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Identifique-se com as soluções, não com as confusões.
Lama Gangchen



lojinha

Fauna São Paulo

Observação a todos os colaboradores: No caso de mandarem fotos ou textos que não sejam da sua autoria, perguntem ao autor se aprova a publicação. Podem mandar as fotos e os textos para Hector Othon no email hectorothon96@gmail.com

Levantamento de fauna na zona Oeste de São Paulo

O objetivo desta página é reunir o máximo de informações sobre todos os seres vivos que habitam a zona Oeste de São Paulo, para facilitar o relacionamento feliz com cada um deles.

Vamos catalogar desde os mamíferos, as aves, os insetos até os unicelulares, incluindo também o reino dos microorganismos.

Os textos e fotos postados nesta página deverão ser acompanhados de informação de seus autores, para homenagear aos autores e para podermos ter referencia das informações.

Siga se possível o seguinte roteiro para informar sobre seu avistamento:

É uma satisfação andar pelas ruas de São Paulo, ver e escutar os pássaros, observar a infinidade de insetos. Mais ainda conhecer sobre a vida de cada um.

Cada árvore, planta é um planeta de insetos, musgos, e diversos outros seres, maravilhas desta Terra.

http://www.ambientebrasil.com.br/composer.php3?base=./especie/fauna/index.html&conteudo=./especie/fauna/rosto.html Clique neste link para acessar o site ambientebrasil.com.br com um levantamento bom de fauna brasileira. Organizado por familias e espécies. Da detalhes de algumas espécies. Não tem fotos.

Aves

Sites de pássaros:

http://www.wikiaves.com.br/ Clique neste link para acessar o site wikiaves.com.br bem completo sobre as aves brasileiras, com imagens, textos e cantos de pássaros.

http://www.avespantanal.com.br/paginas/index.htm Site maravilhoso das aves do Pantanal que tem quase todas as aves de São Paulo também com detalhes das espécies, imagens, filmes e cantos. Parabéns.

http://www.feomg.com.br/san_fogo.htm - Portal da Federação Ornitológica de Minas Gerais.

http://www.passarosdefibra.com.br/ Da para descer alguns cantos de pássaros.

Site que pode escutar o canto do pássaro se souber seu nome científico

http://www.mma.gov.br/port/cgmi/nossoamb/cantoaves/wav/sablaran.au Canto do Sabia

Cantos de aves

No site http://www.youtube.com dá para ver e escutar muitas espécies de pássaros.

http://www.avesderapinabrasil.com/ Neste site, Aves de Rapina do Brasil: águias, falcões, gaviões, corujas, tartaranhão, urubus. Fotos lindas e descrição de características

Anu-preto (anu.pequeno, anum -Crotophaga ani).

Costuma estar em bandos.

Anu Preto cantando

Casal tranquilo de Anu Preto

Alimenta-se de insetos e o artrópodes, pequenos vertebrados, ovos de outros passarinhos.

Já vi muitas vezes nas arvores da Previdência. O avistamento mais recente foi junto a Marjorie Sá no 31 de janeiro nas arvores do meu jardimagrofloresta.

(Texto do site Aves do Pantantal)

O Anu Preto é muito conhecido em todo o Brasil, aproveitou-se das alterações de ambiente decorrentes das atividades agropecuárias para expandir-se. Habitante original de campos e áreas abertas, o desmatamento e plantio de pastos ou lavouras criou ambientes logo colonizados pelo anu. Onde não é perseguido, estabelece-se nos parques e áreas gramadas de cidades, mesmo nas maiores, como São Paulo e Rio de Janeiro.

Vive em grupos de até 20 indivíduos, os quais patrulham constantemente um território de alimentação e reprodução, evitando a entrada de outros anus. Caçam insetos, aranhas e pequenos vertebrados no chão ou no meio de arbustos. Deslocam-se em conjunto na vegetação ou caminhando no solo. Qualquer presa espantada pelo bando é logo capturada pela ave mais próxima. Aproveitam-se do gado pastando e levantando presas, caminhando ao lado de reses ou, algumas vezes, montando sobre elas. São atraídos para os incêndios nos campos, apanhando animais moribundos. Comem, em menor escala, frutas e sementes.

Devido ao alto grau de socialização dos indivíduos, possuem uma série de chamados e pios de contato. Quando o grupo está alimentando-se, um ou mais indivíduos ficam de sentinela e dão um chamado de alarme, muito característico, longo e melodioso. O bando, imediatamente, fica alerta e voa para um arbusto ou árvore, se estiver no chão.

A reprodução também é feita em um ninho comunitário, onde todas as fêmeas do bando colocam seus ovos, chocam e cuidam dos filhotes. O ninho é uma maçaroca de galhos e folhas, com formato de cone invertido ou uma bola. Durante o choco, o grupo continua acrescentando material no ninho. Os ovos são verde azulados, com raias brancas. Os primeiros a serem postos ficam no fundo do ninho e não chegam a chocar, por não receberem aquecimento. A postura pode chegar a 20 ovos, com o choco durando 15 dias. Os filhotes nascem sem penas, mas voam a partir de 7 dias de vida em uma emergência. Cada ninhada sai em menos de um mês após a postura e, muitas vezes, o bando recomeça a reprodução logo depois.

Graças a essa estratégia, são muito prolíficos e aumentam rapidamente seus números. No Pantanal, a introdução do gado e sua expansão em meados do século XIX auxiliou no aumento de sua população. Na RPPN, a ausência do gado permite observar essa espécie nas condições existentes antes do pastoreio. Ocupa todos os ambientes abertos da reserva, desde as praias dos rios Cuiabá e São Lourenço até os campos da parte central. Acompanha capivaras pastando, hábito que adaptou ao gado com a chegada da colonização de base européia.

À distância, sua plumagem toda negra não chama muita atenção. O bico é poderoso, negro, com uma crista na parte superior do mesmo. Os filhotes saem do ninho como os adultos, sendo menores em tamanho. O vôo é lento e desajeitado, com a longa cauda destacando-se. Executa uma série de batidas de asas, entremeadas de planeios.

Anu-branco, quiriru (Guira guira)

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http://www.avespantanal.com.br/paginas/index.htm

Anu Branco tranquilo

Vi sozinho e em grupo tanto na Previdência como em Itapecerica -Sitio Lua Cheia.

Texto do site Aves do Pantantal

Como o anu, outra espécie que aproveitou as alterações humanas dos ambientes florestais para se expandir. Também é encontrado no interior das cidades, caçando insetos, aranhas e pequenos vertebrados nos gramados e áreas abertas.

No Pantanal, ocorre em todos os ambientes abertos, embora seja menos encontrado nas margens dos rios e alagados do que o anu.

Sociável, forma grupos de até 20 aves, as quais afastam os outros anus-brancos de seu território.

Possui um chamado territorial longo, melodioso, em que os pios vão sendo dado em intervalos cada vez menores e ficam mais curtos. Esse chamado é tanto dado em vôo, como pousado. O repertório de gritos de contato e alarme é vasto.

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Como no anu, enquanto o grupo se alimenta no chão, algumas aves ficam em pontos mais altos, de sentinela.

Caçam insetos e pequenos vertebrados, saqueando ninhos de outras aves. O alarme típico é um matraquear rápido, com todo o bando levantando vôo imediatamente.

A longa cauda vai para a cima e para frente, quando pousa em um galho, desequilibrando a ave. Voa com batidas rápidas e planeios entremeados, atravessando áreas abertas ou rios.

O branco domina a plumagem, mas não é a única cor. A cabeça e parte das costas são alaranjadas, com finas riscas negras, especialmente no peito.

Asas escuras, bem como cauda negra com bolas brancas na ponta de cada pena. As penas da cabeça ficam sempre eriçadas, dando um aspecto despenteado à ave. O bico é longo e fino, amarelo ou alaranjado, sem as cristas dos outros anus.

Nas manhãs frias do meio do ano, costumam ficar pousados em um galho, de costas para o sol nascente, entreabrindo as asas e eriçando as penas brancas do centro das costas. O bando pousa lado a lado no mesmo galho e toma longos banhos de sol.

As estratégias de reprodução são variadas, com casais abandonando provisoriamente o grupo para construir ninhos e chocar, ou somente um casal colocando os ovos e o grupo chocando, bem como várias fêmeas colocando os ovos no mesmo ninho.

Ocasionalmente, ovos são postos em ninhos do anu, um comportamento de parasitismo reprodutivo.

Andorinha azul-branca

http://www.avespantanal.com.br/paginas/248.htm

Araponga



Beija-flor

Beija flor tesoura (Eupetomena macoroura)
Maior porte. Cauda cumprida, termina em tesoura. Ninho aereo, assentado em forquilha ou galho de arvore. predomina a cor azul, tons de verde e amarelo.

Bem-te-vi (Pitangus sulphuratus)
Ninhos nas arvores.

É um dos pássaros que mais abunda na região.

Chupim, chopim (Molotrus banaoiensis) Preto-azulado. 20cm Parasita, coloca seus ovos para que outros passarinhos criem seus filhos.

Texto pesquisado e desenvolvido por Rosane Volpatto

Entre todos seres vivos, é o beija-flor o mais belo quanto a forma e o mais esplendido quanto a sua coloração. A cor de todas as pedras preciosas acham-se aqui representadas, assim como incandescentes, refulgentes, cintilantes, brilhantes são expressões usadas para descrever esta obra prima da natureza. Leveza, ligeireza, agilidade, graça e rico ornamento, de tudo foi dotado este pequeno pássaro. A esmeralda, o rubi, o topázio cintilam em sua roupagem, que ele nunca suja com o pó da terra, porque durante toda a sua vida etérea , dificilmente toca o chão, permanecendo de flor em flor, e através de delicados beijos retira o néctar que o alimenta. Também, parecem acompanhar o Sol, avançando e retirando-se no doce bailado de uma eterna primavera.

Quem não pára para admirar, ao perceber uma dessas amáveis criaturinhas quando rapidamente voa, zumbindo os ares e segurando-se no espaço como por encanto, ou quando adeja de flor em flor, brilhando como se fosse um fragmento do arco-íris?

Aqui no Rio Grande do Sul há entre outras, uma espécie de um modesto verde pardacento escuro pelo dorso e bico vermelho-alaranjado, chama atenção por sua voz que lembra o estalo de um beijo.

Os vôos febris dos beija-flores são tão rápidos que aparece e desaparece num instante sem se saber de onde veio e para onde foi. Os guaranis deram-lhes o nome significativo de "guainumbi"que se pode derivar de "guai" e "aibi", que passa de súbito, ou de: "guira" e "mimbig", pássaro cintilante. Seus movimentos são dois, embora diversos, ambos exclusivamente próprios deste originalíssimo volátil: um é como o esfuziar de uma bala, o outro é pairar no ar, no mesmo lugar agitando com tanta velocidade as asa parecendo que uma nuvem envolve seu pequeno corpo. Este movimento, produz a impressão do mágico e explica as denominações e correlações que lhes feitas, equiparando-os à fadas e gnomos.

Há uma lenda que diz que o beija-flor era originalmente uma borboleta, que pouco a pouco foi vestindo-se de penas, a princípio negras, depois cinzentas e logo rosadas e finalmente douradas tão resplandecentes que no sol parecem um conjunto de todas as tintas. Desta lenda decorre também que a idéia da teoria de descendência não é nova.

O Beija-flor, ou Colibri representou um papel importante no antigo México. Aqui é hora de salientar a dimensão sobrenatural deste pequeno pássaro. Para os astecas, o colibri era, um pássaro psicopompo, já que nesta forma, ou na de borboleta, é que as almas dos guerreiros mortos desciam novamente para a terra. O beija-flor também era considerado o autor do calor do sol.

Huitzilopochtli, o Mago Colibri, o terrível deus da guerra da belicosa nação asteca, traz no seu nome "opochtli" . Era considerado também um deus do fogo, da luz ou do sol, por isso é que o xincoatl, a serpente inflamada do céu, figurava como o "nagual" do deus da guerra e do deus do fogo. O mais curioso é sua relação com o "huitzitzilin", o Beija-flor. Esta relação se esprime antes de tudo pelo nome do deus que significa "opochli" do Beija-flor ou o sinistro do Beija-flor. Opochli, não quer dizer outra coisa que em frente de quem não há meio de se salvar.

Nas pinturas hieroglíficas aparece o deus entre a boca aberta do "uitzitzilin", o Beija-flor.

Mas que tem a ver o terrível deus da guerra dos astecas com a esbelta ave de cores brilhantes que beija as flores? Os arqueólogos cogitam que as cores de brilho metálico dão ao Beija-flor o aspecto de brasa, e de fato, diversas espécies têm o nome de "tle-uitzlin", isto é, Beija-flor de cor de fogo. Não estaria em relação com o elemento do fogo e assim com o deus do fogo?

Também o culto especial, que renderam aos deuses do fogo em certas épocas distintas, se derivou da convicção que a morte da natureza, ao tempo da seca, se deve ao elemento fogo, sendo porém o reino dos deuses do fogo transitório, pois a morte da natureza era seguida de seu renascimento. Ora o próprio Beija-flor na supersticiosa convicção dos mexicanos, era o verdadeiro símbolo da morte e da ressurreição.

"O Beija-flor", diz Sahagum, "renova-se a cada ano. No tempo do inverno pendura-se nas árvores pelo bico e lá pendurado seca e lhe caem a plumagem. Quando as árvores tornam a reverdescer, começam a reviver e renascer suas penas e ao ouvir o trovão antes da chuva então, acorda, voa e ressuscita".

Valde Cebro no seu "Governo das aves", afirma que na entrada do inverno o Beija-flor busca um lugar abrigado e metendo os pés e o bico num orifício da árvore, passa toda a estação dormindo.

No México os Montezumas encarregavam a certos superintendentes que na época do sono dos Beija-flores os deplumassem para tecerem com seus fios de ouro. Até a primavera cresceriam outras plumas e com elas saem para compensar sua hibernada de seis meses.

"O Beja-flor", fala Pe. Duran, "seis meses do ano está morto e nos outros seis está vivo. Quando sente que está chegando o inverno, procura uma árvore frondosa que nunca perde as folhas e com instinto natural acha uma fenda e põe-se em raminho junto aquela fenda e intromete nela o bico quanto pode e está lá seis meses do ano, quanto dura o inverno, sustentando-se só da virtude daquela árvore, como morto. Vindo a primavera, recobrando a árvore nova força e criando folhas novas, o passarinho, ajudado pela virtude da árvore, torna a ressuscitar e sai dali a criar e é por isso que os índios dizem que morre e ressuscita."

Vê-se que esta crença era geral, pois aparece representada entre os Astecas, que acreditavam que seus guerreiros mortos, passados um período de 4 anos (onde acompanhavam o Sol), se transformavam em diversas espécies de aves de rica plumagem e cores brilhantes, que iam aspirar o suco das flores no céu com os "tzintones", isto é, os Beija-flores da terra.

Outro motivo para relacionar o Beija-flor com o deus da guerra, parece achar-se na índole desta ave. Pois, é de se admirar a energia armazenada neste pequeno ser. Todo o dia em constante movimento, sempre inquieto nunca lhe permite repouso prolongado. Com essa acumulação de forças e seu temperamento energético, coube-lhe também um gênio brigão. O encontro de dois machos é motivo de luta, que em certas ocasiões é travada com tanto encarniçamento que no meio da briga rolam pelo chão, ou disparam ao ar como duas faíscas que se levantam rápidas da forja.

A coragem e ousadia de seu ataque e o desprezo da morte com que se atira até sobre aves rapinas, explicam o pensar dos Mexicanos (astecas), que visualizam relações de parentescos entre essa verdadeira flecha de batalha e o deus de guerra: Huitzilopochtli.

É o Beija-flor uma das aves mais graciosas e lindas da avifauna. Tudo na vida destas aves é curioso, sua biologia, seus hábitos, sua desmedida bravura, a singularidade de seu vôo, a arte de construção de seu ninho, entre tantas outras coisas. Todas estas qualidades e virtudes, chamaram a atenção dos indígenas, que para explicá-las criaram muitas e muitas lendas incas, astecas, tupis e guaranis....para o nosso total regozijo.

Corruira (Troglodytes aedon)

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Abunda muito em todo lugar. Ele visita meu jardimagrofloresta, sempre contente e amigo. Já vi só e em grupos até de quatro. Cada um fica na sua. Vive em casais ou grupos com os filhotes da última reprodução.

Saltita no solo, e entre os galhos dos arbustos. Faz vôos rápidos e curtos.

Constrói um ninho com gravetos e palhas secas em forma de tigela funda e acolchoado com raizes finas, pêlos e penas. Ao contrário das outras espécies da família, procura ocos a pouca altura ou áreas com vegetação muito densa, para nidificar no chão, entre as plantas.

Posta 3 ou 4 ovos vermelho-claros, densamente salpicados de mais escuro, mostrando num dos pólos uma coroa pouco distinta de pontos pardo-escuros. A fêmea incuba os ovos durante cerca de 15 dias e o casal alimenta os filhotes, que abandonam o ninho após 17 a 18 dias.

O canto é alto e forte, longo e com notas rápidas, emitidas em seqüências aceleradas e variadas, sendo usado pelo macho o ano todo. No período reprodutivo, canta ao longo de todo o dia; no restante do ano, na madrugada e no final da tarde. Não faz dueto. A fêmea possui um chamado grave de resposta.

Hábitat: borda de matas, cerrados, caatingas, pântanos, campos de altitude e áreas urbanas.

Tamanho: 12,0 cm

Alimenta-se de insetos, artrópodes, pequenos frutos e sementes

http://www.youtube.com/watch?v=2lcpH6jGwAg Corruira - imagem e canto

Coruja

Tem várias espécies de coruja na região.

Coruja-buraqueira, Coruja-do-campo (Speotyto cunicularia)

Ninho feito pelo casal no solo. Cobre com capim.



Jacu



João de Barros (Furnarius rufus)

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Veja o João do Barro fazendo sua casa

Veja o João do Barro fazendo sua casa

João-de-Barro Catando Comida na Grama

Veja João de Barro e seus filhotes

João do Barro cantando

João do Barro cantando

JOÃO DE BARRO
Texto pesquisado e desenvolvido por Rosane Volpatto

Não há dificuldade de se reconhecer um ninho de João de Barro (furnarius rufus). Na vizinhança imediata, nas árvores que as rodeiam ou nos paus dos currais, encontra-se uma casinha deste deste amigo do homem. Até nos postes elétricos e telefônicos, como se quisesse colocar-se em contato com a sociedade, vê-se uma bola de barro, que mais parece um diminuto forno antigo de padeiros.

Não alcança o tamanho de um sabiá. É na cabeça e dorso, se não tirante ao roxo, de cor ferrugem acanelada e na parte inferior mais claro, tendo o peito quase branco. Na Argentina ele é conhecido como "*HORNERO* (forneiro devido ao formato do ninho, semelhante a um forno barro)". Na Bahia e Pernambuco é conhecido por "*AMASSA-BARRO*".

Tem esta ave um porte corajoso, nada tímido, chega-se com estranha confiança bem perto do homem, corre, pula e grita, como que dando risos e gargalhadas, como se soubesse que é bem vista e bem vinda.

Alimenta-se de insetos e suas larvas, aranhas, opiliões e outros artrópodes, moluscos, ocasionalmente come sementes.

Faz seu ninho em formato de forno, contruíndo um a cada ano, com barro úmido e um pouco de esterco, misturado à palha. Escolhe um local bem aberto para instalar-se, como exemplo árvores isoladas, postes de iluminação. O casal trabalha em conjunto, após 18 dias o ninho está pronto. Põe de 3 a 4 ovos a partir de setembro.

O casal solta seu canto, forte grito ou gargalhada, frequentemente em conjunto. O joão-de-barro é mais ativo nas horas mais quentes e claras ao contrário de outras espécies da família. Seu canto tem seqüências rítmicas mais prolongadas como que um canto festivo, crescente e decrescente; o casal sincroniza um dueto.

O que todos mais admiram nele é vê-lo, ouvi-lo cantar com sua forte voz que pode-se comparar ao entoou do galo, batendo também como este as asas, imitando-lhe a toada que vai de alto a baixo, acompanhado quase sempre pela fêmea. Tem a mania de interromper as pessoas, que ao pé dele conversam e de cobrir com a sua estridente voz a humana, de sorte que não resta mais do que resignar-se ao silêncio até que emudeça.

A ousadia e atrevimento desta ave, que é estranha a todos que pela primeira vez a observam, têm uma razão no respeito que lhe devotam. Pois os olhos não só dos brasileiros mas também dos povos do Rio da Prata, passa por ave santa e cristã. O joão-de-barro não trabalha no domingo. E, se por acaso, for surpreendido neste dia santo na construção da sua casa o vulgo alucinado encontra uma razão que explique esta exceção, por exemplo, para que depois de uma seca deve aproveitar o aguaceiro com que prepara o barro necessário. Caso contrário, ficaria sem albergue para si e seus filhos. Como as Igrejas têm a porta para o oriente, assim também ele dá a abertura e rumo do seu ninho a mesma orientação. Há, entretanto, naturalistas que dizem que não é regra.

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Reconhecem, todavia, que nosso pássaro produz uma obra arquitetônica que é capaz de excitar admiração. Primeiro lançam ambos, macho e fêmea, os alicerces ou formam de barro da estrada, o soalho da casa, trazendo-o em glóbulos do tamanho de uma bala de espingarda, que com o bico e os pés estendem. Sobre este plano de 22 cm de comprimento, começando ao mesmo tempo por dois lados opostos, levantam as paredes da casa, que, quando em certa altura, deixam secar. Recomeçam a obra, dando as paredes já uma inclinação para dentro e, depois de mais uma interrupção, dão-lhe a última mão, fechando a começada abóbada e deixando a mencionada abertura oval. Dividem a casa por uma parede interior em dois compartimentos, servindo o anterior como a ante-sala, de onde se pode alcançar por outra abertura para a câmara reservada para a própria cama dos filhotes. Assim estão seguros contra a importunação de certas aves rapinas.

