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A magia está dentro de nós mesmos. Só a busca interior, nos faz entender os processos que retardam a nossa caminhada, para que possamos efetuar as transformações necessárias para seguirmos no "Caminho da Beleza" (veja mais)
Léo Artése



lojinha

Historia de Itapecerica da Serra

- 09/09/2007

Itapecirica da Serra

Ita – pedra. Pecerica – lisa ou escorregadia. Segundo a lenda, o nome “Itapecerica” deve-se ao fato de estarem dois índios tentando escalar uma pedra de grande porte, mas encontravam dificuldade em atingir o cimo, quando um deles escorregando gritou: “Ita-Pecerica” (pedra lisa). Muitas residências, cujas frentes dão para o Largo da Matriz, tem como alicerces partes dessa legendária pedra.

Fundação (vira Município): 08/05/1877 Altitude : 906 m População : 126.672 habitantes Área Total : 151,8 km² Dens. Demográfica : 834,47 hab/km² CEP : 06850-000 Coordenadas Geográficas: 23oS43 46oW58

NÚMEROS GERAIS DA REGIÃO DE ITAPECIRICA DA SERRA População : 797.195 habitantes Cidades : 8 (Itapecerica da Serra, Embu, Taboão da Serra, Cotia, Vargem Grande, Embu-Guaçu, São Lourenço da Serra, Juquitiba) Área Total : 1.466,5 km² Densidade Demográfica : 543,6 hab/km2 Cidades próximas do Sitio Taboão da Serra Monbaça Embu Embu Guaçu Juquitiba Taboão da Serra Vargem Grande São Paulo Cotia

No tempo dos descendentes dos Carijós.

Há mais de mil anos, os nativos Carijó saíram da floresta amazônica em direção ao litoral, no caminho ergueram várias aldeias. Eles chamavam as aldeias, “kuty” que significa na língua deles (uma mistura de Tupi e Guarani) “casa”, “ponto de encontro”.

Chegada dos portugueses

1500 Alvarez Cabral chega ao Brasil.

A região de São Paulo antes da fundação.

O poder e o auge estava no nordeste com os grandes produtores de açúcar. A região de São Paulo era montanhosa, com altitudes de 700 a 1000 m acima do nível do mar, com solos pobres e pouco profundos, não prestava-se a exploração agrícola nem mineral. A região de São Paulo tinha importância estratégica como antesala do caminho das planícies do Prata famosas por suas riquezas minerais: ouro, prata e pedras preciosas.

Fundação da Aldeia de São Paulo de Piratininga.

Quando os jesuítas, comandados por Nóbrega e Anchieta subiram a Serra do Mar em Busca do planalto, em meados do século XVI, Olinda, em Pernambuco, já era uma cidade próspera e cobiçada pelas fortunas internacionais. Em 1544 por ordem do padre Manuel da Nobrega, superior da Ordem dos Jesuítas, Anchieta, padre Paiva e mais 11 religiosos, além do cacique Tibiriçá, levam a incumbência de fundar no planalto de Piratininga um povoado e colégio destinado a catequese. Longe dos portos europeus, sem terras adequadas para o açúcar, São Paulo nasceu diferente das outras cidades. No litoral fracassara a tentativa da agricultura canavieira. A Serra do Mar, ao mesmo tempo obstáculo e defesa, se abria ao planalto, vasto e desconhecido. Outro tipo de portugueses e padres, o ocupa sem esperança de fortuna fácil. Ao não ser para os caçadores de índios, para serem vendidos como escravos aos grandes proprietários do Nordeste. Ou os que sonhavam com Potosi, na Bolivia que tinha fama de possuir ouro.

Em 25 de Janeiro de 1554, os padres jesuítas Manoel de Nóbrega e José de Anchieta, rezam a missa de fundação da aldeia de São Paulo de Piratininga. A convite de Anchieta, Tibiriça e Caiubi transferiram-se com seus comandados, os índios goianás (antes eles ocupavam a região do atual Santo André), para o novo povoado.

Em 1560 funda-se a vila de São Paulo de Piratininga.

