Imaginação na cura: Holograma – modelo holográfico de saúde

Imaginação na cura: Holograma – modelo holográfico de saúde

Jeanne Atchterberg no seu livro “A imaginação na Cura – Xamanismo e a medicina moderna” :

O holograma, a imagem e a saúde

Pribram diz o seguinte sobre o imaginário : “As imagens e os sentimentos são fantasmas, mas fantasmas que habitam o meu mundo subjetivo e de meus pacientes. Eles são nossos companheiros constantes e desejo explicá-los. Ele admite que nem o comportamento e nem a função da linguagem, a despeito da pressão dos comportamentalistas, podem ser adequadamente explicados sem recorrer a um mapa, ou seja, a algum tipo de imagem . Esta imagem pode ser descrita com referência ao modelo holográfico de armazenamento em várias localizações nas junções neurais e ao cálculo da freqüência de dados.

Quando as imagens são consideradas de acordo com o modelo holográfico, sua influência onipotente sobre a função física torna-se decorrência lógica. A imagem, o comportamento e os concomitantes fisiológicos são um aspecto unificado do mesmo fenômeno. Em que extensão a função física pode ser conscientemente alterada depende do montante de atividade recrutada nas funções neurais e, subseqüentemente, do como padrões são ativados. Por isso, os sistemas de crença são cruciais questões relacionadas à obtenção de saúde. Se você não acreditar na habilidade para promover conscientemente a alteração física com a imaginação, sem sequer chegará a tentar. Não evocará lembranças armazenadas, não ativará padrões, nunca se dará uma oportunidade. A cura não acontece acidentalmente, mas requer um árduo trabalho mental ou uma fé completa, sem peias, de que aquilo que está sendo feito por você ou dado a você criará saúde.

Aplicação do modelo holográfico de saúde

De acordo com os princípios do cérebro holográfico, se uma pessoa com uma doença, digamos um resfriado comum, quisesse recuperar-se em menos de sete dias, seria prudente recorrer ao maior número possível de padrões neurais de saúde. Certos sistemas de cura mental aconselhariam a pessoa a imaginar-se em perfeita saúde e harmonia. Eu sugeriria que imaginasse com precisão as funções corporais envolvidas, ou seja, a cura da garganta, a limpeza dos pulmões, a ativação do sistema imunológico. Seria importante também tomar vitamina C (ou qualquer medicamento eficaz)e que a imaginasse entrando na corrente sanguínea e reforçando o sistema imunológico. A respiração profunda poderia ajudar, particularmente se imaginar que o ar desobstrui passagens entupidas. Lembrar com precisão como se sentia com plena saúde, deixar o corpo voltar a ficar nesse estado ativaria ainda mais os sistemas neurais relacionados à saúde. Tudo isso exige tempo e extrema concentração. Você também poderá preferir deixar a doença seguir seu curso natural.

Por outro lado, minha experiência clinica revela que um pouco de prática pode render muito. As pessoas não tem mais habilidade para estabelecer padrões de cura quando doenças sérias são diagnosticadas. Se elas não acreditarem em nada além da medicina moderna, quando esta falhar, nada mais há armazenado no cérebro que tenha sido suficientemente ensaiado, no contexto da saúde, para efetuar uma alteração física.

A analogia holográfica, somada ao modo de processamento das junções neurais, mostrou-se consistente com várias outras abordagens corporais. Por exemplo, Akhter Ahesen utiliza um modelo bem semelhante à holografia para explicar suas descobertas sobre procedimentos terapêuticos com imaginação eidética. A imagem eidética é descrita como uma poderosa representação impressa na memória por acontecimentos cruciais, formadores, que se deram no passado. A eidética, por definição, envolve processos físicos, e parte de sua maciça influência sobre o comportamento deve-se a esta associação. Ahsen pensa que a eidética tem uma natureza tríplice : a própria imagem (normalmente concebida como imagem visual), um componente somático (um conjunto de sensações corporais) e um componente de significado (ou cognitivo interpretativo).

A terapia eidética implica em reviver a eidética, particularmente aquela parte que, conforme se crê, tem conseqüências negativas sobre a saúde e o bem estar. Com uma variedade de procedimentos que envolvem um trabalho sensível com a fantasia, o terapeuta guia o paciente na reconquista de uma imaginação mais adaptativa, saudável. é claro que nas conseqüências estariam correlacionadas com alterações nos componentes somáticos e cognitivos, pois eles pressupõe uma unidade.

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