A cama era revestida de feno, de penas de galinha ou flores de algodão. O casal, como em tudo, são inseparáveis, também revezando o difícil trabalho de incubação dos ovos e da alimentação dos filhotes.

Podiam-se se chamar símbolo da vida doméstica e é por isso que os brasileiros gostam de vê-lo e ouvi-lo pela vizinhança.

Quando o João de barro e a Maria-de-barro assumem compromisso, é para todo o sempre. Eles vivem sempre em casais que nunca se separam. Quando morre o companheiro passam o resto da vida só.

Muitas vezes encontram-se seus ninhos sobre as estacas dos currais e cercas dos caminhos ao alcance da mão, porém ninguém tiram-lhe os ovos. Um pássaro tão social e tão habilidoso não devia carecer de alguma virtude extraordinária: "em casa com ninho de João de barro não cai raio". Tão pouco se admira que tenha uma lenda que é mais uma prova de como as idéias dos antigos guaranis foram herdadas, posto que modificadas, por seus modernos descendentes.

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Reza mais ou menos assim:

Um velho caçador vivia com seu filho único e com seus cães no mais apartado dos bosques. Dedicava a existência a ensinar seu filho todos os conhecimentos e práticas que constituem um bom caçador. Chegado a idade viril, o filho nada ignorava, quanto é necessário para sustentar uma família. Tinha feito expedições mais extensas a regiões habitadas. Em uma destas ocasiões ouviu a encantadora voz de uma donzela, que esperava um dia esposar. Pediu a seu pai para que visitasse com ele aquele acampamento, para ver se aprovava sua escolha. O velho pai não colocou impedimento ao desejo do seu filho, mas convidou-o para uma festa que de vez em quando celebrava o morubixaba de sua tribo nas margens do Uruguai.

Durante um mês, preparava-se o velho e o moço para a grande festa das "apresentações", a qual tinha por fim apresentar os jovens fortes de mais valor e arrojo ao morubixaba, ao seu Conselho Patriarcal e a toda tribo. Seguiam-se grandes bailes e a escolha da mulher, ou aprovada ou disposta pelos maiores, sempre que o jovem tivesse passado as provas. Estas consistiam normalmente na veloz carreira, na prova da natação e num jejum rigoroso de nove dias, em que não podiam tomar senão o sumo da yatay ou de outra planta silvestre.

O jovem do nosso mito não foi tão lerdo de assistir ao grande torneio sem dar aviso à sua noiva, Ipona, que figurava também entre as outras donzelas que abrilhantavam a festa.

Depois de acomodarem as famílias da tribo numa altura escolhida, onde se senhoreava uma grande planície que se estendia de um lado e de outro do Uruguai, o morubixaba deu por prêmio da primeira prova, a carreira, a mais forte de suas couraças de guerra, feita de duros couros de anta, orlada de pelos de tucano e de vistosa plumagem de papagaio.

Dos cinqüenta jovens guerreiros que se sujeitaram à primeira prova foi Jaebé, era este o nome do filho do velho caçador, que em segunda corrida com um rival ganhou o prêmio. Vestido da esplêndida couraça, foi festejado por todos.

Também na prova da natação, que consistia em chegar primeiro à outra margem do rio, saiu vitorioso, recebendo como prêmio um manto de peles de cisne, ornado ricamente de topetes de cardeal e de peitos amarelos de tucano.

A terceira, foi a mais difícil das provas, jejum de nove dias, sujeitaram-se oito moços. Para não enganarem a vigilância dos juízes, foram envolvidos em peles. Já no terceiro dia, queixou-se Jaebé a seu pai, o velho caçador, e mais ainda no sexto dia, mas o pai animava-o, que pouco faltava e convenceu o jovem a encolher-se e ficar imóvel no seu couro. Os outros sete declaram-se vencidos neste dia.

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Chegaram então o morubixaba e o velho caçador e abriram o couro em que estava Jaebé... e qual não seria a surpresa que se apoderou de todos, quando viram que, ao contato do ar e da luz, se diminuía, convertendo-se em pássaro e vestindo-se de plumas encarnadas! E pouco a pouco transforma-se em um "hogaraitay" ou o João de barro batendo asas, voava à próxima árvore, cantando: "Sou filho dos bosques e canto o hino ao trabalho".

Diz a tradição que a noiva de Jaebé, Ipona, ao vê-lo, transforma-se, se converte em uma ave semelhante voando aos ramos daquela árvore para fazer-lhe companhia. Por isso é que João de barro fabrica sua casa, como o homem, de barro e vive acompanhando o pobre lavrador nas casas de campo, recordando-lhe nas harmoniosas cadências que exala em dueto com sua companheira, que o trabalho na vida simples dos campos tem um fundo de bem estar e de felicidade.

E todos os homens amam o João de Barro, porque ele nos lembra que a força do amor é maior do que a morte!

Somente depois da última árvore derrubada,
depois do último animal extinto,
e quando perceberem o último rio poluído, sem peixe,
O Homem irá ver que dinheiro não se come!



Garças (branca)



Carcará (Souther caracará).

img Fonte e texto do site: http://www.wikiaves.com.br/caracara

Carlinhos Cecconi, mandou esta foto (2 de fevereiro de 2009 dia de Yemanjá) de um carcará que visitou a janela de seu trabalho na marginal Pinheiros, próximo da estação Berrini.

"Também conhecido como carcará, carancho, caracaraí (Ilha do Marajó) e gavião-de-queimada, o caracará não é, taxonomicamente uma águia, e sim um parente distante dos falcões. Ocorre em campos abertos, cerrados, borda de matas e inclusive centros urbanos de grandes cidades.

A canção Carcará, composta por João do Valle e José Cândido, ficou famosa quando interpretada por Nara Leão. A canção descreve o hábito da espécie de caçar em queimadas:

Carcará, pega mata e come
Carcará não vai morrer de fome
Carcará, mais coragem do que hôme
Carcará, pega mata e come

Carcará, lá no sertão
É um bicho que avôa que nem avião
É um pássaro malvado
Tem o bico volteado que nem gavião
Carcará, quando vê roça queimada
Sai voando e cantando, Carcará
Vai fazer sua caçada
Carcará come inté cobra queimada
[…]

Características

Medindo cerca de 56 cm da cabeça a cauda e 123 cm de envergadura, o caracará é facilmente reconhecível quando pousado, pelo fato de possuir uma espécie de solidéu preto sobre a cabeça, assim como um bico adunco e alto, que assemelha-se à lâmina de um cutelo; a face é vermelha. É recoberto de preto na parte superior e possui o peito de uma combinação de marrom claro com riscas pretas, de tipo “carijó”; patas compridas e de cor amarela; em voô, assemelha-se a um urubu, mas é reconhecível por duas manchas de côr clara na extremidade das asas.

Alimentação

É onívoro, alimentando-se tanto de animais vivos como mortos. Suas estratégias para obtenção de alimento são variadas: caça lagartos, cobras, sapinhos e caramujos; rouba filhotes de outras aves, até de espécies grandes como garças,colhereiros e tuiuiú; arranha o solo com os pés em busca de amendoim e feijão; apanha frutos de dendê; ataca filhotes recém-nascidos de cordeiros e outros animais. Também segue tratores que estão arando os campos, em busca de minhocas. Não é um predador especializado, e sim um generalista e oportunista (assim como o seu parente próximo, o gavião carrapateiro ou chimango-branco). Fica nas proximidades dos ninhais para comer restos de comida caídos no chão, ovos ou filhotes deixados sem a presença dos pais. Chega a reunir-se a outros caracarás para matar uma presa maior. É também uma ave comedora de carniça, chegando logo a uma carcaça. Pode ser visto facilmente voando ou pousado junto a urubus pacificamente.

Reprodução

Constrói um ninho com galhos em bainhas de folhas de palmeiras ou em outras árvores. Usa ninhos de outras aves também. Os dois ovos brancos manchados de marrom-avermelhado são incubados durante 28 a 32 dias, com o filhote voando no terceiro mês de vida.

Hábitos

Vive solitário, aos pares ou em grupos, beneficiando-se da conversão da floresta em áreas de pastagem, como aconteceu no leste do Pará. Pousa em árvores ou cercas, sendo freqüentemente observado no chão, junto à queimadas e ao longo de estradas. Passa muito tempo no chão, ajudado pelas suas longas patas adaptadas à marcha, mas é também um excelente voador e planador, costuma acompanhar as correntes de ar ascendentes. Durante a noite ou nas horas mais quentes do dia, costuma ficar pousado nos galhos mais altos, sob a copa de árvores isoladas ou nas matas ribeirinhas. Para avisar os outros caracarás de seu território ou comunicação entre o casal, possui uma chamado que origina o seu nome comum, “caracará”. Nesse chamado, dobra o pescoço e mantém a cabeça sobre as costas, enquanto emite o som (algumas espécies de aves de rapina tem o mesmo habito de dobrar o pescoço para trás quando emitem som).

Distribuição Geográfica

Possui uma distribuição geográfica ampla, que vai da Argentina até o Sul dos Estados Unidos, ocupando toda uma variedade de ecossistemas, fora a cordilheira dos Andes.Sua maior população se encontra no sudeste e nordeste do Brasil.

Referências

Gavião

Gavião-belo
Gavião-caboclo
Gavião-caramujeiro
Gavião-carrapateiro
Gavião-casaca-de-couro
Gavião-fumaça
Gavião-mateiro
Gavião-peneira
Gavião-pernilongo
Gavião-preto
Gavião-quiri-quiri
Gavião-relógio
Gavião-sauveiro
Gavião-tesoura
Gavião-velho
Gaviãozinho

img Esta imagem foi pega do site: http://www.flickr.com/photos/27356412@N03/4056043847/

Gavião-carijó (Rupornis magnirostris)

Canto e imagem do Gavião-carijo

Imagem do Gavião carijo -filme youtube

Este é o gavião que domina por aqui a região. O tenho visto varias vezes no Bairro Previdência e no Morro do Querosene. Já o vi na casa de pombas.

Encontrei um ninho no topo das arvores no Parque Previdência.

O tenho visto várias vezes desde 1990 até 2008 no bairro Previdência.

Texto do site Guia das Aves do Pantanal

O gavião mais freqüente em todo o Brasil, ocorrendo mesmo nas áreas arborizadas do interior das grandes cidades, como São Paulo e Rio de Janeiro. Apresenta uma grande variação de cores na plumagem, conforme a região do país. Em qualquer uma, no entanto, destaca-se o peito finamente barrado da barriga e a cauda com várias faixas claras (4 ou 5), em contraste com as faixas cinza escuro ou negras (foto). Esse barrado do peito dá origem ao nome comum mais freqüente, gavião-carijó. O outro nome comum, notável no Pantanal, é uma corruptela de rapina, devido ao hábito das galinhas darem alarme de sua presença, ao sobrevoar um terreiro. Embora essa reação ocorra com qualquer outro gavião ou ave com silhueta idêntica em vôo, popularmente acredita-se que é o predador dos pintinhos, rapinando a criação doméstica.

Outra característica de plumagem comum a todas as populações é o tom avermelhado das longas penas da asa. Pouco visível quando pousado, ao voar destaca-se essa cor da asa, mesmo quando está sobrevoando alto. Sua silhueta, a grande altura, é caracterizada pelas asas relativamente curtas e arredondadas, onde as penas da ponta estão levemente separadas entre si, além da cauda longa e estreita. Macho e fêmea são idênticos, exceto pelo menor tamanho do macho, característica notável só com o casal pousado próximo.

Quando saem do ninho, as aves juvenis possuem uma plumagem especial, diferente dos adultos. Pode-se até pensar que trata-se de outra espécie de gavião. O peito e barriga são claros, com riscas verticais amarronzadas no peito e pontos coloridos na barriga, sem o padrão de listras transversais do adulto. A cabeça é clara, bem como o dorso, onde aparecem listras mais escuras. A cauda possui um número maior de faixas claras e escuras, sendo mais estreitas do que na plumagem adulta. Em vôo, por baixo, as longas penas das asas são mais finamente barradas de negro do que na ave adulta.

Ocorre em toda a RPPN. Freqüentemente, caça pousado em um galho a média ou baixa altura, de onde atira-se sobre a presa. Apanha desde insetos até cobras, lagartos, outras aves e pequenos mamíferos. Extremamente territorial, anuncia sua presença circulando em vôos altos, aproveitando as correntes de ar quente. Nessas ocasiões, mais comuns no período reprodutivo, emite o grito territorial, uma espécie de risada longa e ascendente, repetida várias vezes. Quando o casal está em vôo de patrulha territorial, um responde ao outro durante vários minutos. Além desse chamado, possui um grito de alerta característico, emitido assim que qualquer intruso chega ao território. A transcrição desse alarme é “pinhé”, dado de forma rápida e clara. Existe um outro gavião, o carrapateiro, cujo alarme é semelhante. A diferença entre ambos está na clareza e rapidez do chamado.

Quiriqueri, Falcão quiriquiri. (Falco sparverius)

Quiriquiri é seu canto de defesa. Constrói seu ninho em cavidade de arvores.
Hector viu várias vezes desde 1990 a 2008

Maritaca e periquito verde

Classe: Aves
Ordem: Psittaciformes
Família: Psittacidae (psitacídeo)
Nome científico: Pionus maximiliani e a espécie Brotogeris tirica
Nome vulgar: Maritaca, Periquito verde, baitaca, maitaca, suiá, maitaca verde, guia umaitá.

do site Aves do Pantanal Maitaca ou maritaca

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Encontrado em toda a RPPN, voa rápido, em grupos ou casais, muitas vezes à grande altura. Gritam muito nesses vôos, sendo primeiro escutados. Devido ao tamanho e altura de vôo, geralmente escutam-se seus gritos agudos antes de ser possível ver o bando. Enquanto a maioria dos psitacídeos possui um vôo reto, essa espécie possui um vôo com subidas e descidas, batimentos de asas variados e trajetórias com muitas curvas.

Antes de pousar, param de gritar e descem a grande velocidade, às vezes fazendo curvas fechadas antes de alcançar um poleiro. Pousados, ficam silenciosos e, quando emitem algum som, ele é baixo, grave e curto. Com sua cor verde garrafa, camuflam-se com o ambiente. Nas asas dobradas, aparece uma faixa amarela. Bico laranja avermelhado. Voando, o amarelo das asas vira uma larga faixa, muito visível. Comem sementes e flores em árvores e arbustos, segurando o alimento com um dos pés e tirando pedaços com o forte bico. Vivem, principalmente, nas matas ribeirinhas dos rios Cuiabá e São Lourenço, Riozinho e corixos do sudoeste. Aparecem nas matas secas, cerradões e cerrados, especialmente quando a Paineira ou embiruçu-da-mata Pseudobombax marginatum está frutificando. Abrem um buraco em frutos ainda verdes, nos galhos e comem as sementes.

Acostumam-se à presença humana, quando não perseguidos, freqüentando comedores com sementes nos jardins e áreas de moradia. Fazem seus ninhos em cupinzeiros arborícolas ou em ninhos abandonados de pica-paus pequenos, em galhos e troncos. Os cupinzeiros são aqueles das matas e não os de cerrado, como a jandaia-coroinha. O processo de construção e formato são idênticos nas duas espécies. Postura de até 5 ovos. Em cativeiro, somente a fêmea chocou. Durante a reprodução, o casal fica afastado do grupo. Há uma disputa intensa por locais de ninho, algumas bastante agressivas. Os filhotes saem do ninho com a mesma plumagem dos pais, logo reunindo-se ao restante do bando.

do site Aves do Pantanal - Brotogeris tirica Periquito Verde

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Porte semelhante ao de um papagaio pequeno, a maitaca é toda verde escura, sem brilho na plumagem. Por baixo da cauda, aparece uma área avermelhada, única cor de contraste nas penas. Ao redor dos olhos, destaca-se uma área de pele nua branca e evidente (foto). O bico é escuro, com as bordas amareladas.

Em vôo, é rápida, com maior número de batimentos das asas do que um papagaio. Sózinha ou em grupos, voa com muitas variações de altura e oscilações, em um padrão próprio. Gritam muito quando voam, sendo escutada à distância. O grito é mais assobiado do que nos papagaios, sem grandes variações.

Alimenta-se de sementes e frutos na copa das árvores da mata. Já foram relatados 38 espécies diferentes usadas pela maitaca em sua alimentação. Flores também servem como alimento. Quando as mangas estão começando a frutificar, gosta de ficar nas mangueiras e abrir as manguinhas para comer o caroço em formação.

No período reprodutivo, o casal afasta-se do grupo e procura um ninho abandonado de pica-pau ou um oco formado nas árvores do cerradão e da mata. Alguns ninhos ficam relativamente baixos, a 2 ou 3 de altura. Para uma espécie característica das partes mais altas das matas ribeirinhas e mata seca, é uma ocasião rara de encontrá-la próximo ao chão. Postura de até 5 ovos. Os filhotes saem do ninho com plumagem semelhante a dos pais, logo reunindo-se ao bando.

Observada em toda a RPPN, em seus deslocamentos altos entre pontos de alimentação e dormida. Pode ser encontrada pousada, com facilidade, nas matas ribeirinhas dos rios Cuiabá e São Lourenço, no Riozinho e corixos do sudoeste, bem como na mata seca da parte central e do sul da reserva.

Do site geosite

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Nomes vulgares: Periquito-verde (Português); Periquito-rico (Português); Plain Parakeet (Inglês); All-green Parakeet (Inglês); Tirica Parakeet (Inglês); Tirikasittich (Alemão); Tirikaparakit (Dinamarquês); Catita tirica (Espanhol); Periquito amarillento (Espanhol); Bahianaratti (Finlandês); Touti Tirica (Francês); Perruche Tirica (Francês); Parroccheto Verde (Italiano); Parrocchetto Disadorno (Italiano); Onagamidoriinko (Japonês); オナガミドリインコ (Japonês).

Características físicas

Comprimento do corpo: 23 cm. Peso: 25-40 g.

A coloração básica da plumagem é verde.As partes inferiores e laterais da cabeça, peito e abdômen são dum verde com tons amarelados. A parte traseira da cabeça, a nuca, é dum verde levemente azulado. A base das asas é dum marrom-oliváceo. A cobertura de pluma da base das asas é de um marrom-oliváceo e as penas exteriores são dum azul-violeta. O bico é amarronzado, mais claro no topo. As narinas ficam na base do bico. O anel perioftálmico é dum cinza pálido. A íris é dum marrom-escuro, com a pupila de cor negra. Os pés são de cor semelhante à do bico, porém mais escura. A cauda é longa, com penas de coloração verde-azuladas. Os exemplares imaturos são semelhantes aos adultos, mas com quase toda plumagem primária esverdeada, cauda curta e bico mais escuro.

Chaves de classificação física: endotérmico; bilateralmente simétrico; bípede. Dimorfismo sexual: não apresentável.

Ontogenia e reprodução

Geralmente a estação reprodutiva começa em maio. Formam pares que chama um ao outro através de vocalizações. Faz seu ninho em cavidades nas árvores, as quais cava com o bico, e na falta destas no meio do emaranhado de ramos em coqueiros. Põe de 4 a 8 ovos, que são incubados por durante 23 dias. Os filhotes são alimentados pelos pais por durante 7 semanas. As crias podem ser alimentadas de duas a três semanas mais depois de deixarem o ninho. Em cativeiro, podem receber a assistência de outros pássaros (outros pares). As crias amadurecem aos oito meses de idade.

Período de incubação: 23 dias.
Número de ovos: 4-8.
Longevidade: cerca de 20 anos.

Chaves de classificação reprodutiva: ovíparo; sexuado; dióico; fertilização interna.

Ecologia e comportamento

Formam pares, grupos ou pequenos bandos barulhentos. Aprecia escalar galhos e voar entre as árvores. O grito que emite é penetrante e alto. Na cidade de São Paulo (Brasil) dá a impressão de ser mais abundante que em seu habitat natural, a Mata Atlântica, talvez pela abundância de alimento e proteção aqui encontrados. Nesta cidade circulam com desenvoltura pelas ruas em meio aos grandes prédios, virando as esquinas em seu trajeto entre uma praça e outra.

Estrutura social: Pares, grupos ou pequenos bandos.

Predadores principais: Aves de rapina.

Chaves de classificação comportamentais: móvel; diurno; alado; gregário; nidífugo.

Dieta

Gostam de frutas, coquinhos de todos os tipos e também do fruto da paineira, que perfuram e roubam as sementes. Também não desprezam as flores adocicadas do suinã, flores, néctar, outros frutos e provavelmente insetos e suas larvas. Um dos belos freqüentadores dos comedouros com frutos disponíveis nas cidades.

Chaves de classificação alimentares: heterótrofo; onívoro.

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Habitat

Habita todo tipo de áreas abertas com árvores ou arbustos, bases de montanhas arborizadas; áreas parcialmente cultivadas, parques e até áreas urbanas em até 1.300 m de altitude.

Bioma terrestre: floresta tropical; floresta montanhosa; savana ou campo.

Distribuição geográfica

Ocorre endemicamente do sudeste do Brasil da Bahia a São Paulo ao leste por Minas Gerais ao sul de Goiás.

Região Biogeográfica: neotropical (nativo).

Distribuição histórica

É uma espécie do Holoceno recente.

Era geológica: Cenozóico; Quaternário; Holoceno (dias atuais).