Em julho de 1562, por força de um levante armado que culmino em ataque ao Colégio de Piratininga, pelos índios confederados, os padres da Companhia de Jesus viram-se na contingência de fazer instalar uma defesa avançada, criando núcleos de índios catequizados em pontos estratégicos do Planalto de Piratiningaa distancia de 6 léguas. Eram as chamadas “reduções”. Os índios de então viviam de forma nômade e dispersos em pequenas tribos. Assim, entre agosto e setembro de 1562 foram instalados os postos avançados de: Carapicuiba (água rassa), M’boy (Embú), Itapecerica, Ururay (Barueri), Parnaiba, etc. Estes pontos na época tinham interesse estratégico para proteger a aldeia central de ataques de: índios não catequizados, ou dos portugueses caçadores de índios e invasores de terras entres outros aventureiros e bandoleiros.

A terra do sudoeste de São Paulo sempre teve a fama de pobre. A região montanhosa, com altitudes de 700 a 1000 metros acima do nível do mar, sem nenhum rio importante navegável, com solos pobres e pouco profundos, perdia em vantagens para outras regiões na direção centro oeste.

As montanhas dificultavam as comunicações internas dos povoamentos entre si e com o centro, a Vila de São Paulo de Piratininga. As populações viviam isoladas. O acesso à Aldeia dos Pinheiros esperou até 1687 para que, baixo a liderança da igreja “um serviço de Deus” com a cotização dos habitantes de Santana do Parnaíba, Itu, Sorocaba e Pinheiros construíssem uma ponte sobre o caudaloso rio Pinheiros.

O isolamento fez com que toda a região ficasse conhecida como “sertão” – os sertões de Itapecerica, de difícil acesso, perigosa, motivo de anedotas da população da vila de São Paulo. Para lá fugiam os negros, e estabeleceram alguns precários quilombos. Para lá fugiam os fora da lei. Os sertões de Itapecerica, que se estendiam até o início do Vale do Rio Ribeira de Iguape, eram citados ameaçadoramente para amedrontar a crianças desobedientes.

1562, 3 de setembro, fundam-se as aldeias de Itapecerica (sobre a proteção da Nossa Senhora dos Prazeres) e Pinheiros.

As aldeias eram sempre construídas seguindo um mesmo padrão: no topo do lugar mais alto para ter domínio estratégico da região uma praça com uma capela e em volta as cabanas dos índios.

Em 1580, Sesmaria.

Os jesuítas com a intenção de proteger as aldeias dos índios da expansão constante dos fazendeiros portugueses, o que os levaria a abandonar as terras próximas a aldeia e desta forma ficar longe dos padres e as catequizações, conseguiram um pedido de legalização (12/10/1580) das terras das aldeias para os índios ante o Capitão Jerônimo Leitão, em São Vicente. Esse direito de posse foi chamado de “Sesmaria”.

12/10/1580 é tomado por alguns como nascimento oficial de Cotia (Koty) ao ser registrada por primeira vez na Sesmaria.

Os índios Carijó chamavam de Koty as suas aldeias, e Cotia foi a privilegiada de manter o nome original dos aborígines. Na verdade a região de Cotia tinha algumas características que a privilegiavam das outras aldeias, ela estava no “caminho de peabiru” que conduzia ao centro oeste (ao Rio da Plata, as Minas Gerais (ouro), os padres rebatizaram este caminho de “São Tomé”. Em 1922, o então presidente da província, Washington Luiz, ampliou o velho caminho para servir de estrada de rodagem. Em 1953 foi asfaltado e rebatizado de Rodovia Raposo Tavares.), por ele tinha um grande transito de portugueses, bandeirantes, padres e índios o que facilitava a venda de suas produções aos viajantes. Surgiram grandes sítios. Algumas terras de Koty conseguiram produzir o suficiente para abastecer também a Vila de São Paulo.

O movimento na época cresceu tanto que a aldeia começou a ser invadida pelos portugueses e os índios foram ao redor de 1703, deslocados para o outro lado do rio. E lá foi o povoado, já uma mistura de raças, com sua capela (atual sitio), o padre era Mateus Lara Leão.

Século XVII (Dezessete).

