Caricatura e Caráter dos 9 tipos do Eneagrama

Caricatura e Caráter dos 9 tipos do Eneagrama

Alaor Passos Os  9  tipos  do  Eneagrama – Caractura 

1- O Caráter iracundo: É um apaixonado da virtude irada e da perfeição obsessiva. Contraria-se com a realidade imperfeita das coisas mundanas que nunca se casam com a perfeição virtuosa ou bem intencionada dos princípios morais, das regras, dos códigos de valores, dos ideais e padrões pré-estabelecidos. Irascível, impaciente e irritadiço, desenvolve um perfeccionismo corretortipos-de-carater em busca de um melhor nunca suficientemente bom. Dedicado sério, formal e sisudo, sobressai-se pela rigidez com que se identifica com as regras corretas, e com os altos padrões de exigência sobre o outro e sobre si mesmo. É um crítico rigoroso de si mesmo, do outro e do insatisfatório das coisas em geral, que nunca estão tão boas como poderiam ou deveriam estar. Ativo, esforçado e severo, têm pouca tolerância à imperfeição, perdendo em espontaneidade, naturalidade e prazer para moldar-se aos padrões de alta exigência e correção. Puritano de princípios e moralista na ação, ele comporta-se como mais civilizado, educado e carreto, esmerando-se como modelo de bom cidadão e cumpridor rigoroso dos papéis socialmente exercidos. Freqüentemente ressentido por levar tudo mais a sério que os outros. Idéias malucas: “seja lá o que for pode melhorar” ”a vigilância rigorosa aproxima-se da perfeição.” “Nada é perfeito sem o rigor da vigilância corretiva.”

2 – O Caráter Orgulhoso: É um carente sublimado. Transforma a carência em sensação de abundância, negando a própria necessidade, apresentando-se como um generoso, desprendido, otimista, livre e feliz. Faz acreditar, e acaba acreditando também na veracidade da sensação de abundância generosa, e este “faz de conta amoroso” camufla a carência de fundo. É um generoso que se orgulha da sua própria generosidade, isto serve para perpetuar o jogo: dá recebendo admiração e reconhecimento, e transforma isto em auto-admiração que anula o contato com a sensação inicial de carência. Comporta-se como uni auto-adulador. Seduz para sentir-se amado, e ama sedutoramente. Dado a idealizações fantasiosas da realidade. Ele apaixona-se pela própria paixão, e entusiasma-se com o próprio sentimento, podendo perder o vínculo de referência com o objeto (pessoa) amado. Voluntarioso e hedonista, sensível, impulsivo e intuitivo mostra-se acima das necessidades prosaicas do mundo, atento aos privilégios do “trono”, e sentindo-se ele mesmo um privilegiado. Mais do que ”amigo do Rei”, sente-se o próprio Rei, e considera-se predileto de Deus. Alguns religiosos podem chegar a usar a oração com o propósito de “ajudar a Deus” para resolver problemas da plebe ignara. Idéia maluca inconsciente: “O Senhor é meu fã, e nada me faltará;” “regozijo com amor na presença de meus súditos”.

3 – O Caráter Vaidoso: é um apaixonado do desempenho; Identifica-se com os papéis desempenhados, adequando-se à imagem admirável refletida nos olhos do outro. É um narcisista do desempenho, qualquer que seja o papel do momento: por ex: bom amigo, modelo de esposa/marido, o funcionário padrão, executivo eficiente, etc. Vive o papel mais que a si mesmo. Satisfaz a expectativa do “outro generalizado”, pouco atento à própria satisfação verdadeira, daí a falsidade intrínseca. Simula a atitude adequadamente esperada. Muda como um camaleão,tomando as cores da situação, em função da expectativa externa mais do que por satisfação própria. Pensa, sente e faz aquilo que se espera que faça, segundo os valores em voga/moda. Executa a performance adequada ao papel, e é um buscador de “recordes”, correndo para superar a si mesmo. Está sempre alerta, mantendo a situação sob controle. Vive em competição permanente para melhor desempenhar o papel do momento. Ágil, rápido e eficiente medindo-se pelo resultado do desempenho, como se seu valor pessoal estivesse diretamente relacionado suas realizações. Como uma moeda que não tem valor intrínseco, mas vale pelo que compra, o vaidoso sente que tem valor pelo sucesso do que faz, Idéia maluca inconsciente: “sou o que faço, valho o que demonstro” “o sucesso é minha meta, e realizar é meu nome”.

