Comunicação na Dimensão Espiritual
Reinaldo Passadori
Perplexo com as assustadoras notícias sobre a violência das cidades, representada
pela onda de seqüestro, assassinatos, violência generalizada, e, aliada ao dinamismo
e velocidade dos nossos dias, impulsionados pela mídia para o consumo e a superficialidade,
creio necessário pararmos para acalmar a nossa mente, o nosso coração e refletir sobre
o que, de fato é mais importante.
A única e irrefutável verdade é que a vida é efêmera e um dia se acaba, ou seja, sem nenhuma
dúvida cada um de nós irá morrer. Paradoxalmente, vivemos como se fôssemos eternos, ora
adiando algo prazeroso, ora deixando um bom plano para depois, mesmo em atos tão simples,
como cuidar da própria saúde ou fazer um check-up anual.
Nessa parada para revermos os nossos valores, ao pensarmos o sentido da existência, deixamos
um pouco de lado o nosso trabalho e pensamos na justificativa para estes simples
questionamentos, como por exemplo:
O que é a vida para você?
O que é a morte para você?
*Como você concebe Deus ou Pai Celestial, Javé, Jeová, Grande Arquiteto do Universo, não
importa o nome que você a Ele dê?*
Ao nos depararmos com a grandiosidade do Universo, percebemos que somos radiúnicas
partículas de todo um Cosmos grandioso, majestoso, magnífico e, embora tão pequeninos, existimos.
Penso, logo existo, não mais verdadeira que Existo, por isso penso.
Além de termos a consciência da nossa participação nesse esplêndido cenário chamado Natureza,
onde nos foi proporcionada a capacidade de sentir emoções, também aflora a percepção de
que estamos aqui para algo superior, além de nascermos, crescermos e morrermos. Trata-se da
sensibilidade e intuição de cada um que impulsiona a descoberta da Missão Pessoal.
Você já pensou sobre isso?
Para que você está aqui?
Acredito que a justificativa da nossa existência seja a evolução. Creio que estamos aqui para
evoluirmos como pessoas e como seres espirituais através da oportunidade de viver uma experi-
ência humana.
A missão pessoal pressupõe as opções que uma pessoa faz por meio dos valores éticos que ela
adota ou que direta ou indiretamente norteiam a sua vida. Notem que não estou falando de
religião, mas de algo muito maior que é a relação de cada um, com o seu papel no mundo, com
o que pode fazer para irradiar uma energia positiva que flui através das suas palavras, dos seus
pensamentos e, principalmente, dos seus exemplos na prática do bem.
Não estamos sós. Vivemos em comunidade, em uma rua, em um bairro, em uma cidade, em um
estado, em um país, em um continente, em um planeta, em um sistema solar, em uma galáxia.
Talvez nossa participação não seja tão poderosa para interferirmos no planeta ou na galáxia, mas
certamente podemos fazer algo junto aos nossos familiares, amigos, colegas de trabalho e vizinhos.
Há hoje uma preocupação com o meio ambiente e sua preservação, assim como, a Responsabilidade
Social, visando compensar os desmandos de uma estrutura política descompromissada
com os reais destinos da população, onde há muitos famintos e necessitados.
Ao tomarmos a consciência do nosso papel e da nosso potencial de participação (posso não ser
culpado de muita coisa que há por aí, mas não posso negar a minha parcela de responsabilidade),
que então façamos a nossa parte, por pequena que seja, acolhendo um necessitado, orientando,
educando, combatendo vícios e corrupção, quer seja destinando parte do tempo a alguma entidade
filantrópica, quer seja oferecendo uma visita a algum orfanato, asilo ou hospital para dar um
pouco de conforto aos mais necessitados.
É desse tipo de gente que o mundo precisa. Podemos não consertá-lo, mas certamente será
um lugar um pouco melhor, principalmente porque mais e mais pessoas abrem esse canal de
comunicação na dimensão espiritual e resolve fazer a sua parte.