Ciclos Cósmicos: os Solstícios e Equinócios

Ciclos Cósmicos: os Solstícios e Equinócios

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No dia 21 inicia-se o Solstício de Inverno no Hemisfério Norte, e aqui no Hemisfério Sul, temos o Verão. Vamos estudar um pouco sobre esses ciclos cósmicos. . Monto este texto usando coisas minhas e algumas fontes de consulta tais como Marcia Starck – Astrologia da Mãe Terra – William Bloom – Tempos Sagrados, Mirella Faur – O Anuário da Grande Mãe.

Viver xamanicamente é saber aproveitar os ciclos cósmicos e implementar nossas energias, para que a cura possa ocorrer no nível pessoal, interpessoal e planetário. Os ciclos sãos os Equinócios da Primavera e do Outono e os Solstícios de Verão e Inverno. O fogo era venerado por todos os povos primitivos, pois imita a ação do Sol, em sua luz e calor. Nossos ancestrais primitivos usavam o fogo nos Solstícios do Inverno e do Verão, onde o calor do Sol, começa a crescer e a diminuir.Eles estavam em contato permanente com a Terra. Obervavam o Sol, a Lua , as Estrelas, mudanças de estações e as mudanças no meio abiente ao seu redor, os efeitos do clima. Necessitavam conhecer isso para garantir sua sobrevivência. Planejavam suas vidas de acordo com esses ciclos.

Por milhares de anos, nossos ancestrais marcaram as estações pelos festivais. Os festivais mostravam caminhos para a organização da comunidade. Era um momento de festejos, mas o mais importante, era que aprofundavam a ligação das pessoas com o Céu e a Terra. O Sol, a Lua, as Estrelas, as árvores, a colheita e os animais todos eram incluídos na celebração. As pessoas sentiam a ligação com a “Fonte da Vida”.

Em relação ao Equador Celeste, o Sol tem um período de afastamento máximo , tanto para o Norte, como para o Sul. Esses pontos maximos são chamados de Solstícios. O de inverno, marca o dia mais curto do ano e o de Verão, o dia mais longo do ano.

Nos Equinócios o Sol está exatamente sobre o Equador, portanto o dia e noite tem a mesma duração. Representam o meio do caminho, a preparação para a mudança. O Equinócio de Primavera o ponto mediando entre o Solstício de Inverno e o Solsticio de Verão, e o Equinócio de Outono, o meio entre o Solsticio de Verão e o Solstício de Inverno.

Richard Heinberg em “Celebrando os Solstícios ” explica :

O eixo rotacional da Terra não é perpendicular ao plano de sua órbita ao redor do Sol; é inclinado cerca de 23,1/2 graus. Esta inclinação produz as estações.

Quando o polo Norte gira gradualmente na direção do Sol, é verão no Hemisfério Norte. O Sol está então incidindo por cima da Terra ao meio-dia de forma que seus raios a atingem formando um ângulo que é quase perpendicular. Estes dias são mais longos, e as noites, mais curtas. Entretanto, é inverno no Hemisfério Sul, onde os raios solares são mais oblíquos, os dias curtos, e o Sol está mais perto do horizonte durante todo o dia.

Na figura ao lado, a Terra em relação ao solstícios ( direita e esquerda) equinócios (acima e abaixo). para os observadores que estão no Trópico de Câncer ou no de Capricórnio, o Sol está diretamente em cima,

A palavra “Solstício” vem do latim Sol steti, que significa, literalmente, “*Sol permanece imóvel*”.

Em seis meses a situação se reverte: no Hemisfério Sul, os dias serão mais longos, e a Luz Solar intensa, enquando no Hemisfério Norte, chega a estação do recolhimento: o inverno frio e escuro.

Dois dias por ano, um em dezembro e outro em junho, o eixo da terra inclina-se mais diretamente, aproximadao-se mais (ou afastando-se do) Sol do que se inclinará durante o ano. Em 21 de junho, quando o Pólo Norte aponta para o Sol, no hemisfério norte ocorre o dia mais longo e a noite mais curta do ano. É Solstício de Verão. No Hemisfério Sul, este mesmo dia é o Solstício de Inverno.

Seis meses depois, a Terra viajou metade de sua órbita solar. Agora, o Polo Sul está na posição mais distante do Sol do Sol do que qualquer outra época do ano. É Solstício de Inverno na Europa e na América do Norte e Solstício de Verão no Sul da África, na América do Sul, na Austrália e na Nova Zelândia.

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O Solstício divide o ano em duas metades : seis meses de Sol mais intenso seguidos por seis meses de Sol menos intenso. Estes dois subciclos constitui um par de opostos complementares, da mesma forma que luz e trevas, calor e frio, positivo e negativo. Povos antigos sabiam que tudo precisava de um oposto ou complemento para ter significado e vitalidade. A interação de princípios complementares promove o movimento e a mudança.