Estado de conservação

O periquito-verde é uma espécie comum, apesar do declínio populacional devido a conversão em grande escala do seu habitat original para o uso agrícola; apesar de restrito geograficamente ao sudeste do Brasil coberto por mata atlântica, o periquito-verde é uma das poucas espécies que se adaptou à destruição de 95% do seu habitat e sobrevive muito bem em muitas áreas incluindo grandes centros urbanos onde as árvores estão presentes. A extensão de ocorrência global estimada para esta espécie é de 290.000 km². O tamanho populacional global não foi estimado, mas acredita-se que seja grande. A espécie não é considerada em perigo para ser incluída nos critérios da Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas do IUCN (tendo de ter declínio de mais de 30% em dez anos ou em três gerações). Devido à estas reações, esta espécie foi colocada como dependente de conceito.

Observações

Em cativeiro é ocasionalmente um periquito barulhento, inicialmente inquieto e nervoso; logo torna-se manso, passivo em pequenas gaiolas, mas ativo em aviários. É uma espécie bastante semelhante ao periquito-de-asa-amarela (Brotogeris versicolurus).

Referências

Aves. Guia De Animais Brasileiros. On-Line Editora. Nº 3, ano 1, pág. 55 (Periquito-da-campina).

Aves Brasileiras. Johan Dalgas Frisch. Volume 1. Págs: 110-111.

Avibase - The World Bird Database. Português: Gonçalo Elias. Avaliado on-line em: http://www.bsc-eoc.org/avibase/

BirdLife International (2005) Species factsheet: Brotogeris tirica. Acessado em 18 de setembro de 2005. Avaliado on-line em: http://www.birdlife.org

Centro de Estudos Ornitológicos - Periquito-verde (Brotogeris tirica).

Lexicon Foundation Dutch Parrots Refuge. Avaliado on-line em: http://www.papegaai.org/lexicon/

Peterson, A. P., 2002: Zoonomen Nomenclatural data of Birds. Avaliado on-line em: http://www.zoonomen.net/

Plains-parakeet. Genus Brotogeris. Avaliado on-line em: http://www.lib.montana.edu/~bmarsh/broto/plain.html

Plains-parakeet. South America Birds. Avaliado on-line em: http://www.arthurgrosset.com

Sobre nome popular Maritaca

Novembro 22, 2007 · Arquivado em Animais, Ecologia & Conservação, Observação de Aves · Tagged Animais, aves, birdwatching, ecologia, Fotografia, Observação de Aves, ornitologia

É comum habitantes paulistas e paulistanos atribuírem o nome Maritaca para qualquer psitacídeo que voe sobre nossos telhados. Por curiosidade fui olhar a lista de nomes populares do CEO e achei apenas uma ocorrência “tui-maritaca - Pionopsitta pileata” e que não é exatamente “Maritaca”. Perguntei aos amigos de trabalho e familiares e todos prontamente disseram, “É um tipo de papagaio” ou “Passarinho verde barulhento”. Também pesquisei Maritacas no google imagens e me retornaram vários psitacídeos.

O assunto parece fútil, mas surgiu de minha estranheza pelo fato deste nome tão popular não estar na lista do CEO, que considera apenas nomes populares constantes na literatura, ou seja, em dados publicados.

Circulei entre amigos a questão:

Seria Maritaca um nome popular da família e não de uma determinada espécie, assim como Papagaio, Gavião, Urubu, Tucano ou Beija Flor?

Obtive explicações tão profundas que me fizeram pensar em escrever uma tese sobre o assunto. Segue uma compilação de conclusões.

Infelizmente estamos longe de conseguir padronizar os nomes vulgares em uma escala nacional, mas talvez isso seja possível dentro da comunidade ornitológica ou de observadores de aves. Eu sigo a lista do Comitê Brasileiro de Registros Ornitológicos (CBRO) para citar nomes populares em tudo que faço, desde este blog, até meus arquivos pessoais de fotos.

Dentro da diversidade de nomes populares para cada região brasileira temos também as diferentes grafias para, talvez, a mesma entidade biológica: maritaca, maitaca, matraca, manitaca, etc.

Deliciei-me com esse assunto, primeiro, com as respostas tão cuidadosamente grafadas pelos amigos do CEO, Andre, Luiz e Fabio, que deram origem a série de conclusões acima, segundo, pela enquete que fiz com amigos perguntando “O que é Maritaca?” que além das respostas ornitológicas como “papagaio que grita”, “tipo um papagaio que anda de bando e que faz barulho”, “passarinho verde gritão” também tive como respostas “Minha esposa”, “Meu irmão” ou simplesmente “Não sei”.

Um dia fotografando um bando de Maracanãs Pequenas (Diopsittaca nobilis) atraí a atenção de 3 velhinhas que quase me bateram com o guarda-chuva quando disse que não eram Maritacas no final… elas até que estavam certas.

Pardal (tico tico)

Muito comum na região

Periquito (Brotogeris tirica)

Muito comum na região. Abundam em grupos de 10 a 15, barulhentos. Ninho em cavidades de arvores ou entre as folhas de palmeiras.

Pica-pau

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PICA-PAU-DE–BANDA-BRANCA ou GIGANTE-DE-TOPETE-VERMELHO (Dryocopus lineatus)

Pica Pau de Banda Branca ou Gigante de Topete Vermelho. O topete vermelho é característico dessa e da espécie a seguir, algumas vezes confundindo o observador à distância. Faz um forte contraste com o corpo, onde domina o negro. Isso também destaca a linha branca do bico ao pescoço. O macho possui um pequeno bigode vermelho, enquanto, na fêmea, o vermelho do alto da cabeça não encosta no bico.

Características

Mede 35 cm de comprimento. Cabeça negra com topete vermelho e mancha vermelha na base do bico que é amarelado. Dorso negro com faixa branca destacando-se na lateral do pescoço e na parte superior. Peito negro e barriga carijó.

Habitat: Matas e cerrados. Vivem solitários ou em casais. Especialmente pela manhã, costumam demarcar seus territórios com característico tamborilar. Escolhem uma árvore ou galho oco e dão sua batida peculiar. Começam com uma pancada alta, separada das demais e vão diminuindo o intervalo e a altura da batida, produzindo uma aceleração no final. Além desse tamborilar, possuem uma risada alta para marcar território e comunicar-se com o par.

Ocorrência:Da Amazônia ao oeste de São Paulo.

Alimentação: Insetívoro. Alimenta-se de insetos, especialmente brocas da madeira. Para encontrar a galeria vai dando batidas curtas na madeira até delimitar o final do túnel escavado pela larva. Nesse ponto, começa a dar fortes pancadas inclinadas, retirando lascas grandes da madeira até chegar ao canal. Retira a larva usando a longa língua, pegajosa e com cerdas na ponta, parecendo uma flecha.

Cava ninhos em árvores mortas ou vivas, para a postura de 2 a 3 ovos. Macho e fêmea alimentam o filhote.

PICA-PAU-DE-CABEÇA-AMARELA (Celeus flavescens)

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Vi em maio de 09 um casal na rua lateral do parque previdência. Vi hoje no quintal 12 de janeiro 2012

Características: Mede 28 cm de comprimento. Possui crista grande, asas e cauda regulares, pernas fortes e pés dotados de unhas fortes. Bico reto e forte com ponta terminando em cizel. Cauda terminada em cunha. O pescoço é comprido e a cabeça grande. Plumagem de coloração negra, com parte dorsal e asas listradas de branco-amarelado. Cabeça amarela, ostentando longo topete amarelo com faixa negra e no macho uma estria vermelha. Parte ventral é totalmente negra, bem como toda a cauda. O bico é acinzentado. Existe dimorfismo sexual.

Habitat: Florestas virgens

Ocorrência: Sudeste do Brasil, da Bahia ao Rio Grande do Sul, incluindo leste de Minas Gerais, sudeste de Goiás e o Mato Grosso do Sul. Hábitos

São arborícolas e solitários ou vivem em casais.

Alimentação: Insetos, larvas, vermes, seiva e frutas.

Reprodução: Ninho é escavado em tronco de árvore já morta, a uma altura que varia de 10 a 20 m do solo. Ambos trabalham na construção do ninho. A postura geralmente é de 5 ovos de cor branca, cobertos com poros finos e medindo 31 x 22 mm em seus eixos. A incubação é realizada pelo casal e dura em média 16 dias. Os filhotes são nidícolas, permanecendo no ninho por 40 dias. Ao deixarem o ninho, ainda são alimentados pelos pais.

PICA-PAU-DE-CARA-VERMELHA (Campephilus melanoleucos)

Características: Mede 31 cm de comprimento. Tem a barriga barrada e um "V" branco nas costas, garganta negra, pescoço anterior e peito igualmente negros uniforme. Cabeça e topete vermelhos.

Habitat: Mata rala de regiões campestres, florestas de galeria, palmais.

Ocorrência: Do Panamá à Bolívia, Paraguai, Argentina e Brasil, centro meridional até o Paraná, Minas Gerais, Mato Grosso e Goiás. Hábitos

Vivem solitários. O vôo obedece a um curso ondulado, alternam uma série de batidas rápidas com um fechar de asas ganhando e perdendo, respectivamente altura. Dormem sempre em ocos, onde também se abrigam da chuva pesada. Recolhem-se cedo para dormir e começam tarde as suas atividades. São agressivos.

Alimentação: Larvas de insetos, sobretudo de besouros, batem sobre a casca da árvore tentando localizar um soar oco. Quando encontra um ponto, começa a martelar perfurando a casca, explora a cavidade com a língua pegajosa de ponta afilada, provida de corpúsculos táteis, que serve para espetar a presa. Também faz parte da sua alimentação formigas, seus ovos, larvas e cupins. Gosta de frutas como o mamão e a laranja.

Reprodução: Produz um forte zunido com as asas quando, em vôo, o casal se encontra. O casal elabora uma cavidade na madeira, procuram sobretudo árvores mortas, as que resistem às queimadas, gostam de trabalhar em palmeiras e imbaúbas, preferem cavar na face que se inclina para o solo, o que facilita a proteção contra a chuva e a defesa da entrada. A entrada do ninho corresponde exatamente ao tamanho do seu corpo, excluindo a entrada de mamíferos e aves.

Põe de 2 a 4 ovos brancos, puros e brilhantes, o fundo da câmara é coberto uma fina camada de serragem. Ambos os sexos revezam-se choco. Ameaças

A destruição da mata primária priva-os muito. O reflorestamento com eucaliptos e Pinus não favorece a existência dos pica-paus, o mesmo acontecendo com as capoeiras nativas, nas quais faltam árvores maiores e mais velhas para a instalação de seus ninhos para nidificarem. Os pica-paus são bastante sensíveis aos inseticidas. A existência de pica-paus pode até servir como indicador de que a respectiva biocenose (associação dos seres vivos em certa área, especialmente a alimentar) continua intacta. Muitas aves não conseguem cavar tocas e/ou buracos, aproveitando-se assim das moradias dos pica-paus. Os grandes benificiados são: periquitos, araçaris, pequenos mamíferos como os sagüis, mico-leões; répteis e anfíbios. São muito úteis ao homem, pois destroem grande quantidade de insetos e suas larvas que são nocivas à madeira.

PICA-PAU-REI (Campephilus robustus)

Características: É o maior pica-pau brasileiro, medindo 36 cm de comprimento. Sua língua pode chegar a cinco vezes o tamanho de seu bico. É pontiaguda e com ganchos na ponta. Estas particularidades estruturais possibilitam a retirada de insetos dentro de troncos, e aliadas ao seu forte bico, foram fundamentais à evolução e à sobrevivência da espécie. Cabeça e pescoço com plumagem vermelha, dorso amarelado e asas negras. Barriga e peito carijó.

Habitat – florestas nativas, primárias ou secundárias, desde que existam grandes árvores.

Ocorrência: De Goiás ao Rio Grande do Sul.

Hábitos: Vive em pequenos grupos. Marca o seu território com diferentes chamados de som instrumental, o tamborilar. O animal escolhe troncos ocos, secos ou bichados para bicar ritmicamente. Desta forma consegue variar o seu repertório e enviar mensagens diferentes: ora para atrair parceiras, ora para afugentar possíveis rivais ou simplesmente para dizer que ali ele é que manda. Alimentação

Preferencialmente de insetos e utiliza-se de sua grande língua afiada para agarrar larvas de insetos dentro dos troncos de árvores. Esta também é usada para perfurar frutas maduras e lamber o seu suco. Reprodução

Com o bico o pica-pau abre ocos na madeira e constrói o ninho, sempre com a abertura virada para o solo. Eles não levam material para dentro do ninho, utilizam restos de madeira picadinha para servir de colchão. A fêmea põe de dois a quatro ovos; estes são encubados por ambos os pais. Os filhotes nascem com aparência de prematuros, indefesos, cegos e nus.

Os pica-pauzinhos desenvolvem rapidamente a habilidade de bicar a madeira e em seguida a de tagarelar. Assim, um ninho de pica-pau é barulhento devido às constantes bicadas dos filhotes na árvore e a tagarelice dos bichinhos. Porém, ao menor sinal de perigo ficam absolutamente em silêncio, atendendo prontamente ao alerta dos pais. Este vem de forma codificada, como por exemplo, o barulho da quebra de um galhinho. Isto dificulta a vida dos predadores porém, quase sempre um filhote é predado, geralmente o mais fraco.

Predadores naturais: Tucanos e araçaris.

Ameaças; Espécie ameaçada de extinção pela lista oficial do Ibama. O fato de ser preferencialmente insetívoro torna os pica-paus suscetíveis a inseticidas. Com a ingestão de muitos insetos contaminados, o veneno se acumula nos corpos dos pica-paus de forma fatal. Esta é a razão da grande mortandade destas aves em matas próximas a áreas cultivadas e que fazem uso de agrotóxicos. Provavelmente sejam mais suscetíveis aos inseticidas que os próprios insetos.

PICA-PAU-VERDE-BARRADO (Chrysoptilhs melanochloros)

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Características: Mede 26 cm de comprimento. Espécie de tamanho relativamente grande, verde, de lados da cabeça brancos, com vermelho na nuca (e também no "bigode", no macho). Partes superiores barradas, partes inferiores com manchas em "forma de coração". Na cabeça, característica divisão entre vermelho e preto, única entre os pica-paus, destaca a grande área branca da região dos olhos. De perto e sob boa luz, as bolas negras na plumagem do peito e barriga podem ser vistas. Machos com pequeno bigode vermelho na base do bico.

Habitat – beira de mata, cerradão, mata de galeria, típico do cerrado e caatinga, penetra em regiões abertas, praticamente despojadas de vegetação alta.

Ocorrência: Da Foz do Amazonas (Marajó) ao nordeste e daí ao Rio Grande do Sul, Goiás, Mato Grosso (Rio Araguaia, Corumbá), Paraguai, Argentina e Uruguai.

Vive no interior das matas ciliares, mata seca, cerradões e cerrado. Adapta-se a ambientes criados pela ação humana, aproximando-se das casas para usar os pomares ou entrando em cidades bem arborizadas. Usa as mangueiras e árvores ao redor do hotel de Porto Cercado. Hábitos discretos, é pouco notado em suas andanças solitárias a procura de insetos nos troncos e copas. O tom esverdeado da plumagem camufla ainda mais.

Hábitos: Pula através da ramaria horizontalmente como uma gralha (modo estranho de locomoção para um pica-pau).

Alimentação:Localizam larvas de insetos, sobretudo de besouros, invisíveis sob a madeira, pelo ruído produzido por estes animalejos ao roerem. Bate ligeiramente sobre a casca tentando localizar sob a mesma uma cavidade que porventura exista e que se trai pelo soar oco. Quando encontra um ponto que promete alimento, começa a martelar com vontade perfurando a casca para poder explorar a cavidade, o que é feito através da língua pegajosa de ponta afilada, provida de corpúsculos táteis, que serve para espetar a presa. Traem-se pelo barulho que fazem ao trabalharem o dia inteiro.

Reprodução: Utilizam-se da mata primária para nidificar, das árvores mais velhas e de grande porte. Excepcionalmente utilizam-se de cupinzeiros arborícolas para tal.

No período reprodutivo (a partir de julho), os machos iniciam a temporada de canto territorial. A timidez do resto do ano desaparece, dando lugar a uma vocalização intensa, contínua, especialmente nos períodos matinais. Nessas ocasiões, escolhe alguns pousos tradicionais em galhos altos, vários expostos. Pode cantar durante dias no mesmo lugar (às vezes semanas), emitindo uma risada alta e parecida com à do pica-pau-do-campo. Ninho em um galho ou tronco escavado, algumas vezes bem visível. Macho e fêmea cuidam dos ovos e filhotes, alimentando-os com insetos e frutas regurgitados.

Ameaças: destruição da mata primária priva-os muito. O reflorestamento com eucaliptos e Pinus não favorece a existência dos pica-paus, o mesmo acontecendo com as capoeiras nativas, nas quais faltam árvores maiores e mais velhas para a instalação de seus ninhos para nidificarem. Os pica-paus são bastante sensíveis aos inseticidas. A existência de pica-paus pode até servir como indicador de que a respectiva biocenose (associação dos seres vivos em certa área, especialmente a alimentar) continua intacta. Muitas aves não conseguem cavar tocas e/ou buracos, aproveitando-se assim das moradias dos pica-paus. Os grandes benificiados são: periquitos, araçaris, pequenos mamíferos como os sagüis, mico-leões, répteis e anfíbios. São muito úteis ao homem, pois destroem grande quantidade de insetos e suas larvas que são nocivas à madeira.

Pica pau carijo, cha-chã. (Colaptes Campestris)

Vi no meu quintal na r Manuel Gonçalves Mão Cheia, um casal de carijo ao amanhecer.



Pinta silva



Picharro (parece Sabiá preta)



Quero – quero (Vanellus chilensis)

Ninho feito no solo. 33cm.

Rolinha (Columbina talpacoti). Rolinha Caldo de Feijão

Todo dia podem ser vistas nos jardins das casas. Muito comum na USP.

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Tamanho: 18 cm.

Adapta-se aos ambientes artificiais criados pela ação humana. Vive em áreas abertas; o desmatamento facilitou sua expansão, em especial nas áreas formadas para pasto ou agricultura de grãos. Entrou nas grandes cidades das regiões sudeste e centro-oeste do Brasil; facilmente encontrada no bairro de Copacabana, no Rio de Janeiro.

Alimenta-se de grãos encontrados no chão, sementes e frutos coletados no solo. Havendo alimento, reproduz-se o ano inteiro. O casal mantém um território de ninho, afastando as outras rolinhas de perto. O macho possui um canto monótono, de dois chamados graves e rápidos, repetidos continuamente por vários segundos.

Os ninhos são pequenas tigelas de ramos e gravetos, feitos entre cipós ou galhos, bem fechados pelas ramadas do entorno. Postura de 2 ovos, chocados pelo macho e fêmea entre 11 e 13 dias. Os filhotes saem do ninho com no máximo 2 semanas de vida. O casal, às vezes dois dias depois, já inicia nova ninhada, quando as condições ambientais permitem.

O filhote sai com traços da plumagem de cada sexo. O macho, com penas marrom avermelhadas, cor dominante no corpo do adulto, em contraste com a cabeça, cinza azulada. A fêmea é toda parda. Nos dois sexos, sobre a asa uma série de pontos negros nas penas.

Muito agressivas entre si, embora possam formar grupos, disputam alimentos e defendem territórios usando uma das asas para dar forte pancadas no oponente. Os machos são mais belicosos. Nas disputas ou quando tomam sol, deitadas de lado no chão e com a asa esticada para cima, mostram a grande área de penas negras sob a asa. Levanta uma assa ou as duas em defesa ou paquera.

Habitam as áreas abertas da RPPN, proximos das casas e áreas de pasto artificial. Muito comuns em Porto Cercado, podem ser observadas em comedouros artificiais com grãos. Às vezes, afastam aves maiores do comedouro a poder de golpes de asa.

Sabiá-laranjeira (Turdus rufiventris)

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Nome Científico: Turdos Rufiventris
Classe: Aves
Ordem: Passeriformes
Família: Turdidae
Distribuição: Em quase todo o território brasileiro, exceto na floresta amazônica.
Habitat: Matas ciliares, cerrados, pomares e áreas urbanas arborizadas.
Nome Comum: Sabiá laranjeira

É o mais conhecido dos sabiás. É um dos pássaros que mais abunda na zona Oeste de São Paulo, incluindo a Vila Madalena.

Suas penas apresentam uma coloração semelhante a cor de ferrugem na região da barriga (laranja).

Alimentam-se de frutos carnosos, minhocas e artrópodes.

Um sabiá laranjeira adulto mede 25 centímetros e pode viver até trinta anos.

Convive bem com os humanos. Faz nidos nas arvores, gosta dos ficus.

Começa seu canto de paqueira em torno das 3h. Possui um canto persistente durante a fase de reprodução que ocorre três vezes por ano. A fêmea põe de dois a três ovos que levam treze dias de incubação.

"Reproduz-se a partir de agosto, quando o canto flautado e melodioso, com alguma variação nas estrofes, domina as madrugadas e entardecer. Somente o sabiá-da-mata possui canto mais límpido. Ninhos bem escondidos na vegetação, com a fêmea chocando. O dorso oliváceo serve de camuflagem nesses momentos. Além do canto, na época de reprodução (às vezes fora dela) apresenta um piado longo, alto, geralmente nas madrugadas.

O juvenil sai do ninho sem a característica barriga alaranjada e fica parecido com o sabiá-barranco. O anel ao redor dos olhos é a característica mais importante, pois já está presente, embora em tom amarelado e menos evidente do que no adulto."

http://www.mma.gov.br/port/cgmi/nossoamb/cantoaves/wav/sablaran.au Pode se escutar o canto do Sabiá



Sanhaço

Ocorrem seis espécies do gênero Thraupis:

O sanhaço cinzento (apesar do azul intenso visto em sua plumagem, trata-se de um sanhaço-cinzento (Thraupis sayaca), ou sanhaço-do-mamoeiro, como também é chamado.

