Essênios, originários do Egito, e suas práticas xamânicas

Essênios, originários do Egito, e suas práticas xamânicas

Contribuição : Isis

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“Em 1947 no Vale de Khirbet Qumran, um pastor beduíno de nome, Juma Muhamed, encontrou, junto às encostas do Mar Morto um vaso com pergaminhos. Foram encontrados em 11 cavernas, nas ruínas de Qumran, centenas de pergaminhos que datam do terceiro século a.C até 68 d.C. Os Manuscritos do Mar Morto foram escritos em três idiomas diferentes: Hebreu, Aramaico e Grego, totalizando quase mil obras. Incluíam manuais de disciplinas, hinários, comentários bíblicos, escritos apocalípticos, cópias do livro de Isaías e quase todos os livros do Antigo Testamento.

O nome Essênios deriva da palavra egípcia Kashai, que significa “secreto”. Na língua grega, o termo utilizado é “therepeutes”, originário da palavra síria “asaya”, que significa médico.

A organização nasceu no Egito nos anos que precedem o Faraó Akhenathon, o grande fundador da primeira religião monoteísta, sendo difundida em diferentes partes do mundo, inclusive em Qumran. Nos escritos dos Rosacruzes, os Essênios são considerados como uma ramificação da “Grande Fraternidade Branca”.

Segundo estudiosos, foi nesse meio onde passou Jesus, no período que corresponde entre seus 13 e 30 anos. Alguns estudiosos também acreditam que a Igreja Católica procura manter silêncio acerca dos essênios, tentando ocultar que recebeu desta seita muitas influências.

Para medir o tempo, os Essênios utilizavam um calendário diferenciado, baseado no Sol. Ao contrário do utilizado na época, que consistia de 354 dias, seu calendário continha 364 dias que eram divididos em 52 semanas permitindo que cada estação do ano fosse dividida em 13 semanas e mais um dia, unindo cada uma delas.

Consideravam seu calendário sintonizado com a “Lei da Grande Luz do Céu”. Seu ritmo contínuo significava ainda que o primeiro dia do ano e de cada estação sempre caía no mesmo dia da semana, quarta-feira, já que de acordo com o Gênesis foi no quarto dia que a Lua e o Sol foram criados.

Segundo os Manuais de Disciplina dos Essênios dos Manuscritos do Mar Morto, os essênios eram realmente originários do Egito, e durante a dominação do Império Selêucida, em 170 a.C., formaram um pequeno grupo de judeus, que abandonou as cidades e rumou para o deserto, passando a viver às margens do Mar Morto, e cujas colônias estendiam-se até o vale do Nilo.

No meio da corrupção que imperava, os essênios conservavam a tradição dos profetas e o segredo da Pura Doutrina. De costumes irrepreensíveis, moralidade exemplar, pacíficos e de boa fé, dedicavam-se ao estudo espiritualista, à contemplação e à caridade, longe do materialismo avassalador. Os essênios suportavam com admirável estoicismo os maiores sacrifícios para não violar o menor preceito religioso.

Procuravam servir à Deus, auxiliando o próximo, sem imolações no altar e sem cultuar imagens. Eram livres, trabalhavam em comunidade, vivendo do que produziam.

Os Essênios não tinham criados, pois acreditavam que todo homem e mulher era um ser livre. Tornaram-se famosos pelo conhecimento e uso das ervas, entregando-se abertamente ao exercício da medicina ocultista.

Em seus ensinos, seguindo o método das Escolas Iniciáticas, submetiam os discípulos à rituais de Iniciação, conforme adquiriam conhecimentos e passavam para graus mais avançados. Mostravam então, tanto na teoria quanto na prática, as Leis Superiores do Universo e da Vida, tristemente esquecidas na ocasião. Alguns dizem que eles preparavam a vinda do Messias.

Eram uma seita aberta aos necessitados e desamparados, mantendo inúmeras atividades onde a acolhida, o tratamento de doentes e a instrução dos jovens eram a face externa de seus objetivos. Não há nenhum documento que comprove a estada essênia de Jesus, no entanto seus atos são típicos de quem foi iniciado nesta seita. A missão dos seguidores do Mestre Verdadeiro foi a de difundir a vinda de um Messias e nisto contribuíram para a chegada de Jesus.

Na verdade, os essênios não aguardavam um só Messias, e sim, dois. Um originário da Casa de Davi, viria para legislar e devolver aos judeus a pátria e estabelecer a justiça. Esse Messias-Rei restituiria ao povo de Israel a sua soberania e dignidade, instaurando um novo período de paz social e prosperidade. Jesus foi recebido por muitos como a encarnação deste Messias de sangue real. No alto da cruz onde padeceu, lia-se a inscrição: Jesus Nazareno Rei dos Judeus.

