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A magia está dentro de nós mesmos. Só a busca interior, nos faz entender os processos que retardam a nossa caminhada, para que possamos efetuar as transformações necessárias para seguirmos no "Caminho da Beleza" (veja mais)
Léo Artése



lojinha

Sitio Lua Cheia

- 09/09/2007

Historia do bairro de Itaquaxiara. Itapecerica da Serra. São Paulo.

(Ver historia de Itapecerica da Serra)

Índios

Não se tem registros da ocupação destas terras por Índios nativos, nem pelos primeiros invasores portugueses, devido a irregularidade do terreno, a qualidade das terras para a agricultura a diferença de outras terras mais ao norte e ao oeste.

A seguir o que consegui averiguar sobre a ocupação em especial das terras em torno da Aveni

Alemães

1827 – Aviso do Ministério Imperial, por influência política da Imperatriz Leopoldina, promove e facilita a imigração alemã para Itapecerica e Santo Amaro.

A alemã Leopoldina de Hansburgo, imperatriz do Brasil, tenta fazer a “salvação” de Itapecerica, facilitando a instalação de colonos alemães em sua extensa zona rural. A tentativa fracassa, e os objetivos do Império de ver um núcleo rural moderno e produtivo, com mão de obra não escrava, não são alcançados. A terra exaure-se, a produção cai, os sítios são abandonados e procura-se novas terras, mais fundo nos sertões, direção oeste.

Casal Krem-Rimberg

Destas famílias alemãs só resta na atualidade os descendentes do casal Krem – Rimberg, o seu único neto vivo é o Sr Narciso Krem Cintra, nascido o 05/04/1932 no bairro de Potuverá.

Narciso no momento da entrevista tem 70 anos, é um homem simpático, de boa aparência, saudável e de ótima memória. Na atualidade ele mora na estrada de Borba Gato com sua mulher .... e tem três filhos. Dá posse de seu avó, resta na sua propriedade 22 mil m2.

Durante a entrevista, ele mostrou um profundo conhecimento da região e uma sensibilidade especial para a preservação e correção dos impactos que ainda comete-se contra a natureza.

Ele conta: “Meu avô chamou-se Jacob Krem e minha avó Maria Rimberg. Eles tinham 90 alqueires (onde era a propriedade?). Tiveram 10 filhos: Rodolfo, Jacob, Maneco, Marica, Matilde,..

Meu pai, Pedro Pires de Alburquerque Cintra herdou 9 alqueires...

Eles plantavam milho, mandioca, batata doce, feijão, café, arroz,.. Desmatavam o mínimo necessário, e tinham coisas que plantavam mesmo entre as árvores. O trabalho do solo era na mão com inchada. Não usávamos nem sequer arado puxado com boi.

Utilizava-se muito o esterco de galinha...

A produção em excesso era levada para o mercado de Santo Amaro (1928) em burros por caminhos de terra, às vezes tinham filas de 20, 30 até 40 burros. Lá meu pai vendia todaos estes produtos (40 frangos, 30 dúzias de ovos, patos, marrecos, feijão, etc.) e comprava açúcar e sal, para a família e para vender para os vizinhos. Demorava um dia para ir e outro para voltar.

Os mortos eram levados em caixões carregados entre quatro pessoas, quando não tinham caixão o morto era levado em rede, logo que morria, na trilha que vai por cima da montanha das terras do Seu Simão, “Estrada da Boiada” ou “estrada velha”, atualmente começa logo depois do sitio de Seu Demiam Tavares Figueiredo e chega no cemitério de Itapecerica, trás o caixão iam todos os familiares e amigos”.

Narciso conta que a escola era em Potuverá, e foi sua mãe quem doou o terreno e recebia a professora que vinha de... e ficava de segunda-feira a sexta-feira. Tinha outra escola na Aldeinha. Ele fala com ênfase que no seu tempo os castigos eram duros: ajoelhar-se sobre milho ou bater nas mãos com uma tábua com buraquinhos que deixavam marcas de bolinhas nas mãos.