Tenho encontrado muito no bairro Previdência, comendo frutas (mamão, banana, caqui, maça, laranja, etc) colocadas para eles no quintal de casa e pelas arvores das ruas.

Fêmeas e jovens: Os machos e fêmeas do Sanhaço são iguais; já os jovens apresentam-se com menos brilho. As fêmeas do Papa-laranja são pardo-esverdeadas; os jovens tem o alto da cabeça azulada e o peito e o abdome amrelados.

Tipo de ninho :Em forma de taça. Aceitam ninho de corda de 12 cm de diâmetro.

Período de reprodução: Primavera e verão.

Colocam 2 a 3 posturas por temporada, 2 a 3 ovos/postura, 13 dias de incubação.

Saracura



Tico-tico (Zonotrichia capensis)

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É um dos passarinhos que mais abunda e se aproximam dos humanos.

Tem um canto pela manhã e outro ao entardecer.

















Tucanos

Tucano de bico verde (Ramphastos dicolorus)
Ninhos em cavidades de arvores.



Urubus



Répteis

http://sitiocurupira.wordpress.com/repteisdocurupira/ Neste site tem um bom levantamento de repteis da região.

Jararaca (peçonhenta)

tenho vistas várias em Itapecerica

Cascavel (peçonhenta)

tenho vistas várias em Itapecerica

Coral

Cobra cipó (não peçonhenta)

Lagartos pequenos e grandes.

Tem vários tipos de lagartos caseiros e no jardim, adoro a companhia deles, mas ainda não consegui saber seus nomes científicos

Teiú

Lagarto verde ou papa-vento

(Enyalius iheringii)

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Enyalius iheringii e Enyalius perditus são espécies de lagartos semi-arborícolas que habitam os ambientes florestados da Mata Atlântica do sudeste do Brasil.

São, cripticamente coloridos e vivem sobre o folhedo e nos primeiros metros da estrutura vertical da floresta.

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O dicromatismo sexual é evidente e o policromatismo, muito acentuado nas fêmeas. Os machos são capazes de mudar de cor, variando entre o verde folha e o castanho escuro. As duas espécies são relativamente freqüentes nos fragmentos de mata do sudeste, presentes em simpatria em alguns deles.

Desde a primavera de 2009 este lagarto sempre nos visita... Desde a primavera de 2012 até agora, já tem aparecido 3. O vi também no Parque Previdência.

Veja uma descrição mais detalhada dele em http://www.xamanismo.com.br/Hector/SubHector1189369065It004Ps001

Mamíferos

Macacos (Sagui, Mico leão, Mono-Muriqui, Cuxiu, Barrigudo, Bugio, Coatá, Uacari, Macaco prego)

Muriqui (Brachyleles arachroides)

Bugio

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Bugio - filme mãe e filho youtube

Ronco do Bugio - filme

Ronco do Bugio - filme

A seguir texto do site: http://www.furb.br/especiais/interna.php?secao=1056]]

Os bugios são primatas neotropicais pertencentes ao gênero Alouatta. Possuem uma das distribuições geográficas mais amplas dentre os primatas das Américas, do Sul do México até ao Norte da Argentina (NEVILLE et. al., 1998).

Classificação taxonômica do gênero Alouatta (Lacépède, 1799):

Espécies do gênero Alouatta segundo Gregorin (2006):

Características Físicas:

São animais com vasta barba sob a face nua de pele negra. Cauda preênsil altamente desenvolvida, empregada na locomoção ou em posturas de alimentação. Ventre e peito com pouca pelagem. É um dos poucos gêneros que possui dimorfismo sexual, diferença entre machos e fêmeas, notadamente desenvolvido em Alouatta caraya, A. uluata e A. clamitans.

Não apresentam estação reprodutiva e vivem aproximadamente 20 anos. Pesam em média 7 kg podendo chegar até 15 kg em Alouatta caraya. Seus membros anteriores e posteriores têm comprimentos idênticos, e apresentam esquizodactilia, uma adaptação na posição dos dedos das mãos que facilitam o deslocamento sobre os troncos das árvores.

Possuem o osso hióide bem desenvolvido, principalmente nos machos, funcionando como caixa de ressonância que permite que o som alcance estas proporções (Aurichio, 1995).

Características ecológicas, comportamentais e fisiológicas:

Vivem em estratos arbóreos de 10 a 20 metros em florestas montanhosas úmidas ou vegetação mais aberta como caatinga, cerrado, babaçual ou araucária, em altitudes que variam entre 0 a 3200 metros, sem preferência por tipo de vegetação. Formam grupos de até 15 indivíduos ocupando uma área de uso de 1 a 20 ha. A constituição dos grupos varia de espécie para espécie e de acordo com as condições de seus habitats (Aurichio, 1995).

São animais folívoros frugívoros, com até 90% da dieta a base de folhas dependendo da época do ano. Passam a maior parte do tempo parados, como estratégia para conservar energia (Milton, 1981). São importante dispersores de sementes, favorecendo a germinação de sementes de algumas espécies após passarem pelo seu trato digestivo (Estrada, 1984).

Para demonstrar a sua presença ou para localizar o seu grupo, emitem intensas vocalizações que pode ser ouvido a 5 km de distância. (Veja uma imagem de vocalização).

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A maturidade sexual é atingida de 4 a 5 anos em fêmeas e 6 a 8 anos em machos. O período de gestação dura entre 184 e 194 dias. Geralmente nasce um filhote a cada gestação com 120 gramas aproximadamente. A fêmea carrega o filhote e o desmame ocorre aos 20 meses. As fêmeas atingem a maturação sexual entre 26 e os 36 meses, e os machos entre 36 e 40 meses (Aurichio, 1995).

O Bugio Ruivo

Nomes populares: bugio ruivo, gritador, guariba.

Distribuição:

Estado de Minas Gerais até o Rio Grande do Sul, e ainda por um uma faixa restrita na província de Missiones na Argentina, clique aqui para conhecer.

Sua coloração:

Os A. clamitans possuem pêlos corados em sua estrutura pela melanina, sendo as fêmeas, os infantes e os juvenis de cloração marrom escura. Os machos sofrem mudança de cor com o desenvolvimento sexual pela liberação de um pigmento secretado por glândulas sudoríparas modificadas. Esta mudança é mais acentuada na fase sub adulta. Nesta etapa, deixam de apresentar a coloração marrom e passam a apresentar a coloração ruiva característica. Verificou-se que os machos subadultos liberam secreção em um maior número de dias que os animais de outro sexo ou faixas etárias. Os machos adultos apresentam pouca variação na cor que se mantém pela alta concentração de ferro existente na sua secreção. (Hirano, 2004).

Status de Conservação:

A espécie já foi considerada ameaçada de extinção pelo decreto 1522/89 do IBAMA e pelo decreto n° 42.838, de 04/02/98, do Estado de São Paulo. Segundo a IUCN 2006 Red List of Threatened Species, os bugios ruivos estão classificados como não ameaçados, porém com risco de ameaça em médio prazo.

Apesar de não ser considerado ameaçado de extinção, existem áreas no estado de Santa Catarina que não possuem mais a espécie, ou seja, áreas onde o bugio foi extinto localmente.

Ameaças:

Assim como para a grande maioria das espécies nativas da Mata Atlântica, as principais ameaças aos bugios ruivos são a perda de habitat, o tráfico e a caça.

No Centro de Pesquisas Biológicas de Indaial - CEPESBI, os principais motivos de ocorrência são: animais eletrocutados pela necessidade de atravessarem de um fragmento a outro utilizando a rede elétrica; ataque por cães quando necessitam descer ao chão para atravessar áreas desmatadas; e ainda atropelamento quando se vêem obrigados a atravessar uma rua ou rodovia para atingirem outro fragmento. A familia do macaco Bugiu ou Bugio é a que tem uma presença mais forte no Sitio Lua Cheia, tanto pela força de seus cantos, como pelas suas presenças nas andanças pelo topo das arvores.

*O ronco dos bugios*.
Dr. Dilmar Alberto Gonçalves de Oliveira

"Os bugios possuem um sistema de vocalização peculiar, caracterizado por intensas e prolongadas emissões de vocalizações de longo alcance. São assim chamadas pela capacidade de serem audíveis a longa distância, podendo ser escutadas a mais de1 km de distância. Isto se deve tanto à forte intensidade do som produzido como ao predomínio de baixas freqüências, abaixo de 1000 Hz, nestas vocalizações, o que as torna graves. Para efetuarem tal proeza, os bugios são dotados de órgãos fonadores bastante distintos de outros primatas. Suas cordas vocais são espessas, gerando um som grave e intenso. Já o osso hióide, situado na garganta, abaixo da língua, é expandido e oco. A cavidade do hióide age como uma caixa de ressonância, amplificando o volume do som produzido nas cordas vocais.

As vocalizações de longo alcance dos bugios assumem muitas formas, variando entre as diferentes espécies do gênero Alouatta e entre os sexos. No entanto, duas formas principais ocorrem: o rugido e o latido. O rugido é a mais intensa das vocalizações dos bugios, e se assemelha a um ronco, rouco e intenso, que pode ser emitido por minutos seguidos. Já os latidos são sons roucos de breve duração, mas que geralmente são emitidos em séries que podem durar dezenas de minutos, com muita variação no ritmo, duração e intensidade dos latidos. Existe o que se chama de gradação nestas vocalizações, isto é, elas podem variar muito, indo de um extremo a outro, particularmente no que se refere a sua intensidade: existem formas incipientes, bem menos intensas, dos latidos e rugidos, audíveis apenas a poucos metros, que podem progredir em intensidade até as formas características e de grande amplitude. As vocalizações de longo alcance são emitidas principalmente pelos machos adultos, mas as fêmeas adultas também possuem formas de latidos e rugidos características. Estas são menos intensas que as dos machos, sendo geralmente emitidas em acompanhamento às vocalizações destes.

Os rugidos geralmente são emitidos em confrontos entre grupos vizinhos de bugios, e parecem sinalizar a disposição dos indivíduos em defender seu espaço e recursos, como fontes de alimento ou mesmo os parceiros reprodutivos. Os bugios podem emigrar de um grupo para outro, tentando expulsar ou subjugar o macho dominante para ter acesso às fêmeas do grupo. Já fêmeas migrantes disputam com as de um grupo por alimento (necessário para gestação e amamentação dos filhotes) e pela atenção do macho, que as defende de machos invasores (que podem matar seus filhotes). Já os latidos parecem sinalizar alarme, sendo geralmente emitidos quando algo perturba ou amedronta animais, como predadores ou humanos. Geralmente os bugios respondem a latidos procurando refúgio no alto das árvores e se agregando. Situações de alarme intenso, no entanto, também podem levar os bugios a rugir. Em certos confrontos entre bandos, os animais começam latindo e depois de algum tempo começam a rugir.

De qualquer forma, a emissão dos rugidos em confrontos pode ser vista como uma batalha vocal entre os bandos, que assim resolveriam suas disputas “no grito”. Seria uma forma de medir forças, evitando os riscos de uma briga de fato, potencialmente danosas para os envolvidos: os bugios possuem grandes caninos como armas, podendo infligir sérios ferimentos uns aos outros se forem partir para brigas de verdade. Como já mencionado, ocorre variação das vocalizações, particularmente dos rugidos, entre as diferentes espécies de bugios. Estas diferenças podem ter valor taxonômico, auxiliando no reconhecimento das espécies e das relações evolutivas entre as mesmas. O bugio centro-americano Alouatta palliata, por exemplo, parece incapaz de rugir em longas emissões contínuas, sendo seus rugidos mais agudos que os das demais espécies. Sabe-se que o hióide desta espécie é menos desenvolvido que os das demais, o que deve guardar relação com as propriedades acústicas das suas vocalizações. Pesquisadores acreditam que a menor capacidade de rugir desta espécie possa ter relação com seu modo de vida, particularmente a vida social: seus grupos são maiores que em outros bugios, contendo muitos machos adultos. A vocalização, voltada para disputas entre grupos diferentes, pode ter menor relevância em tal contexto.

Já o bugio ruivo, Alouatta guariba clamitans, difere das demais espécies do gênero por quase só rugir em confrontos diretos, enquanto outros bugios emitem rugidos muitas vezes de modo mais espontâneo, muitas vezes na ausência de outro grupo próximo. Isto é mais comum em torno do amanhecer, quando os bugios de outras espécies emitem coros matinais, com vários bandos rugindo antes de começarem suas atividades diárias. Tal mecanismo parece servir para que anunciem sua presença uns aos outros, diminuindo a chance de que se encontrem ao longo do dia. No bugio ruivo, tal coro matinal não é observado, sendo que o período do dia em que mais ocorrem rugidos varia de uma população para outra."

Cervídeos

Veado catingueiro (M goreazoriba)
Pedro – Paulo (no mato, na linha). Stela viu um filhote no dia 8/8/02 na Borba Gato nas 19:00, o anoitecer. 15/08/02 Stela viu um veado na Borba Gato a noite.

Veado mateiro (Mazannoa americana)

Cervo do pantanal (sem chifres)

Cachorro do Mato Dusicyon [Cerdocyon] thous ( Raposa-do-mato, Guará)
O pelo é grosso e de cor geral pardo-cinzenta, rabo peludo e focinho comprido.
Alimenta-se de: Grande variedade de frutos, insetos e pequenos mamíferos.
Hábitos noturnos, podem ser observados nas margens de estradas, onde procuram restos de animais atropelados e, por isso, são também vítimas de atropelamentos. Vive sozinho, apenas na epóca de reprodução é visto em dupla.

Cachorros domésticos do bairro, raças:

Procionídeos

Guaxinim (Procyon) (mão pelada)

Coati (Nasua)

Japurá (Polos)

Mustelídeos

Lontra (lutra)

Furões (Galictis)

Irara (Eira)

Cangambá (Conepatus)

Porco Espinho (Ouriço).
É o mesmo animal há 75 milhões de anos. Ë um dos primeiros mamíferos que viveram na Terra.

Tem dentes de serra que dilaceram a carne de suas vítimas. Sua principal arma são seus espinhos que são muito duros e cobrem toda parte de cima do seu corpo, desde a nuca até a cauda. No momento em que ele é tocado ou ouve um barulho suspeito, com uma só contração dos músculos, ele se enrola sobre si mesmo e eriça seus espinhos, tornando-se uma perfeita bola espinhosa. Ele faz isso para proteger seu focinho e sua barriga, onde não há espinhos.

Ele costuma enfrentar até mesmo uma cobra, pois se for picado por ela, tem uma resistência enorme ao veneno, sentindo apenas um leve mal-estar. Em geral a cobra costuma ser devorada por ele.

Para morar, se não encontra uma cavidade, ele mesmo escava túneis, abertos nas duas pontas. Se for um lugar protegido por arbustos, ele apenas prepara um ninho.

As fêmeas e os machos costumam morar perto, mas não no mesmo ninho. Boa mãe, a fêmea amamenta os filhotes e só se afasta do ninho para conseguir alimento, e só depois de deixá-los cobertos com folhas secas.

Os filhotes, normalmente nascem de três a seis por vez, e com apenas 7 centímetros. Depois de um ano, já são considerados adultos por sua mãe e então devem cuidar de suas vidas sozinhos.

Durante o verão, o porco-espinho come grandes quantidades de alimentos que se transformam em gordura. Assim quando vem o frio, e ele fica sonolento, enrola-se e fica com os espinhos eriçados, protegendo-se contra qualquer inimigo. Se a temperatura ficar menos de 10 graus Celsius, ele entra em letargia e o seu corpo se mantém sempre um grau acima da temperatura ambiente até chegar a primavera.

Esquilo (Caxinguelê)
Já vi vários, perto da nova igreja. Novembro de 2005.

Logomorfos

Tapeti (Sylvilagus brasiliensis) (Coelho selvagem) (Lebre) (coelho do velho mundo)

Artiodáclilos

Porco do mato (tayassu)

Caitetu (T. tajacu) sem rabo

Queixada (T. pecari)

Tamandua

Tamandua bandeira (rabo grande)

Tamandua Mire (rabo fino)

Tatus

Fossador notável, abre covas para se alojar e revolver o solo para se alimentar. Alimenta-se de vermes, insetos, larvas, aranhas, cobras e principalmente cupins, desmontando os cupinzeiros com as garras fortes. Noturno.

Tatu galinha

Tatu peba

Tatu rabo mole

Tatu ete

Classe Mammalia/ Marsupiais

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Gambá (Didelphis marsupialis, D. albiventris)

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O Gambá é o mamífero que mais visto depoios dos cachorros e gatos na região.

Abunda no Parque previdência e nos quintais das casas da Previdencia. Tem seu ninho em arvores ou no forros de casas.

É facilmente visto nas ruas, principalmente nas madrugadas.

Estas fotos foram tiradas em janeiro de 2012 no quintal da minha casa, onde tenho uma mini floresta com mudas de arvores e planetas.

Do site: FILO: Chordata
ORDEM: Marsupialia
FAMÍLIA: Didelphidae
NOME POPULAR NA AMÉRICA DO NORTE: opossum
NOME POPULAR NO BRASIL: Na Amazônia: mucura; na Bahia: suruê ou sarigüê; no Nordeste: cassac ou timbuo; no Mato Grosso e Paraguai: micurê e no resto do Brasil recebe o nome de Gambá
NOME EM INGLÊS: Large American Opossums
NOME CIENTÍFICO: Didelphis marsupialis
DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA: do Canadá ao norte da Argentina. Brasil, Paraguai, Guianas, Venezuela;
HABITAT: Floresta, Campos e Centros urbanos;
HÁBITOS ALIMENTARES: Onívoro. Alimenta-se principalmente de frutos silvestres, ovos e filhotes de pássaros. Também visita galinheiros, causando imenso estrago.
GESTAÇÃO: 12-13 dias;
A FÊMEA POSSUI: 12 ou 13 tetas;
PESO DO EMBRIÃO AO NASCER: 2g (em torno de 1 cm) e completam seu desenvolvimento na bolsa materna.
Nº DE CRIAS: 3 por ano;
Nº DE FILHOTES: 10 a 15 por ninhada. Os filhotes nascem em um estágio precoce de formação, tendo só um cm e completam seu desenvolvimento em uma bolsa (marsúpio). Ficam nessa bolsa até 70 dias.
PERÍODO DE VIDA: 2 a 4 anos;
TAMANHO: Pode atingir 50 cm de comprimento sem contar a cauda, quase do mesmo tamanho.
CARACTERÍSTICAS: Apresenta corpo maciço, pescoço grosso, focinho alongado e pontudo, membros curtos e cauda preênsil, bastante grossa, redonda e afilada, só peluda na base, tendo pequenas escamas revestindo a parte restante.
FÊMEA: A fêmea possui um marsúpio bem desenvolvido, ao contrário de outros da mesma família, que só tem 2 dobras ventrais abertas. PELAGEM: a cor da pelagem varia muito, indo do branco (animais velhos) ao negro (animais jovens) e passando por todas as tonalidades de cinzento e bruno intermediárias.

Origem do Nome: O termo popularizado gambá, originou-se da língua tupi-guarani, onde* "gã'bá" ou "guaambá"*, corresponde a um seio oco, ou seja, uma referência ao marsúpio (característica única dos marsupiais, onde uma abertura ventral em forma de bolsa, abriga em seu interior, mamas, onde os filhotes nutrem-se e protegem-se durante parte de seu desenvolvimento). Quando os filhotes entram na bolsa têm só 1 cm e ficam lá dentro 70 dias, onde se desenvolvem e tem condições de enfrentar a selva. Constrói ninhos com folhas e galhos secos, em ocos de pau, buracos velhos de árvores, forros dos tetos das casas.

O gambá é do porte de um gato. Tem hábitos noturnos e, apesar de ser uma animal de movimentos lentos, trepa em árvores com facilidade, usando a cauda preênsil para agarrar-se aos galhos. Faz ninho nas arvores.

O que pode marcar nessa espécie não são apenas as características físicas, mas um fato importante relacionado ao comportamento e fisiologia. Sendo mais exato nas palavras, seu famoso odor. O líquido fétido produzido pelas glândulas axilares é utilizado pelo animal como defesa, em caso de perigo iminente. Deixando seu agressor em estado complicado, o gambá consegue sair da situação rapidamente. Na fase do cio, a fêmea costuma exalar este odor para atrair, de forma mais poderosa, a atenção de eventuais pretendentes. Outra estratégia para escapar dos perigos é o comportamento de fingir-se de morto até que o atacante desista. Muitas vezes, quando finge estar morto, resiste imóvel até sob cacetadas. Mas basta que o atacante se distraia para o gambá correr em direção à mata. Surgiu nos EUA, uma expressão que homenageia essa estratégia, a "playing opossum", ou "fingir-se de gambá morto".

"Alimenta-se principalmente de frutos silvestres, ovos e filhotes de pássaros. Não raramente visita galinheiros, causando imenso estrago. Além de se alimentar de aves e seus ovos, o gambá tem especial predileção por sangue. Por isso, é conhecido como sanguinário. Abre o pescoço, abaixo da cabeça, e rompendo a jugular de suas vítimas, se sacia com o sangue que jorra. Sacrifica quantas aves puder apanhar, mesmo não bebendo o sangue de todas. A seguir, entra num estado de torpor profundo, sendo encontrado pela manhã, ainda inebriado ou em êxtase, como de ressaca. Deste fato surgiu a crença que basta por uma caneca com pinga no galinheiro, que na manhã seguinte o gambá estará totalmente embriagado. Do fato surgiu o dito: "bêbado como um gambá". Porém, esta preferência por álcool nunca foi observada e comprovada pela Ciência.