O outro Messias esperado nasceria de um descendente da Casa de Levi. Este Salvador seguiria a tradição da linhagem sacerdotal dos grandes mártires. Sua morte representaria a redenção do povo e todo o sofrimento e humilhação por que teria que passar em vida seria previamente traçado por Deus.

O Messias-Sacerdote se mostraria resignado com seu destino, dando a vida em sacrifício. Faria purgar os pecados de todos e a conduta de seus atos seria o exemplo da fé que leva os homens à Deus. Para muitos, a figura do pregador João Batista se encaixa no perfil do segundo Messias.

Até os nossos dias, uma seita do sul do Irã, os mandeanos, sustenta ser João Batista o verdadeiro Messias. Vivendo em comunidades distantes, os essênios sempre procuravam encontrar na solidão do deserto o lugar ideal para desenvolverem a espiritualidade e estabelecer a vida comunitária, onde a partilha dos bens era a regra.

Rompendo com o conceito da propriedade individual, acreditavam ser possível implantar no reino da Terra a verdadeira igualdade e fraternidade entre os homens. Consideravam a escravidão um ultraje à missão do homem dada por Deus. Todos os membros da seita trabalhavam para si e nas tarefas comuns, sempre desempenhando atividades profissionais que não envolvessem a destruição ou violência.

Não era possível encontrar entre eles açougueiros ou fabricantes de armas, mas sim grande quantidade de mestres, escribas, instrutores, que através do ensino passavam de forma sutil os pensamentos da seita aos leigos.

O silêncio era prezado por eles. Sabiam guardá-lo, evitando discussões em público e assuntos sobre religião. A voz, para um essênio, possuía grande poder e não devia ser desperdiçada. Através dela, com diferentes entonações, eram capazes de curar um doente.

Cultivavam hábitos saudáveis, zelando pela alimentação, físico e higiene pessoal. A capacidade de predizer o futuro e a leitura do destino através da linguagem dos astros tornaram os essênios figuras magnéticas, conhecidas por suas vestes brancas.

Eram excelentes médicos também. Em cada parte do mundo onde se estabeleceram, eles receberam nomes diferentes, às vezes por necessidades de se proteger contra as perseguições ou para manter afastados os difamadores. Mestres em saber adaptar seus pensamentos às religiões dos países onde se situavam, agiram misturando muitos aspectos de sua doutrina a outras crenças. O saber mais profundo dos essênios era velado à maioria das pessoas.

É sabido também que liam textos e estudavam outras doutrinas. Para ser um essênio, o pretendente era preparado desde a infância na vida comunitária de suas aldeias isoladas. Já adulto, o adepto, após cumprir várias etapas de aprendizado, recebia uma missão definida que ele deveria cumprir até o fim da vida. Vestidos com roupas brancas, ficaram conhecidos em sua época como aqueles que “são do caminho”.

Foram fundadores dos abrigos denominados “beth-saida”, que tinham como tarefa cuidar de doentes e desabrigados em épocas de epidemia e fome. Os beth-saida anteciparam em séculos os hospitais, instituição que tem seu nome derivado de hospitaleiros, denominação de um ramo essênio voltado para a prestação de socorro às pessoas doentes.

Fizeram obras maravilhosas, que refletem até os nossos dias. A notícia que se tem é de que a seita se perdeu, no tempo e memória das pessoas. Não sabemos da existência de essênios nos dias de hoje(não que seja impossível), é no mínimo, pelo lado social, é uma pena termos perdido tanto dos seus preceitos mais importantes. Se o que nos restou já significa tanto, imaginem o que mais poderíamos vir a ter aprendido. Como sempre, é o máximo que podemos dizer: “uma pena”.

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A língua usada nos manuscritos é o aramaico, uma língua morta. No trabalho de tradução recorre-se ao computador, que dispensa o manuseio (e a conseqüente deterioração) das peças originais. As dificuldades são muitas.

Para se formar um rolo é preciso juntar-se grande número de fragmentos, porque as “folhas” originais estão ressequidas e partidas.

A crescente ansiedade dos estudiosos bíblico relaciona-se com a desejada prova da ligação de Jesus à Ordem dos Essênios, particularmente depois dos 13 anos, a identificação histórica de Jesus e a confirmação da dependência do Novo Testamento desses manuscritos.

A sua divulgação tem sido dificultada por razões não exclusivamente técnicas. O ano originalmente combinado para a divulgação do conteúdo dos manuscritos era 1970. Depois, os israelitas prometeram a sua publicação para 1997.

