Papel das Danças de Poder e Dança Animal na Iniciação Xamânica

Papel das Danças de Poder e Dança Animal na Iniciação Xamânica
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Todas as experiências xamanicas de iniciação implicam numa desautomatização da consciência corrente. Uma técnica xamânica pode ser qualquer coisa que rompa e desoriente o fluxo normal dos pensamentos, a vivência habitual das emoções e os processos fisiológicos comuns, e logo produz um novo modelo rítmico. Em todo mundo, as escolas esotéricas e espirituais, as sociedades secretas, as ordens de curandeiros e outras empregam essas técnicas.

A dança é uma maneira de reestruturar a consciência e desse modo, ingressar noutro mundo. Desafortunadamente, em nossa cultura, tem-se profanado, em grande parte, a dança e sua relação com estados alternativos de consciência é, no melhor dos casos, tão só rudimentar.

A dança invólucro a todo o corpo, o deixa a mercê do ritmo de uma canção e o som dos tambores. Estamos só nos começos do estudo dos alcances do ritmo musical no que se refere as ondas cerebrais e ao fazê-lo, de provocar um estado alterado de consciência. De todas as formas, o baile incessante interrompe o fluxo do pensamento discursivo que dá origem às idéias, recordações e sensações.

Os ritmos monótonos e os movimentos do baile sincronizam e harmonizam os fragmentos e associações de pensamentos confusos e desorganizados. Desta maneira assenta-se a consciência. Converte-se em um pote vazio sobre o que pode refletir objetos de percepção e elementos inconscientes e intuitivos da experiência que em geral está reprimindo, amontoados ou bloqueados por nosso caótico e incessante fluxo de pensamentos. A dança é uma das maneiras mais antigas e mais eficientes de produzir este tipo de claridade, esta purificação da consciência. Ao ver desta forma, o baile em transe pode estender-se como um método deliberado de treinamento que combinado a outro, guia o aprendiz xamânico a salvo até o reino das visões.

A dança assume um papel muito importante no treinamento xamânico.

As pessoas que entram em estados alterados de consciência estão impregnadas por algo, que pode ser chamado de “ritmo vital” uma espécie de vitalidade cósmica que até agora não foi objeto de uma investigação científica, e segundo muitos mitos e religiões se encontra na origem de todos os processos vitais.

As idéias e crenças da maior parte das culturas tribais baseiam-se na grande quantidade de energias e forças muito variadas que a visão do mundo apenas reconhece e admite. Aquele xamã que sente o poder do Criador fluir através dele é incompreensível.

No geral, o xamã recebe este poder criativo através de um meio determinado – o raio, um objeto de poder, uma visão, espíritos auxiliares, cristais, fenômenos luminosos, mas também através da canção e da dança.

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Harner coloca que dançar para o animal é uma forma de mantê-lo satisfeito e assim fazer com que ele não pense em nos abandonar. Acrescenta ainda que assim como um homem deseja sentir a realidade não comum, o espírito guardião sente prazer entrando no corpo do ser humano. Segundo Mircea Eliade durante a iniciação xamânica, o futuro xamã deve conhecer a linguagem secreta dos espíritos animais.

Com freqüência a linguagem secreta tem sua origem na imitação dos gritos dos animais. Imitar a voz dos animais, utilizar sua linguagem secreta durante uma sessão, é uma ferramenta para o xamã circular livremente pelas zonas cósmicas.

Dançar o animal durante uma sessão é mais que uma possessão, na verdade é uma transformação mágica de um xamã no animal. Uma das outras formas usadas era a máscara

Os índios americanos acreditam que os animais foram os primeiros a caminhar pela terra, e que cada um tem sua medicina específica para ajudar o homem. Uma das formas nativas para invocar o animal é adornar-se com penas e peles, pintando seus rostos para lembrar o animal e movimentando-se como eles. Americanos nativos imitando animais em dança ritual estabelecem elos com o reino do espírito.

O animal também pode ser invocado, imitando igualando o seu comportamento. (Dança Animal) Dessa forma nos alinhamos com as suas energias, e chamamos o seu espírito até nós. Nós podemos agir como animais, fazer sons, convidando-os a trazerem seus poderes até nós.

Podemos rondar e urrar como um Leão, assim que invocamos o seu espírito. Podemos espalhar nossos braços e voar como uma Águia. Rastejar como uma serpente.

No xamanismo realizamos uma ritual, com tambor, para que os praticantes se conectem com seu animal, e também deixamos nosso animal aflorar através da “Dança do Animal”, uma outra forma de evocação, unificando o animal de poder com o dançarino . No xamanismo, os praticantes costumam, também ter as suas canções, para evocar o poder dos animais.

Dançar é uma forma poderosa de honrar seu animal. Desenvolva a mímica de seus movimentos. Guardando-o vivo dentro de sua imaginação. Você poderá um dia ver o seu animal no seu próprio rosto, sentir sensações físicas. Por exemplo: Quando está bem sintonizado com o coiote, poderá sentir seu nariz alongando como se fosse um focinho.

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