Podem ser vistos com facilidade nos centros urbanos. Esta adaptação à zona urbana, levou este exímio marsupial a abrange, em seu cardápio, iguarias encontradas nos lixos de residências e restaurantes. Acostumou-se a viver dentro de forros de casas e instalações de edifícios. Podem ser facilmente vistos, perambulando pelas ruas e estradas durante a noite. São, com certeza, os marsupiais mais freqüentes das habitações humanas. São freqüentemente atropelados por veículos, por terem a visão ofuscada pelos faróis. O gambá é visto ainda, em muitas regiões com certa antipatia. Mesmo sendo marsupiais inofensivos e muito úteis ao homem por apresentarem um grande "menu", o que reflete no controle do ecossistema, isso não impede que estes mamíferos sejam mortos corriqueiramente.

Provavelmente por estas histórias, algumas lendárias e outras com fundamento científico, o gambá é visto em muitas regiões com certa antipatia. Mesmo sendo marsupiais inofensivos e muito úteis ao homem por apresentarem um grande "menu", o que reflete no controle do ecossistema, isso não impede que estes mamíferos sejam mortos corriqueiramente."

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O ABENÇOADO GAMBÁ E SUAS LENDAS
Texto pesquisado e desenvolvido por ROSANE VOLPATTO

O GAMBÁ E A ONÇA (Lenda Indígena)

Nossos índios, como bons observadores, sempre estiveram atentos a luta pela vida entre os animais. Sempre considerando os bichos seus companheiros mais próximos depois da família, emprestavam a eles os mesmos sentimentos e ações que governavam seu mundo e interpretavam tais lutas, com suas sábias fábulas. Foi assim, que se deu o nascimento de inúmeras histórias que fazem parte do folclore brasileiro.

Entre tantas fábulas, apontamos uma que tem por protagonista a onça e o astucioso gambá:

A onça há muito tempo deseja dar cabo do gambá, não tanto pelo desejo de lhe comer a carne, mas por pura antipatia.

Certa vez, idealizou a onça uma estratagema: fingiu-se de morta. Desta vez, tinha certeza que o gambá viria vê-la e então ajustaria contas com ele.

Logo que correu a notícia de sua morte acudiram os vários "amigos da onça" para o velório, satisfeitos intimamente com a morte do terrível predador. O gambá também apareceu, mas como não punha pé em ramo verde, perguntou bem de longe:

-"A onça já arrotou?"

-"Não", responderam os que faziam o velório.

-"Olha, meu avô, quando morreu, arrotou três vezes", voltou a falar o gambá.

A onça, ao ouvir isso, para provar que estava mesmo morta, soltou três arrotos.

-"Essa é nova! Quem já viu morto arrotar?", concluiu o gambá, pondo-se em disparada.

Essa fábula pode soar como "piada", mas baseado em suas experiências, William T. James, professor do psicologia na universidade de Geórgia, descobriu que os gambás podem ser bem mais brilhantes do que qualquer um já imaginou. Talvez os índios já soubessem disso há muito tempo!

A ORIGEM DA BOLSA DO GAMBÁ
(Tribo De Koasati)

Uma mãe-gambá estava brincando no campo com seus filhotes quando um grande morcego foi agarrando um a um. A fêmea gambá implorou para que não tirasse seus bebês dela. Mas o morcego não lhe deu atenção e carregou-os para uma caverna profunda da rocha.

A mãe desolada andou pela floresta, gritando por seus filhotes. Quando um lobo ouviu seus lamentos, veio e perguntou o que tinha acontecido e ela respondeu-lhe:

-"O grande morcego tirou meus bebês de mim e não os trará de volta!".

Compadecido, o lobo falou:

-"Eu vou recuperá-los para você, se me disser onde eles estão".

Assim a mãe-gambá mostrou ao lobo a entrada da caverna para onde o morcego levou os filhotes. O lobo penetrou furioso na escuridão. Momentos mais tarde, ouviu-se gritos de dor, mas então surgiu o lobo que acrescentou:

-"Peço-lhe muitas desculpas, mas infelizmente não consegui recuperar seus bebês!"

Para a pobre gambá, só restava continuar andando pela floresta gritando pelos filhotes. Quando um coelho ouviu seus lamentos, apressou-se para perguntar o que tinha acontecido de errado.

- "O grande morcego tirou meus bebês de mim e não os trará de volta!". falou novamente a fêmea gambá.

-"Eu vou recuperá-los para você, se me disser onde eles estão". Falou o coelho.

Sendo assim, a gambá mostrou ao coelho a entrada da caverna e o coelho andou corajosamente pela escuridão. Em seguida ouviu-se o som de seus gemidos e imediatamente o coelho foi posto para fora e disse:

-"Sinto muito, Dona Gambá, mas não e foi possível recuperar seus bebês!"

Agora sim, desesperou-se, pois se o lobo e o coelho não tinham conseguido recuperar seus bebês, que esperança lhe restaria? Mesmo assim, continuou andando pela floresta gritando histericamente por seus filhotes. Uma grande tartaruga da água doce ouviu seus lamentos e veio perguntar o que havia acontecido.

- "O grande morcego tirou meus bebês de mim e não os trará de volta!". fala pela terceira vez a mãe-gambá.

-"Eu vou recuperá-los para você, se me disser onde eles estão". Repete a tartaruga.

A gambá apontou a entrada da caverna e a tartaruga da água doce andou com cuidado na escuridão. O morcego tinha jogado brasas quentes por todo o trajeto da caverna, que começaram a queimar seus lisos pés grandes. Mas ela manteve-se caminhando, apesar da dor, pois podia ouvir os pequenos filhotes de gambá a poucos metros dali. Eles estavam chamando pela mãe. Ao alcançá-los, colocou-os em cima de seu casco, carregando-os até a saída. O grande morcego ainda tentou recuperá-los, mas depois de diversas tentativas sem sucesso, desistiu.

A tartaruga fez um corte na barriga da feliz mãe-gambá e colocou seus filhotes dentro dela, dizendo:

-"Você deve manter seus filhotes aí dentro até que parem de mamar. Quando não necessitarem mais de leite, poderá deixá-los sair."

Desse dia em diante, as mamães gambás carregam seus pequenos bebês em uma bolsa até que estejam o suficientemente crescidos para se alimentarem sozinhos.

Nessa linda e comovente lenda, podemos visualizar, o quanto é forte o amor maternal, até mesmo entre os animais irracionais. O gambá, assim como todos os marsupiais, por apresentarem uma bolsa ventral, simbolizam a proteção materna ou parental. E, a nossa mãe-gambá, não poderia ter sido ajudada por alguém mais experiente do que a tartaruga. Ela, com seu temperamento calmo e índole pacata, foi suficientemente teimosa para obter o sucesso em sua missão. Teimosa sim, pois todos os seus contemporâneos já partiram dessa pra melhor, exceto ela, que teima em não desaparecer do cenário do mundo. A tartaruga é o melhor dos exemplos, para quem deseja viver muito e com sabedoria, pois ela é símbolo de perseverança, tranqüilidade e longevidade.

* A LENDA DO GAMBÁ DAS MISSÕES (RS)*

Essa é uma lenda de fundo católico, pois os gaúchos são muito religiosos e consideram todos os animais obras do Criador. Foi Barbosa Lessa o primeiro a contar essa lenda integralmente.

"Quando a Sagrada Família fugiu do Egito, porque o rei Herodes tinha mandado matar os piazinhos até soberano, lá pelas tantas, no meio da noite, Nossa Senhora, precisou fazer fogo.

Juntou uns gravetinhos, mas muito cansada, assoprava pouco e mal e o fogo não pegava. Então, desesperada, ela perguntou:

- Não haverá uma criatura de Deus para assoprar esse fogo?

Foi aí que apareceu o Gambá, com oito filhos de sua ninhada e todos assoprando junto o fogo pegou. Agradecida, Nossa Senhora abençoou o Gambá, dizendo:

- Daqui por diante, tu vais ganhar os teus filhos sem as dores do parto, pela ajuda que me deu a tua família.

E assim é, até hoje. O Gambá ganha os filhotes umas coisinhas de nada e guarda todos numa bolsa que tem na barriga, onde eles mamam e crescem, até caírem no mundo."

Os gambás devem sentir orgulho de serem membros da espécie marsupialis, por ela ter sido a primeira a ser conhecida. Segundo os anais da História da América, a espécie ficou sendo, através de Vicente Yáñez Pinzón, em1500, o primeiro animal do Novo Mundo, conhecido na Europa.

A sabedoria das lendas podem ser usadas para a preservação das espécies, por isso é necessário que elas sejam lidas com os olhos do espírito, pois é somente desse modo, que desvendaremos as mensagens míticas e morais encerradas sob o véu dessas ingênuas palavras.

Bibliografia consultada:

89 espécies de morcegos

Morcego vampiro

Morcego frugívero (Artibeus lituratus
Vive em grupos de poucos machos e mais fêmeas. Alimenta-se de frutos e pequenos insetos.

Caxinguelês (sciuires)

Ouriços cacheiro (coendou e Sphiggurus)

Ouriço preto (Chaetonys Subspinous)

Paca (Agouti)

Cutia Dasyprocta Aguti
Cerca de 60 cm. Extremidade posterior levemente mais alta que a anterior, pelagem curta e áspera de cor vermelho-amarelada. Os dentes incisivos são vermelhos e a cauda é muito curta, aparentemente inexistente. Alimenta-se de raízes, folhas e frutas. Nocturna.

Mocó (kerodon)

Preás (Cavia, Galea)

Ratos -familia Muridae

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Rato é um nome genérico dado a diversos mamíferos roedores pertencentes às famílias Muridae, Cricetidae, Heteromyidae, Diatomydae e Bathyergidae, em especial: * Rattus, género da família Muridae * Mus, género da família Muridae *Camundongo (no Brasil) ou rato-doméstico (em Portugal) (Mus musculus)

Rato é o nome geral dos mamíferos roedores da família Muridae. É a maior família de mamíferos existente na atualidade com cerca de 650 espécies. Entretanto, apenas duas espécies têm importância como pragas sinantrópicas (vivem próximas ao homem): * Rattus Novergicus, conhecido como rato de esgoto ou ratazana * Rattus Rattus, conhecido como rato preto ou rato de telhado. Estes roedores são conhecidos especialmente pelo risco a saúde, são portadores de variadas doenças transmissíveis ao homem, como a leptospirose, a tifo e hantavírus, além de ser hospedeiro para outras doenças.

Os ratos, em geral, têm hábitos noturnos. Eles só saem à luz do dia quando sua população aumenta tanto que a comida disponível acaba ficando insuficiente para alimentar a colônia toda.

Alimentação

A ratazana e o rato-de-telhado são muito desconfiados em relação a um alimento que vão ingerir: um novo alimento ou isca que é encontrado, ao longo da trilha que percorrem ou perto dela, é observado muito cuidadosamente. Assim, o rato desconfia e não devora o alimento, e sim espera que um rato que esteja mais esfomeado, ou que seja menos experiente, vá até o novo alimento ou isca e o devore. Caso não aconteça nada de anormal para o rato que comeu o alimento, o observador resolve também devorar o citado alimento ou isca. Caso surjam sinais de doença no rato mais esfomeado ou inexperiente, o observador evita o alimento. Além disso, ele parece que "comunica" esse fato a toda a colônia, pois todos os outros ratos passam a evitar o tal alimento!

O rato-de-telhado e a ratazana evitam todo e qualquer objeto e alimento estranhos. Estes alimentos ou objetos são tocados somente após alguns dias de permanência no local. Já o camundongo, pelo contrário, é muito curioso em relação a tudo o que é novo.

Vencida a desconfiança, o alimento passa a ser devorado. Quando este alimento não pode ser comido rapidamente ou está em lugar muito exposto, é retirado aos poucos e levado para um lugar apropriado, onde o rato possa devorá-lo em segurança. As fêmeas levam pequenas porções de alimento para os filhotes que estão no ninho.

Água

As necessidades de água variam conforme a espécie e com o tipo de alimentação. Os camundongos, como regra geral, precisam de pouca água. As ratazanas e os ratos-de-telhado precisam de mais água, principalmente se estão sempre devorando material seco, como cereais, por exemplo.

Comportamento social

Num grupo de ratos, há os indivíduos dominantes - machos e fêmeas mais fortes, que estão na idade mais apropriada para a reprodução - e os dominados - ratos muito jovens e muito velhos.

Os machos dominantes expulsam os outros machos das tocas, ocupam os melhores locais do território da colônia e alimentam-se quando querem. Já os dominados ocupam as áreas marginais no território e só se alimentam quando não há dominantes presentes. Entretanto, quando há um alimento novo no território (como uma isca isolada ou em ratoeira, por exemplo), o rato dominante espera que o rato dominado já tenha ingerido algumas porções. Se nada acontecer a ele, o rato dominante aproxima-se, expulsa o dominado, e ingere o alimento ou a isca. Por estes motivos, os chamados raticidas violentos, como estricnina, arsênico e vários outros, dão bons resultados somente no início. Isso acontece porque os ratos sobreviventes (geralmente os dominantes) rapidamente associam a ingestão da isca com a morte, e passam a não ingerir mais este alimento. É interessante observarmos, também, que esse comportamento é imitado por todos os ratos da colônia.

Onde há abundância de alimento, como nas granjas de aves, podem ocorrer duas ou três espécies de roedores, e elas podem conviver em relação pacífica. Mas onde há competição pelo alimento isso não acontece, e nesse caso ocorre no local apenas uma das três espécies.

Dinâmica populacional

Quando há a falta de alimento, os ratos passam a limitar sua população. Isso ocorre de várias maneiras, como através do canibalismo, da baixa fecundidade, da baixa fertilidade das fêmeas e da supressão de cios, só para citar alguns exemplos. Se há espaço e comida o suficiente, as colônias crescem sem problemas.

Os ratos vivem em colônias e combatem de maneira muito feroz qualquer outro rato que tente invadir seu território. O canibalismo é um hábito que não é raro entre os roedores: podem ser devorados os ratos doentes e machucados e ainda os filhotes de uma ninhada que pertence a outro grupo.

Um camundongo vive, em média, um ano. O rato-de-telhado vive cerca de um ano e meio e a ratazana pode chegar a viver até dois anos.

Ninhadas

No caso do rato-de-telhado, ao chegarem aos três meses de idade, tanto os machos como as fêmeas, já estão maduros para a reprodução. Suas ninhadas têm de 3 a 9 filhotes e há, geralmente, 3 a 4 ninhadas por ano. O período de gestação é de 28 dias.

A ratazana tem, em média, 8 filhotes por ninhada. O período de gestação, para esta espécie, é de 28 dias.

Já o camundongo tem cerca de 4 a 10 filhotes por ninhada. Por ano, os camundongos geram de 4 a 5 ninhadas, e o período de gestação desta espécie é de 21 dias.

Locomoção

Quando caminha, a ratazana deixa marcada no chão (na terra ou pó) uma linha contínua entre as suas pegadas: essa linha contínua é formada pela cauda, que sempre é arrastada no chão. No caso do rato-de-telhado não há essa linha, pois ele levanta a cauda enquanto caminha e, assim, não deixa esse sinal.

A locomoção é normal, isto é, os ratos andam. Mas em situações de perigo ou brigas entre si, podem correr. Além do mais, se houver necessidade, dão saltos de alturas surpreendentes! Os locais a serem atingidos pelos ratos quando saltam podem estar tanto no mesmo nível em que os ratos estavam anteriormente quanto em locais mais altos ou mais baixos.

Danos

As três espécies de rato causam prejuízos que, apesar de não serem muito bem calculados, são realmente grandes.

O rato-de-telhado prefere alimentar-se de cereais, mas, na falta deles, pode passar a devorar muitas outras coisas.

A ratazana alimenta-se de cereais, ovos, pintinhos, pequenos patos, coelhos, animais mortos, entre outras coisas.

E o camundongo alimenta-se simplesmente de tudo o que encontra nas despensas e cozinhas.

A ratazana e o rato-de-telhado comem grandes proporções de um mesmo alimento. Os camundongos, ao contrário, ingerem pequenos bocados de cada porção de alimento encontrado.

Muitos pensam que os ratos, no campo, limitam-se a atacar os produtos de origem vegetal já colhidos e armazenados. No entanto, eles devoram também sementes recém-semeadas e plantadas. Na verdade, muitas vezes, os danos nas plantações são feitos por roedores nativos.

Nas construções usadas para armazenagem e nas residências, além dos alimentos, os ratos danificam os cabos de telefone e provocam incêndios, pois roem as instalações elétricas. Estragam sacarias, roupas, livros, objetos de madeira, entre muitos outros. Além disso, podem contaminar os alimentos e a água com agentes causadores de doenças. Suas pulgas atacam o homem e podem também disseminar diversas doenças.

Habilidades físicas

O senso de equilíbrio é muito desenvolvido nos ratos. O rato-de-telhado é um equilibrista muito habilidoso. Atualmente, alguns construtores fazem casas à prova de ratos, mas não podemos dizer que isso seja fácil. Vejamos algumas das habilidades desses roedores: * os ratos podem penetrar por qualquer abertura, desde que consigam passar a cabeça por ela; * podem roer diversos materiais duros, como madeira, tijolos, chumbo, folhas finas de alumínio e até áreas cimentadas do tipo 3:1 (3 partes de areia e 1 de cimento); * podem nadar de maneira muito habilidosa em locais abertos, em distâncias de até cerca de 800 m. Assim, podem até mesmo alcançar residências bem isoladas, ainda que cercadas de água; * podem mergulhar e nadar submersos, por exemplo, dentro de um cano de esgoto e prender a respiração por quase 3 minutos! Dessa maneira, podem chegar a invadir residências pelo vaso sanitário; * podem subir pelo interior de canos ou calhas verticais que medem de 4 a 10 cm de diâmetro, apoiando-se em suas pernas e costas; * podem subir pelo exterior de canos ou calhas verticais que tenham até 9,5 cm de diâmetro. Para subir, abraçam-se aos condutores; * podem cavar túneis na terra que atingem até 1,25 m de profundidade.

Ratos do mato

Tem muitos no Sitio Lua Cheia. Tem dos pequeneninos e os grandes.

Insetos

(logo colocarei as imagens de insetos e o levantamento na região).

Os insetos são invertebrados com exoesqueleto quitinoso, corpo dividido em três segmentos (cabeça, tórax e abdómen), três pares de patas articuladas, olhos compostos e duas antenas. Seu nome vem do latim insectum. Pertencem à classe Insecta e compõem o maior e mais largamente distribuído grupo de animais do filo Arthropoda e, consequentemente, dentre todos os animais. A ciência que se dedica a estudar os insetos é conhecida como Entomologia.

Os insetos formam a maior classe do Reino Animal. São mais de 800.000 espécies conhecidas. Surgiram a 500 milhões de anos. Vivem espalhados por todo o mundo. Desde as regiões polares até as zona equatorial.

Embora a aparência dos insetos seja muito variada, o corpo de todos eles é dividido em cabeça, tórax e abdome. Na cabeça há um par de antenas e 3 pares de maníbulas. Todos os insetos possuem 3 pares de patas. Nem todos os insetos têm asas. A maioria desses animais alcança a maturidade através da metamorfose.

Através das antenas os insetos podem perceber o gosto, o cheiro e as vibrações ao seu redor.

Olhos compostos, antenas e partes bucais estão localizadas na cabeça.

As asas (quando presentes) e as 6 pernas estão no tórax. O abdômen pode conter um ferrão, que é o aparelho ovipositor com função na defesa.

Muitos deles tem dois olhos. Cada olho é formado por vários outros, ou olhos simples.

A respiração se dá através de pequenos orifícios em sua pele. Muitas espécies deste tipo de vida apresentam antenas que lhes proporcionam um olfato extremamente apurado, o que lhes permite chegar de forma mais precisa às suas presas.

Os insetos são o grupo de animais mais diversificado existente na Terra. Embora não haja um consenso entre os entomologistas, estima-se que existam de 5 a 10 milhões de espécies diferentes, sendo que quase 1 milhão destas espécies já foram catalogadas. Os insectos podem ser encontrados em quase todos os ecossistemas do planeta, mas só um pequeno número de espécies se adaptaram à vida nos oceanos. Existem aproximadamente 5 mil espécies de Odonata (libelinhas), 20 mil de Orthoptera (gafanhotos e grilos), 170 mil de Lepidópteros (borboletas), 120 mil de Dípteros (moscas), 82 mil de Hemipteros (percevejos e afídeos), 350 mil de Coleópteros (besouros) e 110 mil de Hymenópteros (abelhas, vespas e formigas).

Os verdadeiros insectos distinguem-se dos outros artrópodes por serem ectognatas, ou seja, com as peças bucais externas e por terem onze segmentos abdominais.

Muitos artrópodes terrestres, como as centopeias, mil-pés, escorpiões, aranhas, como também microartrópodes colêmbolos são muitas vezes considerados erroneamente insectos. (confirmar esta informação?)

Com relação ao desenvolvimento, a maioria dos insetos passa por diversos estágios antes de chegar ao seu amadurecimento. As borboletas, por exemplo, passam por quatro fases: ovos, larvas, crisálidas e, por último, tornam-se adultas da forma como as conhecemos, com suas asas grandes e coloridas.

Há ainda, aqueles insetos que vivem em comunidade, as formigas e as abelhas fazem parte desta categoria. Estas espécies são extremamente organizadas e especializadas. No caso das abelhas, há a abelha rainha e as operárias.

Outros tipos conhecidos de insetos são os insetos-folhas, estes fazem parte da família das baratas e são encontrados nas regiões tropicais de nosso planeta. Este tipo de inseto costuma ficar imóvel durante o dia, saindo somente à noite para procurar alimentos. Entre eles, somente os machos é que têm a capacidade de voar.