As justificativas para esta demora são:

Conteúdo espetacular para a fé judaico-cristã, abalando eventualmente as estruturas hierárquicas religiosas. O escritor americano Edmund Wilson fundamentava esta hipótese referindo a conhecida tentativa de minimizar a importância dos manuscritos.

Interesse das várias universidades (israelitas, francesas, americanas e inglesas) em monopolizar o estudo destes documentos.

FONTE: Partes extreaidas do site http://www.misteriosantigos.com/essenios.htm#

Quero compartilhar dados extraídos do Evangelho Essenio da Paz, de Edmond Bordeaus Szekely :

Palavras de Jesus

Bem-aventurados sois vós, que tendes fome de verdade, pois eu vos satisfarei com o pão da sabedoria.

Bem-aventurados sois vós, que bateis, pois eu vos abrirei a porta da vida.

Ficai a sós e jejuai e não reveleis a ninguém o seu jejum.

Jejuai e orai com fervor, buscando o poder do Deus Vivo para a sua cura.

Buscai o ar fresco das florestas e dos campos, e alí no meio deles, entrareis o Anjo do Ar. Tirai as roupas e permiti que o Anjo do Ar , vos envolva todo o corpo.

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Em seguida respirai longa e profundamente, a fim de que o Anjo do Ar, seja levado para dentro de vós.

Em verdade vos digo, o Anjo do Ar expulsará toda a sujidade que o maculava por fora e por dentro.

E, por esse modo todo o mau cheiro e todas as coisas impuras se erguerão e sairão de vós, como a fumaça do fogo ascende enovelada e se perde no Oceano do Ar.

Pois em verdade vos digo, Santo é o Anjo do Ar, que limpa tudo o que é sujo e dá as coisas malcheirosas um suave aroma.

Nenhum homem que o Anjo do Ar não deixe passar, entrará à presença de Deus.

Em verdade, todos precisarão nascer de novo pelo ar e pela verdade, pois vosso corpo respira o ar da Mãe Terrena, e o vosso espírito respira a verdade do Pai Celestial.

Depois do Anjo do Ar, procurai o Anjo da Água.

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Tirai as roupas e consenti que o Anjo da Água, vos cinja todo o corpo. Aninhai-vos inteiramente em seus braços envolventes, e quantas vezes moverdes o ar com o sopro, tantas vezes também movei a água com o corpo.

Em verdade vos digo, o Anjo da Água expelirá do Vosso Corpo toda a sujidade que o maculava por fora e por dentro. E todass as coisas sujas fétidas escorrerão para fora de vós, exatamente como s imundícies das roupas lavadas em água escorrem para fora e se perdem na corrente do rio. Em verdade vos digo, todos deverão renascer da água e da verdade, pois o vosso corpo se banha no Rio da Vida Eterna. Pois recebeis o vosso sangue da nossa Mãe Terrena e a Verdade do nosso Pai Celestial.

Não cuideis que seja suficiente o Anjo da Água envolver-vos apenas externamente. Em verdade vos digo, a sujidade interior é muito maior do que a exterior. E quem se asseia por fora, mas por dentro permanece impuro, é como túmulos lindamente pintados por fora, mas por dentro permanece impuro.

Deixai que o Anjo da Água vos batize para poderdes livrar-vos de todos os pecados passados, e para que por dentro possa tornar-vos tão puros quanto a espuma do rio que brinca a luz do Sol. ( Aqui indica a lavagem intestinal !!!)

Procurar o Anjo da Luz do Sol.

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Tirar as roupas e deixar que o Anjo da Luz do Sol envolva todo o corpo. Em seguida respirai longa e profundamente, para que o Anjo da Luz do Sol, seja levado para dentro de você, e expulsar todas as coisas malcheirosas e sujas que o maculavam por dentro e por fora. E todas as coisas sujas e malcheirosas se erguerão diante de vós, exatamente como a escuridão da noite se dissipa ante o brilho do sol nascente.

Pois, em verdade vos digo, Santo é o Anjo da Luz do Sol, que limpa todas as sujidades, e dá um suave aroma às coisas malcheirosas.

Ninguém pode entrar na presença de Deus, que o Anjo da Luz do Sol, não o tenha deixado passar.

Em verdade, todos terão de renascer do Sol e da Verdade, para que o corpo se aqueça à Luz Solar da Verdade do Pai Celestial.

Pois o amor é eterno. O amor é mais forte do que a morte. * No livro III, os Essênios apontam os 3 caminhos que conduzem a verdade :*

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  • A experiência acumulada de gerações passadas, que recebemos como grandes obras primas de todos os tempos

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