dragão, que irrompendo das profundezas ascende ao céu nas tempestades; a Suavidade (Vento ) no galo, guardião do tempo, cujo canto corta o silêncio e se propaga como o vento; o Abismal ( Água ) no porco, que vive na lama e na água; o Aderir ( Fogo ) no fênix, a Claridade, possuía originalmente a imagem de um pássaro de fogo; a Quietude ( Montanha ) no cão, o guardião fiel, e a Alegria ( Lago ) na ovelha, considerada como o animal do oeste ( não encontrei maiores referências ), situado na seqüência do Céu Posterior. Traz também o comentário na História da Civilização:

Quando na mais remota Antiguidade Fu Hsi governava o mundo, ele levantou os olhos e contemplou os fenômenos no Céu e na Terra e compreendeu as leis do Universo. Na terra, observou os sinais dos pássaros e dos animais, e sua adaptação ás regiões. Ele procedia diretamente a partir de si mesmo, e indiretamente a partir das coisas. Representou tudo o que observou e compreendeu nos oitos trigramas, para entrar em contato com as virtudes dos deuses luminosos e para organizar as condições de todos os seres.

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Minha professora de I Ching, Maria Olga Nogueira, (a considero minha “Mãe do I Ching“), é uma psicóloga junguiana que estuda o oráculo há mais de trinta anos, que al tem me ensinado na compreensão dos hexagramas e na tomada de muitas decisões. Ela não costuma usar simbologia animal na interpretação, até porque os hexagramas não são relacionados apenas com um animal. Olhando os simbolismos adicionais, verificam-se novas descrições de animais para os trigramas, assim como aspectos de um mesmo animal diferentes para vários hexagramas. Ela utiliza a simbologia animal quando faz parte do texto do hexagrama. O Ichinólogo Ion de Freitas prefere falar sobre os animais mencionados nas linhas. A atribuição dos animais (e o porquê) é muito mais nítida nas linhas do que nos trigramas. Além de menos controverso. Por exemplo, o caso do dragão associado ao Trovão, mas na verdade é o Trovão que está sendo associado ao dragão. O dragão está associado de fato ao Céu e ao Yang (vide hexagrama 1, especialmente os textos das linhas), e só é relacionado ao trovão porque o trigrama Trovão representa o “Yang em movimento” – porque para os chineses, o trovão – como o dragão – nasce debaixo da terra e sobe em direção aos céus. Conclui Ion que apresentar os animais das linhas é muito mais fácil, porque a razão e o sentido das associaçõe é bem mais visível nos textos.

Hexagrama 10 – A Conduta / Julgamento:

A Conduta
Trilhando sobre a causa do tigre.
Ele não morde o homem
Sucesso

Na Antigüidade, o método de consulta oracular era feito com cascos de tartaruga, até ser substituído pelas varetas.

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Nos mistérios Wiccanianos, o deus é Cornífero, o deus da floresta, apresentado com chifres de um alce, representando a natureza indomável de tudo o que é livre. Na comunidade agrícola, era representado com chifres de bode, como o Deus Pã. Nos tempos antigos era conhecido como o Chifrudo. Era também associado aos cultos de Dionísio e como um deus de chifres de touro. O emprego de chifres de touro e a presença de serpentes estão associados a Dionísio e sua ligação com ritos lunares. Os druidas foram também associados ao deus Cornífero celta Cernunnos. A importância do deus Cornífero era o seu poder sobre o reino animal, bem como a vida silvestre. Era chamado também de “O Mestre dos Animais”.

A Grande Deusa Mãe wiccaniana, que é a mais forte das variações da deusa (associadas às fases da lua) que é quando a Lua está cheia, tem em um de seus títulos a “Senhora das Feras”.

Em muitos contos de bruxaria e contos de fadas, descreve-se o poder de transformação em animais, tais como o lobo ou corvo. A verdade é que sempre existiu uma afinidade entre os animais e os praticantes de artes mágicas. Na Idade Média os bruxos personificavam o lobo no Sabat, e as bruxas se enfeitavam com tiras de pele de lobo.Numa parte da Europa acreditava-se que o lobo era a montaria dos feiticeiros, e que as feiticeiras, transformavam-se em lobos.Algumas lendas contam que o couro de lobo tem poder de cura e proteção contra as doenças. O pelo de lobo colocado num barco, para proteção contra o fogo. Possivelmente “o lobisomem” se originou nos cultos egpcios e gregos aos deuses-lobo.