1603 Início do ciclo de apresamento dos índios (as bandeiras). E da guerra jesuítas X paulistas.

1624 Neste ano Sorocaba já era vila. Localizada além das serranias, na borda dos chamados “Campos Gerais”, extensa área plana que se estende do Rio Grande do Sul ao Norte de Minas Gerais, Sorocaba era a conexão entre o sul e o norte, ponto nodal da rota integradora, o caminho dos Muares. O gado Muar, originário da Região do Rio da Prata e das áreas recém desbravadas do Pampa Gaúcho, atravessava este caminho natural em direção ao açúcar, e depois com muito mais força, no rumo do ouro das Minas Gerais. Só com a instalação das primeiras ferrovias, a partir do 1860 é que os burros e suas estradas começam a desaparecer como principal meio de transporte do pais.

Em Sorocaba realizavam-se todo ano, por ser poso de tropas, as famosas Feiras de Burros. Festivas e endinheiradas, compuseram a fisionomia da cidade, e acumularam capital para que nela se instalassem as primeiras indústrias de tecelagem em larga escala no Brasil.

Entre estes dois polos: São Paulo (Centro de comércio, centro político de decisão) e Sorocaba, nasceu o povoado, às margens do rio Cotia.

1626 A bandeira de Raposo Tavares atravessa o Peabiru (caminho de Cotia), rumo às reduções jesuítas do Guairá.

1633 Em sessão de 18/06/1633, a Câmara Municipal de São Paulo é advertida para pequenos incidentes entre lavradores e padres da Companhia de Jesus, nas terras cuty e carapicuiba Em 18 de junho de 1633 a Câmara Municipal de São Paulo recebe reclamações de agricultores da região que queriam lavrar nas terras dos índios e os padres jesuítas não deixavam. Como os índios não pagavam impostos o rei decreto conforme lei que os agricultores poderiam ter direito a lavrar conforme era ante da Sesmaria.

1640 Início da guerra entre Pires e Camargos, em São Paulo. Primeira expulsão dos jesuítas de São Paulo.

1644, 6/12 Nasce o padre Belchior de Pontes, em Pirajussara, Itapecerica da Serra. Morre em 1719.

1657 São Roque, vila, em 16 de Agosto.

1661 – Sorocaba, vila.

Os Sertões de Itapecerica continuavam sob o domínio dos jesuítas. As terras eram trabalhadas pelos índios e pelos portugueses que conseguiram vencer a tentação do ouro que aparecia alem das terras das Minas Gerais, em menor escala, no Vale do Rio Ribeira de Iguape. Em 1968 a Aldeia de Carapicuiba é desativada, e os índios transferidos para Itapecerica, provavelmente pela ameaçadora proximidade profana do movimentado caminho do Peabiru. A organização da vida nas aldeias é mantida pelo Padre Belchior de Pontes, que morre em 1714.

1669 – Mboy tem 900 almas.

1680 – Santo Amaro, paroquia.

1681 – Abolido o cativerio indígena po ordem do Rei de Portugal, entregando aos jesuítas a sua administração espiritual.

Século XVIII (Dezoito).

1719 Morre o padre Belchior de Pontes.

1748 Carta régia assinada pela rainha D. Maria Ana de Austria cassa-lhe o direito a São Paulo de governar-se, extingue a Capitania submentendo-o ao governo de Rio de Janeiro. Voltando o governo para os paulistas só em 6/1/1765.

1757 – Itapecerica tem 316 índios.

1759 – Expulsão dos jesuítas do Brasil, por decreto do Marques de Pombal. Após dois séculos de luta com o poder econômico e militar do Reino de Portugal, a Companhia de Jesus é expulsa do Brasil. Não era possível conviver, numa colônia cada vez mais rentável, com o poder político e econômico dos jesuítas. Assim, o Marquês de Pombal assinou o longo período de decadência que sofreriam as vilas dos Sertões de Itapecerica, destituídas da força que as mantinha.

1763 – Inicia a decadência das Minas Gerais pelo esgotamento do ouro.

Século XIX (Dezenove).

1803 - Extintos, por lei, os antigos aldeamentos indígenas.

1819 - Viagem de Augustin de Saint-Hilaire, de São Paulo a Sorocaba. Sobre Pinheiros: “não existe mais nesta aldeia um único descendente de guaianás. A população foi muitas vezes renovada a aniquilada”.

