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Kuan Yin- A Deusa dos Milagres

Kuan Yin- A Deusa dos Milagres

Veja aqui 2 histórias transcritas do livro : Kuan Yin – A Deusa dos Milagres, escrito por Angela Marcondes Jabor – Editora Ascend

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“A principal virtude na vida é a compaixão. ” 

Diz a lenda de KUAN YIN que séculos atrás o governador de uma província – um rei cujo nome era Miao Chuang, casado com uma senhora de nome’ Pao- Yin, desejava muito um herdeiro, mas, devido a sua austeridade e às guerras que promovia e causavam um grande número de mortes, ele não mereceu que seu pedido fosse concedido. Teve assim, com sua esposa, três filhas. A primeira chamava-se Miao Ch’ing. Um ano se passou e veio mais uma tentativa, mas nasceu sua segunda filha, Miao Yin. E, na terceira concepção, sua esposa, a rainha Pao- Yin, teve um sonho no qual havia engolido a lua. E, quando sua terceira filha, Miao Shan nasceu, a Terra inteira estremeceu e uma fragrância deliciosa de flores celestiais se espalhou por toda proximidade e lugares distantes do local de seu nascimento. Essa criança nasceu limpa, seu corpo coberto com nuvens coloridas, sinal da encamação de uma pessoa pura. Assim, após mais um nascimento de uma menina, o rei ficou irado. Chamou seu Grande Ministro – Chao Chên e disse-lhe:

“Já passei dos 50 anos de idade, e não tenho um filho para me suceder no trono. Minha dinastia, portanto, será extinta. De que serviu todo o meu labor e minhas vitórias?”

Chao Chên então lhe disse:

“O céu lhe concedeu três filhas e nenhum poder humano pode mudar esse decreto divino. Quando suas princesas crescerem, escolheremos genros para sua majestade, e entre eles poderás eleger o seu sucessor. Quem se atreverá a disputar o seu direito ao trono?”

Um belo dia, quando as três filhas brincavam no jardim “Primavera Perpétua” do palácio, sua terceira filha, Miao Shan, disse às suas irmãs: “Riquezas e glórias são como a chuva na primavera, ou como o orvalho pela manhã; duram apenas pouco tempo, e logo passam. Reis e imperadores pensam em desfrutar até o final da boa fortuna que os coloca em um nível separado dos demais seres humanos; mas a enfer­midade os faz descansar em seus caixões, e tudo acaba. Onde estão agora todas as poderosas dinastias que estabeleceram a lei do mun­do? Com relação a mim, desejo nada mais do que um retiro pacífico em uma montanha isolada, na tentativa de atingir a perfeição. Se al­gum dia conseguir alcançar um grau elevado de bondade, então, car­regada nas nuvens do céu, viajarei por todo o universo, passando do Oriente ao Ocidente, num piscar de olhos. Resgatarei meu pai e minha mãe, e os levarei ao céu, salvarei os miseráveis e afligidos na Terra, converterei os espíritos que praticam o mal, e os farei praticar o bem. Essa é a minha única ambição. ”

Mas seu pai – o rei a mantinha sob rígida vigilância, de modo que ela tinha raras oportunidades de ver o mundo para além dos muros do palácio.

Frequentemente, ela sentava-se ao lado da janela oval de seu quarto e ficava contemplando uma colina próxima, onde se erguia um mosteiro. Passava horas imaginando que espécie de ritos e austerida­des praticavam ali os santos reclusos.

Sentia que havia um ar misterioso no lugar, pois sempre que o mencionava as pessoas imediatamente mudavam de assunto e, com isto, sua curiosidade aumentava a cada dia. Ciente de que seu pai não permitiria sua ida ao mosteiro, decidiu ir lá por conta própria, pois, apesar de sua timidez, havia herdado de seu pai a força de vontade e a forte determinação. Certa manhã, levantou-se bem cedo e, enquanto as criadas to­mavam o seu desjejum, disfarçou-se e saiu do palácio por um portão pouco vigiado. Correndo, alcançou a colina que por muito tempo ob­servava a distância. Por um caminho pavimentado de pedras, chegou diante de um elevado portão; o guarda que ali estava, ao vê-Ia, imagi­nou ser ela uma rica senhorita que estava ali para oferecer incenso aos deuses e alguns presentes de ouro. Pensando assim, a encaminhou ao grande santuário.