Caçadores siberianos usavam patas e garras de urso como proteção contra maus espíritos e para cura. Eram usadas também atrás da porta, perto de berços. As bruxas olhavam profundamente para as teias de aranha, como uma mandala de meditação. Dizem os magistas, que quando temos animais em casa, criamos elos psíquicos com eles. Os seus movimentos podem pressagiar acontecimentos, o senso aguçado, por exemplo, percebe a aproximação de estranhos.

Na magia o gato está associado aos ritos sagrados, a superstição. Era animal sagrado na Índia. No Egito considerava-se que o gato tinha poderes de oráculo. A deusa Bast era representada com corpo de mulher e cabeça de gato. Já gato negro desempenha um importante papel na bruxaria. Segundo a crença era dotado de nove vidas

Fig. 17 Egípcia do gato

A galinha negra, como o cão negro, eram animais associados à bruxaria. Nas tradições do candomblé, costuma-se, usá-las em muitos rituais, assim como bode e o carneiro. Já o galo era ligado a cerimônias ocultistas era uma ave consagrada a Esculápio.

De acordo com Eliphas Levi, o touro, o cão e o bode, são os três animais simbólicos da magia hermética.

No Alasca eram usados ossos de baleia para proteger os espaços sagrados.

Os tibetanos colocavam um crânio de carneiro na porta de suas casas, para impedir a entrada de maus espíritos, que descarregavam sua ira sobre ele, livrando os moradores. Na escócia o omoplata do carneiro negro era raspado para fins divinatórios e rituais mágicos.

Muitos encantamentos são atribuídos à ferradura do cavalo, desde proteção para casas, até encantamentos para impotência. A ferradura, dizem as crenças, traz sorte quando está virada para cima e azar quando virada para baixo. Seu formato de lua crescente, a liga com a proteção das deusas lunares, contra feitiços e bruxarias, além de absorver o mau-olhado. No xamanismo o tambor é considerado o “cavalo” que nos conduz às jornadas extáticas. Para alguns povos os cavalos possuem poderes de clarividência, pois param e resistem ao comando do cavaleiro, quando sentem energias negativas.

Ao elefante era atribuído o poder de atender desejos e trazer paz e prosperidade, crença que é conservada ainda hoje através de amuletos de marfim, imagens de elefantes, rabo, etc. Na Tailândia, para ter sorte no parto, uma mulher deve passar três vezes sob um elefante. As presas de marfim

Na índia o deus Ganesha, quando invocado traz boa sorte, abre os caminhos e supera obstáculos.

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Alguns mantras de Ganesha :

Om Ganadhipataye Namah
Om Sri Ganeshaya Namah ( para sair de dificuldades)
Om Sri Gam ( bija )

O Ganesha Mantra é um mantra de prosperidade, que deve ser cantado diariamente pela manhã, antes de fazer qualquer coisa. 

Elimina obstáculos da vida comum e da profissão :

Om ganadhipataye namah
Ganeswaraya namah
Gana nayakaya namah
Vakratndaya namah
Mohodaraya namah

Gaja vakraya namah
Lambodaraya namah
Vikataya namah
Dhumra varnaya namah
Canakridaya namah

Samael Aun Weor, da Gnose, no seu Curso Básico de Magia Branca, traduz a Conjuração dos Quatro, que são feitas parcialmente em latim: “Cabeça de morto, impere sobre a ti o Senhor, pela viva e devota serpente. Querubim impere sobre ti o Senhor por Adão e Eva. Águia errante impere sobre ti o Senhor pelas asas do touro. Serpente impere sobre ti o Senhor Tetragrammaton pelo Anjo e pelo leão. Flua o perfume pelo espírito dos Elohim. Permaneça a terra por Adão e Eva. Faça-se o firmamento por Jeovah Sabaot. Faça-se o juízo pelo fogo na virtude de Mikael.

Samael cita que entre os símbolos da Alta Ciência estão o leão e a serpente. A “Ciência do Fogo” era, e ainda é – o Grande Arcano dos magos. Ilustrações antigas mostram homens dominando leões e segurando serpentes. O leão representa sempre o fogo celeste, enquanto as serpentes representam as correntes elétricas e magnéticas da Terra (e do homem).

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