1827 – Aviso do Ministério Imperial, por influência política da Imperatriz Leopoldina, promove e facilita a imigração alemã para Itapecerica e Santo Amaro. A alemã Leopoldina de Habsburgo, imperatriz do Brasil, tenta fazer a “salvação” de Itapecerica. Instalam-se colonos alemães em sua extensa zona rural. A tentativa fracassa, e os objetivos do Império de ver um núcleo rural moderno e produtivo, com mão de obra não escrava, não são alcançados. A terra exaure-se, a produção cai, os sítios são abandonados e procura-se novas terras, mais fundo nos sertões. De 1874 até 1920 Cotia perde habitantes e Itapecerica aumenta a sua população, com os posseiros chegando até as elevadas escarpas antes de descer para o Vale do Ribeira. Destruem-se as matas.

1830 - Aberta a Estrada Embu-Itapecerica. Antes, a maior ligação do Embu era com Cotia a traves do caminho do Moinho Velho. Colonos alemães trabalham na estrada.

1830 - Posseiros atingem São Lourenço da Serra.

1841 - Itapecerica foi elevada à categoria de Freguesia, sob a invocação da Nossa Senhora dos Prazeres e teve como primeiro vigário o padre Bento Pedroso de Camargo.

1850 - Posseiros atingem Juquitiba.

1850 - Proibição de entrada de escravos africanos.

1855 - Inicia-se a imigração europeia para São Paulo: de 1885-89, 168 127 imigrantes europeus, maioritariamente italianos; de 1890-94, mais 219 780; entre 1895-1899, 415 266 imigrantes. Em 1920 havia em São Paulo 829 851 para uma população de quase 9 milhões.

1856 - Koty, que já era chamada de Cuty por uns, e de Acutia, Cutí e Cotia por outros, ganhou Administração Municipal e passou a ter Câmara de Vereadores e Prefeitura.

1867 - Ligação ferroviária São Paulo e Santos. Uma nova força viria suceder o ouro, o café, e colocar São Paulo no topo da liderança econômica do País. Mas o café, que subia o Vale do Paraíba, vindo do Rio de Janeiro, seguiria para oeste, a partir da capital, evitando Cotia e Itapecerica. Um relatório do então vice-presidente da província definia como “terras improdutivas” aquelas da capital até a serra que separa São Roque de Cotia, e toda a região dos Sertões. Estava assim selado o isolamento da região de todo o processo evolutivo que marchava para o oeste. O café trouxe outro fator fundamental para o progresso: a ferrovia. Ela também evitou a região, carimbando o selo do isolamento. Em 1867 Santos e a capital são ligados pela estrada de ferro.

1875 - Ligação ferroviaria Sorocaba – São Paulo. Em 1875 os trilhos chegam a Sorocaba, evitando o Peabiru, aproveitando as encosta do vale do Tietê. Cotia ganha uma estação distante de seu núcleo urbano original, e que seria depois a cidade de Itapevi.

1877, 8 de maio - Itapecerica vira Vila (Município), desmembrando-se de Santo Amaro e conseguindo, finalmente sua emancipação política- administrativa. 11/11 instala-se a primeira câmara municipal.

1880 - Embu vira distrito de Itapecerica.

1886 - Relatório da Comissão Central de Estatísticas: Cotia 7 517 hab; Itapecerica 5 663 hab; Embu, 750 habitantes.

1890 - A empresa de Colonização Sul Paulista tenta implantar, sem sucesso ma colônia de imigrantes italianos no Embu.

1890 - Inicio da extensão da Sorocabana, trecho Mayrink (Mairinque)-Santos. Para concorrer com o monopólio da “inglesa”, como se chamava a “São Paulo Railway” de Santos a Jundiaí, a sorocabana inicia o projeto de alcançar o porto de Santos partindo de Sorocaba. O projeto é moroso, não há capital, a companhia debate-se entre as dívidas se avolumando e a imcompetência administrativa. Qarenta anos depois o ramal Mayrink – Santos é inaugurado. Seu traçado evita os venerandos núcleos urbanos Cotia e Itapecerica. Sua única finalidade era concorrer com a Inglesa pelo caminho mais curto – e alcança o objetivo. Enquanto isso as ferrovias do oeste do estado plantavam cidades e cafezais, a custa de migrantes. Cidades novas, quadriculadas, com a infraestrutura urbana definida previamente.