Não muito longe dali, seu pai percebeu o seu sumiço, então deu ordem aos criados para procurá-Ia em todas as direções. Mas so­mente um pouco antes do anoitecer que lhe chegou a informação de que uma jovem ricamente vestida fora vista, bem cedo, subindo em direção ao mosteiro. Enviou seus servos até o mosteiro, mas estes retomaram sem a sua filha. À noite, o rei já furioso ordenou aos seus servos que incendiassem o mosteiro, de forma que ninguém conseguisse escapar das chamas ou das flechas.

Amanhecendo, em seu jardim, o rei, triste pelo destino de sua filha outrora tão amada, e acreditando estar ela morta, teve subitamente diante de seus olhos a materialização da mesma, que lhe disse:

“Papai, embora o senhor não tenha tido piedade de uma menina inocente que por pouco não foi violentada, não posso deixar de me entristecer por você. Por isso, vim tentar consolá-lo. Saiba que o céu, às vezes aparentemente tão impiedoso como o senhor, comoveu-se com o meu imerecido sofrimento. Quando as chamas avançavam, fui envolvida num arco-íris e levada por sobre as nuvens até a morada dos deuses e dos imortais. Ali, como compensação por meu fardo cruel, vi-me promovida à condição de deusa. Minha missão será confortar os aflitos e socorrer as pessoas em perigo – tarefa para qual me sinto particularmente qualificada, tendo há pouco experimentado as profundezas do medo e da dor. Doravante, hei de ser conhecida como Kuan Yin – aquela que ouve os prantos do mundo. ”

Uma outra lenda de Kuan Yin:

O rei conseguira casar suas duas primeiras filhas. O marido da primeira era um Primeiro Catedrático que se chamava Chao K’uei, filho de um célebre ministro de dinastia que reinara anteriormente. O eleito marido de sua segunda filha era um oficial do exército que se chamava Ho Fêng. A cerimônia dos matrimônios foi magnífica, uma festa esplendorosa. Após a cerimônia os recém-casados foram devidamente instalados em seus palácios, a felicidade era geral. Passados alguns dias, o rei chamou Miao Shan e disse-lhe que iria procurar um marido para ela, que este deveria ser famoso pela sabedoria e virtude, capaz de governar o reino e digno de ser o sucessor ao trono. Miao Shan reagiu dizendo:

“É um crime, eu não cumprir com os desejos de meu pai; porém tens de me perdoar se minhas ideias são diferentes das suas.”

Disse o rei:

“Conte-me quais são as suas ideias.”

Ela lhe respondeu:

“Não desejo casar-me. Desejo atingir a perfeição e a budicidade. Então, prometo não ser ingrata com o senhor.”

O rei, irado, reagiu gritando:

“Filha infeliz, acha que pode ensinar-me, o Chefe do Estado e governante de um povo tão grande? Alguém já ouviu falar em uma filha de rei que se tomou freira? Será que se encontra uma boa mulher nessa classe? Abandone todas essas idéias loucas de ser freira, e diga-me logo se você se casará com um primeiro Catedrático ou com um Primeiro Pós-Graduado Militar.”

E a filha lhe perguntou:

“Há alguém que não ama a dignidade nobre? Quem não aspira à felicidade de um casamento? No entanto, desejo ser freira. Com relação às riquezas e glória deste mundo, o meu coração é tão frio quanto a escória morta, e sinto um desejo intenso de torná-lo cada vez mais puro.”

O rei levantou-se furioso, desejando que ela desaparecesse de sua frente. Miao Shan, sabendo que não poderia desobedecer suas ordens publicamente, disse-lhe:

“Se o senhor insiste que eu me case,então peço-lhe que me case com um médico.”

“Um médico!”, rosnou o rei. “Será que faltam homens de boas famílias e talentos no meu reino? Que idéia absurda, querer casar-se com um médico!”

Ela disse-lhe:

“O meu desejo é curar a humanidade de todas as enfermidades, do frio, do calor, da luxúria, da velhice e das demais enfermidades. Desejo igualar todas as classes, colocando ricos e pobres no mesmo nível, ter uma comunidade de bens, sem distinção de pessoas. Se o senhor conceder meu desejo, ainda poderei, dessa forma, tomar-me um Buda, uma salvadora da Humanidade. Não há necessidade de convocar os adivinhadores para escolherem um dia auspicioso. Estou pronta para casar-me agora.”