Outra anedota que Narciso conta com emoção era a existência de um tal de Mane Cupira, que segundo seu avô contava gostava maltratar os escravos. O avó contou a ele que um dia chegou na casa dele uma escrava toda machucada, que teve que receber as escondidas, curar e levar para outro lugar para que o tal do Mane não a mata-se. Esse Mane também vendia escravos, mais o seu avô não concordava com isso e nunca teve escravos na sua propriedade. O local onde Mane torturava os escravos era logo encima do viaduto que passa por cima da linha do trem, nos terrenos ao lado da cachoeira, onde até pouco tempo atrás ainda estava fincado o tronco que servia para amarrar e torturar os escravos.

As arvores

“No meu tempo, você encontrava árvores de lei de mais de 1 metro de diâmetro”, fala Narciso. As madeiras de lei mais comuns eram: Canela, Canelera, Guatambu, Piuva, Pau de Óleo, Araucária, Aroeira, Cambara, Cedro, Pau do cachorro do mato,... (colocar em ordem de qualidade).

As árvores frutíferas mais comuns eram: Cambuci, Araça-Pitanga, laranja, Mixirica, Pera, Jaboticaba, Abacate, Caquí..

A devastação das árvores.

De 1874 até 1920, com o esgotamento do ouro e as pedras preciosas de Minas e outras regiões no caminho de Peabiru, Cotia perde habitantes e Itapecerica aumenta a sua população. Os posseiros chegaram até as elevadas escarpas antes de descer para o Vale do Ribeira.

As terras de difícil produção e os baixos preços de seus produtos, junto a demanda crescente de madeira e seus produtos em São Paulo foi mudando a direção da produção, passa-se dos produtos agrícola ao extrativismo de madeiras de lei e madeiras para lenha e carvão. São Paulo no entusiasmo do café começa a crescer sem parar e precisava-se de tijolo, carvão, madeira para construção e madeira de lei para moveis.

Toda a região de Pinheiros, Campo Limpo, Taboão da Serra, Embu encheu-se de olarias. Conta Narciso “As Olarias comem muita lenha, nos anos 40 uma dessas grandes olarias comia ao redor de 200 caminhões por fornalha (40 mil tijolos).

Para nós o metro quadrado de madeira saia em torno de R$ 10,00. A extração de madeira durou até os anos 70”.

Historia da Olaria no terreno de Antonio Libone Por aqui teve uma olaria nos anos 50, no sitio de Antonio Libone, ainda vivo, atualmente os donos da propriedade é dos filhos: Toninho e Mauro, e um primo Antonio Carlos (11 alqueires). Ao fechar a olaria, o senhor Atasilio que era o caseiro e sua família toda trabalhava na olaria, ganhou indenização de 3 alqueires (das terras do Antonio Carlos, por direito de uso campeão) cuja metade ficou com o advogado.

Produção do tijolo

Ao barro era dado liga com a força do burro. Tudo era manual, o tijolo era batido em formas a mão.

Historia da linha de ferro sorocabana, e sua primeira locomotora “Maria Fumaça”. “Em 1932 – fala Narciso -, foi inaugurada a linha de ferro sorocabana, e a locomotiva que nós chamávamos de “Maria Fumaça”. Comia muita lenha! As toras eram cortadas com um metro. Eram levadas em carroças puxadas por 3 burros, com mais o menos dois metros cúbicos de madeira ou levadas encima de burros com “cangaias”, cada burro carregaba mais o menos 1 metro cúbico. A cangaia permitia por madeira encima do burro e aos lados. Mais tarde nos anos 30 começaram a aparecer os caminhões: Ford 36,37,39 e os Cherolet que carregavam de 5 a 8 metros cúbicos.

Produção de carvão

Outra coisa que consumia lenha era a produção de carvão. O carvão era produzido em “Caiera”. Empilhava-se a madeira deixando um espaço no meio para jogar o fogo. Cobria-se a pilha com sapé e mato e depois cobria-se de terra. Abriam-se buracos pelas laterais para que o fogo respira-se. A caiera chagava a ter de 2 a 3 metros de altura e consumia de 2 a 3 metros cúbicos de madeira que produziam de 30 a 40 sacos de carvão desses antigos de 80 kg cada um. O processo todo levava 10 dias.

