Claudio Quintino Crow, instrutor de druidismo e escritor

Claudio Quintino Crow, instrutor de druidismo e escritor

Claudio Quintino Crow é instrutor de druidismo, autor de: O Livro da Mitologia Celta. Um dos pioneiros na divulgação do druidismo no Brasil, tem seu trabalho amplamente reconhecido no exterior, o que levou-o a ser nomeado representante no Brasil da Druid Network, principal organização druídica internacional.http://www.claudiocrow.com.br

 

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O mundo do druidísmo

Imagine viver em um mundo onde as grandes forças da natureza não são temidas, mas compreendidas. Imagine viver num mundo onde cada pessoa fosse responsável por seu destino. Imagine um mundo em que, ao invés de manipular as energias da natureza, os seres humanos se inspirassem em sua beleza, seu poder oculto e sua inesgotável energia. Gostou? Pois saiba que esse mundo existe: é o mundo do druidismo. Para muitas pessoas a figura do druida é, geralmente, a de um velho senhor de longas barbas brancas trajando vestes igualmente brancas, com um cajado à mão e capaz de controlar os elementos e operar magia. A imagem acima se aplica perfeitamente a Panoramix, o famoso druida da tribo de Asterix, personagem eternizado pelos quadrinhos e agora no cinema; também corresponde com precisão ao mago Gandalf de “O Senhor dos Anéis” e também a Albus Dumbledore, das aventuras de Harry Potter. Apesar dessa visão clássica ainda persistir, ela está longe de ser a única imagem dos druidas. Vindos de diversos segmentos sociais, pertencendo a ambos os sexos e a diversas faixas etárias, os druidas modernos buscam no passado a inspiração para criar um futuro melhor. Mas que passado é esse?

Celtas

Entre os celtas, o mais importante povo da Europa pré-clássica, os druidas eram conhecidos como grandes sacerdotes e filósofos e os historiadores gregos e romanos descrevem seus rituais e a importância atribuída a eles pelas tribos celtas. As funções dos druidas, porém, ultrapassavam em muito as de um mero sacerdote: conhecedores dos mistérios da natureza, estudavam as propriedades mágicas e curativas de plantas, ervas e árvores. Eram também os responsáveis pela preservação da cultura, pois eram os guardiões da história e das lendas da tribo, eternizando os feitos dos reis e rainhas em versos de rara beleza. Poetas por excelência, cantavam seus conhecimentos em versos que deviam ser memorizados, e também atuavam como legisladores nas disputas pessoais e inter-tribais. Por fim, eram também conselheiros dos reis e rainhas celtas, em muitas vezes exercendo sobre eles a autoridade que advém não do poder, mas do respeito. Por tudo isso, podemos dizer que os druidas eram “o pilar ao redor do qual toda a sociedade celta se estruturava”. Desempenhavam portanto as funções sacerdotais e de filósofos, juristas, poetas, historiadores, conselheiros… por tudo isso, podemos claramente afirmar que O DRUIDA É O XAMÃ CELTA. A chegada do Império Romano e a posterior adoção do cristianismo apagou a estrutura sócio-cultural celta, mas os conhecimentos dos druidas sobreviveram através dos séculos em poemas, lendas e sagas que podem, quando verdadeiramente compreendidos, resgatar a sabedoria druídica. Mas no que criam os druidas?

Sacralidade da vida

Para os druidas de ontem e de hoje, o universo é todo feito de energia, e energia é, no fim das contas, a melhor definição para a alma. Logo, tudo no universo tem alma, merecendo assim ser respeitado e compreendido. A espiritualidade celta é rica em exemplos de árvores vivas, animais que se comunicam com humanos, rios que na verdade são o corpo de uma deusa, assim como bosques são o corpo de diversos deuses. Quando se adota uma visão dessas, fica difícil poluir um rio – afinal, seria o mesmo que matar uma deusa! Quanta devastação teria sido evitada se os princípios do druidismo ainda estivessem arraigados em nossas práticas…

Pois é justamente isso que faz do druidismo moderno um caminho espiritual válido: ao invés de prometer uma vida eterna de paz ou tormentos, ao invés de prometer a evolução na outra vida, o druidismo põe nosso destino próprio em nossas mãos – bem como o de toda a criação. Os druidas e druidesas modernos, em seus jeans e camisetas, ternos e gravatas – ou até mesmo em suas túnicas rituais – lutam pela criação de um mundo mais justo, com as armas que têm em mãos: a ação. A poesia. O trabalho.

O druidismo é um caminho mágico para aqueles que não se conformam em esperar por um líder ou em seguir cegamente o que lhes é ditado. O druidismo é um caminho de crescimento espiritual pessoal, individual, íntimo. É um caminho transformador, que dá a todos nós a possibilidade de fazer a diferença. Nesse mundo, aprendemos a nos relacionar de forma honrosa com o ambiente em que vivemos. Aprendemos a nos maravilhar com as coisas mais simples do dia-a-dia, tirando delas a inspiração que nos permite viver de forma mais digna, mais íntegra. Nesse mundo, cada dia é uma bênção, cada gesto é uma transformação, cada alvorada é uma nova promessa, cada palavra uma fonte de inspiração. O druidismo é um mundo em que aprendemos a conhecer melhor os segredos do universo e, por conseqüência, aprendemos a conhecer melhor a mais complexa e importante fonte de magia que existe: nós mesmos.

Bem vindo ao mundo do Druidismo.

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