4 – O Caráter Invejoso: É um artista do sofrimento, como estratégia de viver e para fazer-se visto. Sente-se único em sua sensibilidade romântica, tendendo a acariciar a melancolia e privilegiar o trágico sentimento de vítima, tanto do outro, como da situação, ou do mundo. É uma espécie de orgulhoso decaído, severo nas criticas e autocríticas, perito na reclamação, as vezes aberta, às vezes sutil no papel de injustiçado ou de vítima desprevenida. Vê mais a parte vazia do copo com água pela metade, mais atento no que lhe faz falta do que no que pode usufruir. Domina a arte de reclamar ou criticar como defensor da virtude, fazendo-se parecer virtuoso, ou fazendo parecer como virtude o apontar a flecha pro outro. A facilidade em criar necessidades falsas, para uma subjetividade impreenchível, faz com que coloque sempre fora o objeto da satisfação que nunca ocorre, postergando sempre o momento de sentir-se contente e grato à realidade da vida. Refinado e com sentimentos de originalidade,,sente-se uma pessoa muito especial, apesar da auto-imagem rejeitada e tendente a depressão ciclotímica. Idéia maluca da Filosofia inconsciente: “como estar contente, se há tanta necessidades insatisfeita?”. “Como estar satisfeito, se há tanta coisa desejável?” ”A autenticidade da vida é mais intensa no sofrimento.”

5 – O Caráter Avarento: É um apaixonado da retenção; mantém-se escondido para não se esvaziar do pouco que sente ter, Evita envolver-se para não ser sugado. Sente-se mais seguro observando de fora sem comprometer-se na ação, Com avareza tende a guardar para si mesmo os pensamentos, observações e sentimentos, mantendo-se distanciado e eqüidistante das contradições. Mão se expõe, mesmo quando participa de grupos. Retraído no contato, pouco dado a manifestações abertas, prefere a privacidade e o contato individual seletivo. Parco de discurso e atento a não se expor com transparência, prefere ser encontrado do que ir ao encontro de alguém. Ouve mais do que fala, e mostra menos do que vê. Aparenta concordar por fora, e por dentro só faz o que quer. Nivela suas necessidades por baixo, para sentir-se menos dependente do mundo exterior. Deixa de dar no presente para evitar o compromisso de dar no futuro. Também não recebe demasiado. Nas relações humanas seu mercado de trocas opera sempre em baixa. Não é um entusiasta do convívio. Idéias malucas: “melhor sozinho que mal acompanhado” ”um dia vão descobrir quanto valha”,”nada merece minha manifestação de entusiasmo,” “as coisas são o que são, para que manifestar entusiasmo.”

6 – O Caráter Fóbico: É um apaixonado da incerteza e do medo. Usa a dúvida como principal método cognitivo, e freqüentemente acaba por duvidar da própria dúvida. Dado a atitudes ambivalentes. Pode ser fanático e contra-fóbico para neutralizar a desagradável sensação de medo ou incerteza. Protetor e protegido. Acusador e acusado. Tem o radar alerta ao perigo que pode esconder-se em qualquer aspecto do presente, e precisa ser evitado no futuro Daí a necessidade de precaução preventiva, tentando controlar o futuro e evitar o piar. Visão hierarquizada do mundo, Sentimentos ambivalentes pela autoridade, que é necessária para evitar o perigo do caos, mas ao mesmo tempo é inconfiável. Submissão e autoritarismo regem-se pela lei do galinheiro: as galinhas do poleiro de baixo recebem o excremento das do poleiro de cima. Freqüente prisioneiro da angústia e ansiedade com tendência paranóica. Idéias malucas inconscientes: “é melhor precaver-se para que as coisas andem certo.” “é preciso um bom cumprimento das regras no presente para evitar decepções no futuro” “é preciso prever o pior para realizar o melhor.“