1897 - Pinheiros vira bairro de São Paulo.

Século XX (Vinte).

1906, 19/12 - Itapecerica foi elevada à categoria de cidade.

1907 - Juquitiba e Embu viram distritos de Itapecerica.

1907 - Inaugurado o mercado de Pinheiros, o “mercadinho dos caipiras”.

1913 - Desapropriação da floresta do Morro Grande, pelo governador Rodrigues Alves, para a construção da represa Pedro Beicht.

1913 - Inicio da imigração japonesa para Cotia. No inicio do século XX a região sofreu as transformações que não teve em tres séculos de existência. Isoladas da expansão cafeeira e das ferrovias, Cotia e Itapecerica iriam, de maneiras diferente, ligar a sua identidade a um novo fator. A cidade, a capital, São Paulo, explodia com a riqueza do café e da industria nascente. A população crescia rapidamente, a infraestrutura urbana mostrava-se insuficiente. É aqui onde entra o novo rol de Itapecerica e Cutia, ambas vão abastecer de comida, carvão combustível, madeira para construção, tijolos e o próprio solo para construir. As florestas da região são cruelmente devastadas. Tudo come madeira: as olarias, as construções, a demanda sempre crescente do carvão. Os japoneses fugindo do violento regime de trabalho das fazendas de café, chegam a Cotia, e se fixam nas terras ditas improdutivas do Peabiru. Numa região que desconhecia o arado e o adubo, de terras retalhadas por heranças, os japoneses, organizados militarmente, impulsionados pelo mercado consumidor em vertiginosa ascensão na captal, transformaram a Cooperativa Agrícola de Cotia numa empresa poderosa e rentável a nível internacional. As influência atingiu e fez crescer o isolado bairro dos Pinheiros e transformou a dieta básica do paulistano. Ao mesmo tempo o impacto ecológico nas terras exploradas ao máximo com adubos e movimentações é na atualidade preocupante.

1944, 30/11 - Itapecerica passa a chamar-se “Itapecerica da Serra” para distinguir-se de uma cidade chamada Itapecerica em Minas Gerais.

1947 - Fundada a Cooperativa Agrícola de Itapecerica da Serra.

1948 - Criada o distrito de Jandira.

1951 - Tombamento do sítio do Padre Inácio.

1954 - Inauguração da Rodovia Raposo Tavares. Inaugurada a Raposo Tavares, nas suas margens começam a proliferar os sítios de recreio. Com o crescimento da cidade de São Paulo, estas cidades próximas passam a ter outro valor: o refugio da classe media.

1956 - Hiroshi Saito “O cooperativismo na região de Cotia”

1959 - Embu, Itapevi, Tabõao da Serra viram municípios. Cotia perde parte de Embu, e o distrito de Itapevi.

1959 - Itapecerica vira comarca, composta pelos municípios de Embu, Embu-Guaçu, Taboão da Serra, Juquitiva e Itapecerica da Serra que é a sede da Comarca.

1960 – Inauguração da BR2 (BR116) Rodovia Régis Bittencourt. Foi inaugurada por Juselino Kubitschek São vencidos finalmente, pelo asfalto, os Sertões de Itapecerica. O Embu torna-se centro de Arte.

1965 – Emancipação de Carapicuiba.

1968 - Cotia vira comarca.

1971 - Tombamento do Sitio Mandu

1979 - lei de proteção dos mananciais. 1981 - Tombamento da Reserva Florestal de Morro Grande, pelo Condephaat.

1982 - Vargem Grande paulista vira município.

Nascimento da Rodovia Raposo Tavares e Régis Bittencourt.

Cotia já existia como povoamento indígena e era ponto de parada do “Caminho de Peabiru” (literalmente “caminho cheio de obstáculos”). Este mesmo caminho serviu aos bandeirantes para a entrada rumo às missões jesuítas do Rio da Prata.