Desta mesma família, fazem parte os insetos-gravetos, estes se parecem com pequenos galhos e como camuflagem, chamada também de mimetismo, possuem em seus corpos regiões esverdeadas que lembram musgos. Isto os torna capaz de se misturarem com a paisagem da região em que vivem, e, desta forma, eles conseguem enganar suas presas e predadores.

Muitos destes insetos tem se tornado uma praga para a população das grandes cidades. É o caso dos cupins e das formigas que avançam dentro das residências deixando um rastro de destruição. Com as construções de cimento e concreto cada vez mais presentes, estes insetos tiveram suas principais fontes de alimentação esgotadas e a única forma de sobreviverem foi a disputa de espaços com os seres humanos. O homem invadiu o habitat dos insetos e agora eles estão fazendo o mesmo conosco.

Mallophaga - piolhos, mastigadores, piolho de aves

Nome: Mallo (lã) + phaga (comer)
Situação: Mais de 2,6 mil espécies descritas.
Características: Parasitas que vivem na pele do hospedeiro; aparelho bucal mastigador; patas ambulatórias; corpo achatado e menor que 10mmm. Cabeça maior que o tórax.
Hábito Alimentar: os piolhos mastigadores são parasitas de aves e mamíferos, comendo resto de pena e pele, causando irritação no hospedeiro.
Desenvolvimento: Paurometábolo: ovo, ninfa e adulto.

Anoplura - piolhos sugadores

Nome: Anopl (inerme) + ura (calda)
Situação: Mais de 250 espécies.
Características: Possuem cabeça mais estreita que o tórax. Aparelho bucal picador sugador; aptero; todas as patas do tipo preensora ( adaptada para prender ao pelo do hospedeiro).
Hábito Alimentar: São insetos ectoparasitas de mamíferos, sugadores de sangue
Desenvolvimento: Paurometábolo: ovo, ninfa e adulto

Siphonaptera - pulgas e bichos-de-pé

Nome: Siphon (um tubo) + aptera (sem asas)
Situação: Mais de 1.000 espécies descritas
Características: Aparelho bucal picador sugador; patas saltatórias; aptero; corpo achatado lateralmente
Hábito Alimentar: são insetos sugadores de sangue de aves e mamíferos. As larvas se alimentam de detritos.
Desenvolvimento: Holometábolo: ovo, larva; pupa e adulto.

Psocoptera - corredencias, psócidos

Nome: Psoco (triturar) + ptero (asas) [ refere-se ao hábito de roer desses insetos]
Situação: Mais de 1.100 espécies descritas.
Características: Aparelho Bucal mastigador, antenas longas; asas mantidas em telhado quando em repouso. São insetos pequenos de corpo mole, raramente ultrapassam 1cm; muitos têm hábito gregário e vivem sobre as cascas das árvores e arbustos. Alguns são encontrados em casas e locais úmidos.
Hábito Alimentar: Normalmente se alimentam d fungos.
Desenvolvimento: Paurometábolo: ovo, ninfa e adulto.

Blattodea - baratas

Nome: Blatta ( barata; tecido de cor púrpura)
Situação: Mais de 3.5 mil espécies descritas.
Características: Aparelho bucal mastigador; asas anterior em tegmina; corpo ovalado e achatado dorso-ventralmente.
Hábito Alimentar: Alguns grupos possuem hábito silvestre e outros doméstico, comendo de tudo e tem cheiro desagradável e muito característico. Nenhuma delas é conhecidas como vetor específico de doenças, porém possui em seu corpo vários patógenos, devido ao fato de se alimentarem de restos e viverem em esgotos e locais sujos.
Desenvolvimento: Paurometábolo: ovo, ninfa e adulto.

Tenho encontrado umas três espécies de baratas: a comum que se encontra nas casas e quintais. Uma maior e outra menor que abunda em terra fértil na mata.

Coleoptera - Besouros

Nome: Coleo (estojo) + Ptera (asas)
Situação: 40% da classe, com mais de 300 mil espécies descritas.
Características: aparelho bucal mastigador; asas anterior do tipo ÉLITRO e ausência de cercos em forma de pinça.
Hábito Alimentar: a maioria é fitófaga e muitos são predadores e benéficos.
Desenvolvimento: Holometábolo: ovo, larva pupa e adulto.

Dermaptera - tesourinhas, lacrainhas

Nome: Derma (pele) + ptera ( asas)
Situação: Mais de 1,1 mil espécies descritas.
Características: Aparelho bucal mastigador; asas anteriores do tipo élitro, muito reduzido: cercos em forma de pinça, no abdome. As lacrainhas são insetos de hábito noturno, atraídos por luz.
Hábito Alimentar: A maioria das espécies nutre-se de polpa de frutos abertos e em decomposição, e pólen; existem ainda alguns predadores e canibais, e outros chegam a constituir pragas de algumas culturas.
Montagem: Insetos de corpo duro, montados em alfinetagens entomológicas ou em dupla montagem. Alfinetagem deve ser feita na asa, do lado, direito, interno do mesotórax.
Desenvolvimento: Paurometábolo: ovo, ninfa e adulto.

Diptera - moscas, mosquitos, pernilongos, borrachudos

Nome: Di (duas) + ptera ( asas)
Situação: 12% da classe, com mais de 90 mil espécies descritas.
Características: 1º par de asas normais e o 2º par atrofiado e modificado em haltere ou balancim.
Hábito Alimentar: Ordem de importância médica, sendo muitos de seus membros transmissores de doenças, por serem: hematófagos, pragas agrícolas, minadores de folhas e de outras partes da planta. Por outro lado, muitos dípteros são predadores ou parasitas (inimigos naturais) de diversos insetos nocivos, outros auxiliam na polinização (apenas sugam o néctar) e outros são inimigos de plantas daninhas (minadores).
Desenvolvimento: Holometábolo: ovo, larva, pupa e adulto.

Mosquito

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Existem muitas espécies de mosquitos, para se ter uma noção apenas o famoso borrachudo apresenta mais de 50 espécies e larga distribuição geográfica. Estes insetos têm hábitos diurnos e picam geralmente fora das habitações. Algumas espécies passaram a desenvolver estrita relação com o ser humano e, normalmente são vetores de microorganismos que causam doenças à crianças, adultos e animais de estimação (mamíferos) como cães e gatos, as mais conhecidas são dengue, malária, febre amarela, leishmaniose, úlcera brava e encefalite. São capazes de voar longas distâncias, mas permanecem geralmente perto dos criadouros em locais como cachoeiras, lagos, rios, pois dependem da água para a sua proliferação. A pureza do ar, abundância do verde e preservação da natureza são condições que favorecem ao ciclo de vida e multiplicação destes insetos.

Mosca

Existe esse tipo de mosca comum, ainda não encontrei o nome científico que abunda em restos de comidas e lugares sujos.

Mosquitinha.

Existe esse tipo de mosca bem pequeninina que abunda em restos de alimentos em descomposição, em Cuba chamava de guazaza.

Mosca verde

Motuca

Ephemeroptera - efeméridas

Nome: Ephemero (de curta duração) + ptera ( asas)
Situação: Mais de 23 mil espécies descritas.
Características: Aparelho bucal atrofiado (adulto); corpo mole e com 2 ou 3 longas caudas filiformes; asas membranosas com muitas nervuras, sendo as anteriores grandes e triangular e, as posteriores, pequenas e arredondadas, lembram pequenas mariposas. São insetos de cor clara esverdeada, atraídas por luz e muito abundante próximos a lagos e lagoas, principalmente nos meses de abril e maio, pico da população adulta. As formas imaturas são aquáticas, sendo que seu ciclo se completa em aproximadamente 12 meses. Os adultos vivem de 1 a 3 dias.
Hábito Alimentar: Adultos não se alimentam e as náiades se alimentam de algas e diversas outras plantas aquáticas.
Desenvolvimento: Paurometábolo: ovo, naíade e adulto.

Isoptera - cupins e aleluias

Nome: Iso (igual) + ptera ( asas)
Situação: Mais de 1,7 mil espécies descritas.
Características: Aparelho bucal mastigador; corpo mole; inseto social. Alguns fazem seus ninhos subterrâneos, outros aqueles murundus *enormes nos campos e outras dentro da própria madeira.
Hábito Alimentar: Fitófago - são pragas de raízes, de madeira verde e de madeira seca industrializada.
Desenvolvimento: Paurometábolo: ovo, ninfa e adulto.

Cupins

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Os cupins possuem a importante função de reciclagem da madeira morta, quando estão em seu ambiente natural - as florestas. O grande problema é quando eles se instalam em edificações nas áreas urbanas. Neste caso, os danos e prejuízos causados pelos cupins são imensos.

Existem basicamente dois tipos de cupins, os cupins subterrâneos e os cupins de madeira seca. Os cupins subterrâneos são os que causam maiores prejuízos. Usando certas estratégias de ataque e construindo canais, podem atravessar paredes de tijolos, blocos ou concreto, e atingir grandes distâncias e alturas. São vorazes, e estão sempre em busca de comida. Tal busca se dá ao acaso, investindo em várias direções, de forma contínua. Mesmo após ter encontrado uma fonte abundante de alimento, continuará a procurar outras mais.

Isto quer dizer que cedo ou tarde, alguns deles invadirão sua residência e atrairão os outros indivíduos das colônias para iniciar o ataque. Os cupins consomem as peças de madeira de dentro para fora, pois são sensíveis à luz e ao ambiente. Por isso, é muito comum que os ataques só sejam percebidos tarde demais, quando os danos já são grandes. As características e os hábitos dos cupins fazem com que a sua residência seja um perfeito alvo.

Cupim de madeira seca

Os cupins de madeira seca são cupins que vivem em madeira com relativamente baixo teor de umidade. A própria madeira e o ambiente em que vivem provêem a umidade que necessitam para sobreviver.

Quando infestam peças que são móveis, o ataque é discreto, podendo formar colônias completas no interior da peça, mesmo as de menor tamanho. Esta capacidade de habitar peças facilmente transportáveis, sem apresentar sinais externos de ataque, favorece sua dispersão quando as peças são transportadas.

Cupim subterrâneo

O sinal típico de ataque dos cupins subterrâneos são os caminhos (túneis) que eles fazem sobre a alvenaria ou outro material. Feitos de terra, fezes e saliva, estes cupins constroem verdadeiros túneis que os protegem de predadores, perda de água, e outros contratempos.

Hemiptera - percevejos, barbeiros, chupanças

Percevejo

O percevejo mede por volta de 1 centímetro. Seu primeiro par de asas tem a base endurecida. O segundo par é membranoso e existem alguns grupos que não possuem asas. Possue aparelho bucal picador e sugador. Alguns são predadores de pequenos organismos, enquanto outros se alimentam de plantas. Existem grupos terrestres e outros de vida aquática. De forma geral, são mais abundantes em zonas quentes. O Pyrrhocoris apterus é um percevejo muito abundante e característico por suas cores preta e vermelha. Vive nos gramados, bosques e matagais e alimenta-se da seiva das plantas.

Homoptera Cigarras Cigarrinhas Pulgões e Cochonilhas

Hymenoptera - abelhas, vespas, marimbondos, formigas

Nome: Hymeno ( membrana) + ptera (asas)
Situação: 15% da classe, com mais de 110 mil espécies descritas.
Características: Abdome pendunculado (na maioria), quatro asas menbranosas, sendo as anteriores muito maiores que as posteriores; antenas menores do que o corpo; geralmente apresentam aparelho bucal mastigador, sendo que as abelhas são exceção, possuindo aparelho bucal lambedor.
Hábito Alimentar: Esta ordem possui grande importância, pois muitos membros são parasitas ou predadores de outros insetos, sendo os principais responsáveis pelo controle biológico, e as abelhas, são os principais responsáveis pela polinização de muitas plantas. Por outro lado existem várias formigas e abelhas (A. cachorro, Arapuá) que são pragas agrícolas.
Desenvolvimento: Holometábolo: ovo, larva, pupa, adulto.

Vespa

Designação comum aos insetos himenópteros providos de ferrão na extremidade do abdome e com patas posteriores não achatadas. São reunidos em famílias que contém espécimes com aspecto geral de marimbondos, como, por exemplo os braconídeos, calcidídeos, pompilídeos, esfecídeos, vespídeos.

Na região tenho visto tres tipos de vespas: uma preta grande, outra pequena. E uma terceira média marrom.

Formigas

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As formigas são a maior população de insetos da Terra. Elas existem há mais de 100 milhões de anos. Existem mais de 12 mil espécies de formigas. As abelhas e vespas são ``primas'' das formigas. Alguns cientistas dizem que as formigas são descendentes das vespas. As espécies mais conhecidas são a saúva-cortadeira-de-folhas, a lava-pés e a formiga-correição ou saca-saia. A ferroada da lava-pés provoca muita dor. A saca-saia é caçadora e só come carne. As formigas saca-saias formam filas imensas e, se os bichos - grilos, baratas, lesmas, aranhas - não saírem da frente, são devorados. Outras espécies comem sementes e cereais (trigo, milho). As formigas são importantes na natureza porque comem outros insetos, como moscas, besouros ou outras formigas. Algumas espécies de formigas fazem seus ninhos embaixo da terra. Essas espécies trabalham como as minhocas, construindo pequenos túneis. Isso é bom para as plantas e a terra. Os túneis deixam o ar penetrar no solo e, assim, as raízes das plantas conseguem tirar mais oxigênio e crescem melhor. Outras espécies comem sementes de plantas e, assim, ajudam a espalhar as sementes. Existem algumas espécies que fazem mal às plantações: são pragas. Elas cortam folhas de plantas para guardar no formigueiro.

Comem também os fungos -um tipo de bolor ou mofo- que nascem nas folhas.

Entre os insetos sociais, as formigas foram as que mais se adaptaram às cidades. Entretanto podem causar problemas nos gabinetes de eletricidade e centrais telefônicas, além de transmitir doenças por contaminação de alimentos e utensílios domésticos. As formigas existem em todos os lugares, nas ruas, nos jardins, em casa e até em hospitais. Conseguem andar em lixos contaminados, passear por garfos e facas e depois caminhar pelos corredores. Desse modo, suas perninhas espalham bactérias pelo hospital e podem prejudicar os doentes.

Algumas rainhas põem 30 mil ovos em poucas semanas. Um formigueiro dura de três a 20 anos.As primeiras formigas que nascem já saem procurando alimento para a mãe-rainha e as irmãs mais novas.

Pode ser encontrada tanto dentro quanto fora das construções. Ocupa tanto os locais secos quanto os úmidos. As colônias são encontradas sob calçadas, dentro de caixas de registro de água localizadas no chão, em jardins e sob pedras. Qualquer fresta pode servir de abrigo para o ninho, entretanto a maioria destes locais é escondida e de difícil localização. Mesmo quando o ninho localiza-se fora de casa, as formigas podem entrar por janelas, frestas e portas a procura de alimento.

Abelha

Abelha carpinteira (xylocopa frontalis)

Com 40 a 55 mm é uma das abelhas maiores. Vive em ninhos pouco povoados. Machos, amarelos. Fêmeas, pretas. Constrói seus ninhos em troncos, postes, madeira morta.

Sem ferrão (da pretinha e da marrom)

cupira, cupira-do-sudeste. (Partamona helleri)
Ninho aéreo, apoiado sobre superfícies resistentes. Abundam. As vezes ficam nos carrinhos de calda de cana. 8mm

irapuá, arapuá, abelha-cachorro (Trigona spinipes)
Pretinha. Ninho aéreo. 8mm.

jataí (Tetragonisca angustula)

Tem ninhos no Parque Previdencia e quintais de casas.

Bem adaptada a vida urbana. Ninho em cavidades em geral com entrada pequena, e um tubinho de cera que sobressai, em torno do que ficam voando sentinelas. cor meio dourada.

Alcança 5mm

Abelha verde, sem ferrão, ninho em quintais de casas do bairro Previdência.

Africana

Abunda

Europa

Lepidoptera - Borboletas e Mariposas

Nome: Lepidon (escamas) + ptera (asas)
Situação: 20% da classe, com mais de 150 mil espécies descritas
Características: Aparelho bucal sugador maxilar (inseto adulto), enrolado em forma de espiral, quando em repouso (espirotromba); asas cobertas por escamas.
Hábito Alimentar: As lagartas têm aparelho bucal mastigador, são fitófagos e muitas são pragas. O adulto apenas suga néctar floral. Montagem: Insetos de corpo duro, montados em alfinetes entomológicos, e quando muito pequeno, em dupla montagem. Ponto de alfinetagem no lado direito, interno, do mesotórax. As asas devem ser montadas de tal forma que a margem posterior da asa anterior faça um ângulo reto com o corpo e a asas posterior fique ligeiramente sobre a asa anterior.
Desenvolvimento: Holometábolo: ovo, larva (lagarta), pupa(crisálida) e adulto.

olho-de-pavão-diurno ou Rainha (Junonia evarete)
Pousa com as assas abertas, mostrando seus olhos de pavão. Predomina o marrom ouro, na parte inferior das assas por cima, azul.

Estaladeira, borboleta-de-estalo (Hamadryas amphiname)
Pousa no tronco das arvores. O macho estala as assas para demarcar o seu território.

Borboleta-gema
Se alimenta da folha das cássias. Pousa com as assas fechadas imitando folha.

Borboleta de assas azuis

Borboletinha caseira das traças.

Mariposa grande noturna cor cinza-marrom

Borboletinha branca que coloca ovinhos amarelos na rucula.

Mallophaga - piolhos, mastigadores, piolho de aves

Traças

Fonte do texto

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As traças das roupas são pequenas mariposas pertencentes à família Tineidae, da Ordem Lepidoptera, sendo o gênero Tinea o de maior importância econômica em áreas urbanas. Diferentemente das traças dos livros, as traças das roupas possuem um desenvolvimento biológico chamado metamorfose completa, ou seja, dos ovos nascem as lagartas (fase jovem) completamente distintas da fase adulta (mariposa).

Em algumas espécies, as lagartas tecem um pequeno estojo achatado e elíptico para sua proteção. Dentro deste invólucro protetor, a lagarta se desenvolve alimentando-se avidamente de uma infinidade de materiais como tapetes, roupas de lã, tecidos, estofamentos, entre muitos outros.

São facilmente identificáveis ao serem vistas deslocando-se pelas paredes ou armários residenciais. A lagarta, após algum tempo, transforma-se em pupa e logo depois em mariposa, fase adulta alada e com capacidade reprodutiva.

Thysanoptera - trípes ou lacerdinha

Nome: Thysano ( franja) + ptera ( asas)
Situação: Mais de 3,1 mil espécies descritas.
Características: Aparelho bucal raspador sugador; asas membranosas franjadas; insetos pequenos 0,5 a 5 mm de comprimento, de cor castanha até preto.
Hábito Alimentar: Raspam e sugam seiva das flores, folhas e frutos.
Desenvolvimento: Paurometábolo: ovo, ninfa e adulto.

Mantodea - louva-a-deus

Nome: Mantis ( profeta) [ patas anteriores, juntas e opostas como se estivesse orando - na verdade, pronto para o bote]
Situação: Mais de 2 mil espécies descritas.
Características: Aparelho bucal mastigador; patas anteriores raptatórias; protórax muito longo.
Hábito Alimentar: São insetos predadores e comem qualquer inseto que conseguirem capturar.
Desenvolvimento: Paurometábolo: ovo, ninfa e adulto.

Medindo cerca de 5 centímetros, o louva-deus é um inseto carnívoro, ou seja, ele se alimenta de outros insetos. Tem a cabeça triangular, que se movimenta facilmente. Sua cor vai do verde ao castanho. Suas antenas são curtas e delgadas. Ele tem olhos muito desenvolvidos e por isso enxerga muito bem, o que ajuda quando precisa caçar para se alimentar. Suas patas dianteiras são usadas para caçar, as traseiras, muito fortes, são usadas para andar, pular e ajudar quando vão voar. O louva-deus fica parado nas plantas esperando. Quando um outro inseto chega perto, ele rapidamente pega esse mosquito ou borboleta com suas patas. O louva-deus tem esse nome justamente porque enquanto espera outro inseto fica com as patas paradas como se estivesse “rezando”. Ele vive em matas e áreas de muita vegetação, sendo que consegue se confundir com as plantas por causa de sua cor e por ficar imóvel por longos períodos de tempo. É importante para que não seja comido por outros animais, como pássaros e morcegos. Apesar de ser muito diferente, o louva-deu é parente da barata e do grilo. Mas o louva-deus é bem-vindo, principalmente nas plantações porque ajuda a combater os insetos que destroem as plantas.

Tenho visto no meu jardim do grande e do pequeno, não sei se é o mesmo.

Odonata - libélulas, lavadeiras

Nome: Odonata (palavra de origem grega que significa dentes [dentes das mandíbulas])
Situação: Mais de 4.8 mil espécies descritas.
Características: Asas membranosas com centenas de nervuras e células; antenas diminutas e setáceas; Abdome longo, fino e cilíndrico.
Hábito Alimentar: Náiades e adultos são predadores
Desenvolvimento: Hemimetábolo: ovo, náiade e adulto (imaturos aquáticos)

Neuroptera - Formiga-leão, bicho lixeiro

Nome: Neuro( nervura) + ptera(asas)
Situação: Mais de 4.6 mil espécies descritas.
Características: Aparelho bucal mastigador; 4 asas membranosas, que em repouso ficam em telha sobre o corpo. Abdome cilíndrico; antenas geralmente compridas.
Hábito Alimentar: A maioria dos seus membros são predadores, e por isso, benéficos.
Desenvolvimento: Holometábolo: ovo, pupa e adulto. [alguns possuem forma imatura aquática, que ser vem de alimentos para peixes].

