Feriado de Finados 01/02 de novembro

Feriado de Finados 01/02 de novembro.

Segundo matéria do O Estado de S. Paulo – 1 de novembro de 2000, desde o século I, os cristãos rezam pelos falecidos, visitavam os túmulos dos mártires nas catacumbas para rezar pelos que morreram sem martírio.

No século IV, já encontramos a Memória dos Mortos na celebração da missa. Desde o século V, a Igreja dedica um dia por ano para rezar por todos os mortos, pelos quais ninguém rezava e dos quais ninguém se lembrava. O dia anual por todos os mortos é comemorado no dia 2 de novembro, porque no dia 1º de novembro é a festa de Todos os Santos que morreram, mas não foram canonizados, não tendo, portanto, um dia de celebração no calendário litúrgico da Igreja O Dia de Todos os Mortos celebra todos os que morreram e não são lembrados na oração. (Mons. Arnaldo Beltrami – vigário episcopal de comunicação).

No dia de Finados celebra-se a memória de todos os falecidos, os finados. Eles chegaram ao fim do seu tempo. Por isso o dia é solene, consagrado à lembrança dos antepassados, dos ascendentes e de todos os mortos. Este feriado é amplamente celebrado em todo o mundo.

Os feriados são dias consagrados pelas sociedades à memória de algum evento, personalidade ou feito histórico. A consagração os faz sagrados, os coloca à parte. Nesses dias não se trabalha. O país se consagra a meditar, a lembrar.

Muitas pessoas não ligam para este feriado porque não lhes diz absolutamente nada ou porque não corresponde a sua perspectiva filosófica ou religiosa. Enganam-se. Os finados estão muito além de qualquer religião. Quem profana esta data esquece que teve ascendentes e antepassados. Perde a memória e, sem querer, profana a si mesmo. Que ascensão pode ter alguém na vida, quando não se lembra de seus ascendentes? A pessoa se esquece do Cosmos, de sua genealogia celeste e de que é semente de infinito.

Muita gente vive ignorando que teve pai, mãe, avô, avó… Imagina-se só, começando em si mesmo, por se sentir triunfante e vencedor. Age como se fosse filho do nada e do vazio. Ora, os filhos do nada são sementes do caos. Na ascensão pessoal, a graça é sempre a luz da nossa consciência.

As honras fúnebres variam entre as culturas mas sempre existem e deveriam ser cultivadas. Se uma cultura perde a capacidade de honrar seus mortos é porque já não sabe honrar os vivos. Os mortos são honrados das mais variadas maneiras: presença ao funeral: coroas de flores, elogios fúnebres, orações, beleza do ritual, poesias, arquitetura do túmulo, assinaturas nos livros de condolências, epitáfios, pessoas presentes, aplausos… e nos finados. Como sementes de humanidade, os mortos estão plantados e disseminados nos mais diversos lugares. A significação das honras prestadas aos mortos é sempre mútua, do morto para o lugar e do lugar para o morto.

Honrar é um gesto que nobilita quem recebe e quem oferece. A sabedoria popular afirma o óbvio: uma das únicas certezas absolutas de nossa vida é a de morrermos. Só não morre quem não nasceu. Mas a eternidade começa aqui e agora.

Nossa vida não é uma ante-sala da morte. O passar dos anos anuncia o prometido a todos e para sempre: a possibilidade de evolução pessoal a cada ano, o reinicio perpétuo, a morte e o renascimento nesta vida. Isso pode realizar-se em cada um, em nossos familiares e amigos.

Os finados nos lembram que não se trata mais de viver somente a inevitável passagem do tempo, as idades e o envelhecimento. O tempo – quarta dimensão do humano – pode ser um tempo de consciência, um tempo de graça, de iluminação e de vida plena.

O dia dos finados não é dia de tristezas ou lamúrias, como o é para aqueles que não têm fé, mas é dia de saudosa recordação, confortada pela fé, que nos garante que nosso relacionamento com as almas dos finados não está interrompido pela morte, mas é sempre vivo e atuante pela oração de sufrágio.

A doutrina relativa aos finados põe em admirável luz a harmonia entre a justiça e a bondade de Deus Pai, de tal modo que também os corações mais frios não resistem hoje a um saudoso pensamento de piedade religiosa em favor dos irmãos falecidos.

Esta doutrina já era conhecida no Antigo Testamento. De fato, lemos no Segundo Livro dos Macabeus que, depois de uma batalha do povo judeu contra os inimigos. Judas Macabeu mandou recolher ofertas a serem enviadas ao Templo de Jerusalém, solicitando orações e sacrifícios em sufrágio dos soldados tombados na guerra; pois ele conclui: “É um pensamento santo e salutar orar pelos mortos para que sejam livres dos seus pecados”.

As almas dos nossos falecidos parecem dizer com o patriarca Jó: “Compadecei-vos de mim, ao menos vós que sois meus amigos, porque a mão do meu Senhor me tocou”… “Santo e salutar é o pensamento de orar pelos mortos, para que sejam livres dos seus pecados”.

O mistério que envolve a morte, em todas as antigas culturas, levou sempre o ser humano a gestos rituais, que procuram desvendar o véu que encobre esse momento supremo e terminal da vida. De um lado, o respeito e o temor diante do desconhecido e, por outro, a intuição profunda de que existe algo superior ao perceptível neste mundo e um além da vida terrena. As religiões apontam para a divindade eterna e uma sobrevivência humana para além da morte corporal, no horizonte do divino, ao qual se tem acesso mediante uma purificação necessária.

A fé cristã ainda diz mais. Não só afirma claramente a ressurreição dos mortos, mas também entrevê que o mundo, a terra e todo o universo não serão simplesmente aniquilados, mas sofrerão uma transformação misteriosa e renovadora.

Transcrevendo trechos do Anuário da Grande Mãe de Mirella Faur :

” Inúmeras culturas antigas reverenciam os espíritos dos ancestrais e as almas durante este mês.

As celebrações celtas de Samhain proporcionavam o contato com os espíritos dos falecidos e eram dedicadas a Cailleach, a anciã Senhora da Morte.

No Egito, as celebrações de Isis lembravam a ressurreição do deus Osíris com encenações ritualísticas do combate entre as forças do bem e do mal e cerimônias de plantio após o recuo do Rio Nilo.

Ao contrário da atmosfera de tristeza e luto, até hoje, no México, o “Dia de Las Muertes” é comemorado de forma alegre e divertida. Os túmulos são enfeitados com flores coloridas de papel, as famílias se reúnem para piqueniques no cemitério e comemoram com as comidas e bebidas preferidas dos mortos. As crianças se divertem com doces e brinquedos em forma de esqueletos e caveiras.

Na Grécia, no dia 16/11, havia uma celebração muito importante para Hécate, a deusa da Lua Minguante, da noite, das encruzilhadas e do mundo dos mortos.

Nos países nórdicos, a deusa Hel, Holda ou Bertha era comemorada como a condutora das almas durante “A Caça Selvagem”. Na escócia, acreditava-se que a deusa Nicnevin também “cavalgava” durante a festa de Samhain, junto com seus adeptos, atravessando o céu noturno.

No Japão, homenageava-se Kami, a deusa do fogão e das mulheres que preparavam a comida. No Tibet, havia o Festival das Lanternas e os Incas tinham seus festival dos mortos, que era chamado de Ayamarca.

Reserve este mês para completar ou finalizar seus projetos e compromissos.

Descarte tudo aquilo que não lhe serve mais, livre-se dos “pesos mortos” para abrir novos espaços e reflita sobre os ciclos da vida e da natureza. Reverencie os espíritos de seus ancestrais e familiares.

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