Inflamado com a sua ira, o rei gritou:

“Sua imbecil, que sugestões diabólicas são essas que você se atreve a dar na minha presença? ”

Em seguida, chamou o encarregado da segurança do palácio e ordenou-lhe:

“Essa monja me falta à honra. Retire-lhe os mantos da Corte, e leve-a para bem longe de mim. Deixe-a no jardim da rainha, para que morra de frio, será uma preocupação a menos para o meu coração atribulado.”

Não se deixando abater, Miao Shan ajoelhou-se diante do rei e agradeceu-lhe, para então sair atrás do segurança que a encaminhou ao jardim, onde ali começaria sua vida de eremita, tendo a lua como companheira e o vento como seu amigo. Contente de ver todos os obstáculos lançados em seu caminho à Nirvana, a condição mais elevada de bem-aventurança espiritual, e feliz por poder trocar os prazeres do palácio pela doçura da solidão.

As damas da Corte e suas irmãs tentavam de todas as maneiras fazê-Ia desistir de seus propósitos. Seus pais incumbiram Miao Hung e Ts ‘ui Hung de tentarem mais uma vez trazer sua filha desorientada de volta aos sentidos. Mas tudo foi em vão, Miao Shan não desistia de seu propósito. Disse aos dois encarregados: “Descobri que existe um templo muito conhecido em lu Chou, na região de Lung-shu Hsien. Esse templo budista é conhecido como o ‘Convento do Pássaro Branco’, Po-ch ‘iao Ch ‘na-ssu. Nesse templo vivem 500 monjas que se dedicam ao estudo da verdadeira doutrina e à senda da perfeição. E eu lhes peço que vão até a rainha em meu nome e peça-lhe que ela vá ao rei pedir permissão, para que eu possa me retirar para este lugar. Se vocês conseguirem esse favor, não deixarei de compensá-los no futuro.”

O rei concedeu a permissão. Mas enviou ordens ao convento para que as monjas de tudo fizessem para Miao Shan desistir de seu propósito. Começaram por colocá-Ia na cozinha, onde deveria preparar todas as refeições do convento, servindo a todas de modo geral. Se o serviço não fosse cumprido, ela seria demitida.

Concordando alegremente, Miao Shan começou sua humilde submissão. Ajoelhou-se diante de Ju Lai e fez uma oferenda a ele com a seguinte oração:

“Grande Buda, cheio de bondade e misericórdia, sua humilde serva deseja abandonar o mundo. Conceda-me a nunca ceder às tentações que me serão enviadas para que minha fé seja testada. ”

E assim prometeu observar e obedecer todas as regras do convento.

Tal abnegação generosa tocou profundamente o coração do Mestre do Céu – Yü Huang, que ele convocou o “Espírito da Estrela Polar” e instruiu-lhe:

“Miao Shan, terceira filha do rei Miao Chuang, renunciou ao mundo a fim de dedicar sua vida à realização da perfeição. Ela se encontra no ‘Convento do Pássaro Branco’ e aceitou o fardo de toda a tarefa deste, sem reclamar. Ela precisa de ajuda, por isso, vá imediatamente e ordene aos ‘Três Agentes’, os ‘Deuses dos Cinco Picos Sagrados’, os ‘Oito Ministros do Dragão Celeste’, Ch’ieh Lan, e o T’u-ti, que lhe enviem ajuda imediatamente. Diga ao ‘Dragão Marinho’ para cavar-lhe um poço próximo da cozinha, um tigre para trazer-lhe madeira, pássaros para colher legumes, e todos os espíritos do céu para ajudar-lhe com suas tarefas, para que desse modo ela possa dedicar-se sem perturbações à busca da perfeição. Certifiquem-se de que minhas ordens sejam obedecidas imediatamente”.

E o “Espírito Polar” as cumpriu no mesmo instante.