Entretanto, prosegue Heinberg, os pontos de divisão, os limites ou bordas entre complementos são indefinidos. São mágicos e misteriosos, não pertencem a este mundo nem a outro e, consequentemente, servem de portal entre as dimensões, realidades e estados de consciência. Por este motivo os solstícios, como dobra das estações, sempre foram vistos como tempos nos quais os dois mundos se aproximavam.

Na metade do período compreendido entre os solstícios, no final de março e de setembro, há dois dias nos quais os hemisférios norte e sul recebem a mesma quantidade de luz solar, e dia e noite possuem a mesma duração.

Nestes casos, a inclinação do eixo da terra não está voltada para o Sol, mas forma um ângulo reto com uma linha imaginária Terra-Sol. O Sol está diretamente sobre o Equador. Esses dias são chamados de Equinócios.

A palavra ” equinox ” significa noite igual.

Povos antigos viam os equinócios, bem como os solstícios, como momentos importantes do ano, entremeios do ciclo anual de estações.

Os equinócios são momentos de equilíbrio e também de tempos de intensa mudança. O nascente e o poente alteram-se rápidamente dia a dia: ao sul, durante o outono, e ao norte, durante a primavera. A maior parte dos povos antigos celebrava o Equinócio de Primavera ou vernal como tempo de nova vida, enquanto o equinócio de outono era, normalmente, um festival comemorativo de colheita.

Heinberg trata os solstícios como eventos essencialmente cósmicos terrestres siginificativos e, ao mesmo tempo, símbolos poderosos dos profundos processos de transformação da psique humana e coletiva.

E prossegue : “No âmago dos antigos festivais de solstícios encontrava-se uma profunda consideração pelos ciclos.

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Cada ciclo, seja um dia, um ano, a duração de toda uma vida humana ou a vida de uma cultura, tem um começo, um meio e um fim e é seguido por outro.

A sabedoria consiste em reconhecer o lugar que se deve ocupar em cada ciclo e que tipo de ações (ou restrição de ações) são apropriadas para cada fase.

O que pode ser construtivo em determinada época pode ser destrutivo em outra.

Este tipo de sensibilidade aos ciclos de mudança serviu de base para a antiga filosofia chinesa incorporada no I Ching, O livro das Mutações. Temos, por exemplo, o hexagrama chamado Fu (O retôrno :

O tempo das trevas passou. O Solstício de Inverno traz a vitória da Luz… Após algum tempo de declínio, chega o Retorno. Retorna a Luz Poderosa que tinha sido banida. Existe o movimento, mas este não é induzido pela força… o movimento é natural, origina-se espontaneamente. Por esta razão, a transformação do velho torna-se fácil… Tudo chega por sí mesmo no momento apropriado. Este é o significado da terra e do Céu…O Solstício de Inverno sempre foi celebrado na China como período de repouso do ano…No inverno, a energia da vida…ainda está no subsolo. O movimento está apenas no começo; portanto, precisa ser fortificado pelo repouso para que não se dissipe sendo usado prematuramente…O retorno da saúde após a doença, do entendimento após a estranheza; tudo pecisa ser tratado com ternura e cuidado no princípio para que o retorno leve ao florescimento.

Por intermédio desse fluxo e refluxo de elementos, o poder criativo da natureza é vitalizado e pode ser acessado para fins mágico-espirituais. Segundo R. Grimassi em seu livro ” Os Mistérios Wiccanos”, equinócio a equinócio, as sementes plantadas no plano astral em um equinócio germinarão após a a passagem de seis meses, manifestando-se no próximo.

O fluxo dos solstícios mantêm o equilíbrio entre a Luz e a Escuridão, forma e força, espírito e matéria, num ciclo rítmico que contribui para a integração saudável dos princípios metafísicos em ação.

Blavatsky, em seu Glossário Teosófico:

“O nascimento de Cristo, coincide com o Solstício de Inverno (Hemisfério Norte) ; a Páscoa ocorre próxima ao Equinócio de Primavera. No Solstício de Verão, celebra-se a Festa do Precursor e são acesas as fogueiras chamadas de Fogos de São João.

As outras festas estão distribuídas metódicamente nas outras partes do ano. É preciso observar que o Solstício de Inverno ocorre 4 dias antes do Natal e o de Verão se dá 4 dias antes da Festa de São João.

O Dia da Páscoa é regulado pelo Equinócio, uma vez que ocorre no domingo seguinte ao plenilúnio de pois do Equinócio de Primavera. É pois, provável que as festas do Natal e de São João sejam muito antigas, e coincidiram primitivamente com os Solstícios.

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