Lammas ou Lughnasadh

Lammas ou Lughnasadh – por Mirella Faur

Lughnassadh, o primeiro dos três festivais celtas da colheita, homenageia o deus solar Lugh. Consorte de Dana, Lugh “morria” no …• momento da colheita dos grãos e era “enterrado”, no plantio das sementes, para poder renascer nas próximas colheitas.

No mundo antigo, havia outras celebrações da colheita, como a Ceresália, em Roma, dedicada à deusa dos grãos Ceres; a Dança do Milho, dos nativos norte-americanos; comemorações para a deusa Ísis, no Egito e para os deuses Dagon, na Fenícia; Dummuzi, na Suméria; Attis, na Anatólia; Tammuz, na Assíria; Lleu Llaw Gyffes, na Irlanda; Netuno, em Roma e Thot, no Egito. Cada um desses deuses morria e renascia, tendo sempre uma mãe ou consorte para pranteá-lo, apesar dela ser, às vezes, a causadora de sua morte. Nos mitos, é evidente o tema do casamento do Deus com a Deusa e seu sacrifício, simbolizado na morte da natureza e na colheita dos grãos.

Enquanto do ventre da Deusa nascem as colheitas de grãos e frutas, o Deus se funde aos grãos e, ao ser sacrificado, entra no mundo subterrâneo. Apesar da abundância reinante, a atmosfera é de luto, pois a Deusa e a natureza lamentam a morte anual de Deus. Mesmo sendo um festival de morte, Lughnassad representa também a alegria, anunciando o renascimento do Deus em Yule. A vida se torna a morte e a morte torna-se a vida, o mistério eterno da criação.

O nome anglo-saxão deste Sabbat era Lammas, que significava ”A Missa do Pão”, representando o mito do Rei dos Grãos que morre junto com eles para alimentar e preservar a vida. Na Roda do Ano, Lammas se opõe a Imbolc, representando a Deusa como mãe dos cereais. Nos países celtas e eslavos, das últimas espigas de trigo ou milho, confeccionavam-se as “Mães dos Grãos” ou “Corn Mothers”, em cujas efígies acreditava-se que permanecia a essência da Deusa, sendo guardadas para serem enterradas nos plantios da próxima primavera.

Nos círculos de mulheres, celebra-se a conexão com a natureza e com todos os seres da criação. A Deusa é reverenciada em seu aspecto de Mãe dos Grãos e Senhora dos Animai\, celebrando-se os resultados das energias movimentadas no solstício de Verão. As Deusas relacionadas a este Sabbat são as senhoras dos cereais, dos animais e da abundância, como Ártemis, Bast, Bau, Ceres, Dana, Deméter, Epona, Gaia, Habondia, Mawu, Oddudua, Rhea, Tailtu, Tonantzin, A Mãe do Milho, A Mulher que Muda e A Rainha da Terra Amarela, entre outras.

Os elementos ritualísticos são os símbolos da colheita, principalmente a “Mãe dos Grãos” e a “Roda do Sol”, confeccionadas a partir de espigas e palha de milho, enfeitadas com fitas amarelas, cor de laranja, verdes e marrons. As velas são laranjas, douradas e verdes; o incenso e a essência são de sândalo, louro, alecrim, flor de laranjeira ou coriandro, O altar é decorado com frutas cítricas, produtos da terra (espigas, tubérculos e verduras), representações do Sol e dos animais totêmicos (leão, águia, salmão e galo), objetos dourados, flores ou sementes de girassol e abóbora e miniaturas de ferramentas agrícolas. Fazem-se oferendas de grãos para a fogueira – simbolizando o Sol- e para a Mãe Terra ou para as Mães dos Cereais. As pessoas confeccionam colares mágicos com grãos de milho, sementes de girassol ou pedacinhos de casca de laranja, mentalizando os resultados de sua colheita ou as sementes para o próximo plantio. É uma data propícia para a bênção dos animais de estimação, invocando a Senhora do Animais. Comemora-se com pão assado na fogueira, bolo de milho, canjica, torta de cebolas, arroz doce, cerveja ou chá de ervas ou de noz moscada com cravo e canela.

O tema para meditação é a avaliação realista da colheita pessoal, contando os sucessos e os fracassos. Avalie também tudo aquilo que você deveria abrir mão ou rejeitar, limpando, assim, a terra e guardando novas

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