As monjas se surpreenderam ao ver como Miao Shan realizava rapidamente suas pesadas tarefas. O sino do convento soava ao anoitecer, como que tocado por uma mão misteriosa. Obviamente, os milagres estavam sendo realizados. E com os acontecimentos a Madre Superiora comunicou ao rei e pediu-lhe que viesse buscar a sua filha. Esse, irado com o que estava acontecendo, deu ordem aos seus servos que fossem até lá e incendiassem o convento. Ao perceber o que acontecia, Miao Shan ajoelhou-se e orou pedindo ajuda. No término de sua oração, arrancou um grampo de bambu de sua cabeça e com este furou o céu de sua boca, cuspindo sangue em direção ao céu. Imediatamente, enormes nuvens se formaram sobre o convento e uma forte chuva desceu inundando todo o convento, o que apagou o fogo que o ameaçava. Neste momento, as monjas ajoelharam-se diante de Miao Shan e a agradeceram por ter salvado suas vidas.

O rei, informado sobre o ocorrido, deu uma nova ordem, para que trouxessem sua filha acorrentada para ser decapitada ali no palácio. Nem mesmo a imploração de sua esposa o fez desistir de tal intento. Mesmo diante do que estava para lhe acontecer, a princesa estava radiante de alegria, e disse:

“Hoje, deixo o mundo para viver uma vida melhor. Andem logo, mas tomem cuidado para não mutilarem o meu corpo.”

Mas, mais uma vez, Miao Shan recebe ajuda do céu. Na hora marcada para a sua decapitação, o céu tomou-se nublado e a escuridão caiu sobre a Terra. Neste momento, a nobre princesa foi envolvida por uma luz brilhante e, quando a espada caiu sobre o seu pescoço, esta se partiu em duas. Mesmo assim arremessaram outra lança em sua direção, que se rompeu em pedaços. Não desistindo de seu intento, o rei ordenou que a estrangulassem com um cordão de seda. Na hora de sua morte, foi colocada em sua boca uma pílula mágica, para impedir a decomposição de seu corpo. Neste momento, um tigre saltou no local, dispersou os algozes, colocou-a morta nas suas costas, e desapareceu na floresta.

Ela foi levada para regiões infernais. Chegando lá, foi cumprimentada pelos “Deuses dos Dez Infernos”. Eles lhe disseram que sabiam que quando ela recitava suas orações todo o mal desaparecia, por isso eles queriam ouvi-Ia orar. Ela concordou, com a condição de que todos os condenados nas regiões infernais fossem libertados de suas correntes, a fim de a ouvirem. Na hora designada, os condenados foram levados até ela, que nem bem terminou sua oração presenciou o inferno ser transformado num paraíso de alegria, e viu os instrumentos de tortura se transformarem em flor de lótus.

No término de sua oração, e após presenciar o ocorrido, Miao Shan entrou novamente em seu corpo para que pudesse atingir o estado mais elevado da perfeição. Em seguida, recebeu a visita do “Buda Amitabha”, que a aconselhou a buscar refúgio no mosteiro de Hsiang Shan, situado no mar, na ilha de P’u-T”o Shan. Após nove anos neste retiro, Miao Shan atingiu o máximo da perfeição. Neste, o jovem Shan Ts’ai (Virtuoso Talento) tomou-se seu assistente.

Após ter incendiado o convento e mandado matar a sua própria filha, o rei recebeu o seu castigo. Consultando o “Registro dos Vivos e dos Mortos”, o Buda Ch’ieh Lan verificou que o rei viveria mais vinte anos. Então deu ordem ao “Deus das Epidemias” para que afligisse o corpo do rei com úlceras, e que estas só fossem curadas por remédios a serem administrados por Miao Shan. Não demorou muito e o rei começou a passar mal. Inúmeros médicos foram levados até ele, mas a doença piorava e o desespero tomava cada vez mais conta do rei, até que ele resolveu proclamar que se alguém descobrisse um remédio eficaz para curá-lo, ele cederia a sucessão do seu trono.

Ao saber do fato, Miao Shan resolveu assumir a forma de um sacerdote-doutor, vestindo-se como um padre de acordo com as regras, e seguiu para o palácio, levando na sua cintura uma pochete com comprimidos e outros remédios. Chegando ao portão do palácio, leu o edital real e o rasgou. Membros da segurança a detiveram e, irados com a sua atitude, perguntaram-lhe:

“Quem é você que se atreve a rasgar uma proclamação do rei?”

Ela respondeu:

“Sou um pobre sacerdote – médico. Li o edital pendurado nos portões do palácio. O rei está solicitando um médico capaz de curá-lo. Sou doutor e venho de uma antiga família culta, e proponho-me a recuperar sua saúde.”