Enquanto Cotia nasceu de uma estrada, uma passagem, os outros municípios eram fim de caminhos. E a comunicação entre eles era difícil pela serra com suas montanhas. Os padres rebatizaram este caminho de “São Tomé”. Em 1922, o então presidente da província, Washington Luiz, ampliou o velho caminho para servir de estrada de rodagem. Em 1953 foi asfaltado e rebatizado de Rodovia Raposo Tavares.

Século XXI

Rodanel que une a Rodovia Raposo Tavares com a Regis Bittencourt, Anhangüera e Bandeirantes

Bibliografia.

“O Japonês no Brasil” Hiroshi Saito “Igrejas de São Paulo” Leonardo Arroyo “No caminho da Cidade” Tentativa de compreensão do povo, do lugar Sudoeste da Grande São Paulo. Paulo Nogueira Bafile/ Raquel Zaicaner/ Sonia Toledano/ Rita de Cassia Sorio. 1986 Apostila. “Oi Cotia!” João Barcellos.

Bandeira: Eram expedições armadas que, tendo São Paulo como centro de irradiação, se embrenhavam, a partir do século XVI, pelos sertões; a principio, com o fim de capturar índios destinados à lavoura; depois, à procura de ouro e pedras preciosas. A palavra “bandeira” para designar tais expedições aparece pela primeira vez num documento do Conselho Ultramarino datado de 1676. Explica o fenômeno dos bandeiras a pobreza em que viviam os paulistanos no século XVI. Em 1548, havia em toda a Capitania apenas 600 brancos e cerca de 3000 escravos. Escasseava a mão de obra para as roças e fazendas. Além do que os latifúndios açucareiros do Nordeste, durante o domínio holandês, quando então foi interrompido o tráfico de negros africanos, ofereciam bom preço pelo braço indígena. Acicatados por tais estímulos, atiraram-se os paulistas para os sertões no encalço da escravaria indígena. Cessado o bandeirismo de apressamento, o objetivo econômico das expedições passou a ser a busca de inas de ouro e pedras preciosas, de que já havia notícias. Assim devassaram os bandeirantes praticamente o Brasil inteiro, o Paraguai, Uruguai, partes de Argentina, Peru e Equador. A partir de 1673 com a gigantesca arrancada de Fernão Dias Pais no sertão mineiro, multiplicam-se os bandeiras no rumo das Minas Gerais, Mato Grosso e Goiás. As caminhadas dos bandeiras acabou por triplicar o domínio português e a formar a imensa base territorial do Brasil atual.

Tibiriçá Cacique guaianás que vivia com sua tribo nos “campos de Piratininga”, constituindo o seu aldeiamento a primitiva Vila de Santo André da Borda do Campo, onde também vivia João Ramalho. A convite de Anchieta integrou o grupo de 12 jesuítas que e 1554 construíram o Colégio que deu origem à cidade de São Paulo. Posteriormente, com seu irmão Caiubi, transferiu seu aldeiamento para junto do novo povoado, indo instalar-se onde hoje é o Largo de S. Bento e Caiubi foi com sua gente para o Caminho Velho do Mar, atual rua do Carmo. Ambos constituíram-se desde logo, nos principais defensores do povoado nascente, ou como dizia Anchieta, Tibiriça foi o “fundador e conservador da casa dee Piratininga e de nossas vidas”. Depois da construção da igreja do Colégio dos Jesuítas, Tibiriça converteu-se ao catolicismo e foi batizado com o nome de Martim Afonso Tibiriça. Quando em 1562, os tamoios e carijós, chefiados por Ararai e Jogoanharão, o primeiro irmão de Tibiriçá e o segundo sobrinho, instigados, ao que se acredita, por piratas franceses açoitados no Rio de Janeiro, atacaram a vila de São Paulo, foi Tibiriçá quem o defendeu. Contava ele então de 60 anos. O assalto ao povoado foi precedido, como era costume entre os silvícolas, de uma luta corpo a corpo entre os caciques em guerra. Nessa luta sangrenta, às vistas atônitos de Anchieta, Tibiriçá, com tremendo golpe de tacape, matou Jogoanharão. Tibiriçá morreu cinco meses depois, a 25 d dezembro de 562, e seu corpo foi sepultado na igreja do Colégio. Hoje se encontra na cripta da Catedral de São Paulo.

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