O extrativismo de madeira para satisfazer todas estas necessidades durou quase 90 anos. A medida que a madeira foi acabando o desmatamento estendeu-se até a região de Juquitiba, Embu Guaçu acabando com quase todas as matrizes de madeira de lei da região.

A chegada dos agricultores japoneses. Conta Narciso “Outra coisa que tem detonado o meio ambiente e continua até hoje foi a chegada dos agricultores japoneses com o uso de adubos químicos, inseticidas, herbicidas e todas essas químicas. O Ibama está sabendo de tudo isto, mais ainda não conseguiram parar com esses impactos ao meio ambiente”.

A fauna local

Os animais da mata que antes o povo comia eram: veado, paca, capivara, tatu, passarinhos diversos. “Os macacos que eu saiba – fala Narciso - não eram comidos só ouvi dizer que se fazia um remédio com o papo (gordura) do macaco. Na atualidade, a caça é proibida”.

A pedreira.

“A pedreira – fala Narciso - começo nos anos 80, o terreno foi comprado por 20 mil cruzeiros, super barato, o antigo dono era de sobrenome Pires. Atualmente pertence ao grupo Votorantim dirigido por Antonio Hermínio”.

Vale dos Amigos

O pessoal do Vale dos Amigos está começando a se manifestar contra o uso excessivo de explosivos que está provocando impactos negativos no meio ambiente e até na estrutura de suas casas.

Quando acontece uma explosão excessiva não só o barulho provoca efeitos negativos na fauna local, mais a poeira levantada, que tem incluso pedras de 10 cm de diâmetro, invade a área do vale dos amigos e redondezas.

As lideranças deste movimento são o Capitão da policia militar Itenei e Idelfonso, os proprietários Geraldo Batista (macineria) e José de Oliveira, Mauro dono do pesqueiro e seu Antonio e seu Edivaldo (Chapolim).

A Luz chegou no 1978, o telefone nos anos 90.

Outros donos de terra da região eram a família Nunes: João e Felício e para lá da linha do trem Zé Cachoeira.

Joaquim José Trinidade (Bahia – Igreja Congregação Cristã)

No ano 1951 chegou da Bahia Joaquim José Trinidade (conhecido por Joaquim Baiano) e se assentou nas terras hoje de propriedade das suas 9 filhas. Delas quatro e suas famílias se mantém na região sendo na sua maioria os povoadores da vilinha na terra onde antes Seu Joaquim plantava. São elas: Isaulina (casada com Seu Antonio, o padeiro, que tem dois filhos: Samuel e Joel) Solina (que tem quatro filhas: Cristina (casada com Antonio o funileiro-mecánico), Regina, Marly e Ruth – Cristina casou com Donisete e tem dois filhos: Lucas e Tatiane, Maria (filhos Dinei, Jones e Lais – filho Enrique), Geraldina ( esposa do cooperador da igreja, Paulo) as outras filhas são Florcina, Nerina, Dilis e outras duas.

O fundador da vila seu Joaquim morreu no ano 1990 e sua esposa Maria 4 anos depois, todos guardam ótimas recordações de ambos.

O posseiro proprietário anterior era chamado por José Garcia.

Joaquim, começou trabalhando para os japoneses mais logo arrendou as terras de José Garcia e trabalho junto a suas filhas e outros empregados (Bras) intensivamente, plantando com técnicas manuais, as vezes com arado puxado por cavalo e usando adubação orgânica.

Plantou mandioca, feijão, mandioquinha, batata, abóbora, arroz, quiabo, banana e todo tipo de legumes e verduras... Foi também criador de porcos, chegou a ter... e de galinhas, patos...

Braselino, conhecido por Bras, trabalhou desde cedo com Joaquim e conta da energia de trabalho de seu Joaquim que desde cedo pegava na inchada e não parava até o anoitecer: “as terras plantadas era o morro atual onde está a vila e parte das terras de seu Simão” e do seu Carlos, além da linha onde hoje Paulo é caseiro.

Atualmente (2002) é sua filha Isaulina que mantém a tradição do trabalho da terra.