7 – O Caráter Guloso: É um apaixonado do prazer e um fóbico da dor. Entre os dois impulsos tende a desenvolver a comodidade do egocentrismo astuto. Não sendo raro um certo grau de fraudulência disfarçado por uma boa articulação da fala. Inquietação no presente e planificação no futuro geram pluralidade de idéias e inconstância de ação. Atração ao novo e racionalização do insucesso substitui os sentimentos desagradáveis de frustração e perpetuam a constância da inconstância. Insaciáveis num aqui insuficiente tendem a andar em busca de um lá mais promissor, A agilidade rio pensamento e na argumentação verbal dificultam manter a língua em repouso. É dado ao palpiterismo matraqueador que alimenta a atividade mental e o delírio auto-referente, impedindo o silêncio da mente e freqüentemente da fala. Argumentador e tendente a persuadir inventam fáceis justificativas e explicações para tudo. Idealista de pensamento, criativo na fala e narcisista na mente. É pouco empático com o enfado do interlocutor, tendendo a envolver-se em intermináveis discursos. Não poupa as vítimas de sua compulsão charlatanesca usando os ouvidos alheios para as divagações sonâmbulas sobre os temas que vão entrando em tela sucessivamente. Autocrítica e não está entre seus pontos fortes. Idéia maluca da motivação inconsciente: “mais de algo agradável é sempre melhor”, “é falando que se clareiam os pensamentos”.”Sempre há um atalho para as coisas difícieis”.

8- O Caráter Luxurioso: É um apaixonado do poder e do domínio. Não aceita o “não” como resposta, e não sabe medir conseqüências para satisfazer desejos e conquistar seus propósitos, Coloca a moralidade acima do bem e do mal, e não se regula pelos parâmetros convencionais da legalidade estabelecida. Orienta-se pelo ruma desejado e vai tomando posse do caminho percorrido. É um rompedor de limites e obstáculos. Estimula-se no desafio, e não toma nota do que cai em sua passagem. Divide o mundo em fortes e fracos, vencedores e vencidos. Os fortes são como o granito, insensíveis à intempérie, e deles não se tira coisa alguma. E a eles não se impõe coisa alguma. Comandante, de si mesmo e patrão do mundo, nutre-se da intensidade do excesso no querer. Dado ao exagero e a atitudes megalomaníacas, não se satisfaz com pouco, nem com as conquistas fáceis ou gratuitas. A ação faz parte do sabor do poder e da conquista. Apostador nato, freqüentemente joga no tudo ou nada. Cúmplice na amizade e duro na desforra. Possessivo não tolera frustração nem insatisfação. Idéias malucas: “melhor tomar que pedir” “só ganha quem vence”, “posso o que quero” “o impossível é a desculpa da fraqueza”, “posso o que vejo, quero, penso e desejo.”

9 – O Caráter preguiçoso: É um rotineiro, apegado ao hábito e adaptado aos costumes. Trata de evitar o conflito interior através do auto-apaziguamento j preguiçoso e da narcotização dos instintos. Dado a hábitos repetitivos é um prisioneiro da inércia, tanto parado como em movimento, Tem dificuldade em iniciar, deixando para amanhã. E quando já em movimento não sabe parar, perdendo-se na rotina detalhista ou na ação superficial, alheio à própria interioridade. Cego para si mesmo, e surdo para sua voz interior, torna-se superadaptado e conformista, sem questionamentos desarmonizadores deixa-se levar pela corrente como um a mais no fluxo da multidão. Mais atento à rotina daquilo que precisa ser feito por obrigação do que por preferências de querer pessoal. É um abnegado disponível às necessidades generalizadas do outro mais que às próprias. Enche o tempo com atividades distraídas do essencial, evitando contato com o tédio interior de viver mecanicamente e fazer por obrigação, sem atrever-se à escolha de prazer pessoal. Acomodado e postergador de si mesmo, tende a reduzir seu mundo à simplificação de um realismo concreto e palpável. A mania do concreto dificulta a leitura das entrelinhas, com entendimento literal e pouco perceptivo de nuances. Idéias malucas: “para que buscar chifres em cavalos, se já sabemos que nascem sem chifre”, “Para que complicar, se podemos simplificar”, “Deixar como está para ver como é que fica é melhor do que mudanças desconhecidas.”

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