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Praticar xamanismo é ir em busca da excelência espiritual, é enxergar a realidade existente por trás dos conceitos, é se harmonizar com as marés naturais da vida. É trilhar o Caminho Sagrado, atravessando os portais da mente, das emoções, do corpo e do espírito.
Léo Artése



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Calendário Sagrado

As luminárias desfilam no Céu : Sol, Lua, Estrelas e Planetas, e cruzam acima da Terra e Mar pela margem Leste e desaparecem no Oeste, na eterna renovação. O Horizonte divide Terra e o Céu, e forma um dos muitos círculos que acompanham nossas vidas. Nós vivemos sempre expandindo círculos e esferas de relacionamentos, buscando, trabalhando, jogando e explorando.

A Dança das Estações

No xamanismo nos iniciamos na realidade ordinária e entramos em reinos não ordinários de mistérios e sabedoria que nos rodeiam.

Fiz na minha caminhada várias anotações , de diversos autores, que confesso não saber detalhar mais quem escreveu ou falou o que.
Como são informações Universais, quero prestar uma homenagem juntando meu texto á vários autores como William Bloom, Ney Ching, Larsen, J.Murphy, K Meadows, os quais agradeço o aprendizado.

Nos primórdios da humanidade, o homem vivia em contato direto e permanente com a Terra, o Sol, a Lua e as Estrelas, sintonizado com os ritmos cósmicos e altamente influenciado pelas forças e manifestações da natureza.

Para garantir sua sobrevivência em um ambiente muitas vezes hostil, cheio de perigos e imprevistos, os homens assim ditos, primitivos, observavam cuidadosamente os sinais e as mudanças da natureza a seu redor. Suas vidas e atividades dependiam dos ciclos do Sol e da Lua, das mudanças das estações, dos efeitos climáticos e da interação com as forças naturais ou sobrenaturais.

Os povos antigos, consideravam a viagem circular da Terra ao redor do Sol uma roda, representando o eterno ciclo de nascimento e desabrochar, crescimento e florescimento, maturidade e frutificação, envelhecimento e decadência, morte e decomposição e, novamente renascimento, refletido na vida humana e na natureza.

Em sua aparente trajetória anual, o Sol atinge dois pontos de afastamento máximo em relação ao Equador celeste, tanto para o norte quanto para o sul. Esses pontos são chamados solstícios, o de inverno marcando o dia mais curto do ano e o de verão, o dia mais longo do ano.

Os equinócios são os pontos de interseção dessa trajetória aparente do Sol com o equador celeste, determinando dois momentos em que o Sol se encontra exatamente sobre o equador, quando o dia e a noite tem a mesma duração.

Nós estamos apenas começando a recriar nossa celebração e vivência destes festivais.

A nova maneira de trabalhar com o ciclo lunar tem uma certa claridade inata, devida ao fato que ele se refere, até um certo ponto, a uma forma pura de trabalho interior que não é afetado pelas dinâmicas sociais e culturais.

No entanto, os festivais do Sol e do Fogo são uma manifestação direta do relacionamento humano com seu ambiente ecológico : planetário, solar e cósmico. Estes festivais emergem da cultura humana, de sua consciência natural e sua ecologia espiritual.

As luminárias desfilam no Céu : Sol, Lua, Estrelas e Planetas, e cruzam acima da Terra e Mar pela margem Leste e desaparecem no Oeste, na eterna renovação. O Horizonte divide Terra e o Céu, e forma um dos muitos círculos que acompanham nossas vidas. Nós vivemos sempre expandindo círculos e esferas de relacionamentos, buscando, trabalhando, jogando e explorando. Quando sentamos no círculo em volta do fogo, as labaredas iluminam cada um de nós, nos campos e florestas escuros. O que está fora está dentro. O que está encima está embaixo. O macrocosmo e o microcosmo.

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Este principio traz a reconexão para os nativos e povos ancestrais, que acontece no ciclo natural de atividade externa do mundo da realidade física, como reflexão do que há por dentro da entidade humana e vive-versa. O ciclo é conhecido como a Roda do Ano, que gira constantemente e muda com as estações, os períodos de claridade e escuridão.