Orthoptera - grilos, gafanhotos, esperanças, paquinhas e manés-magros

Nome: Ortho (reto) + ptera ( asas) Situação: Mais de 17 mil espécies descritas. Características: Aparelho bucal mastigador, asas anteriores em tegmina e patas posteriores saltatórias. Hábito Alimentar: Insetos fitófagos (mastigadores), muitos são pragas em nossa agricultura. Desenvolvimento: Paurometábolo: ovo, ninfa e adulto.

Grilo

Inseto ortóptero, grilóideo, de coloração geralmente parda ou escura, com antena muito mais longa que o corpo, tarso de três artículos, fêmures posteriores muito grossos, apropriados para o salto, e cujo órgão estridulante (que canta com som agudo e penetrante) se acha localizado nas asas anteriores do macho.

Tenho visto dois tipos de grilos no meu jardim, devoradores de folhas.

Phasmatodea - bicho-pau

Nome: Phasma (espectro)
Situação: Mais de 2,5 mil espécies descritas.
Características: Aparelho bucal mastigador; patas ambulatórias, grande aspecto de graveto, cabeça pequena, antenas bem desenvolvidas, cercos unisegmentados.
Hábito Alimentar: Fitógafo, alimentando-se de folhas - não é praga agrícola.
Desenvolvimento: Paurometábolo: ovo, ninfa e adulto.

Siphonaptera - pulgas e bichos-de-pé

Pulga

A pulga é um parasita externo que se alimenta de sangue de mamíferos e aves. Quando as pulgas saltam, podem saltar 75 vezes sua própria altura. Usam o salto para pular de um hospedeiro para o outro. Essa troca de hospedeiro é bastante perigosa, pois pode levar consigo germes de doenças graves como o tifo que é transmitido através das fezes e fica incubada por 14 dias. A incubação é precisa para que as bactérias se reproduzam no interior das células. Em duas semanas o hospedeiro começa a ter febre alta seguida de manchas em todo o corpo.

Em 20% dos casos o hospedeiro chega ao óbito. Outra doença grave transmitida pela pulga é a peste bubônica ou peste negra que é liberada no sangue do hospedeiro da pulga. Outra forma de contrair a doença é por partículas de espirro de uma pessoa doente. Em 90% dos infectados surge febre alta, mal estar e gânglios hemorrágicos na pele. Mesmo com tratamento, o número de mortos chega a 15%.

Desta forma é importantíssimo que se cuide dos animais de estimação e seu ambiente para que não ocorra infecção por pulgas nos mesmos.

Um dos grandes problemas quando percebemos a presença de pulgas é o fato de que quando este inseto chega a nos incomodar, na realidade só estamos vendo 5% do problema, somente as pulgas adultas são visíveis. Entretanto, cada pulga adulta põe de 20 a 50 ovos por dia. Este fator representa 50% do problema com a praga, desses ovos eclodem larvas, e conseqüentemente a pupa, que se assemelha a casulos, que logo em breve se tornarão pulgas, reiniciando o ciclo.

Arlequim

Inseto coleóptero, cerambicídeo (Acrocinus longimanus), de colorido preto, entrecortado por um mosaico irregular de faixas cinzento-prateadas, em parte recobertas, de vermelho-tijolo, quase encarnado. Tem antenas e pernas anteriores extremamente desenvolvidas, e dois espinhos longos no tórax. O comprimento do corpo vai até 9 centímetros e a envergadura das pernas anteriores até 30 centímetros.

Joaninha

Hippodamia convergens

Designação comum aos insetos coleópteros coccinelídeos, de corpo oval ou hemisférico, tem cabeça escondida no segmento anterior do tórax, e asas anteriores cobrindo o abdome.

As joaninhas chegam a umas 5 000 espécies em todo o mundo, variando no tamanho e no número de manchas localizadas no primeiro par de asas, algumas tem cores vistosas e brilhantes, geralmente vermelho, preto e amarelo, com desenhos variados. No verão a joaninha voa o dia inteiro, pousando sob as plantas e flores, alimentando-se de pulgões, cochonilhas e outros insetos. No inverno, formam grupos grandes e hibernam debaixo de uma casca de árvore, elas põem de três a cinqüenta ovos, que são depositados na parte de trás das folhas, suas larvas também se alimentam de insetos. Sua única defesa quando atacada é expelir um líquido de cheiro desagradável. São úteis à lavoura pois, comem o que o agricultor mais teme: a praga (conhecidos como pulgões), em alguns lugares chega a ser criada com esta finalidade.

Homoptera - cigarras, cigarrinhas, pulgões e cochonilhas

Nome: Homo (igual) + ptera (asa de textura uniforme)
Situação: Mais de 32 mil espécies descritas.
Características: Aparelho bucal sugador que sai da parte posterior da cabeça (retrovertido). Asas, quando presentes, tem forma de telha e de igual textura (membranosa, ligeiramente espessadas).
Hábito Alimentar: Inseto sugador, fitófagos (alimentam de seiva das plantas), sendo muitos membros pragas agrícolas.
Desenvolvimento: Paurometábolo: ovo, ninfa e adulto.

Cigarra

Vive em maioria nos trópicos ou na bacia do Mediterrâneo. Existem cerca de 1.500 espécies de cigarras. São insetos da família dos cicadídeos, que têm três ocelos no disco do vértice, fêmures do par anterior mais dilatados que os demais. A cigarra passa sua vida adulta nos galhos e troncos das árvores, muda de lugar apenas para se abrigar do sol. Alimenta-se de grandes quantidades de seiva, mas, retém apenas o açúcar. Seus ovos são postos nos galhos, e quando se abrem, as larvas caem no chão e vão se alimentando da seiva de raízes. A cigarra produz um ruído que pode ser ouvido a 50 metros de distância. O macho possui uma caixa de ressonância, com minúsculos “címbalos” que são agitados por um músculo reforçado, e assim as poderosas vibrações são produzidas.

Renata Zanin: Era uma cigarra multicolorida (cores vibrantes e cintilantes) Ela estava num tronco de uma árvore que fica no final da trilha que sai da secretaria e nos leva até o Cruzeiro. outubro 2007

Centopéia

Pertence a classe dos artrópodes, mas não à dos insetos, pois não tem asas nem abdome. Seu corpo é constituído de apenas um tronco, que pode variar de 15 a 181 segmentos, cabeça dura e chata, e patas muito frágeis que, se danificadas crescem novamente. Gostam de ambiente úmido. A centopéia mais comum de todas possui uma cavidade bucal muito forte e é carnívora. Alimenta-se de insetos, vermes, aranhas e pequenos moluscos, suas pernas do primeiro segmento são substituídas por pinças venenosas (quelíceras), tem cor castanho-amarelado com faixas escuras. A fêmea cava um túnel no chão quando ela vai pôr seus ovos, suas larvas são muito parecidas com os adultos. Na América do Sul, há uma espécie próxima que pode chegar a medir até 25 centímetros de comprimento.

Hemiptera - percevejos, barbeiros, chupanças

Nome: Hemi (metade) + ptera (asas) [asa anterior com diferença na textura da região basal e apical]
Situação: Mais de 23 mil espécies descritas.
Características: Aparelho bucal picador sugador, surgindo na parte anterior da cabeça; As anteriores do tipo HEMIÉLITRO ((parte apical membranosa e parte basal é espessada e coriácea - élitro) Hábito Alimentar: A maioria é fitófoga e muitos são pragas agrícolas. Alguns são predadores de outros insetos e são benéficos. Outros são hematófagos e transmissores de doenças para o homem. Desenvolvimento: Paurometábolo: ovo, ninfa e adulto.

Larvas

sites com algumas formas larvais conhecidas http://culturesheet.org/articles:beneficial_insects_and_mites]]

Chama-se larva a qualquer forma de um animal em desenvolvimento (ou seja, que ainda não atingiu a maturação sexual) que é diferente do estado adulto. Assim existem muitos tipos de larvas.

Por estar em pele humana, a larva não consegue se aprofundar para atingir o intestino (o que ocorreria no cão e no gato), e caminha sob a pele formando um túnel tortuoso e avermelhado. Mais comum em crianças, as lesões são geralmente acompanhadas de muita coceira. Os locais mais comumente atingidos são os pés e as nádegas. Pode ocorrer como lesão única ou múltiplas lesões. Devido ao ato de coçar é freqüente a infecção secundária das lesões. As pessoas erroneamente tentam furar as bolhas acreditando matar a larva, porém, o método, além de ineficiente, agrava as irritações na pele.

(Diabrotica speciosa) é uma larva do besouro, conhecido vulgarmente por vaquinha, que perfura os tubérculos da batata e deixa marcas puntiformes, semelhantes à perfuração realizada por alfinetes.

O termo larva-arame é a designação comum às larvas de diversas espécies de besouros da família dos elaterídeos, especialmente do gênero Conoderus, que possuem coloração marrom e metâmeros pouco flexíveis e quitinizados. Também são conhecidos pelo nome de verme-arame.

Se você já andou por uma floresta ou por um campo aberto na primavera, verão ou outono pode ter encontrado marcas vermelhas na pele, que coçam. Pode ser resultado de larvas de ácaros.

As larvas de ácaros pertencem à sub-ordem prostigmata. Como os carrapatos e as aranhas, as larvas de ácaros passam por três estágios biológicos no seu ciclo de vida. Começam como ovos, depois se transformam em larvas, desenvolvem-se em ninfas e, finalmente, tornam-se adultos. Os ácaros no estado de ninfa e adultos geralmente se alimentam de plantas e não incomodam pessoas ou outros mamíferos, mas no estágio de larva, muitas espécies da sub-ordem prostigmata são parasitas. Depois que um ácaro sai do ovo, ele acha uma boa posição em uma grama alta ou outra vegetação e pula em um animal que está passando. Depois, gruda na pele do animal para conseguir a proteína necessária para seguir para seu estágio de ninfa.

Os ácaros não ficam dentro da pele, como muitas pessoas acreditam, nem se alimentam de sangue animal. Na verdade, alimentam-se de fluidos das células da pele. Para conseguir os fluidos, eles se alocam em um poro da pele ou folículo de cabelo e injetam uma enzima digestiva que rompe a célula. A enzima também endurece o tecido da pele em volta e forma uma espécie de canudo para sugar os fluidos da célula da pele. O processo irrita a pele e forma uma protuberância vermelha que coça e causa desconforto por vários dias. Estas larvas têm apenas 0,5 mm de diâmetro, tão pequenas que não poder ser vistas a olho nu. Essa invisibilidade é a razão pela qual as pessoas acreditam que as larvas ficam debaixo da pele.

As larvas de ácaros são encontradas em diversos ambientes, mas são especialmente comuns em áreas úmidas e com muita vegetação. Elas são atraídas por locais escondidos e úmidos nos hospedeiros também, por isso grudam na pele debaixo de roupas apertadas, como meias e cuecas, ou em áreas como a virilha e axilas. Uma maneira de evitar as picadas de larvas é vestir roupas folgadas quando se estiver em florestas ou outras áreas infestadas. Também deve-se tomar um banho assim que chegar em casa depois de uma caminhada, para tirar todas as larvas grudadas na pele.

Na América do Norte, as larvas não causam nenhuma doença aos seres humanos, mas as picadas podem infeccionar. Deve-se limpar a área afetada e evitar coçá-la. Em outras partes do mundo, as larvas podem ser um perigo maior. Em algumas áreas da Ásia, por exemplo, algumas espécies de larvas podem causar tifo do mato. Se você passa muito tempo ao ar livre, consulte um guia para saber que tipo de larvas existem na área em que você mora.

Um remédio comum para reduzir a coceira das picadas é esmalte de unha. Ele não mata a larva nem trata a picada. Simplesmente isola a área do ar e reduz a coceira. Se você quiser aliviar a coceira, é melhor aplicar uma pomada ou creme que contenha anti-histamínicos. Este tratamento vai isolar a picada do ar, além de prevenir a infecção. Se a irritação na pele persistir por mais de duas semanas, pode estar acontecendo uma infecção e deve-se procurar um médico.

A larva pode ter um aspecto semelhante ao adulto (por exemplo, nas baratas), ou ter formas completamente diferentes, como é o caso dos estados larvares das borboletas.

No caso de animais como as baratas, a larva é mais corretamente chamada de ninfa; uma ninfa pode ou não ser diferente do adulto (um exemplo de ninfas diferentes encontra-se nos Odonata (libélulas)). A principal diferença entre uma ninfa e uma larva, portanto, é que apenas esta última possui pupa. Mas em qualquer caso, para além da larva não possuir capacidade reprodutiva e não ter ainda totalmente formados todos os órgãos que caracterizam a espécie, pode ter órgãos que o adulto não tem.

O processo de transição dum estado larvar para outro ou para o estado adulto chama-se metamorfose.

Os mamíferos, aves e répteis, colectivamente classificados como Amniota por terem à volta do embrião uma membrana chamada âmnion, não apresentam estados larvares, mas apenas um estado juvenil. Quando o ovo eclode, ou seja, quando o indivíduo nasce, tem já todos os órgãos que os adultos possuem, embora possam não estar totalmente formados.

A única estrutura que o juvenil dos Amniota pode possuir e que perde a seguir à eclosão é um "dente" córneo na extremidade da cabeça que o auxilia a quebrar a "casca" do ovo, no caso da sua membrana exterior estar calcificada, como é o caso das aves e alguns répteis.

Aranhas e Escorpiões e Lacraias

[[http://www.butantan.gov.br/materialdidatico/numero4/numero4.htm[Aranhas e Escorpiões e Lacraias -Instituto Butantã]]

Aranha

http://www.aranhas.info/index.php?option=com_fichas&Itemid=43&sp=2 Fotos de aranhas

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Golden-silkem Spider -Dedal com pontos amarelos (3 a 4 cm). A fêmeas é umas seis vezes maiores que o macho.

A aranha marrom, a armadeira e caranguejeira têm hábitos noturnos. Já as aranhas de gramas são ativas durante o dia e a noite. Algumas são venenosas e provocam acidentes quando comprimidas; deste modo, é comum o acidente ocorrer enquanto o indivíduo está dormindo ou se vestindo, sendo o tronco, abdome, coxa e braço os locais de picada mais comuns. Verificar as roupas e sapatos antes de usá-los, realizar limpeza sistemática da residência, principalmente atrás de móveis, quadros e objetos onde as aranhas possam se esconder.

A aranha caseira é um aracnídeo que não causa expressivo prejuízo aos seres humanos, desde que haja um detalhado controle. Caso não se dê a devida atenção, pode resultar em infestações que virão causar ao longo tempo um acúmulo de detrito de suas presas, dando ao imóvel uma aparência desagradável. Faz-se, portanto, necessário o uso de produtos desinfestantes no controle direto e imediato ao surgimento de tais pragas.


++++ Phoneutri.sp - Armadeira

Esta aranha armadeira, a pegamos no banheiro do salão, provalvelmente entrou pela janela que dá ao jardim. Apareceu por primeira vez no 26 de abril de 2012.

A armadeira, também conhecida como aranha macaco ou aranha de bananeira, é a designação comum às aranhas do gênero Phoneutria (do grego phoneútria: da família dos ctenídeos. O nome comum armadeira vem da sua atitude invariável de ataque, com as patas dianteiras erguidas.

Características

Originárias da região sul-americana, com um corpo de 3,5 cm a 5 cm e as pernas até 17 cm de envergadura (fêmea). São altamente agressivas e peçonha neurotóxico muito potente qual apenas 0,006 mg é suficiente para matar um rato.

Freqüentemente entram em habitações humanas a procura de alimento, parceiros sexuais ou mesmo abrigo se escondendo em roupas e sapatos. Quando incomodadas, picam furiosamente diversas vezes e centenas de acidentes envolvendo essas espécie são registrados anualmente são responsáveis por aproximadamente 42% dos casos de picadas por aracnídeos notificados no Brasil.

São uma das aranhas mais venenosas do mundo. No Brasil é a segunda aranha mais perigosa, perdendo apenas para a Aranha-marrom.

Veneno

A peçonha da phoneutria é composta por polipeptídes básicos além de histamina e serotonina. Sua ação é neurotóxica e cardiotóxica. A ação neurotóxica ocorre no SNC mais precisamente nos canais de sódio provocando despolarizações nas terminações nervosas (sinapses) sensitivas e motoras, fibras musculares, e no sistema nervoso autônomo induzindo à liberação de neurotransmissores principalmente a acetilcolina e catecolaminas. A ação cardiotóxica interfere na atividade contrátil em músculo liso, ativação do sistema de calicreína tissular, ativação de fibras sensoriais e esvaziamento gástrico.

Sintomatologia

As armadeiras são conhecidas por ter uma reputação agressiva, ela é valente pois possui veneno poderoso. Os pontos de inoculação sobre a pele são vistos acompanhados de inchaço, vermelhidão e sudorese local. A dor é queixa comum, pode ser local ou irradiada, tem intensidade variada e é acompanhada de parestesias. Dependendo do estado da pessoa, além da dor, os sintomas mais comuns são taquicardia com alterações no eletrocardiograma, hipertensão arterial, sudorese com visão turva e vômitos ocasionais. O hemograma pode apresentar leucocitose com neutrofilia e hiperglicemia.

O quadro em crianças com menos de sete anos e idosos muito debilitados pode evoluir para edema pulmonar e choque representando um risco não desprezível de morte.

Cuidados: * Olhar sempre dentro dos sapatos antes de vestilos * As pessoas picadas por aranhas devem ser encaminhadas ao posto de saúde ou hospital. * Apesar da alta toxicidade da peçonha da armadeira, a absoluta maioria dos casos registrados são considerados leves e de prognóstico benéfico. * Se encontrar aranha desta espécie, não a mate, apenas saia de seu caminho ou a capture e a solte no mato, elas tem o mesmo direito de viver e ser livre como você.

Pholcus phalangioides

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Family: Pholcidae
Aspecto geral: Aranhas de tamanho pequeno a médio, de aspecto frágil e patas compridas.
Carapaça: Larga, quase circular, por vezes com depressões.
Olhos: 8 ou 6 olhos dispostos em 2,3,3 ou 3,3 respectivamente.
Quelíceras: Labidognatas, pequenas.
Patas: Compridas ou muito compridas podento apresentar tarsos pseudo-articulados.
Abdómen: De forma variável.
Fieiras: Pequenas. Juntas.
Órgãos copulatórios: Complexos.

Além de capturar presas em sua teia, a aranha Pholcus phalangioides, um predador versátil, invade teias de heterospecíficos, onde se alimenta de insetos, de ovos ou de aranhas residentes. Esta aranha apresenta ainda outra tática predatória: observamos a captura de presas cursoriais fora de sua teia em lençol. Esta tática é possível devido à presença de fios âncora que partem do lençol e que apresentam sapatas adesivas na região de contato com o substrato. Tal estrutura, relatada previamente apenas para as distantes e não aparentadas aranhas da família Theridiidae, é registrada pela primeira vez em aranhas da família Pholcidae: Pholcus phalangioides, Smeringopus pallidus e Physocyclus globosus, mas não em Mesabolivar cyaneotaeniatus ou em outra espécie não identificada de Mesabolivar. Baseado na distribuição destas estruturas entre as espécies da família e em correlações entre o comportamento e a morfologia das fiandeiras, sugerimos que estas estruturas são evolutivamente basais na família Pholcidae. Alguns comportamentos predatórios típicos de theridiídeos, como pesca e busca, também ocorrem nos pholcídeos que constróem sapatas adesivas; o ataque por enrolamento com seda viscosa ocorre em todas as espécies de pholcídeos observadas até o momento. Descrevemos a seqüência predatória de P. phalangioides, e discutimos possíveis homologias entre pholcídeos e theridiídeos assim como as implicações evolucionárias destas descobertas (AU).

A co-ocorrência de Pholcus phalangioides (Fuesslin, 1775) e de Loxosceles intermedia Mello-Leitão, 1934 no intra e no peridomicílio somada à natureza araneofágica e invasora de teias de P. phalangioides sugere que ambas as espécies tenham desenvolvido algum padrão de interação interespecífica. Assim, objetivou-se caracterizar essa interação e avaliar a eficiência de P. phalangioides como predador de L. intermedia. Foram realizados cinco experimentos laboratoriais visando quantificar os padrões motores utilizados na captura de diferentes presas, preferência alimentar, influência do regime alimentar no desenvolvimento pós-embrionário e aspectos de colonização pelas duas espécies. A predação de L. intermedia foi maior apesar de P. phalangioides ser até cinco vezes mais leve. Além de nem todas as espécies do gênero Loxosceles serem predadas em igual proporção, diante de diferentes presas P. phalangioides preferiu os insetos em detrimento de L. intermedia, sugerindo ser a araneofagia um item complementar na sua dieta. Provavelmente apenas a presença de P. phalangioides no ambiente antrópico não seja o suficiente para a manutenção das populações de Loxosceles em níveis que não causem riscos a saúde humana, porém a co-existência já confere a necessidade de uma partilha de recursos e deve ser considerada em ações de manejo.

Lacraia

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Texto do Instituto Butantã sobre a Lacraia

BIOLOGIA

Os quilópodos, conhecidos popularmente como lacraias e centopéias, possuem corpo quitinoso dividido em cabeça e tronco articulado achatado, filiforme ou redondo, permitindo fácil locomoção. A cabeça apresenta um par de antenas articuladas, localizadas na margem frontal e um par de forcípulas, onde estão contidas as glândulas de veneno e estruturas terminais quitinosas inoculadoras de veneno.

O veneno das lacraias é muito pouco tóxico para o homem. Embora existam muitas lendas a respeito desse animal, não há, no Brasil, relatos comprovados de morte nem de envenenamentos graves em acidentes com lacrais. Os sintomas são dor forte e inchaço (edema) no local da picada. Em acidentes com lacraias grandes também podem ocorrer febre, calafrios, tremores e suores, além de uma pequena ferida.

Tratamento: Não existe antídoto. Deve-se aplicar compressas quentes no local. Pode-se fazer uso de analgésicos e anestésicos sem adrenalina no local.