“Se vem de família culta, porque se tomou sacerdote?” – perguntaram-lhe.

“Não teria sido melhor ganhar sua vida de forma honesta, praticando sua arte, do que raspar a cabeça e sair pelo mundo vagabundeando? Além do mais, todos os médicos de nível tentaram em vão curar o rei; e você se imagina mais hábil do que todos eles, especialistas experientes?”

“Acalmem-se,” responde ela “Recebi de meus ancestrais os mais eficazes remédios, e garanto recuperar a saúde do rei.”

Ao chegar diante do rei, cuidadosamente o examinou, diagnosticou a sua enfermidade e assegurou que a doença era facilmente curável, mas que o remédio seria difícil de encontrar, pois dificilmente alguém lhe venderia. O rei, furioso, pediu aos seus servos que retirassem o sacerdote dali, mas este saiu sorrindo.

O rei recebeu, em sonho, a mensagem de um homem idoso que dizia que a única pessoa que poderia curá-lo era o sacerdote, e que somente ele poderia lhe arrumar o tal remédio. Ao acordar, o rei pediu à esposa que mandasse chamar o sacerdote. Quando este retomou, o rei lhe perguntou qual seria o seu remédio e como poderia arrumá-lo. O sacerdote respondeu:

“São necessários a mão e o olho de uma pessoa viva, com os quais será feito um ungüento, o único remédio que poderá curá-lo.”

O rei grita indignado:

“Esse padre está de brincadeira! Quem iria doar uma mão e um olho? E, mesmo que conseguisse, jamais teria coragem de usá-los.”

O sacerdote diz: “Este é o único remédio eficaz para a sua cura.”

E o rei lhe pergunta:

“Onde então posso encontrar esse’ remédio?”

O sacerdote então lhe diz:

“Conheço uma pessoa de coração puro que fará este sacrifício pelo senhor.”

E também lhe diz onde e como encontrar esta pessoa. Em seguida, o rei envia dois ministros, Chao Chên e Liu Ch’in para Hsiang Shan. Ao chegar no mosteiro, Miao Shan dá ordem para que cortem sua mão esquerda e tirem seu olho esquerdo; imediatamente seu sangue escorreu pelo chão, e um forte cheiro de incenso doce invadiu o espaço. Em seguida foram colocados numa bandeja e encaminhados ao rei para preparação do ungüento.

Do mosteiro, Miao Shan vê Ho Fêng e Chao K’uei preparando um veneno para o rei. Ciente da intenção destes traidores, invoca o espírito Yu I e pede para que ele vá ao palácio e transforme o veneno numa sopa saudável.

Com a chegada dos ministros no palácio, a rainha chora emocionada ao reconhecer a mão de sua filha. Miao Shan, já como sacerdote, prepara o unguento e passa no lado esquerdo do rei. De imediato, as dores deste lado cessam. Mas o lado direito permanece igual. Então o sacerdote explica que a mão e o olho curariam somente o lado esquerdo, para curar o outro lado precisaria da mão direita e do olho direito. Novamente, são enviados os ministros ao mosteiro. Assim que eles retomam o unguento é preparado e passado do lado direito. O rei fica curado. Em agradecimento, o rei quer homenagear o sacerdote, dando-lhe o título de “Sacerdote do Olho Brilhante”, mas ele lhe agradece e pede ao rei que governe os seus subordinados com justiça e compaixão. E retira-se. Com a saída do sacerdote, o rei pergunta aos seus ministros como era a fisionomia da mulher que sacrificou suas mãos e os seus olhos por ele. Eles respondem que era muito parecida com sua falecida filha, Miao Shan.

Logo o rei, sua família e os ministros partem para o mosteiro. Quando lá chegam, o rei se prostra no chão e reverencia o céu, a terra, o sol e a lua. Estava muito arrependido e sentindo-se culpado por ter sacrificado a sua filha. Neste momento, Miao Shan aparece em plena forma, perfeita com suas mãos e seus olhos. Todos choram de alegria.

O rei renuncia o seu trono e Miao Shan recebe o título de Misericordiosa e Compassiva, Salvadora dos Aflitos, Milagrosa e Protetora Auxiliadora dos Mortais – tomando-se:

Kuan Yin, a Deusa da Misericórdia e Compaixão.

 

Musica de Léo Artese para Kuan-Yin

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