Horizontes aquecem a imaginação e preenchem nossos sentidos de maravilhas. Leva-nos até vastas regiões do Universo.

Das montanhas às planícies, do deserto até uma ilha no meio do oceano, os humanos olham para as margens e para além delas. No espaço entre os mundos onde Céu e Terra se reunem, nós sentimos o portal para possibilidades infinitas.

O Calendário Sagrado acompanha nossas vidas e forma "margem de tempo e espaço" nos caminhos físicos e espirituais. Nós descobrimos como dar ao mundo físico uma sagrada dimensão, consagrando as quatro direções, as quatro estações, os quatro elementos. E eles tornam-se reflexões do Grande Cosmos Espiritual que vivemos

O Gradual desdobramento das estações do ano, ciclo por ciclo, da primavera para o verão, do outono para o inverno e novamente a primavera, sempre sintonizados com as fases da Lua, que indica o jeito que essas energias sutís operam dentro do organismo humano. E assim, chegar na harmonia com o fluxo da natureza possibilitando a pessoa obter maior equilíbrio físico, emocional, mental, sexual e espiritual, aspectos de sua propria natureza.

Essas quatro locações são chamadas de Solstícios de Inverno e Verão e Equinócios de Primavera e Outono, e são determinados pelo movimento da Terra ao redor do Sol.´São orientados pelo Sol. No período pré-cristão britânico, Norte Europeu, esses quatro pontos do ciclo eram reconhecidos como festivais solares, ou festivais sazonais.

Desde que os solstícios são pontos de fluência das energias cósmicas e solares, eles são reconhecidos como tempos oportunos para trazer a compreensão do que temos que por em ação na nossa vida pessoal e fixar intenções para preparação do próximo período.

O fluxo das estações e as fases da Lua afetam; a vida no campo, nosso ânimo, mudanças no tempo, influenciam a vida e o trabalho. Porém, nas grandes cidades, o movimento da força sutil não é percebido com consciência. As quatro ocasiões dentro do ciclo das estações, indicam pontos de mudança da energia potencial da Natureza dentro de nós mesmos.

Essas quatro ocasiões podem ser localizadas na "Teia da Terra" e provê coordenadas cujo Tempo e Espaço podem ser sincronizados.

No período pré-cristão britânico, Norte Europeu, esses quatro pontos do ciclo eram reconhecidos como festivais solares :

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OSTARA = Primeiro dia da Primavera

LITHA = Verão

MABON = Outono

YULE = Inverno

Os solstícios são os pontos centrais no ano e quando os dias são mais longos (verão) ou mais curtos (inverno). São como "switches" que trazem mudanças climáticas para aumentar ou diminuir a luz - de longas noites para longos dias, de dias curtos para noites longas.

Cada solstício é uma pausa entre a mudança na Natureza, e cada um, deixa vestígios para os humanos. Também são momentos de pausas para alinhar a vida buscando a harmonia com o constante fluxo de mudanças das forças naturais.

Desde que os solstícios são pontos de fluência das energias cósmicas e solares, eles são reconhecidos como tempos oportunos para trazer a compreensão do que temos que por em ação na nossa vida pessoal e fixar intenções para preparação do próximo período.

No meio do caminho, entre os solstícios, estão os equinócios, onde o dia e a noite têm a mesma duração. Eles indicam períodos de mudança rápida no ciclo anual.

Estação Voo Ciclo da Terra Cerimonia Pagã Corresponde Hemisfério Sul Hemisfério Norte
A Colheita Amadurecimento Lughnassadh Missa do Pão 01 de fevereiro 1 de agosto
Outono Morte Mabon Ação de Graças 21 de março 21 de setembro
Última Colheita Decomposição Samhain Finados 30 de abril 31 de outubro
Inverno Renovação Yule Natal 21 junho 21 de dezembro
Germinação Germinação Imbolc Candelária 01 de agosto 01 de fevereiro
Primavera Nascimento Ostara Páscoa 21 de setembro 21 de março
Fertilização Fertilização Beltane Santo Antonio 01 de novembro 01 de maio
Verão Crescimento Litha São João 21 de junho 21 de dezembro

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