As lacraias apresentam um par de pernas em cada segmento do tronco, sendo esta uma importante característica para diferenciá-las dos piolhos de cobra ou gôngolos (Diplopodos), que possuem dois pares de pernas nos segmentos do tronco. O número de pernas nas lacraias, pode variar de 15 a 23 pares. No último segmento estão contidos os aparelhos genital feminino e masculino, além de um par de apêndices chamados pernas anais. De colorido diversificado, possuem tonalidades clara de vermelho, amarelo e azul, ou vinho e verde escuro. Seu tamanho varia de 1,5 cm a 26,0 cm de comprimento.

Animais carnívoros, a maior parte de sua dieta é formada por minhocas, vermes e pequenos artrópodos, como grilos, baratas, etc.

Algumas culturas utilizam as lacraias como alimento.

HABITAT

As lacraias estão distribuídas por todo o mundo em regiões temperadas e tropicais. Os esconderijos proporcionam proteção não apenas contra possíveis predadores, mas também contra a desidratação. De hábitos noturnos, saem à procura de alimento ou de novas moradias, alojando-se sob pedras, cascas de árvores, folhas no solo e troncos em decomposição, ou constroem um sistema de galerias, contendo uma câmara onde o animal se esconde. Apresentam também hábitos peridomiciliares e domiciliares, sendo encontradas em: hortas, canteiros de jardins, vasos, xaxins, entulhos, sob tijolos ou qualquer compartimento da moradia onde coexistam ausência de luz solar e presença de umidade. As lacraias que costumam provocar acidentes com maior freqüência pertencem a 3 gêneros, com ampla distribuição em toda Grande São Paulo: Cryptops, Otostigmus e Scolopendra.

Escorpiões

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Os escorpiões são aracnídeos que se proliferam sob pedras, frestas de pedras e barrancos, debaixo de cascas de árvores, em paredes e muros mal rebocados, madeira empilhada, entulhos, caixas de gordura, ralos, forros, etc.

Gostam muito de umidade, pouca luz e insetos em abundância (principalmente baratas). São animais carnívoros e têm geralmente hábitos noturnos e crepusculares, até mesmo para caçar e se reproduzirem.

Uma curiosidade a destacar é o fato de, quando da escassez completa de alimento, os animais desta espécie praticam o canibalismo para sobreviver, ou seja, devoram seus semelhantes.

Os escorpiões conseguem comer quantidades imensas de alimento, mas conseguem sobreviver com 10% da comida de que necessitam, podendo passar até um ano sem comer e consumindo muitíssimo pouca água, quase nada durante sua vida inteira, mostrando-se um animal muito resistente.

(Tityus serrulatus),

As diferentes espécies de escorpiões têm tempos de vida muito diferentes e o tempo de vida real da maioria das espécies não é conhecido. A gama do tempo de vida parece situar-se entre os 4 a 25 anos, tendo sido 25 anos o tempo de vida máximo registado para a espécie H. arizonensis.

Os escorpiões procuram alimento durante a noite e freqüentemente penetram nas residências humanas, onde se instalam sem serem notados, pois durante o dia "desaparecem" em esconderijos escuros e úmidos. Para capturar alimento e para defesa utilizam-se do ferrão venenoso.

No Brasil entre várias espécies encontramos com muita freqüência o "escorpião-amarelo" (Tityus serrulatus), que é considerado o escorpião mais perigoso da América do Sul.

Existe a comprovação da existência dos escorpiões há mais de 4 milhões de anos. Atualmente são conhecidas cerca de 1.600 espécies em todo o mundo, e aproximadamente 100 espécies ocorrem no Brasil. Assim como as aranhas, são animais que espiram medo pelo fato de algumas espécies causarem acidentes com envenenamento humano. Das espécies conhecidas 25 podem causar acidentes com óbitos.

Carrapatos

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Um carrapato, carraça ou chato é um artrópode da ordem dos ácaros, classificado nas famílias Ixodidae ou Argasidae. São ectoparasitas hematófagos, responsáveis pela transmissão de inúmeras doenças.

Uma maneira simples e gostosa de tirar os carrapatos é tomando um banho de imersão, pode ser no mar, num rio ou numa banheira. O carrapato não consegue respirar baixo a água e morre.

Estes insetos se abrigam nos animais, inclusive nos roedores; na vegetação e frestas de paredes e muros. O hospedeiro preferido da fase adulta é o cavalo e o boi, podendo parasitar também outros animais domésticos e silvestres. Esta espécie comumente ataca o homem em enormes quantidades nas estações secas e frias, em qualquer fase de sua evolução.

A prevenção depende do tipo da fase do carrapato e do local onde se encontram estes ectoparasitas, portanto, a higiene e o monitoramento dos locais onde haja proximidade de áreas de criações de animais que propicie a proliferação de carrapatos e que haja circulação do homem se fazem necessários.

Transmissores da febre maculosa, e outras doenças como dermatites eritematozas, ehrlichiose, babesiose, doença de Lyme, etc. os carrapatos inserem-se na lista de pragas urbanas de importância em saúde pública.

Os carrapatos mais comuns no Brasil são:

Doenças trasmitidas ao ser humano

A encefalite humana, pode ser transmitida inclusive por carrapatos, a partir de portadores do vírus, tais como toupeira, ratos e aves, ao serem sugado sangues contaminados.

A espécie Ixodes ricinus, assim como outras espécies do gênero Dermacentor, são os causadores de paralisia (paralisia por carrapatos) em várias espécies animais, sobretudo na ovelha e no homem, especialmente em crianças. Transmitida pela fêmea, a doenca e causada por uma toxina presente na saliva do carrapato, atingindo o sistema nervoso, como a região occipital próximo a coluna vertebral e centro respiratório, podendo provocar falta de coordenação motora no ato de andar, tombos e mesmo incapacidade de permanecer em pé, seguindo-se vômitos e até morte do doente.

Minhocas

Tenho três minhocarios no meu jardim onde processo todo os restos orgânicos que produzco, logo vou fazer um informe de seu funcionamento.

As minhocas são animais anelídeos da classe Oligochaeta, distribuídas pelos solos úmidos de todo o mundo, algumas de apenas centímetros e outras com um a dois metros de comprimento, caso da minhocuçu. O seu corpo ser formado por anéis (segmentos corporais).

Elas vivem enterradas (são animais subterrâneos), escavam galerias e canais, buscando abrigo e restos vegetais, seu principal alimento, ingerido com grandes quantidades de terra. Elas são, portanto, animais detritívoros, pois se alimentam de detritos de várias origens, que compõem o húmus.

As minhocas têm o corpo cilíndrico, alongado, com a boca e o ânus, em extremidades opostas; e um anel mais claro, o clitelo, mais próximo da região anterior.

VIDA MÉDIA: Depende da espécie. A Eudrilus eugeniae, tem uma longevidade média de 4 anos.

INIMIGOS NATURAIS: Os principais inimigos são: formigas entre elas chamamos a atenção para a espécie conhecida vulgarmente por “ lava -pé “, aves (galinhas, pássaros) sanguessugas, centopéias, larvas de insetos, porcos.

TIPOS DE MINHOCA: Hoje são conhecidas mais de 3.000 espécies de minhocas .

ESPÉCIES COMERCIAIS: São três as mais utilizadas para a criação; Eisenia foetida, Lumbricus rubellus, Eudrilus eugeniae .

AS MINHOCAS SÃO HERMAFRODITAS: a minhoca possui dois sexos, porém não se auto fecunda. É necessário de outro indivíduo para que haja a fecundação. Uma cópula pode durar até 2 horas .

DESCENDENTES: É estimado que duas minhocas juntas geram mais de 3.000 mil descendentes em um ano.

A MINHOCA É UM VERME ?

Há pessoas que falam que minhocas são vermes; entretanto, para quem já teve a oportunidade de estudar a minhoca ou consultar um livro de biologia, sabe que se trata de um animal que tem aparelho digestivo, reprodutor, excretor, muscular e circulatório bastante desenvolvido, que a coloca na Escala da Classificação Biológica dos seres Vivos num nível bem superior ao dos vermes propriamente ditos .

HÁ QUANTO TEMPO SE ESTUDA MINHOCAS ?

O primeiro estudioso e reconhecer o valor da minhoca foi o naturalista inglês, reverendo Gilbert White, em 1775. Outro naturalista inglês, não menos famoso, Charles Darwin, “o pai“ da Teoria da Evolução das Espécies, dedicou mais de 40 anos de pesquisa sobre as minhocas.

DO QUE A MINHOCA SE ALIMENTA ?

As minhocas se alimentam de matéria em decomposição. Elas não comem nada vivo, daí ser uma lenda a afirmação de que elas comam as raízes vivas das plantas. As minhocas criadas comercialmente são detritívoras, isto é, alimentam-se de detritos orgânicos, já as espécies nativas são geofágicas, isto é comem terra, mas apenas comem a terra, na verdade se alimentam mesmo é de matéria orgânica que a terra contém. Comem, por dia, o equivalente a três vezes o próprio peso.

Classificação da minhocas

Operacionalmente, as minhocas se classificam em dois grandes grupos:

1. Geófagas ou comedouras de terra. Nesse grupo estão as minhocas nativas que ingerem grande quantidade de terra à procura de partículas orgânicas.

2. Detritívoras são as que se alimentam de detritos orgânicos em decomposição. São, ainda, denominadas de minhocas comerciais com destaque para as espécies Gigante Africana (Eudriltus eugeniae) e Vermelhas da Califórnia (Eisenia faetida).

Corpo da minhoca

Peso: em média 30 gramas

Comprimento: 15 cm na média (algumas espécies podem chegar a dois metros)

Passando o dedo na sua região ventral, de trás para a frente, sentimos que a pele do animal é áspera, devido à presença de fileiras de microscópicas cerdas de quitina. As minhocas fixam as pontas das cerdas no solo, facilitando o seu arrastamento, quando contrai a forte musculatura da parede do corpo.

A epiderme das minhocas é coberta por uma fina cutícula de quitina e produz bastante muco, o que as torna viscosas, diminuindo o atrito com o solo e facilitando o arrastamento. O muco ainda protege a pele quando em contato com substâncias tóxicas ou nocivas e garante a umidade indispensável para as trocas dos gases respiratórios em toda a superfície do corpo. Esta é a chamada respiração cutânea.

Têm o corpo formado por anéis, os quais dependendo da espécie variam de 7 a 500 aneis, como é o. caso dos minhocuçus;

A cabeça onde está localizada a boca fica na extremidade do terço do clitelo, um anel mais destacado que indica a maturidade das minhocas;

A cor, nas espécies comerciais, é avermelhada e está relacionada com o conteúdo do intestino e serve, também, para auxiliar na identificação das espécies;

Embora se desloquem para frente e para trás, elas não têm sentido de direção e a lógica de seu deslocamento se deve à capacidade de captar vibrações do meio ambiente onde se encontram;

Graças à forma como se dispersam, vêm sendo utilizadas em programas de inoculação direto no campo como no caso do plantio na palha e em áreas com proteção de cobertura morta;

Duas minhocas adultas em um ano produzem até 3.500 filhotes;

São capazes de movimentar até 60 vezes o peso do corpo;

Na extremidade inversa da cabeça está o orifício anal por onde excretam o húmus. A urina é excretada pelos, poros próximo aos anéis e o muco viscoso que sai pela pele, além de impermeabilizar as paredes das galerias, tem propriedades imunizadoras;

A carne é muito rica em proteína, daí a sua utilização como fonte energética.

OS ÓRGAÕS INTERNOS

As minhocas têm um sistema digestivo completo, que inicia na boca e termina no ânus. Na sua porção anterior, há uma grande câmara, o papo, e, em seguida, uma moela, que tritura o alimento. Segue-se um longo intestino, até o ânus, no último segmento.

O sistema circulatório é fechado, com uma grande rede de vasos muito finos, os capilares, sob a pele, para a troca de gases com o ambiente. É o mesmo tipo de circulação dos vertebrados. O sangue das minhocas é vermelho, por causa da hemoglobina, o mesmo pigmento encontrado nos glóbulos vermelhos dos vertebrados.

Em cada segmento do corpo há uma câmara interna, cheia de um líquido aquoso. Daí são retiradas substâncias de excreção, através de órgãos especiais que se abrem na pele, por poros microscópicos.

O sistema nervoso é representado por gânglios na cabeça e ao longo da região ventral do corpo. Os gânglios são formados por grupos de células nervosas que funcionam como centros de coordenação das diversas funções no corpo do animal.

A REPRODUÇÃO DAS MINHOCAS

Maturidade sexual: 6 a 18 meses

As minhocas são hermafroditas, pois cada indivíduo tem testículos e ovários. No entanto, o animal não se reproduz sozinho, dependendo sempre da união com outro para a troca de espermatozóides, o que é chamado de fecundação cruzada. Na cópula, os dois animais se unem pelo clitelo, que produz bastante muco. Feita a troca de espermatozóides, os dois vermes se separam. Em seguida, cada um dos vermes produz um casulo cheio de ovos, depositando-o no solo. Após alguns dias, pequenos vermes saem dos casulos.

Lesma

Designação comum dada aos moluscos gastrópodes limacídeos, de concha muito reduzida e oculta sob o manto, e dos vaginulídeos, desprovidos de concha. Vivem em lugares úmidos, e alimentam-se exclusivamente de vegetais.

Sanguessuga

Uma sanguessuga é um anelídeo da Classe Hirudinea (também chamados aquetas) que se alimenta de sangue de outros animais (hematófago). São animais hermafroditos, não possuem cerdas e que possuem ventosas para sua fixação. São assim chamados por produzirem uma substância anticoagulante denominada hirudina. Existem mais de 500 espécies. No estado brasileiro do Rio Grande do Sul estes animais são popularmente chamados de "chamichungas".

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Forma da Sanguessuga

O corpo da sanguessuga é achatado e afunilado na extremidade anterior, formando a cabeça, e ainda possui a ventosa anterior que circunda a boca. A ventosa posterior está localizada ventralmente, e é maior que a anterior. Possui 32 segmentos (anéis) no seu corpo. O clitelo (uma estrutura) não é visível, exceto na época da reprodução. O seu comprimento vai de 6 a 10 cm, a maior sanguessuga do mundo é a Haementeria ghilianii amazônica que mede 30 cm. As cores mais comuns são o negro, o marrom, o verde-oliva, vermelho, e ainda existe a sanguessuga listrada ou pintada.

Alimentação

Alimenta-se do sangue das suas vítimas. Pode ingerir uma quantidade de sangue 10 vezes superior ao seu próprio volume. Ao aderir ao corpo do ser vivo de que se alimenta, segrega um anticoagulante que leva o sangue a circular sem estancar. A sanguessuga não é apenas hematófaga, muitas espécies podem ser predadoras alimentando-se de vermes, caramujos e larvas de insectos, além de matéria orgânica.

Distribuição e habitat

Podem ser encontradas em todo o mundo, geralmente na água doce. Existem também algumas espécies marinhas e outras que vivem na lama. Nas zonas tropicais existem espécies arbóreas que caem sobre as vítimas. Preferem lagos, lagoas, rios calmos de água quente.

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Uso medicinal

Até ao século XIX,as sanguessugas eram utilizadas na Medicina tradicional chinesa, na medicina oriental e mesmo na medicina ocidental (nas sangrias). Hoje em dia ainda há necessidade de utilizar anticoagulantes na medicina convencional, ainda que sejam artificiais. Recentemente, as sanguessugas voltaram a ser utilizadas em medicina em casos de grandes dificuldades circulatórias em membros, com possibilidade de gangrena, visto que a sua acção sugadora força o sangue a circular, ajudando a manter vivas as células.

Porém, seu uso se restringe à medicina alternativa, já que essas técnicas exóticas não são aceitas na medicina tradicional. A eficácia destes tratamentos e outras propriedades das sanguessugas na medicina ainda são bastante pesquisadas, mas, por enquanto, não são utilizadas na medicina tradicional.

Hospitais da região da Caxemira, no norte da Índia, oferecem um tratamento tradicional que utiliza uma espécie de sanguessuga para tratar artrite, gota, vertigem crônica e sinusite.

O uso da sanguessuga Hirudo medicinalis para purificar o corpo é praticada há milênios. Há relatos da prática há cerca de 2,5 mil anos no Egito antigo. As sanguessugas também eram usadas para tratar dores localizadas.

Fauna paulistana. Fonte: O Eco -Aline Ribeiro - 17/06/2006

Não é só de arranha-céus, trânsito conturbado e corre-corre que São Paulo é feita. Em meio às porções de mata que restaram na capital, escondem-se ainda hoje pelo menos 432 diferentes espécies de animais. O número inédito é fruto de 12 anos de um estudo que mapeou 48 parques e áreas verdes da cidade, incluindo terrenos municipais, estaduais e particulares. Na lista, estão animais como furões, cágados, preguiças, carpas, gaviões, rãs, gambás, tatus, cobras, pererecas, macacos e uma diversidade de aves. Do total, há 25 espécies ameaçadas de extinção.Entre elas, a anta, a onça-parda, a lontra e a araponga.

Como a contagem foi feita pela primeira vez, a lista pode e deve crescer ao longo dos anos. “O número pode aumentar não só por causa do surgimento de novas espécies, mas porque melhoraremos o mapeamento”, explica Anelisa Magalhães, coordenadora do projeto e técnica da Divisão de Fauna da Secretaria Municipal de Verde e Meio Ambiente. Até agora, foram registradas 285 espécies de aves (macuco, jandaia-de-testa-vermelha e cabeça-seca), 57 mamíferos (paca, sagüi e furão), 40 anfíbios (sapo-cururu e pererecas), 37 répteis (falsa coral, jararaca, cascavel), 9 peixes (carpa, tilápia, guarú), 2 aracnídeos (armadeira e caranguejeira) e 2 malacostracas (caranguejos e lagostinhas de água doce). “Demos atenção maior para a avifauna, seguida dos mamíferos e da herpetofauna. Os esforços para a identificação de peixes ainda são pequenos”, diz.

Como o estudo é pioneiro, fica difícil saber a evolução do número de espécies no município. “O que temos certeza é que algumas desapareceram, como o macaco mono-carvoeiro (também conhecido por muriqui), a onça-pintada, a queixada e algumas aves”, afirma Anelisa. Na Área de Proteção Ambiental (APA) Capivari-Monos, localizada no extremo sul de São Paulo, próximo à Serra do Mar, o encontro com o muriqui era razoavelmente comum no passado. Como a região sul é onde há a maior concentração de matas preservadas, é lá que ocorre o maior número de espécies paulistas.

Utilidades

A listagem, mais que um inventário da fauna de São Paulo, será utilizada como suporte para a soltura dos animais que chegam à secretaria por meio da população ou da Polícia Ambiental e Guarda Civil. Todo mês, cerca de 200 bichos apreendidos do tráfico ou encontrados machucados na capital paulistana são encaminhados para a divisão. Quase 70% deles são aves. Agora, já será possível saber em que local eles vão encontrar comida e se adaptar com mais facilidade.

A pesquisa também é útil para subsidiar projetos de licenciamento ambiental, apontando quais espécies ocorrem no terreno onde determinada obra será erguida. Desta forma, empresas e o poder público poderão consultar a listagem da fauna, para depois aprovar ou não um empreendimento. Antes de ser concluído, o estudo já foi utilizado na elaboração do EIA-RIMA do Rodoanel. “O levantamento é um bioindicador das áreas verdes de São Paulo. Essas informações servirão de base para outras ações”, reforça Maria Amélia de Carvalho, técnica da Divisão de Fauna da secretaria.

O estudo é resultado dos trabalhos da Divisão de Fauna, com a ajuda do Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo (USP), Instituto Butantã, Centro de Controle de Zoonoses, Instituto Adolfo Lutz, Universidade Estadual Paulista (Unesp) e Sabesp. Para a identificação completa dos animais, os técnicos da divisão permaneceram um ano em cada área. “O correto é pegar todas as estações do ano, para ver quais espécies ocorrem em cada uma delas”, explica Maria Amélia.

Para a identificação das aves, foram utilizados binóculos e gravações com as vozes dos bichos (útil para atrair os pássaros). Já os pequenos mamíferos - de difícil visualização - tiveram de ser capturados com armadilhas. Os grandes mamíferos foram computados por meio de seus vestígios, como pegadas, fezes e pêlos. Os répteis e anfíbios foram coletados e encaminhados aos institutos especializados para análise.

Além das 25 espécies ameaçadas de extinção, outras 14 da lista têm status de provavelmente ameaçadas. As endêmicas são 73. O inventário que relaciona todas as espécies saiu no Diário Oficial do Município, mas não há previsão de quando será disponibilizado na internet. Além de nomes popular e científico, o levantamento traz a classificação da espécie e o nome do técnico que a avistou.

Estranho cotidiano

Na lista de animais recebidos mensalmente pela secretaria, algumas espécies são bastante inusitadas. “Certa vez, um morador trouxe um macho jovem de onça que estava bastante acuado. Depois de manejado, foi solto numa área de sua ocorrência”, lembra a diretora da Divisão de Fauna da secretaria, Vilma Geraldi. Ela conta que, quando há a abertura de loteamentos e estradas, é comum o encaminhamento de veados à divisão.

E esses não são casos isolados. Animais dos 28 municípios da Grande São Paulo são entregues para a secretaria. “Dia desses, um carcará foi mandado pra nós com a perna quebrada. Ele foi encontrado na rodovia Washington Luís.” Com certa freqüência, bugios intimidados pela pressão antrópica da região da Serra da Cantareira (região norte) também têm “aparecido” na divisão. “Eles são expulsos por condomínios de classe média e alta e favelas”, diz Vilma.

Fonte: O Eco - Aline Ribeiro - 17/06/2006

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