Nos anos 70 a irmã Odila de Marilu pescou as filhas de seu Joaquim para a comunidade da Igreja Congregação Cristã, logo todos na família entraram na igreja, construíram sua igrejinha no local que se mantém até hoje com cultos toda quinta-feira as 19:00 e Domingo as 14:00. É comum passar pela vila e ver os seus garotos brincarem e escutar no fundo junto ao canto dos pássaros alguma irmã louvando a Deus.

Simão Brichman

Em 1955 Simão Brichman (nascido na Polônia) comprou 14 alqueires de três posseiros brasileiros.

Simão tem um casal de filhos, um casal de netos e um casal de bisnetos. O filho chama-se Gabriel (22/01). Simão é também um naturalista radical, nas suas terras não se usa adubação química nem defensivos agrícolas químicos. Simão é um dos primeiros proprietários com consciência ecológica na região.

Seu Simão conta: “No tempo de Jânio Quadros o Município de Itapecerica foi tombado para a construção de qualquer tipo de industria, só possíveis numa margem de 500 m da Br116”.

O seu caseiro e administrador do sitio, o baiano Geraldo Ferreira da Silva (77) fala: “... Nestas terras já plantou-se milho, cana, arroz, feijão, mandioquinha, mandioca, banana, e todo tipo de verdura”.

Seu Geraldo lamenta que na atualidade ainda tenha caçadores e principalmente cortadores de palmito.

Geraldo abriu na sua casa um ponto de oração da igreja “Assembléia de Deus” que se mantém até hoje e que teve seu auge desde 92 até 95.

Estrada da Boiada.

Começa na Borba Gato, na altura do sitio de Demião, ascende pelo morro divisa das terras de Simão e vai até Itapecerica. Era usada pelos camponeses para levar suas produções agrícolas para Itapecerica. Na atualidade está abandonada e usada só para esporte radical (rali).

Fone do Simão 3259 5212. Endereço: R Augusta 235/41

Períodos de plantio e coleta de hortas, pomares e plantações para a região:

Logo vamos colocar

Desafios da região:

Saneamento básico. Coleta seletiva do lixo. Médico de família. Condições higiênicas das criações. Plantações perto do córrego. Segurança (delegacia de Itapecerica da Serra e Batalhão da polícia militar) Florestal (R Pará n 588); fone 466 5051. Sgto. Delgado.

Seu Demiam

Seu Demiam ... dono da chácara sitiada no ... da Estrada Borba Gato sugere a elaborarão de um documento educativo que explique os perigos de contaminação do subsolo pelas fossas negras, e o lixo enterrado, o uso de defensivos agrícolas químicos e as águas sujas provenientes das criações de animais tais como cavalo, gado, galinhas e outros. Após dado este documento, representantes da equipe de Educação Ambiental do bairro visitara os moradores esclarecendo dúvidas e no caso de insistência nos erros terá intervenção da policia florestal.

Órgãos governamentais e seus serviços:

Policia florestal: A proteção ao meio ambiente só começou com a fragilidade que todos conhecemos nos anos 70. Primeiro foi a Florestal, agora é o Ibama.

Polícia mitiltar e civil. Bombeiros.

Prefeitura

Centro de saúde Mombaça:

Clínico geral. Enfermaria. Ginecologista. Dentista.

Hospital de Itapecerica.

Escolas.

Transporte.

Empresas que atuam na região

O que falta por averiguar ou fazer:

Terminar entrevista com Simão. Levantamento das Empresas situadas nas margens da Br116 e na região. Visitar prefeitura para conhecer o que se tem arquivado de informações sobre o bairro Itaquaxiara. Limites. Esclarecer existência do Bairro do Conselho. Visitar fórum de imóveis. Visitar delegacia. Visitar Policia Florestal. História da Olaria. Entrevista ao Luis e avó. Encontro com Regina e o vereador de Mombaça Encontro com o Vereador José de Moraes (Igreja da NSA) Visitar bar do Nino e do Sr Nenê (Igreja da NSA). Historia da linha de ferro sorocabana. Conhecer atividade atual; Passeio turístico com saída de Campinas. Coronel Petenã.

(Falar com Seu Atasilio, com Dimas. Na igrejinha nossa senhora aparecida perto de São Leopoldo a família Cintra (Miguel do bar do ponto). Joaquim e família falaram da olaria.)

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